Itaperuna

município brasileiro do estado do Rio de Janeiro
 Nota: Para o clube de futebol, veja Itaperuna Esporte Clube.

Itaperuna (tupi: itaperuna, «caminho da pedra preta[nota 1]»)? é um município da Microrregião de Itaperuna, na Mesorregião do Noroeste Fluminense, no estado do Rio de Janeiro, no Brasil. Dista 300 quilômetros da capital do estado, a cidade do Rio de Janeiro. Ocupa uma área de 1.105,566 quilômetros quadrados. Sua população, em 2021, foi estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 104.354 habitantes, sendo, assim, o 29º município mais populoso do estado do Rio de Janeiro e o primeiro de sua microrregião.

Itaperuna
  Município do Brasil  
Centro de Itaperuna
Centro de Itaperuna
Centro de Itaperuna
Símbolos
Bandeira de Itaperuna
Bandeira
Brasão de armas de Itaperuna
Brasão de armas
Hino
Gentílico itaperunense
Localização
Localização de Itaperuna no Rio de Janeiro
Localização de Itaperuna no Rio de Janeiro
Localização de Itaperuna no Rio de Janeiro
Itaperuna está localizado em: Brasil
Itaperuna
Localização de Itaperuna no Brasil
Mapa
Mapa de Itaperuna
Coordenadas 21° 12' 18" S 41° 53' 16" O
País Brasil
Unidade federativa Rio de Janeiro
Municípios limítrofes Cambuci, Bom Jesus do Itabapoana, Italva, Laje do Muriaé, Miracema, Natividade, São José de Ubá, Patrocínio do Muriaé (MG), Eugenópolis (MG) e Antônio Prado de Minas (MG)
Distância até a capital 300 km
História
Fundação 10 de maio de 1889 (134 anos)
Administração
Prefeito(a) Alfredo Paulo Marques Rodrigues (PSD, 2021 – 2024)
Características geográficas
Área total [1] 1 105,566 km²
População total (Estimativa IBGE/2021[2]) 104 354 hab.
Densidade 94,4 hab./km²
Clima Tropical (Aw)
Altitude 108 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2010 [3]) 0,730 alto
 • Posição RJ: 23º
PIB (IBGE/2008[4]) R$ 1 105 701,516 mil
 • Posição BR: 256º
PIB per capita (IBGE/2008[4]) R$ 11 242,86
Sítio itaperuna.rj.gov.br (Prefeitura)

Topônimo editar

Segundo Porphirio Henriques da Silva, o nome teria sido escolhido pelo Dr. Francisco Portela, presidente da Estrada de Ferro Campos a Carangola, e utilizado pela primeira vez após o Decreto 2.810 de 24 de novembro de 1885.[5] Portela teria percebido que, para chegar da Fazenda Bananeiras, em Porciúncula, a um pico de pedra, que segundo o qual "parecia um dorso de elefante", teria que passar pela Freguesia de Nossa Senhora da Natividade de Carangola, que viria, pelo decreto a se chamar Itaperuna.[5] [7]

O geógrafo Alberto Ribeiro Lamego reforça que esse pico de pedra, hoje chamado de Pedra Elefantina por causa de Portela, "com sua lombada polida e negra", teria sido a inspiração para o nome do município de Itaperuna, recebendo o nome atual, cuja etimologia indígena é dada como significando "pedra preta".[8][9] A referida Pedra Elefantina é parte integrante do Brasão de Armas do município de Itaperuna, criado em 1960 por Alberto Fioravante, especialista em Heráldica nascido em Muqui.[10]

História editar

Antecedentes editar

No início da colonização portuguesa, a região aonde hoje se encontra o município de Itaperuna era habitada pelos puris e suas terras faziam parte da Capitania de São Tomé, quando a mesma foi criada em 1534.[11][12] Os portugueses tiveram dificuldade em adentrar na região por causa da presença indígena dos goitacás no local, mantendo-se inicialmente na costa, aonde os Sete Capitães estabeleceram a cidade de Campos dos Goytacazes.[13][14]

