Guilherme Arantes

Guilherme Arantes (São Paulo, 28 de julho de 1953) é um cantor e compositor brasileiro.

Guilherme Arantes
Informação geral
Nome completo Guilherme Arantes
Nascimento 28 de julho de 1953 (68 anos)
Local de nascimento São Paulo, SP
Brasil
Nacionalidade brasileiro
Gênero(s) MPB, pop, rock, rock progressivo, synth-pop, música romântica
Ocupação(ões) Cantor e compositor
Instrumento(s) Voz
Teclado
Piano
Órgão
Cravo
Período em atividade 1973 - presente
Afiliação(ões) Moto Perpétuo
Gang 90 e as Absurdettes
Jorge Mautner
Página oficial guilhermearantes.com.br

É um dos poucos pianistas brasileiros a integrar o hall da fama da secular fabricante teuto-americana de pianos Steinway & Sons, estando em companhia de nomes como Guiomar Novaes, Franz Liszt, George Gershwin e Duke Ellington.[1][2]

Guilherme contribuiu decisivamente também para o surgimento do fenômeno new wave no Brasil, em 1981, assinando aquela que é considerada a primeira música do gênero no país: "Perdidos na Selva".[3]

É reconhecido como um grande hitmaker, emplacando sucessos na sua própria voz e nas de inúmeros outros artistas tais como Caetano Veloso, Maria Bethânia, Nando Reis, Elis Regina, Roberto Carlos, Belchior, Gal Costa e MPB4.[4][5]

Tem influenciado artistas das gerações mais recentes da música brasileira, tais como Mano Brown, Vanessa da Mata, Marcelo Jeneci, Tulipa Ruiz, Curumin, Céu e Bruna Caram.[6][5]

Na década de 1980, chegou a bater recorde de arrecadação de direitos autorais, superando nomes como Caetano Veloso, Chico Buarque e Gilberto Gil, além de ter colocado 12 músicas em primeiro lugar nas paradas do sucesso.[7] Também nos anos 1980, recebeu elogios de Tom Jobim.[8]

Em 2008, foi eleito pela revista Rolling Stone Brasil um dos 100 maiores artistas da música brasileira.[9] No ano seguinte, a mesma revista também considerou seu primeiro sucesso "Meu Mundo e Nada Mais" como uma das 100 maiores músicas brasileiras em todos os tempos.[10] e inclui o cantor em 3 dos 100 maiores momentos da história da música do Brasil, classificando-o como "o mestre do pop brasileiro".[11]

É um dos 20 artistas que mais tiveram canções incluídas como trilhas sonoras de novelas brasileiras, com 27 músicas.[12]

Em 2013, seu álbum Condição Humana recebeu o Prêmio Multishow de melhor álbum daquele ano [13] e em 2019 eleito, por absoluta unanimidade, o álbum da década - de 2010 a 2020 - na votação pública do site da Red Bull Brasil.[14]

CarreiraEditar

Década de 1970Editar

Começou sua carreira em 1973 como tecladista, pianista e vocalista da banda Moto Perpétuo, grupo de rock progressivo, tendo lançado um álbum com o grupo em 1974, no qual foi o compositor em 9 das 11 faixas.[15][16] Em 1975, desliga-se do Moto Perpétuo e estoura imediatamente em sua carreira solo, com a música Meu Mundo e Nada Mais, incluída na trilha sonora da telenovela Anjo Mau, da TV Globo.[17] Em seguida, no ano de 1976, lança seu primeiro álbum homônimo, sucesso de crítica e público.[18]

Ainda na década de 1970, lança mais três álbuns e começa a pavimentar seu caminho de hitmaker com canções de sucesso como Cuide-se Bem, Baile de Máscaras, Amanhã e Êxtase.[19]

Na época, escreveu "Só Deus é Quem Sabe" e 'Aprendendo a Jogar" para Elis Regina, com quem iniciaria um relacionamento mais tarde. O namoro continuou por quatro meses, até Guilherme recusar o convite de Elis para ser seu diretor musical.[20]

