Gilberto Braga


Gilberto Tumscitz Braga (Rio de Janeiro, 1 de novembro de 1945) é um autor de telenovelas brasileiro.[1]

Gilberto Braga
Nome completo Gilberto Tumscitz Braga
Nascimento 1 de novembro de 1945 (74 anos)
Rio de Janeiro, RJ
Nacionalidade brasileiro
Ocupação autor de telenovelas
Principais trabalhos

Sua telenovela de 2007, Paraíso Tropical, foi indicada em 2008 ao Emmy na categoria de melhor novela.[2] A maioria de suas novelas tem um assassinato misterioso nos capítulos finais.

BiografiaEditar

Início da carreira e adaptação de romances famososEditar

Gilberto Braga cursou a faculdade de Letras na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, depois foi professor de francês na Aliança Francesa e em seguida ingressou no jornal O Globo como crítico de teatro e cinema.[1][3] Estreou como autor televisivo em 1973, quando assinou dois casos especiais: As Praias Desertas e Feliz na Ilusão, na mesma época em que atuou pela primeira vez como novelista. Desenvolveu em parceria com Lauro César Muniz a autoria da novela Corrida do Ouro (1974), trabalho do qual se afastaria pela metade devido ao fato de ainda não estar habituado ao ritmo de escrita para a televisão. Gilberto já havia colaborado com Lauro César em Carinhoso (1973) e voltaria a trabalhar com ele em Escalada (1975). Gilberto Braga foi o primeiro autor brasileiro formado exclusivamente para a televisão - jamais escreveu para teatro. Ele foi responsável por algumas adaptações: Dama das Camélias 72 (versão atualizada de A Dama das Camélias, protagonizada por Glória Menezes e Cláudio Cavalcanti), O Preço de Cada Um (modernização de Misantropo) e Mulher (versão moderna de Casa das Mulheres).

Ele também se notabilizou pelas adaptações de clássicas obras literárias para a televisão. Em 1975, foi responsável pelas adaptações dos romances Helena, de Machado de Assis (que seria adaptada novamente em 1987 pela extinta TV Manchete) e Senhora de José de Alencar, mas o maior sucesso nesse filão foi Escrava Isaura (1976), baseada no romance homônimo de Bernardo Guimarães, cujo êxito foi enorme - durante muito tempo, foi a novela mais vendida de todos os tempos e consagrou mundialmente a atriz Lucélia Santos, que iniciava a carreira.

Ainda em 1975, Gilberto Braga colaborou com Janete Clair na autoria da novela Bravo! e a substituiu quando ela teve que preparar outra trama para o lugar de Roque Santeiro, de Dias Gomes, cuja exibição fora proibida pela censura militar no dia da estreia. Com a proibição, ela escreveu então aquele que se tornaria um dos maiores sucessos, a novela Pecado Capital.

Telenovelas contemporâneas e suspenseEditar

A novela Dancin' Days (1978), escrita a partir do esboço A Prisioneira, da colaboradora Janete Clair, alcançou um grande sucesso, marcada por algumas peculiaridades: a estreia no horário nobre, como autor titular, além de ter sido a primeira novela contemporânea e sem ser uma adaptação de romance consagrado. A trilha sonora internacional, basicamente com canções de discotecas foi um sucesso de vendagem - mais de um milhão e meio de cópias - assim como a nacional - um milhão de cópias, estimulando o crescimento de novas casas do gênero e lançou diversos modismos, como voos de asa delta e meias de lurex usadas com sandália. A novela foi reexibida em 1980 no "Festival 15 Anos", com apresentação de Glória Pires e numa versão compacta (entre outubro e novembro de 1982). Alguns anos depois a novela foi adaptada para romance na coleção Campeões de Audiência - Telenovelas (lançada pela Editora Globo entre 1987 e 1988), assim como Água Viva e Pecado Capital. O livro Água Viva foi lançado por Leonor Bassères baseado nas três mil e duzentas laudas que Gilberto escrevera para a novela.