A colonização da região iniciaria apenas no Século XVIII, com a criação da Freguesia de Santo Antônio dos Guarulhos em 30 de janeiro de 1759, que incluía a região do atual município de Itaperuna.[12] Porém mesmo com a criação da Freguesia, a margem do Rio Muriaé ficou pouco habitada por causa da presença indígena na região. [13]

Colonização inicial editar

Em 19 de julho de 1813, foi criada a Diretoria Geral dos Índios, sendo escolhido Guido Tomás Marlière como diretor e responsável pela catequização indígena.[15] Constantino José Pinto, comerciante que se estabeleceu na margem do Rio Muriaé e fundou o povoado que se tornaria a cidade de Muriaé, foi designado por Marlière em 1819 como vice-diretor dos índios, e responsável pelos puris.[16][17]

O sobrinho de Constantino, José Ferreira César, seria, segundo o Major Porphirio Henriques da Silva, o segundo sertanista a se fixar na região, depois de José de Lannes Dantas Brandão, que também era seu parente e estabeleceu em 1834 a Fazenda Porto Alegre.[18][19][20] Ainda segundo o Major Porphirio, José Bastos Pinto e José Garcia Pereira se estabelecem na região em 1837.[18]

Formação da Freguesia de Nossa Senhora da Piedade da Laje editar

Com a nova demarcação dos limites entre as províncias do Minas Gerais e Rio de Janeiro pelo decreto nº 297 de 19 de maio de 1843, o território do Arraial da Laje ficou com a Província do Rio de Janeiro, apesar das tentativas mineiras de incorporar a região por ter sido estabelecida por sertanistas mineiros.[21][22]

O Alferes José Bastos Pinto, que na época exercia a função de Subdelegado de Polícia do distrito de Patrocínio, afirmou em ofício a José da Terra Pereira, que fundou a fazendo do Limoeiro, e exercia no local o cargo Inspetor de Quarteirão, a vontade dos moradores de pertencerem ao distrito de Guarulhos, no lado carioca.[22] Com isso, a partir de 12 de agosto de 1844, Laje passou a integrar o segundo distrito da Freguesia de Santo Antônio dos Guarulhos, que foi desmembrado para a formação das Freguesias de Natividade do Carangola, em 23 de agosto de 1853, e de Nossa Senhora da Piedade de Laje, em 21 de novembro de 1861.[23][24][20][25][26]

Nesse momento, houve um avanço da produção cafeeira na região do Vale do Paraíba Fluminense, cuja produção se tornou importante para a economia do país.[27]

Formação do município de Itaperuna editar

O movimento desejando a emancipação do território aonde hoje é Itaperuna, que na época fazia parte de Campos dos Goytacazes, começou em 1870, e a primeira reunião de discussão sobre o tema ocorreu em Laje do Muriaé no dia 10 de outubro de 1880, sob a presidência do Comendador Venâncio José Garcia.[28][29] O Comendador Venâncio era muito bem visto por D. Pedro II e tinha bastante influência política local.[30] Naquele momento, foram escolhidos para liderar o movimento, uma comissão formada por Francisco de Assis Ribeiro dos Santos, o Capitão Laurindo Januário Carneiro, José Carlos de Oliveira, e Antônio Pires do Couto.[28]

O comendador Cardoso Moreira era o principal interessado na criação da vila, visto que era donos das terras aonde seria fundado a vila. A criação de uma vila no local ajudaria em seus negócios, pois era acionista majoritário da Estrada de Ferro Campos a Carangola.[29]

Para que fosse possível a emancipação de Campos dos Goytacazes, a Assembleia Provincial, em 1887, transferiu a sede de Natividade do Carangola para a Freguesia do Porto Alegre, em terras doadas pelo comendador Cardoso Moreira Atualmente essa sede é a sede do município de Natividade.[31][29]

Em 1887, foi criada a freguesia de São José do Havaí, nome em homenagem às armas brasileiras na Batalha de Avaí, na Guerra do Paraguai. Foram doados quinze alqueires de terra para patrimônio dessa vila pelo senhor Jaime Porto. A povoação foi elevada à categoria de vila em 1887, com a denominação de São José do Avaí, favorecida pela posição geográfica de fácil acessibilidade a Campos dos Goytacazes, reforçada posteriormente pela ligação ferroviária. A cidade teve o núcleo inicial em torno da linha da estrada de ferro, à margem esquerda do Rio Muriaé. Hoje, ambos os lados do rio estão ocupados pela malha urbana.

