Itaperuna

Disambig grey.svg Nota: Para o clube de futebol, veja Itaperuna Esporte Clube.

Itaperuna é um município da Microrregião de Itaperuna, na Mesorregião do Noroeste Fluminense, no estado do Rio de Janeiro, no Brasil. Dista 313 quilômetros da capital do estado, a cidade do Rio de Janeiro. Ocupa uma área de 1.105,566 quilômetros quadrados. Sua população, em 2019, foi estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 103.224 habitantes, sendo, assim, o 29º município mais populoso do estado do Rio de Janeiro e o primeiro de sua microrregião.

Itaperuna
  Município do Brasil  
Vista panorâmica da cidade
Vista panorâmica da cidade
Símbolos
Bandeira de Itaperuna
Bandeira
Brasão de armas de Itaperuna
Brasão de armas
Hino
Gentílico itaperunense
Localização
Localização de Itaperuna no Rio de Janeiro
Localização de Itaperuna no Rio de Janeiro
Mapa de Itaperuna
Coordenadas 21° 12' 18" S 41° 53' 16" O
País Brasil
Unidade federativa Rio de Janeiro
Municípios limítrofes Cambuci, Bom Jesus do Itabapoana, Italva, Laje do Muriaé, Miracema, Natividade, São José de Ubá, Patrocínio do Muriaé (MG), Eugenópolis (MG) e Antônio Prado de Minas (MG)
Distância até a capital 313 km
História
Fundação 10 de maio de 1889 (131 anos)
Aniversário 10 de maio
Administração
Prefeito(a) Marcus Vinícius de Oliveira Pinto (DEM, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [1] 1 105,566 km²
População total (Estimativa IBGE/2019[2]) 103 224 hab.
Densidade 93,4 hab./km²
Clima Tropical (Aw)
Altitude 108 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2010 [3]) 0,730 alto
 • Posição RJ: 23º
PIB (IBGE/2008[4]) R$ 1 105 701,516 mil
 • Posição BR: 256º
PIB per capita (IBGE/2008[4]) R$ 11 242,86
Sítio www.itaperuna.rj.gov.br (Prefeitura)

TopônimoEditar

Segundo o geógrafo Alberto Ribeiro Lamego, a Pedra Elefantina -"com sua lombada polida e negra"- teria sido inspiração para o nome do município de Itaperuna, quando em 6 de dezembro de 1889 foi a vila elevada a cidade, recebendo o nome atual, cuja etimologia indígena é dada como significando "pedra preta"; aquela época o imponente maciço rochoso ainda pertencia ao território deste município.[5][6] A referida Pedra Elefantina é parte integrante do Brasão de Armas do município de Itaperuna, criado em 1960 por Alberto Fioravante, especialista em Heráldica nascido em Muqui.[7]

"Itaperuna" é um termo proveniente da língua tupi antiga. Significa "pedra erguida escura", através da junção dos termos itá (pedra), byr (erguida) e una (escura).[8] Outra designação seria "ita" (pedra), "per" (caminho) e "una" (preta) portanto caminho da pedra preta.

HistóriaEditar

Até o século XVI, a região era habitada pelos índios puris. A partir de então, a região foi ocupada por bandeirantes e aventureiros que demandavam a baixada pelos afluentes da margem esquerda do Rio Paraíba do Sul. A atividade econômica predominante passou a ser a criação de gado, que se desenvolveu em fazendas de grandes extensões.

Em 1831, o desbravador José de Lannes Dantas Brandão esteve na região, com iniciativas que passaram a atrair população para o núcleo pioneiro do futuro município. Lanes chegou à região após sua deserção da milícia do exército.[9] Só viria a se fixar em 1834, quando se estabeleceu num lugar que foi denominado Porto Alegre. Pelos serviços de colonização, foi perdoado pelo governo, vindo a ser morto, no entanto, por seus escravos em 1852.