Seguiram-se outras novelas de sucesso no horário nobre: Água Viva (1980) abordou o cotidiano da classe média alta no litoral e o windsurfe, causou polêmica por conta do topless e mostrou, pela primeira vez, o uso de maconha na televisão brasileira. Prosseguiu com a novela Brilhante (1981), que discutiu a homossexualidade masculina e romance entre pessoas de diferentes idades. Brilhante foi acusada de plágio de livros e filmes norte-americanos e enfrentou problemas com a audiência, tendo por isso sofrido alterações ao longo da história. O tema de abertura da novela era Luiza, composta por Tom Jobim especialmente para a trama, e cuja letra menciona o cabelo loiro e comprido da protagonista, Vera Fischer. Quando ela apareceu de cabelo curto, o compositor foi o primeiro a protestar. Este polêmico fato foi bastante criticado, e a figurinista Marília Carneiro deu a ideia de usar uma bandana no pescoço, acessório este que virou febre entre o público feminino. Nessa fase também escreveu Louco Amor (1983), que teve a estreia antecipada devido ao término repentino - causado pela morte do protagonista, Jardel Filho, de Sol de Verão (1982), de Manoel Carlos que colaborou, a pedido do próprio Gilberto, na redação do texto de Água Viva - e Corpo a Corpo (1984), inspirada no mito de Fausto, que causou polêmica por debater o racismo, um tema que não foi aceito pelo grande público.

O maior sucesso foi quando ele parou o Brasil com o mistério em torno de quem matou Odete Roitman? (Beatriz Segall), personagem da novela Vale Tudo (1988). O último capítulo da referida telenovela obteve a maior audiência já conquistada, com 86% dos televisores estavam ligados. O final da trama revelou Leila (Cássia Kiss) como a assassina. A expectativa foi tamanha que a marca de caldos de galinha Maggi, fez um concurso em que premiava quem acertasse o nome do assassino. O vencedor recebeu cinco mil cruzeiros, equivalente a três mil e duzentos dólares. Vale Tudo também ganhou um remake em espanhol: Vale Todo (2002), com o elenco formado de atores de língua hispânica e foi exibida em parceria com a rede Telemundo, cadeia de emissoras abertas mais voltada para o público latino.

O mistério sobre a identidade de um assassino que só vem a ser revelado no último capítulo fora um recurso já utilizado pelo autor antes mesmo de Vale Tudo: em 1980, sua trama Água Viva, utilizou o bordão quem matou Miguel Fragonard? (Raul Cortez). Em 1986, sua minissérie Anos Dourados, que retratava o Rio de Janeiro dos anos 1950, contou com vinte capítulos, e, faltando quatro para o fim, Olivério (Arthur Costa Filho), dono de uma boate em Copacabana, aparece morto - o autor do crime, revelado no último capítulo, fora Carneiro (Cláudio Corrêa e Castro). No fim dos anos 1990, Braga voltou a utilizar o quem matou?, primeiro através de sua minissérie policial Labirinto (1998), que, ao longo de seus vinte capítulos, mobilizou o público com a pergunta quem matou Otacílio Martins Fraga? (Paulo José), e, em seguida, através de sua telenovela de época Força de um Desejo (1999), que, a partir de seu capítulo 155 passou a perguntar quem matou o Barão Henrique Sobral? (Reginaldo Faria), num mistério que durou até o capítulo 226, o último da trama. Quatro anos mais tarde, Celebridade (2003), perguntava quem matou Lineu Vasconcelos? (Hugo Carvana), tendo sido a vilã Laura (Cláudia Abreu) a sua assassina. Em 2007, o mistério foi na novela Paraíso Tropical com o bordão quem matou Taís Grimaldi? (Alessandra Negrini). Em 2011, foi a vez da novela Insensato Coração usar o bordão quem matou Norma Pimentel? (Glória Pires), e em 2015, Babilônia traz ao público a pergunta quem matou Murilo? (Bruno Gagliasso).

Foram presença constante nas obras de Gilberto Braga, Antonio Fagundes, Beatriz Segall, Cláudio Correia e Castro, Débora Duarte, Fernanda Montenegro, Glória Pires, Hugo Carvana, José Lewgoy, Lília Cabral, Mário Lago, Nathalia Timberg, Renata Sorrah, Tarcísio Meira e Vera Fischer entre outros.

Substituição e Trilogia entre 1988 e 1994Editar

Gilberto Braga substituiu Sílvio de Abreu a título informal em alguns capítulos na autoria da novela Rainha da Sucata (1990) quando este último precisou se afastar durante algumas semanas devido a problemas pessoais. Em 1992 Gilberto substituiu Glória Perez na condução da novela De Corpo e Alma em parceria com a fiel colaboradora Leonor Bassères. Glória se afastou da trama por algumas semanas devido ao assassinato da filha, a atriz Daniela Perez.