A área experimentou crescimento regional, concomitante à ampliação de sua importância administrativa e, em 1889, foi elevada à categoria de cidade, não fazendo mais parte do município de Campos dos Goytacazes, com o nome de Itaperuna, assim Campos dos Goytacazes perdeu a metade de seu território. Em 10 de maio de 1889, foi feita a primeira eleição para a câmara dos vereadores, sendo a vitória dos republicanos, que tomaram posse no dia 4 de julho do mesmo ano, sendo, portanto, a primeira câmara republicana do país, em pleno regime monárquico, regime esse que viria a ser desbancado pelo marechal Deodoro da Fonseca em 15 de novembro desse mesmo ano. Em 6 de dezembro de 1889, foi a vila de São José do Avaí transformada em município de Itaperuna, sendo criada sua respectiva comarca.

O desenvolvimento da economia cafeeira na área foi responsável pela concentração de atividades comerciais e de serviços na cidade de Itaperuna, que passou a desempenhar funções de centro sub-regional do nordeste fluminense. A cultura cafeeira foi um grande destaque na economia da cidade por mais de quatro décadas, tornando-a, em 1927, a maior produtora nacional.[7]

O declínio da atividade cafeeira fez com que a região passasse a sofrer fortes efeitos regressivos. A pecuária de corte desenvolveu-se, então, voltada para o abastecimento dos grandes matadouros e frigoríficos, desenvolvendo-se, posteriormente, a produção leiteira, estimulada pela presença da fábrica de leite em pó Glória na sede municipal.

A área municipal, atualmente, não abrange a mesma base territorial da época da criação, que se estendia aos atuais municípios de Laje do Muriaé, Natividade e Porciúncula, porém sua importância permanece na região. Do território original do município de Itaperuna, foram desmembrados os seguintes municípios: Bom Jesus do Itabapoana em 1938, Natividade e Porciúncula em 1947 e Laje do Muriaé em 1962, ficando Itaperuna com seu atual contorno.

Geografia editar

Itaperuna recebe as águas do Rio Muriaé e do Rio Carangola. O Rio Muriaé nasce no município de Miraí, na Zona da Mata Mineira e deságua no rio Paraíba do Sul, nas proximidades do município de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro. Apresenta 250 km de extensão e tem como principais afluentes os rios Glória e Carangola. O Rio Carangola, com 130 km de extensão, nasce no município de Orizânia, também na Zona da Mata Mineira e deságua no rio Muriaé, dentro da sede do município de Itaperuna.

 
Rio Carangola

No município de Itaperuna, destacam-se duas unidades de relevo: a primeira está ligada a antigas superfícies cristalinas e a segunda é constituída pelas planícies aluviais intermontanas.

O território municipal participou dos processos morfogenéticos que envolveram o sudeste brasileiro e, portanto, as superfícies cristalinas sofreram fases sucessivas de levantamento e fraturamento, dando origem aos patamares cristalinos. Os processos erosivos comandados pela rede de drenagem local desgastaram gradativamente o terreno, originando vales encaixados nas linhas de falhas, morros rebaixados e arredondados e baixadas, ora largas, ora estreitas.

Nesse sistema morfogenético, o município de Itaperuna caracteriza-se por um relevo ondulado, com ausência de escarpas íngremes e vales em constante aprofundamento e alargamento, embora em áreas de pequeno declive.

Hidrografia editar

A área territorial de Itaperuna é banhada por dois principais rios, o Rio Muriaé e o Rio Carangola.