Em 1832, os Três Josés: José Garcia Pereira, José Ferreira César e José Bastos Pinto, vieram a região atrás de ouro.[10][11][12] José Ferreira César era parente de José de Lannes. [13] Eles se fixaram no Arraial de Laje, atual Laje do Muriaé, e são considerados fundadores da cidade.

A partir do final do século XIX, com o advento da economia cafeeira, a colonização se efetuou de forma rápida e uniforme.

Em 1834 surge o povoado de Natividade do Carangola, fundado por José de Lannes.[14]

As negociações para desmembrar o território que hoje é Itaperuna começou em 1870, e as discussões foram realizadas em Laje do Muriaé.[14] O principal articulador político para a construção de uma vila foi o Comendador Venâncio José Garcia. O Comendador Venâncio era muito bem visto por D. Pedro II e tinha bastante influência política.[15][16]

Em 24 de novembro de 1885, o Decreto 2 810 elevou a Freguesia de Nossa Senhora da Natividade de Carangola (um dos primeiros nomes da cidade) à categoria de Vila de Itaperuna,[17] levando esse nome por ser passagem para se chegar à Pedra Elefantina, localizada na divisa estadual de Minas Gerais com Rio de Janeiro; entre os municípios de Porciúncula e Antônio Prado de Minas.

O Comendador Cardoso Moreira era o principal interessado na criação da vila, visto que era donos das terras aonde seria fundado a vila. A criação de uma vila no local ajudaria em seus negócios, pois era acionista majoritário da Estrada de Ferro Campos a Carangola.[14]

Para que fosse possível a emancipação de Campos dos Goytacazes, a Assembleia Provincial, em 1887, transferiu a sede de Natividade do Carangola para a Freguesia do Porto Alegre, em terras doadas pelo Comendador José Cardoso Moreira. Atualmente essa sede é a sede do município de Natividade.[14][15]

Em 1887, foi criada a freguesia de São José do Havaí, nome em homenagem às armas brasileiras na Batalha de Avaí, na Guerra do Paraguai. Foram doados quinze alqueires de terra para patrimônio dessa vila pelo senhor Jaime Porto. A povoação foi elevada à categoria de vila em 1887, com a denominação de São José do Avaí, favorecida pela posição geográfica de fácil acessibilidade a Campos dos Goitacases, reforçada posteriormente pela ligação ferroviária. A cidade teve o núcleo inicial em torno da linha da estrada de ferro, à margem esquerda do Rio Muriaé. Hoje, ambos os lados do rio estão ocupados pela malha urbana.

A área experimentou crescimento regional, concomitante à ampliação de sua importância administrativa e, em 1889, foi elevada à categoria de cidade, não fazendo mais parte do município de Campos dos Goytacazes, com o nome de Itaperuna, assim Campos dos Goytacazes perdeu a metade de seu território. Em 10 de maio de 1889, foi feita a primeira eleição para a câmara dos vereadores, sendo a vitória dos republicanos, que tomaram posse no dia 4 de julho do mesmo ano, sendo, portanto, a primeira câmara republicana do país, em pleno regime monárquico, regime esse que viria a ser desbancado pelo marechal Deodoro da Fonseca em 15 de novembro desse mesmo ano. Em 6 de dezembro de 1889, foi a vila de São José do Avaí transformada em município de Itaperuna, sendo criada sua respectiva comarca.

O desenvolvimento da economia cafeeira na área foi responsável pela concentração de atividades comerciais e de serviços na cidade de Itaperuna, que passou a desempenhar funções de centro sub-regional do nordeste fluminense. A cultura cafeeira foi um grande destaque na economia da cidade por mais de quatro décadas, tornando-a, em 1927, a maior produtora nacional.[17]

O declínio da atividade cafeeira fez com que a região passasse a sofrer fortes efeitos regressivos. A pecuária de corte desenvolveu-se, então, voltada para o abastecimento dos grandes matadouros e frigoríficos, desenvolvendo-se, posteriormente, a produção leiteira, estimulada pela presença da fábrica de leite em pó Glória na sede municipal.