O primeiro título sugerido para Vale Tudo (1988) foi Pátria Amada, o que se tornou inviável por já existir um filme (da cineasta Tizuka Yamazaki) com este nome. Além de refletir sobre os problemas do alcoolismo e de mostrar, pela primeira vez de maneira explícita, o relacionamento homoafetivo entre duas mulheres, a novela iniciava uma trilogia onde eram abordadas temas sobre honestidade e corrupção. O segundo trabalho nesse caminho foi O Dono do Mundo (1991), que teve o objetivo de recuperar a audiência perdida com a antecessora no horário, Meu Bem, Meu Mal, de Cassiano Gabus Mendes. A novela sofreu reformulações pois a trama inicial não havia entusiasmado o público e, em determinados momentos, a novela infantil mexicana Carrossel (do SBT) e a então novela das sete, Vamp de Antônio Calmon, superaram o Ibope da novela. Desta vez, quem colaborou na condução da história foi Sílvio de Abreu, que deu maior agilidade, o que fez com que a trama fosse recuperando gradativamente a audiência. O Dono do Mundo teve média geral de quarenta e sete pontos, índice considerado baixíssimo para uma novela do horário nobre na época. O maior destaque da novela foi a elogiadíssima abertura, que mostrou imagens de Charles Chaplin no filme O Grande Ditador (1940). A última obra da trilogia foi Pátria Minha (1994). A novela, que teve o título extraído do poema homônimo de Vinícius de Moraes, enfocou conflitos ideológicos como as questões da moradia, racismo, adultério, virgindade - já abordada em O Dono do Mundo - e primeira experiência sexual, uso de preservativos e diálogo familiar (pais e filhos). Pátria Minha teve média geral de quarenta e seis pontos, dez a menos que a antecessora, Fera Ferida, de Aguinaldo Silva, apesar dos percalços que a produção teve que enfrentar com os atores Vera Fischer e Felipe Camargo, então casados, que foram afastados do elenco, dentre outros motivos, devido a brigas e aos frequentes atrasos.

Minisséries, supervisão de texto e retorno às produções de épocaEditar

A primeira minissérie escrita foi um dos trabalhos mais elogiados e bem-sucedidos: Anos Dourados (1986), dirigida por Roberto Talma. A trama, que foi posta no ar às pressas visando concorrer com o estrondoso sucesso Dona Beija da extinta Rede Manchete, também marcou o retorno às produções ambientadas nos anos 1950, realçado principalmente pela trilha sonora que trouxe diversas canções consagradas da época (escolhidos pessoalmente pelo autor, que pela primeira vez atuou também como produtor musical). Anos Dourados foi reprisada em 1988 e 1990 com cortes - alguns duramente criticados, inclusive na narração do encerramento, que não conta o destino dos personagens principais. A minissérie foi lançada em DVD em 2003, numa versão condensada porém mais completa que a versão apresentada em 1990. Como parte das comemorações dos quarenta anos da Rede Globo, em 2005 o canal pago Multishow apresentou parte da série, também com cortes, sendo relançada em DVD em 2006 com dois volumes pela Editora Globo.

A minissérie O Primo Basílio (1988), baseada no romance homônimo do escritor português Eça de Queiroz, marcou à volta ao trabalho com adaptações e às produções de época na carreira. A minissérie foi muito elogiada pela Federação das Associações Portuguesas e Luso-Brasileiras e criticada por alguns intelectuais que se opuseram à versão televisiva do romance, abordando a cultura portuguesa da literatura de Eça de Queiroz. Quatro anos mais tarde, outra minissérie obteve relevante sucesso: Anos Rebeldes (1992), lançada em livro (com adaptação de Flávio de Campos) paralelamente à exibição na tevê, onde abordava a época da ditadura militar brasileira (1964-1985). Na minissérie, encontrou eco ao povo que ia às ruas pedir o impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello, vivendo uma situação política semelhante à discutida na obra. A minissérie foi lançada em vídeo nos anos 1990, e, assim como Anos Dourados, teve lançamento em DVD, em 2003, também numa versão compacta, e uma exibição no canal Multishow em 2005.

Em 1990 Gilberto atuara como supervisor de texto na novela Lua Cheia de Amor, adaptação de Ana Maria Moretzsohn para Dona Xepa (1977), baseada na peça homônima de Pedro Bloch. Ele havia também colaborado na sinopse de Bambolê, de Daniel Más (1987), ambientada nos anos 1950 - assim como a minissérie Anos dourados. Gilberto também supervisionaria, mais tarde, o texto de Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa na elaboração da sinopse e na construção do perfil dos personagens da novela Salsa e Merengue (1996). Em 2012, o autor supervisiona o texto de Claudia Lage e João Ximenes Braga para a telenovela Lado a Lado, premiada internacionalmente com o Emmy de melhor telenovela.