Distâncias editar

Distâncias de Itaperuna a algumas principais cidades do Sudeste:

  • Distância de Campos dos Goytacazes: 109 km
  • Distância do Rio de Janeiro: 300 km
  • Distância de Vitória: 261 km
  • Distância de Juiz de Fora: 206 km
  • Distância de Belo Horizonte: 340 km
  • Distância de São Paulo: 639 km[32]

Clima editar

Devido ao fato de se encontrar entre vales, Itaperuna é conhecida por ter o clima mais quente do estado do Rio de Janeiro. A cidade é a mais quente em relação às cidades mais próximas, como Natividade, Laje do Muriaé e Bom Jesus do Itabapoana. O clima tropical de Itaperuna apresenta chuvas durante o verão.

Segundo dados da estação climatológica principal do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) em Itaperuna, desde 1931 a menor temperatura na cidade ocorreu em 10 de junho de 1945, com mínima de 4,5 °C, e a maior em 31 de outubro de 2012, quando a máxima chegou aos 42 °C. O recorde precipitação em 24 horas é de 138,6 mm em 9 de fevereiro de 2022, superando o recorde anterior de 124 mm em 22 de janeiro de 1958.[33][34]

Dados climatológicos para Itaperuna (OMM: 83695)
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima recorde (°C) 41 40,5 40 39,4 39,2 39,1 36 38 40 42 40,5 39,2 42
Temperatura máxima média (°C) 33 33,5 32,2 30,6 28,4 27,8 27,9 28,8 29,9 30,7 30,4 31,8 30,4
Temperatura média compensada (°C) 27 27,1 26,3 24,8 22,2 21 20,9 21,8 23,2 24,5 24,9 26,1 24,2
Temperatura mínima média (°C) 22,6 22,5 22,2 20,7 17,8 16,3 15,8 16,4 18,2 20,1 21 22,1 19,6
Temperatura mínima recorde (°C) 12,7 13,1 11,6 9,8 5,9 4,5 5,1 6,6 8,9 11 12,1 14,8 4,5
Precipitação (mm) 189,9 120 150,7 68,8 41,5 21,3 15,4 21,3 61,3 89,8 197,1 227,5 1 204,6
Dias com precipitação (≥ 1 mm) 11 8 10 6 5 3 3 3 5 7 13 14 88
Umidade relativa compensada (%) - 70,6 74,4 75,9 76,5 76,5 73,4 69,1 68,6 70,2 75,1 75,8 -
Horas de sol 217,8 221,1 207,2 194,2 189,9 186,5 197,8 211,5 184,7 183,1 159,3 185,2 2 338,3
Fonte: INMET (normal climatológica de 1991-2020;[35] recordes de temperatura: 1931-presente)[33][34]

Subdivisões editar

 
Raposo, 7º distrito do município de Itaperuna. Uma das estâncias hidrominerais mais procuradas no Estado como destino turístico. Vista panorâmica obtida do Mirante do Cristo. Imagem de 2017.

Itaperuna está dividida em seis setores e quarenta e seis bairros.

Distritos[36] editar

*População com base no Censo IBGE 2010.

Infraestrutura editar

Educação editar

 
Escola Municipal Nossa Senhora das Graças (bairro Lions) Itaperuna RJ

O município é dotado de uma ampla rede publica escolar, formada por instituições federais, estaduais e municipais de ensino; que atende diferentes níveis de escolaridade.

Itaperuna vem se tornando um polo estudantil no estado do Rio de Janeiro por agrupar faculdades particulares e determinados cursos em faculdades públicas, como a Universidade Federal Fluminense, Centro de Educação Superior a Distância do Rio de Janeiro, Fundação de Apoio à Escola Técnica do Estado do Rio de Janeiro e Fundação Universitária de Itaperuna. O fluxo de estudantes vindos de cidades vizinhas diariamente é grande. Alguns fixam residência na cidade durante o período de estudos. Muitos vêm de outros estados, como Minas Gerais (Zona da Mata Mineira), Espírito Santo e Bahia.