Década de 1980Editar

Em 1980, lança o álbum Coração Paulista, ainda com muitas características roqueiras e progressivas que marcaram em grande medida seus álbuns na década anterior.[21] Ainda em 1980, se aproxima de Elis Regina, que grava duas músicas suas: Só Deus É Quem Sabe e Aprendendo a Jogar, esta com grande êxito comercial.[22]

No ano seguinte, 1981, lança sucessos como Deixa Chover e Planeta Água, esta responsável por levá-lo à final do Festival MPB-Shell daquele ano.

Ao longo da década, vai acumulando hits e trilhas de novelas, tais como O Melhor Vai Começar, Lance Legal (1982), Pedacinhos (1983), Fio da Navalha (1984), Cheia de Charme, Olhos Vermelhos, Fã Número 1 (1985), Coisas do Brasil, Loucas Horas (1986), Um Dia, Um Adeus, Ouro, Marina no Ar (1987), Raça de Heróis e Muito Diferente (1989). Emplaca ainda muitas músicas em trilhas sonoras de programas infantis, a exemplo de Brincar de Viver, na voz de Maria Bethânia, e Lindo Balão Azul, interpretada por Baby Consuelo, Bebel Gilberto, Moraes Moreira e Ricardo Graça Mello.[23]

Décadas de 1990 até os dias atuaisEditar

Nos anos 1990, lança seis álbuns de inéditas e, embora em quantidade menor que nos anos 1980, segue lançando hits e trilhas de novelas tais como Sob o Efeito de Um Olhar, Lágrima de Uma Mulher, Trilhas, Hora de Partir o Coração e Marca de Uma Estrela.[24]

Em 2000, muda-se para a Bahia[25] e na década que ali se iniciava lançou três álbuns de inéditas, bem como o seu primeiro DVD ao vivo.[26]

Em 2013, lança o álbum Condição Humana[27] e, em 2017, seu álbum mais recente: Flores & Cores,[28] eleito o 13º melhor disco brasileiro de 2017 pela revista Rolling Stone Brasil.[29]

Em 2020, participa do DVD do Edu Falaschi, Temple of Shadows in Concert, lançado em fevereiro de 2021.[30] Em julho de 2021, lançou o álbum A desordem dos templários contendo que mescla um as várias nuances de seus trabalhos anteriores: rock progressivo, synth-pop e baladas.[31]

DiscografiaEditar

Com o Moto Perpétuo
Solo
 Ver artigo principal: Discografia de Guilherme Arantes

Projetos sociais e outras atividadesEditar

  • Instituto Planeta Água Jacuípe/BA - Plantio e Replantio de mudas, conservação de manguezais, atividades de artesanato e educação ambiental com jovens e senhoras.
  • Pousada Estúdio Planeta Água - Produtora Coaxo do Sapo Jacuípe, Bahia - Pousada para receber músicos, com estrutura de estúdio, equipamentos e instrumentos para produção musical, onde foi gravado o CD e DVD Intimidade em 2007 e o CD Condição Humana em 2013.

BibliografiaEditar

  • BARCINSKI, André. Pavões Misteriosos — 1974-1983: A explosão da música pop no Brasil São Paulo: Três Estrelas, 2014.