Em 1998 o autor escrevera uma sinopse intitulada Feliz Aniversário, projeto que acabou sendo abortado mas cujas tramas foram aproveitadas na sua minissérie policial Labirinto. Estrelada por Malu Mader e Fábio Assunção, Labirinto é, até os dias de hoje, a última minissérie escrita pelo autor, que desde então tem escrito apenas telenovelas.

Além de participarem da minissérie Labirinto, Fábio Assunção e Malu Mader protagonizaram a novela Força de um Desejo (1999), ambientada no século XIX por decisão que a TV Globo tomou depois do grande sucesso de Chiquinha Gonzaga, de Lauro César Muniz, que se passava nessa mesma época. A novela também marcou a volta às produções de época no horário das seis da Rede Globo depois de oito anos. A última havia sido em Salomé (1991), de Sérgio Marques, cujo projeto deveria ter sido desenvolvido por Gilberto, em 1978, tendo ele passado na época para o horário nobre, com Dancin' Days.

Por volta de 1998 havia sido cogitado um remake da novela Dancin' Days, para comemorar vinte anos de sua estreia, mas por questões de inadequação ao horário que a Globo havia disponibilizado para o autor - 18 horas - este projeto também acabou sendo descartado. Como a vaga no horário das 18 horas continuava disponível, a Globo entregou a Gilberto uma sinopse que Alcides Nogueira escrevera em 1988 sob o título de Amor Perfeito. Gilberto reformulou a sinopse, dando origem à Força de um Desejo, exibida a partir de maio de 1999.

Ainda em 1998, quando Gilberto Braga começara a escrever Força de um Desejo a partir da história original de Alcides Nogueira, Alcides se encontrava a colaborar com Sílvio de Abreu na telenovela Torre de Babel. Dessa forma, Gilberto desenvolveu a trama sozinho até Alcides estar disponível para trabalhar com ele, o que só veio a acontecer quando do fim de Torre de Babel em janeiro de 1999. Na sinopse original de 1988 a ação se passava na década de 1950, tendo sido mudada para o século XIX após a reformulação. Os atores originalmente cogitados em 1988 foram Maria Zilda, Thales Pan Chacon e Castro Gonzaga para os papéis equivalentes aos personagens que acabaram sendo interpretados por Malu Mader, Fábio Assunção e Reginaldo Faria em Força de um Desejo. Denise del Vecchio, que também estaria no elenco da primeira versão, acabou ganhando um papel de destaque na telenovela de 1999.

Exibida a partir de maio de 1999, e originalmente estruturada para 179 capítulos, Força de um Desejo terminou por ser tremendamente esticada, sendo concluída então com 226 capítulos. Para ajudar os autores principais, Sérgio Marques, antes creditado na abertura da telenovela como co-autor, acabou juntando-se a Braga e a Nogueira na autoria principal da trama.

Força de um Desejo tornou-se entre os críticos um dos mais cultuados trabalhos já realizados pelo autor, ainda que não tenha alcançado altos índices de audiência, como antes fora esperado. Porém, cinco anos após seu término em janeiro de 2000, passou a ser reprisada em setembro de 2005 na sessão Vale a Pena Ver de Novo conquistando uma audiência satisfatória. A telenovela também fora um estrondoso sucesso quando exibida internacionalmente. Ao ser reapresentada no Vale a Pena Ver de Novo, Força de um Desejo tornou-se a primeira telenovela da Rede Globo a utilizar o recurso closed caption, processo que permite aos deficientes auditivos acompanhar o que está sendo dito nos programas por meio da leitura de legendas que podem ser visualizadas na tela.

Anos 2000 e indicação ao Emmy AwardsEditar

Em Celebridade (2003), que teve o título provisório de Fama, o mundo ficcional era tratado como real, ridicularizando e colocando em questão o que é "ser célebre" e o que é "ter fama". A obra foi escrita principalmente para comemorar os vinte anos de carreira da atriz Malu Mäder, grande amiga de Braga. A sinopse escrita originalmente em 2001, mas sua exibição foi adiada. Consistia em uma espécie de revisão das antigas obras, com personagens com as mesmas características de outros em trabalhos anteriores, além de revisitar o quem matou? (através do mistério quem matou Lineu Vasconcelos?).