Em 2009, o Instituto Federal Fluminense, antigo Centro Federal de Educação Tecnológica de Campos (CEFET), iniciou suas atividades na cidade de Itaperuna. Hoje, o campus conta com os seguintes cursos técnicos: Administração, Eletrotécnica, Informática, Mecânica, Química e Automação Industrial. No IFF campus Itaperuna há também a oferta de cursos em nível superior: Bacharelado em Sistemas de Informação e Licenciatura em Química. Além de cursos de pós graduação lato sensu em docência no Século XXI: Educação e Tecnologias Digitais e em fase de implantação a pós graduação em Direitos Humanos.

Possui, também, várias faculdades particulares, dentre elas a Universidade Iguaçu (UNIG), a Sociedade Universitária Redentor (Faculdade Redentor) e o Centro Universitário São José. A cidade conta com vários cursos como administração de empresas, arquitetura, comunicação social, ciências biológicas, ciências contábeis, direito, educação física, enfermagem, engenharia civil, engenharia mecânica, engenharia de produção, engenharia de petróleo, farmácia, física, fisioterapia, fonoaudiologia, geografia, história, letras, matemática, medicina, medicina veterinária, nutrição, odontologia, pedagogia, psicologia, serviço social e sistema de informação.

Faculdades
Escolas técnicas

Saúde editar

Itaperuna é referência nacional e internacional no tratamento hospitalar de pacientes com problemas cardíacos e também neurológicos, pois abriga um dos mais modernos centros hospitalares do país: o Hospital São José do Avaí. A Casa de Saúde e Maternidade Santa Therezinha, hoje hospital das Clínicas é o maior centro de natalidade da região.

Economia editar

Itaperuna é a mais desenvolvida e a maior cidade do Noroeste Fluminense.[carece de fontes?] Na cidade, há universidades, grandes empresas e um comércio bem desenvolvido. Destaque também para a agropecuária, que está em pleno desenvolvimento.

Entre as grandes empresas situadas em Itaperuna, estão a Quatá Alimentos (Leite Glória) e a Fábrica de Laticínios Marília.

Turismo editar

Estátua do Cristo Redentor editar

 
Cristo Redentor de Itaperuna, no morro do Castelo
 
Geminação do Cristo Redentor do Corcovado com o Cristo Redentor de Itaperuna

O segundo maior monumento ao Cristo Redentor do Brasil fica em Itaperuna. O monumento, que possui 20 metros de altura, foi idealizada pelo ex-prefeito, já falecido, Cláudio Cerqueira Bastos e projetado pelo escultor capixaba Antônio Francisco Moreira, e está localizado no topo do Morro do Castelo, de onde é possível ter uma vista ampla de quase toda a área urbana da cidade. O Cristo de Itaperuna está catalogado no Mapa de Cultura do Estado do Rio de Janeiro.[37]

Na época de sua inauguração, o monumento de Itaperuna detinha a posição de ser a segunda maior estátua do Cristo Redentor no mundo, com os seus vinte metros de altura.[38] Foi inaugurada em 1966 nos festejos do aniversário do município pelo então prefeito Ary Moreira Bastos.

Patrimônio material de Itaperuna, o acesso ao monumento é simples e se dá através de vias calçadas e sinalizadas, que partem da Avenida Cardoso Moreira e da Rua Vinhosa, no Centro. À noite, ele também embeleza a paisagem itaperunense, sendo iluminado por holofotes com fachos de luzes coloridas, a estátua pode ser avistada de alguns pontos de Itaperuna.[39]

Comércio editar

Itaperuna também possui o comércio mais desenvolvido do Noroeste e atende um enorme fluxo de pessoas diariamente de Itaperuna e cidades vizinhas. Na Avenida Cardoso Moreira, Rua Assis Ribeiro e Rua 10 de Maio estão localizados o maior número de lojas e escritórios comerciais da cidade.