A área municipal, atualmente, não abrange a mesma base territorial da época da criação, que se estendia aos atuais municípios de Laje do Muriaé, Natividade e Porciúncula, porém sua importância permanece na região. Do território original do município de Itaperuna, foram desmembrados os seguintes municípios: Bom Jesus do Itabapoana em 1938, Natividade e Porciúncula em 1947 e Laje do Muriaé em 1962, ficando Itaperuna com seu atual contorno.

GeografiaEditar

Itaperuna recebe as águas do Rio Muriaé e do Rio Carangola. O Rio Muriaé nasce no município de Miraí, na Zona da Mata Mineira e deságua no rio Paraíba do Sul, nas proximidades do município de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro. Apresenta 250 km de extensão e tem como principais afluentes os rios Glória e Carangola. O Rio Carangola, com 130 km de extensão, nasce no município de Orizânia, também na Zona da Mata Mineira e deságua no rio Muriaé, dentro da sede do município de Itaperuna.

 
Rio Carangola

No município de Itaperuna, destacam-se duas unidades de relevo: a primeira está ligada a antigas superfícies cristalinas e a segunda é constituída pelas planícies aluviais intermontanas.

O território municipal participou dos processos morfogenéticos que envolveram o sudeste brasileiro e, portanto, as superfícies cristalinas sofreram fases sucessivas de levantamento e fraturamento, dando origem aos patamares cristalinos. Os processos erosivos comandados pela rede de drenagem local desgastaram gradativamente o terreno, originando vales encaixados nas linhas de falhas, morros rebaixados e arredondados e baixadas, ora largas, ora estreitas.

Nesse sistema morfogenético, o município de Itaperuna caracteriza-se por um relevo ondulado, com ausência de escarpas íngremes e vales em constante aprofundamento e alargamento, embora em áreas de pequeno declive.

HidrografiaEditar

A área territorial de Itaperuna é banhada por dois principais rios, o Rio Muriaé e o Rio Carangola.

DistânciasEditar

Distâncias de Itaperuna a algumas principais cidades do Sudeste:

  • Distância de São Paulo: 650 km
  • Distância de Campos dos Goytacazes: 112 km
  • Distância de Vitória: 267 km
  • Distância de Belo Horizonte: 381 km
  • Distância de Juiz de Fora: 218 km
  • Distância do Rio de Janeiro: 313 km[18]

ClimaEditar

Devido ao fato de se encontrar entre vales, Itaperuna é conhecida por ter o clima mais quente do estado do Rio de Janeiro. A cidade é a mais quente em relação às cidades mais próximas, como Natividade, Laje do Muriaé e Bom Jesus do Itabapoana. O clima tropical de Itaperuna apresenta chuvas durante o verão.

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de janeiro a setembro de 1961, março a dezembro de 1967, setembro de 1969 a março de 1982 e a partir de janeiro de 1990, a menor temperatura ocorrida em 8,3 °C em 28 de junho de 1968,[19] e a maior de 42 °C em 31 de outubro de 2012.[20] O recorde precipitação em 24 horas é de 116,8 milímetros (mm) em 15 de março de 1994. Outros acumulados iguais ou superiores a 100 mm foram: 111,5 mm em 31 de dezembro de 1996 e 107 mm em 28 de fevereiro de 1972.[21] Março de 2011, com 480,8 mm, foi o mês de maior precipitação.[22]