Paraíso Tropical, levada ao ar de 5 de março a 28 de setembro de 2007, em 179 capítulos, foi a produção do horário de menor duração dos onze anos anteriores. Seu título provisório foi Copacabana, em referência ao bairro carioca, onde a história é ambientada. Foi escrita em parceria com o fiel colaborador Ricardo Linhares, mostrando ao público temas importantes e polêmicos, como homossexualidade sem nenhum preconceito, turismo sexual, prostituição - já abordada em O Dono do Mundo - e alcoolismo. A trama foi protagonizada por Fábio Assunção e Alessandra Negrini, que estava afastada das novelas havia cinco anos. Negrini substituiu Cláudia Abreu, que precisou deixar o trabalho por causa de uma gravidez. A novela marcou também a volta de Renée de Vielmond às telenovelas - a última da qual ela havia participado foi Explode Coração, de Glória Perez (1995). Daisy Lucidy também estava longe das telas desde 1976, quando fez parte do elenco de O Casarão, de Lauro César Muniz. Vera Holtz substituiu Joana Fomm na personagem Marion Novaes, pois Joana precisou se afastar por problemas de saúde. Cogitava-se o seu retorno à trama em outro papel, mas isso não se concretizou. A novela seguiu o gênero habitual de suspense das novelas de Gilberto Braga. No capítulo 154 houve a morte de Taís Grimaldi (Alessandra Negrini), e o mistério foi levado até o final, com a pergunta quem matou Taís?. Logo depois do assassinato principal vieram mais perguntas, como quem envenenou Marion Novaes? (no capítulo 171) e quem matou Lutero? (no capítulo 175) - todos cometidos pelo mesmo assassino - Olavo (Wagner Moura). Durante a exibição, Paraíso Tropical foi o programa mais visto da televisão brasileira [carece de fontes?]. A trama foi indicada ao Emmy 2008 na categoria de melhor novela.[2] O International Emmy Awards, ou simplesmente Emmy, é equivalente ao Oscar da televisão internacional.

Quase quatro anos depois, estreava outra telenovela de autoria de Braga, Insensato Coração, que estreou na faixa das 21h na Globo, em 17 de janeiro de 2011, substituindo Passione, de Sílvio de Abreu. A trama teve 185 capítulos, sendo o último exibido em 19 de agosto de 2011. No ano seguinte, Braga supervisionou os textos da telenovela Lado a Lado, de autoria de João Ximenes Braga (seu antigo colaborador) e Claudia Lage.[4]

Em 2015 foi a vez de Babilônia, também na faixa das 21h, e que inicialmente teve o título de Três Mulheres.[5] A previsão inicial de estreia era 23 de fevereiro de 2015, mas foi adiada para 16 de março. Com 143 capítulos, a trama terminou em 29 de agosto, sendo considerada "forte" pela crítica, pois abordava temas pouco tradicionais ao gênero, como homossexualidade e racismo, e foi rejeitada pela parcela mais conservadora do público, especialmente entre os seguidores do evangelicalismo; alguns deputados da bancada evangélica chegaram a promover boicotes à produção. Babilônia teve a menor média do horário das 21 horas na Grande São Paulo: 25 pontos, tomando o posto de Em Família, que obteve 30, e trazendo problemas de audiência para a sua sucessora, A Regra do Jogo. Seus maus resultados, no entanto, não foram atribuídos somente aos polêmicos temas abordados — uma vez que a telenovela das 23 horas, Verdades Secretas, exibida no mesmo período, obteve sucessivos recordes de audiência para o seu horário mesmo apresentando uma trama com alto conteúdo erótico —, mas também ao roteiro considerado inconsistente pela imprensa.[6][7]

Vida pessoalEditar

Segundo o site Bem Paraná, o autor de novelas Gilberto Braga e o decorador Edgar Moura Brasil ficaram noivos no dia 26 de dezembro de 2013 na cidade de Paris, celebrando esta ocasião no restaurante L'Entrecôte. Vieram a oficializar a união na data de 22 de março de 2014, no próprio apartamento de ambos, no Arpoador, no Rio de Janeiro. O longo relacionamento já dura mais de 40 anos.[8]