Itaperuna também possui um Polo de Confecções e atende de forma significativa à demanda regional. As grandes lojas de confecções que estão situadas na Rua José Rafael Vieira - mais conhecida como a Rua das Confecções, localizada ao lado do Terminal Rodoviário, recebe muitas excursões de revendedores de toda a região. Engloba uma concentração com cerca de 50 lojas de fábrica Outlet, que oferecem descontos atraentes para quem busca produtos para revenda ou mesmo para consumo próprio. A especialidade do local são roupas de dormir e peças para cama, mesa e banho. As peças íntimas também são outra variedade do local. De acordo com o Sindicato das Indústrias de Confecções de Roupas do Noroeste Fluminense, a maioria dos ônibus vem do estado do Espírito Santo, principalmente de Cachoeiro de Itapemirim, Muqui, Castelo, Vila Velha e Colatina. Também há uma parcela menor do Rio de Janeiro e Minas Gerais.[40]

Alguns dos shoppings de Itaperuna:

  • Edifício Rotary
  • Centro Comercial Jorge Nunes
  • Centro Comercial e Empresarial Itaperuna
  • Galeria Mak's
  • Itaperuna Shopping Rio Center

Demografia editar

Crescimento populacional editar

Abaixo a tabela demográfica de Itaperuna
1880 1900 1920 1940 1950 1960 1970 1980 1991 1996 2000 2007 2008 2009 2010 2013 2020
13.083 39.187 90.807 127.353 75.011 78.130 60.622 63.168 78.000 81.797 86.720 92.852 102.781 99.454 95.876 98.004 103.800

Fonte: IBGE

Esporte editar

Itaperuna também é destaque no esporte, em especial no futebol, com o Itaperuna Esporte Clube, antigo Porto Alegre, que disputou o Campeonato Carioca de Futebol - Segunda Divisão pela última vez em 2011.

Esse time já disputou a Primeira Divisão do Campeonato Carioca, travando memoráveis partidas contra os times da capital, chegando inclusive a obter êxito em algumas oportunidades, vencendo jogos contra Flamengo, Fluminense e Botafogo. O único clube grande que o time do interior não conseguiu vencer foi o Vasco da Gama. Em 2011 disputou a Segunda Divisão do Campeonato Carioca, mas foi rebaixado para Terceira Divisão em 2012 por abandonar injustificadamente a competição.[41]

O Município também conta com o Clube de Futebol São José.

Notas e referências

Notas

  1. Há duas versões da etimologia de Itaperuna. A primeira, trazida por Porphirio Henriques da Silva, indica que a origem seria "ita" (pedra), "per" (caminho) e "una" (preta), portanto caminho da pedra preta.[5]. A segunda versão, trazida por Eduardo Navarro, afirma que itaperuna significa "pedra erguida escura", através da junção dos termos itá (pedra), byr (erguida) e una (escura).[6]

Referências

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  6. NAVARRO, E. A. Dicionário de tupi antigo: a língua indígena clássica do Brasil. São Paulo. Global. 2013. p. 574.
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  8. LAMEGO, Alberto (1963). O Homem e a Serra (PDF) 2ª edição ed. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística- IBGE. p. 290. 454 páginas. ISBN 9788524039492. Consultado em 12 de julho de 2020 
  9. SILVA 1956, p. 55.
  10. jornal Folha da Manhã; BELLIENY, Nino. «Quem fez o Brazão de Itaperuna». Consultado em 13 de julho de 2020 
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  14. LAMEGO 1913, p. 153-174.
  15. LIGIÉRO 1913, p. 61.
  16. ANDRADE 2011, p. 61.
  17. João Carlos Vargas e Flávia Alves Junqueira. «Conheça a história de Constantino José Pinto, o "fundador" de Muriaé». Memorial Municipal de Muriaé. Consultado em 27 de julho de 2023 
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  41. http://www.e-tribuna.com.br/2011/index.php?option=com_content&view=article&id=12792%3Aitaperuna-e-rebaixado-para-a-serie-c-em-2012&Itemid=142

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