Dados climatológicos para Itaperuna
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima recorde (°C) 41 40,2 38,6 37,5 35,2 34,8 36 38 40 42 39,6 39 42
Temperatura máxima média (°C) 32,6 33,3 32,2 30,7 28,4 27,7 27,6 28,6 29,3 30,4 30,4 31,5 30,2
Temperatura média compensada (°C) 26,8 27 26,3 24,9 22,3 20,9 20,8 21,7 22,9 24,3 25 25,9 24,1
Temperatura mínima média (°C) 22,3 22,3 22,1 20,7 17,8 16 15,7 16,3 18,1 19,9 21 21,9 19,5
Temperatura mínima recorde (°C) 16,4 17,4 16 12,5 10,5 8,3 8,7 8,9 10,5 12,1 10,6 12,5 8,3
Precipitação (mm) 201,3 110,8 127,4 77,9 35,6 21 15,1 21,1 63,6 98,3 190,3 251 1 213,4
Dias com precipitação (≥ 1 mm) 12 8 9 6 5 3 3 3 5 7 12 15 88
Umidade relativa compensada (%) 74,6 72,7 74,9 76,6 76,7 76,3 74,5 70,6 70,6 72 75,7 77,5 74,4
Horas de sol 210 214,1 209,2 195,4 192,8 190,5 193,9 202,8 169 174,7 165 175,5 2 292,9
Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) (normal climatológica de 1981-2010;[23] recordes de temperatura:
01/01/1961 a 30/09/1961, 01/03/1967 a 30/09/1967, 01/09/1969 a 31/03/1982 e 01/01/1990-presente)[19][20]

SubdivisõesEditar

 
Raposo, 7º distrito do município de Itaperuna. Uma das estâncias hidrominerais mais procuradas no Estado como destino turistico. Vista panorâmica obtida do Mirante do Cristo. Imagem de 2017.
 Ver artigo principal: Lista de bairros de Itaperuna

Itaperuna está dividida em seis setores e quarenta e seis bairros.

Distritos[24]


InfraestruturaEditar

EducaçãoEditar

 
Escola Municipal Comendador Venâncio Garcia, localizada em Comendador Venâncio, 4° distrito do município de Itaperuna

O município é dotado de uma ampla rede publica escolar, formada por instituições federais, estaduais e municipais de ensino; que atende diferentes níveis de escolariedade.

Itaperuna vem se tornando um polo estudantil no estado do Rio de Janeiro por agrupar faculdades particulares e determinados cursos em faculdades públicas, como a Universidade Federal Fluminense, Centro de Educação Superior a Distância do Rio de Janeiro, Fundação de Apoio à Escola Técnica do Estado do Rio de Janeiro e Fundação Universitária de Itaperuna. O fluxo de estudantes vindos de cidades vizinhas diariamente é grande. Alguns fixam residência na cidade durante o período de estudos. Muitos vêm de outros estados, como Minas Gerais (Zona da Mata Mineira), Espírito Santo e Bahia.

Em 2009, o Instituto Federal Fluminense, antigo Centro Federal de Educação Tecnológica de Campos, iniciou suas atividades na cidade de Itaperuna. Hoje, o campus conta com os seguintes cursos técnicos: Administração, Eletrotécnica, Informática, Mecânica, Química e Automação Industrial. No IFF campus Itaperuna há também a oferta de cursos em nível superior: Bacharelado em Sistemas de Informação e Licenciatura em Química. Além de cursos de pós graduação lato sensu em Docência no Século 21: Educação e Tecnologias Digitais e em fase de implantação a pós graduação em Direitos Humanos.

Possui, também, várias faculdades particulares, dentre elas a Universidade Iguaçu (Unig), a Sociedade Universitária Redentor (Faculdade Redentor) e o Centro Universitário São José. A cidade conta com vários cursos como administração de empresas, arquitetura, comunicação social, ciências biológicas, ciências contábeis, direito, educação física, enfermagem, engenharia civil, engenharia mecânica, engenharia de produção, engenharia de petróleo, farmácia, física, fisioterapia, fonoaudiologia, geografia, história, letras, matemática, medicina, medicina veterinária, nutrição, odontologia, pedagogia, psicologia, serviço social e sistema de informação.

Faculdades
Escolas técnicas

SaúdeEditar

Itaperuna é referência nacional e internacional no tratamento hospitalar de pacientes com problemas cardíacos e também neurológicos, pois abriga um dos mais modernos centros hospitalares do país: o Hospital São José do Avaí. A Casa de Saúde e Maternidade Santa Therezinha, hoje hospital das Clínicas é o maior centro de natalidade da região.

TransporteEditar

AEROPORTO

URBANO E INTERURBANO

A cidade possui apenas uma empresa de ônibus, a Viação Santa Lúcia, A empresa possui trajetos em bairros, comunidades rurais e nos distritos.

RODOVIÁRIO

Itaperuna possui acesso pelas rodovias BR-356, RJ-198, RJ-210 e RJ-220. O Terminal Rodoviário de Itaperuna atende a população e aos demais passageiros em trânsito, oferecendo viagens estaduais e interestaduais. As viações que operam no terminal são: 1001, Águia Branca, Andorinha, Araguaína, Atual, Bragança, Kaissara, Marajó, Nova Integração, Ouro e Prata, Planalto, Penha, Pluma e Rio Doce, possuindo viagens para as cidades de Muriaé, Carangola, Juiz de Fora, Miracema, São José dos Campos, São Paulo, Pirapetinga, São João da Barra, Campo Grande, Marataízes, Belo Horizonte, Nova Friburgo, Itaocara, Guarapari, Cachoeiro de Itapemirim, Piúma, Arraial do Cabo, Vitória, Rio de Janeiro, Cabo Frio, Macaé, Campos dos Goytacazes, Aparecida, Ouro Preto e São João del-Rei. [25]

FERROVIÁRIO

O município foi cortado no passado pela Linha de Carangola e pelo Ramal do Poço Fundo, oriundos da antiga Cia. Estrada de Ferro Carangola e pertencentes à Estrada de Ferro Leopoldina. A Linha de Carangola ligava o Centro de Itaperuna as cidades de Carangola e Campos dos Goytacazes (no distrito de Murundu), enquanto que o Ramal do Poço Fundo, que possuía um curto trajeto, ligava o distrito de Cândido Fróes na cidade a Patrocínio do Muriaé, em Minas Gerais. Ambas as linhas férreas foram de grande e histórica importância para Itaperuna, pois realizavam todo o escoamento da produção cafeeira e agrícola das fazendas da região aos centros urbanos, além do transporte de passageiros do Norte e Noroeste Fluminense à região da Zona da Mata Mineira.

O Ramal do Poço Fundo foi desativado e erradicado do município em 1973, juntamente com o trecho da Linha de Carangola entre Itaperuna e Porciúncula. Nesta linha, os últimos trens de passageiros e de cargas (vindos do distrito de Murundu) viriam a trafegar pela última vez na cidade no dia 1 de novembro de 1977, culminando em sua total desativação. Os trilhos foram retirados do município logo em seguida e a sua estação ferroviária, já desativada, foi posteriormente demolida. [26][27][28]

EconomiaEditar

Itaperuna é a mais desenvolvida e a maior cidade do Noroeste Fluminense. Na cidade, há universidades, grandes empresas e um comércio bem desenvolvido. Destaque também para a agropecuária, que está em pleno desenvolvimento. Entre as grandes empresas situadas em Itaperuna, estão a Fábrica de Freios Boechat, a Quatá Alimentos (Leite Glória), a Camargo Correia, e a Fábrica de Laticínios Marília.

ComércioEditar

Itaperuna também possui o comércio mais desenvolvido do Noroeste e atende um enorme fluxo de pessoas diariamente de Itaperuna e cidades vizinhas. Na Avenida Cardoso Moreira, Rua Assis Ribeiro e Rua 10 de Maio estão localizados o maior número de lojas e escritórios comerciais da cidade.

Itaperuna também possui um Polo de Confecções e atende de forma significativa à demanda regional. As grandes lojas de confecções que estão situadas na Rua José Rafael Vieira - mais conhecida como a Rua das Confecções, localizada ao lado do Terminal Rodoviário, recebe muitas excursões de revendedores de toda a região. Engloba uma concentração com cerca de 50 lojas de fábrica Outlet, que oferecem descontos atraentes para quem busca produtos para revenda ou mesmo para consumo próprio. A especialidade do local são roupas de dormir e peças para cama, mesa e banho. As peças íntimas também são outra variedade do local. De acordo com o Sindicato das Indústrias de Confecções de Roupas do Noroeste Fluminense, a maioria dos ônibus vem do estado do Espírito Santo, principalmente de Cachoeiro de Itapemirim, Muqui, Castelo, Vila Velha e Colatina. Também há uma parcela menor do Rio de Janeiro e Minas Gerais. [29]

Alguns dos shoppings de Itaperuna:

  • Edifício Rotary
  • Centro Comercial Jorge Nunes
  • Centro Comercial e Empresarial Itaperuna
  • Galeria Mak's
  • Itaperuna Shopping Rio Center

Rede bancáriaEditar

Itaperuna possui uma ampla rede bancária com agências dos principais bancos: Itaú-Unibanco (duas agências), Bradesco (três agências), HSBC (uma agência), Caixa Econômica Federal (duas agências), Banco do Brasil (uma agência), Santander (uma agência), Casas Lotéricas (dez agências),[24],[30]Sicoob (duas agências), Sicredi (uma agência em frente ao Terminal Rodoviário) e Unicred (uma agência).

DemografiaEditar

Crescimento populacionalEditar

Abaixo a tabela demográfica de Itaperuna
1880 1900 1920 1940 1950 1960 1970 1980 1991 1996 2000 2007 2008 2009 2010 2013
13.083 39.187 90.807 127.353 75.011 78.130 60.622 63.168 78.000 81.797 86.720 92.852 102.781 99.454 95.876 98.004

Fonte: IBGE

 
Itaperuna EC

EsporteEditar

Itaperuna também é destaque no esporte, em especial no futebol, com o Itaperuna Esporte Clube, antigo Porto Alegre, que disputou o Campeonato Carioca de Futebol - Segunda Divisão pela última vez em 2011.

Esse time já disputou a Primeira Divisão do Campeonato Carioca, travando memoráveis partidas contra os times da capital, chegando inclusive a obter êxito em algumas oportunidades, vencendo jogos contra Flamengo, Fluminense e Botafogo. O único clube grande que o time do interior não conseguiu vencer foi o Vasco da Gama. Em 2011 disputou a Segunda Divisão do Campeonato Carioca, mas foi rebaixado para Terceira Divisão em 2012 por abandonar injustificadamente a competição.[31]

TurismoEditar

Estátua do Cristo RedentorEditar

 
Cristo Redentor de Itaperuna, no morro do Castelo

Itaperuna possui a segunda maior estátua do Cristo Redentor no mundo, com vinte metros de altura.[32] Foi inaugurada em 1966 nos festejos do aniversário do município pelo então prefeito Ary Moreira Bastos. Fica no Morro do Castelo e de lá se tem uma vista de quase toda a área urbana da cidade.

O Commons possui imagens e outros ficheiros sobre Itaperuna

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Referências

  1. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  2. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (30 de agosto de 2017). «Estimativas da população residente no Brasil e unidades da federação com data de referência em 1º de julho de 2017» (PDF). Consultado em 26 de fevereiro de 2018 
  3. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 29 de Julho de 2013 
  4. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  5. LAMEGO, Alberto (1963). O Homem e a Serra (PDF) 2ª edição ed. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística- IBGE. p. 290. 454 páginas. ISBN 9788524039492. Consultado em 12 de julho de 2020 
  6. HENRIQUES, Porphírio. A Terra da Promissão: História de Itaperuna. Rio de Janeiro:Editora Aurora, 1956.
  7. BELLIENY, Nino. «Quem fez o Brazão de Itaperuna». Consultado em 13 de julho de 2020 
  8. NAVARRO, E. A. Dicionário de tupi antigo: a língua indígena clássica do Brasil. São Paulo. Global. 2013. p. 574.
  9. http://www.ferias.tur.br/informacoes/7020/porciuncula-rj.html
  10. Prefeitura de Laje do Muriaé. «HISTÓRIA DA CIDADE». PROJETO COMPARTILHAR. Consultado em 27 de julho de 2020 
  11. PrevLaje. «HISTÓRIA DA CIDADE». Consultado em 27 de julho de 2020 
  12. IBGE. «catálogo». Consultado em 27 de julho de 2020 
  13. IBGE. «Itaperuna» (PDF). Consultado em 27 de julho de 2020 
  14. a b c d PEREIRA JÚNIOR, Artur Rodrigues (março de 2015). Itaperuna (RJ) no Contexto Regional no Noroeste Fluminense: Um Movimento Entre a Centralidade a a Descentralidade (PDF) (Dissertação de Mestrado). Campos dos Goytacazes: Universidade Candido Mendes. pp. 44, 56 e 156. Consultado em 23 de julho de 2020 
  15. a b Major Porphírio Henriques (1956). A Terra da Promissão - A história de Itaperuna. [S.l.]: Editora Aurora 
  16. AMARO, Altayr dos Santos Ferreira (2009). Comendador Venâncio nossa comunidade. [S.l.: s.n.] 
  17. a b «Cópia arquivada». Consultado em 4 de janeiro de 2012. Arquivado do original em 3 de janeiro de 2012 
  18. http://maps.google.com.br/maps?saddr=itaperuna&daddr=-22.2083969,-42.899063+to:rio+de+janeiro&hl=pt-BR&ll=-22.144164,-42.459412&spn=1.434779,2.469177&sll=-14.239424,-53.186502&sspn=46.771555,79.013672&geocode=Ff5pvP4d39CA_SkHdVSHb2C8ADHfSzyZcPBV6A%3BFXQgrf4diWlx_SkT_6vB1kCYADF0QUUvWXAKrA%3BFQ2Fov4djaxs_SkLtSRC_n6ZADHuWWyEPCWI-Q&mra=ls&z=9&via=1
  19. a b «BDMEP - série histórica - dados diários - temperatura mínima (°C) - Itaperuna». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 6 de junho de 2018 
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  21. «BDMEP - série histórica - dados diários - precipitação (mm) - Itaperuna». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 6 de junho de 2018 
  22. «BDMEP - série histórica - dados mensais - precipitação total (mm) - Itaperuna». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 6 de junho de 2018 
  23. «NORMAIS CLIMATOLÓGICAS DO BRASIL». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 6 de junho de 2018 
  24. a b c d e f g h i http://www.tce.rj.gov.br/web/guest/estudos-socioeconomicos1;jsessionid=45A9B81085F678787DDF96A8053EC372.jvm2?p_auth=6dABSa97&p_p_id=estudosocioeconomicomunicipios_WAR_tcerjestudosocioeconomicomunicipiosportlet&p_p_lifecycle=1&p_p_state=normal&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-1&p_p_col_count=2&_estudosocioeconomicomunicipios_WAR_tcerjestudosocioeconomicomunicipiosportlet_doSearch=doSearch&_estudosocioeconomicomunicipios_WAR_tcerjestudosocioeconomicomunicipiosportlet_javax.portlet.action=doSearch
  25. «Rodoviária de Itaperuna». Rodoviariaonline. Consultado em 13 de setembro de 2020 
  26. «Itaperuna -- Estações Ferroviárias do Estado do Rio de Janeiro». www.estacoesferroviarias.com.br. Consultado em 13 de setembro de 2020 
  27. «Candido Froes -- Estações Ferroviárias do Estado do Rio de Janeiro». www.estacoesferroviarias.com.br. Consultado em 13 de setembro de 2020 
  28. «EFL-Linha de Manhuaçu -- Estações Ferroviárias de Minas Gerais». www.estacoesferroviarias.com.br. Consultado em 13 de setembro de 2020 
  29. LIMA, Daniela (14 de julho de 2014). «Itaperuna atrai sacoleiras atrás de preços baixos principalmente para revenda». jornal O Dia. Consultado em 12 de julho de 2020 
  30. http://www.itaperunaonline.com.br/portal/default.asp?modulos=bancos  Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  31. http://www.e-tribuna.com.br/2011/index.php?option=com_content&view=article&id=12792%3Aitaperuna-e-rebaixado-para-a-serie-c-em-2012&Itemid=142
  32. http://www.rj.gov.br/web/seel/exibeconteudo?article-id=279021