CarreiraEditar

TelevisãoEditar

Ano Trabalho Emissora Escalação Parceiros titulares
1972 a
1974
Caso Especial Rede Globo colaborador
1974
1975
Corrida do Ouro autor principal Lauro César Muniz
Janete Clair (supervisora)
1975 Senhora autor principal
adaptação
1975 Helena autor principal
adaptação
1975
1976
Bravo! autor principal Janete Clair
1976
1977
Escrava Isaura autor principal
adaptação
1977 Dona Xepa autor principal
adaptação
1978
1979
Dancin' Days autor principal Janete Clair (argumento)
1980 Água Viva Manoel Carlos
1981
1982
Brilhante
1983 Louco Amor
1984
1985
Corpo a Corpo
1986 Anos Dourados Leonor Bassères
1987 Bambolê supervisor de texto Daniel Más
1988 O Primo Basílio autor principal
adaptação
Leonor Bassères
1988
1989
Vale Tudo autor principal Aguinaldo Silva
Leonor Bassères
1990 Rainha da Sucata escreveu alguns capítulos Silvio de Abreu
1990
1991
Lua Cheia de Amor supervisor de texto Ana Maria Moretzsohn
Ricardo Linhares
Maria Carmem Barbosa
1991
1992
O Dono do Mundo autor principal
1992 Anos Rebeldes Ricardo Linhares
Sérgio Marques
1992
1993
De Corpo e Alma escreveu alguns capítulos Glória Perez
Leonor Bassères
1994
1995
Pátria Minha autor principal
1996 Salsa e Merengue supervisão de texto Miguel Falabella
Maria Carmem Barbosa
1998 Labirinto autor principal
1999
2000
Força de um Desejo Alcides Nogueira
Sérgio Marques
2003
2004
Celebridade
2007 Paraíso Tropical Ricardo Linhares
2011 Insensato Coração
2012
2013
Lado a Lado supervisor de texto Claudia Lage
João Ximenes Braga
2015 Babilônia autor principal Ricardo Linhares
João Ximenes Braga

TeatroEditar

Como tradutorEditar

PrêmiosEditar

Ano Prêmio Trabalho Categoria Resultado
1980 Troféu Imprensa Água Viva Melhor Telenovela Venceu
1988 Troféu APCA O Primo Basílio Prêmio da Crítica Venceu
Troféu APCA Vale Tudo Melhor Telenovela Venceu
Troféu Imprensa Melhor Telenovela Venceu
1991 Troféu Imprensa O Dono do Mundo Melhor Telenovela Venceu
1992 Troféu APCA Anos Rebeldes Prêmio da Crítica Venceu
2004 Prêmio Qualidade Brasil Celebridade Melhor Telenovela Venceu
Melhor Autor Venceu
Troféu APCA Melhor Telenovela Venceu
2007 Prêmio Qualidade Brasil Paraíso Tropical Melhor Telenovela Venceu
Melhor Autor Venceu
Troféu APCA Melhor Telenovela Venceu
Troféu Imprensa Melhor Telenovela Venceu
Troféu Internet Melhor Telenovela Venceu
Prêmio Contigo! Melhor Telenovela Venceu
Melhor Autor Venceu
Prêmio Quem Acontece Melhor Autor Venceu
Prêmio Extra de TV Melhor Telenovela Venceu
Poptevê Melhor Telenovela Venceu
TV Press Melhor Telenovela Venceu
Melhor Autor Venceu
Melhores e Piores - IG Melhor Telenovela Venceu
2008 Emmy Internacional Melhor Telenovela Indicado
2012 Prêmio Contigo! Insensato Coração Melhor Telenovela Indicado
Melhor Autor Indicado

Referências

  1. a b «Gilberto Braga - Trajetória». Memória Globo. Consultado em 16 de outubro de 2016 
  2. a b [1]
  3. Gilberto Braga
  4. «Lado a Lado». Memória Globo. Consultado em 25 de março de 2014 
  5. Kogut, Patrícia (23 de abril de 2014). «Novela de G.Braga se chamará 'Babilônia', em referência a morro». O Globo. Consultado em 28 de abril de 2014 
  6. «"Babilônia" termina com cenas ridículas, muitos clichês e nenhuma graça». UOL. Consultado em 30 de agosto de 2015 
  7. «Provocativa e pretensiosa, "Babilônia" afastou-se do folhetim e fracassou». UOL. Consultado em 30 de agosto de 2015 
  8. Bruno Astuto (23 de março de 2014). «Após 41 anos de união, o casamento de Gilberto Braga e Edgar». O Globo. Consultado em 25 de março de 2014 
 
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BibliografiaEditar