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Guilherme Peirão Leal

(Redirecionado de Guilherme Leal)
Guilherme Leal
Durante o lançamento da candidatura de Marina Silva à Presidência da República. Foto:Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr.
Dados pessoais
Nascimento 22 de fevereiro de 1950 (69 anos)
Santos (SP)
Nacionalidade brasileiro
Partido PV (2010–2011)
Profissão Empresário
linkWP:PPO#Brasil

Guilherme Peirão Leal (Santos, 22 de fevereiro de 1950) é empresário e político brasileiro. É co-presidente do Conselho de Administração e dono de 25% das ações da Natura.[1] Foi candidato a vice-presidente, pelo Partido Verde (PV), na chapa de Marina Silva durante a eleição presidencial de 2010.

Estreou em 2006 no ranking da revista Forbes que lista as mil pessoas mais ricas do mundo ao ter uma fortuna avaliada em 1,4 bilhões de dolares. Em 2010, chegou ao posto 463 com 2,1 bilhões de dolares e integrava o grupo de 18 brasileiros da lista.[1] Sua declaração de bens quando do registro da candidatura no TSE totalizava o montante de 1,197 bilhões de reais.[2]

BiografiaEditar

É bacharel em Administração de Empresas pela Universidade de São Paulo[1]

Trabalhou em instituições financeiras e na Fepasa até que, em 1979, passou a ser sócio da Natura, na época uma pequena loja de cosméticos situada na rua Oscar Freire, em São Paulo.[1]

Além de sua atuação na Natura, tem participado da criação e desenvolvimento de diversas organizações da sociedade civil.

É o mais novo de quatro irmãos e possui três filhos, além de ser co-presidente de administração da Natura (licenciado desde 16 de maio de 2010).[1] Por sua atuação focada sobretudo em sustentabilidade na empresa, foi retratado no livro Conversas com Líderes Sustentáveis, no qual relata suas experiências e histórias [1] socioambientais, além de contar curiosidades como o fato de destinar 50% de seu patrimônio particular a causas sustentáveis. Em 2008, criou o Instituto Arapyaú, e por meio dele, apoia outras organizações com causas sustentáveis.

RealizaçõesEditar

É fundador e membro do conselho do Instituto Ethos – Empresas e Responsabilidade Social, além de integrante dos conselhos da WWF-Brasil e do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio).[1] Também participou da criação e foi membro do conselho da Fundação Abrinq[3]. Além disso, é fundador do Instituto Arapyau, uma organização voltada para o desenvolvimento sustentável da economia, do ambiente, da política e da sociedade.[4]

Colaborou também para o estabelecimento da ESCAS - Escola Superior de Conservação Ambiental, escola direcionada para a graduação de líderes na criação e disseminação da biodiversidade e sustentabilidade.[4]

 
Marina e Guilherme Leal durante campanha eleitoral em 2010.

Eleições 2010Editar

Foi oficializado em 16 de maio de 2010 como pré-candidato a vice-presidente na chapa de Marina Silva, convidado pela pré-candidata.[1]

Após o anúncio, renunciou aos cargos na companhia, razão para se dedicar a campanha em que disputou em outubro de 2010. A Natura creditou a renúncia a "compromissos pessoais recentemente assumidos".[5]

Doou 11,85 milhões de reais para a campanha eleitoral encabeçada por Marina Silva à Presidência da República.[6] Depois de Leal os principais doares da campanha de Marina foram empresas de construção, a construtora Andrade Gutierrez doou R$ 1,1 milhões. O Itaú/Unibanco aportou R$ 1 milhão para a disputa e o empresário Eike Batista colaborou com R$ 500 mil.[7]

Depois das eleições, em 2012, deixou de atuar diretamente na política e, junto a outros colegas e empreendedores sociais, criou a RAPS - Rede de Ação Política pela Sustentabilidade, que pretende criar lideranças políticas mais responsáveis e democráticas.

Operação Lava JatoEditar

Leal teria sido mencionado em delação do ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro. Em um encontro com o empreiteiro, ele teria solicitado apoio à campanha presidencial de Marina Silva, em 2010, por meio de recursos ilícitos de caixa dois.[8] Em nota, Guilherme Leal negou a acusação e disse que no encontro foram discutidas as propostas de economia e sustentabilidade da candidatura.[9]

Marina Silva também refutou as acusações:[10]

Em entrevista ao Jornal Nacional, Leal negou novamente a acusação e defendeu a campanha.[11]

O empresário também falou ao jornal Folha de S. Paulo, e disse que há um claro interesse em dizer que todo mundo é corrupto.[12]

Referências

  1. a b c d e f g Teresa, Irany; Tavares, Flávia (17 de maio de 2010). «Filho caçula, político novato, já acumula fortuna de US$ 2,1 bi». Estadão Online. Consultado em 2 de novembro de 2010 
  2. «Registro de Candidatura de Guilherme Peirão Leal no TSE». TSE. Consultado em 2 de novembro de 2010 
  3. Franco, Bernardo Mello (17 de maio de 2010). «"Serei doador, mas não o único", diz Leal». Folha Online. Consultado em 2 de novembro de 2010 
  4. a b «Conheça Guilherme Peirão Leal, o vice de Marina Silva». Veja. 17 de maio de 2010. Consultado em 2 de novembro de 2010 
  5. «Guilherme Leal deixa Natura para disputar eleições de outubro». Exame Online. 19 de maio de 2010. Consultado em 2 de novembro de 2010 
  6. Locatelli, Piero; Motta, Severino (1 de novembro de 2010). «Vice bancou metade da campanha de Marina Silva». Último Segundo. Consultado em 2 de novembro de 2010 
  7. Locatelli, Piero; Motta, Severino (1 de novembro de 2010). «Vice bancou metade da campanha de Marina Silva». Último Segundo. Consultado em 18 de novembro de 2010 
  8. «Em delação, Léo Pinheiro cita caixa 2 para Marina». Brasil 247. 11 de junho de 2016. Consultado em 11 de junho de 2016 
  9. a b «Guilherme Leal promete processar Léo Pinheiro por acusação de caixa dois». O Globo. 14 de junho de 2016. Consultado em 14 de junho de 2016 
  10. a b «Marina Silva rebate declaração de delator e nega caixa dois em 2010». UOL. 12 de junho de 2016. Consultado em 12 de junho de 2016 
  11. a b «Marina nega caixa 2 da OAS na campanha presidencial de 2010». Jornal Nacional. 14 de junho de 2016. Consultado em 14 de junho de 2016 
  12. a b «Há desejo de dizer que todo mundo é corrupto, diz vice de Marina em 2010». Folha de S.Paulo. 15 de junho de 2016. Consultado em 15 de junho de 2016 

Ligações externasEditar