Referências

  1. «Guilherme Arantes - Steinway & Sons». www.steinway.com (em inglês). Consultado em 22 de julho de 2021 
  2. Guilherme Arantes: 60 anos | Musicograma | TV Brasil | Cultura, 8 de julho de 2013, consultado em 22 de julho de 2021 
  3. «Os 40 anos de carreira de Guilherme Arantes». Vivo Música by Napster. Consultado em 22 de julho de 2021 
  4. «QUEM GRAVOU E PARTICIPAÇÕES DE GUILHERME ARANTES». www.planetaguilhermearantes.com. Consultado em 22 de julho de 2021 
  5. a b «A reinvenção de um fenômeno chamado Guilherme Arantes - Cultura». Estadão. Consultado em 22 de julho de 2021 
  6. «Guilherme Arantes». Trip. Consultado em 22 de julho de 2021 
  7. Guilherme Arantes celebra 40 anos de carreira no Press Awards Acessado em 15 de junho de 2017
  8. Ao lançar caixa comemorativa, Guilherme Arantes reflete sobre suas quatro décadas de carreira Acessado em 15 de junho de 2017
  9. Os 100 Maiores Artistas da Música Brasileira: Guilherme Arantes Acessado em 15 de junho de 2017
  10. Internet (amdb.com.br), AMDB (18 de dezembro de 2009). «N°87 - Meu Mundo e Nada Mais». Rolling Stone. Consultado em 22 de julho de 2021 
  11. Os 100 Maiores Momentos da Música Brasileira Acessado em 15 de junho de 2017
  12. tabata.uchoa. «Presente em duas novelas, Ana Carolina tem 22 trilhas para contar sua história | Diversão | O Dia». odia.ig.com.br. Consultado em 22 de julho de 2021 
  13. Conheça os vencedores do Prêmio Multishow 2013 Acessado em 15 de junho de 2017
  14. «musica-melhor-album-brasileiro-decada-2010». www.redbull.com. Consultado em 22 de julho de 2021 
  15. ENTREVISTA | GUILHERME ARANTES FALA SOBRE O MOTO PERPÉTUO Acessado em 17 de junho de 2016
  16. «Moto Perpétuo 1974 - Guilherme Arantes». www.lancelegal.net. Consultado em 22 de julho de 2021 
  17. «Resultados da pesquisa por "anjo-mau-2 trilha sonora" – Anjo Mau – 1ª versão – Memória». Consultado em 22 de julho de 2021 
  18. http://www.mondopop.net/2009/01/guilherme-arantes-guilherme-arantes-1976-som-livre/ Acessado 17 de junho de 2017
  19. News, Campo Grande. «Comemorando 40 anos de sucesso, Guilherme Arantes faz show em Campo Grande». Campo Grande News. Consultado em 22 de julho de 2021 
  20. BARCINSKI, 2014, p. 72.
  21. Rock com dendê Acessado em 17 de junho de 2017
  22. Elis Regina: uma "garimpeira" da música brasileira Acessado em 17 de junho de 2017
  23. «Guilherme Arantes - Especiais Infantís». www.lancelegal.net. Consultado em 22 de julho de 2021 
  24. «NOVELAS COM TEMAS DE GUILHERME ARANTES». www.planetaguilhermearantes.com. Consultado em 22 de julho de 2021 
  25. Há dez anos na Bahia, Guilherme Arantes flerta com o novo pop local Acessado em 17 de junho de 2017
  26. Nova cara para velhos sucessos: Guilherme Arantes regrava sucessos dos anos 80 na mídia dos anos 90 Acessado em 17 de junho de 2017
  27. Com álbum independente, Guilherme Arantes ganha prêmio de Melhor Disco: “Foi emocionante” Acessado em 17 de junho de 2017
  28. «Guilherme Arantes volta aos anos 80 com 'Flores e Cores' - Cultura - Estadão». Estadão 
  29. «Melhores Discos Nacionais de 2017». Rolling Stone Brasil. Grupo Spring de Comunicação. 2017. Consultado em 25 de janeiro de 2019 
  30. «Edu Falaschi lança DVD do show em que pôs Guilherme Arantes no templo do metal». G1. Consultado em 22 de julho de 2021 
  31. Ferreira, Mauro. «Guilherme Arantes vence cruzada interior travada no campo épico do álbum 'A desordem dos templários'». G1. Consultado em 28 de julho de 2021 

Ligações externasEditar

 
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