Jaguaruna

Jaguaruna é um município brasileiro do Estado de Santa Catarina. Localiza-se a uma latitude 28º36'54" sul e a uma longitude 49º01'32" oeste, estando a uma altitude de 12 metros. Sua população estimada em 2004 era de 15.608 habitantes.

Jaguaruna
  Município do Brasil  
Símbolos
Bandeira de Jaguaruna
Bandeira
Brasão de armas de Jaguaruna
Brasão de armas
Hino
Apelido(s) "Cidade das Praias"
Gentílico jaguarunense
Localização
Localização de Jaguaruna em Santa Catarina
Localização de Jaguaruna em Santa Catarina
Mapa de Jaguaruna
Coordenadas 28° 36' 54" S 49° 01' 33" O
País Brasil
Unidade federativa Santa Catarina
Municípios limítrofes Laguna, Tubarão, Treze de Maio, Sangão, Içara e Balneário Rincão.
Distância até a capital 150 km
História
Fundação 6 de janeiro de 1891 (129 anos)
Administração
Prefeito(a) Edenilson Montini da Costa (PSL, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [1] 329,459 km²
População total (Censo IBGE/2016[2]) 19 254 hab.
Densidade 58,4 hab./km²
Clima Não disponível
Altitude 12 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2010 [3]) 0,721 alto
PIB (IBGE/2008[4]) R$ 175 923,586 mil
PIB per capita (IBGE/2008[4]) R$ 10 817,41
Cidades gêmeas

EtimologiaEditar

O nome Jaguaruna é uma adaptação da palavra Tupi-guarani "îagûarauna", que por sua vez deriva da junção entre a palavra "îagûara" que significa "onça" ou "jaguar", e a palavra "una" significa "preto/preta". Portanto Jaguaruna significa "Jaguar preto/onça-preta".[5][6] Em 1804, a sesmaria que nomeou o lugar já possuía este nome.

HistóriaEditar

A região onde hoje é Jaguaruna no período Pré Colonial, antes das colonização europeia, foi palco de grande exploração dos povos sambaquieiros, que entre 4500 anos a 2000 anos antes do presente construíram um grande território com sambaquis na região[7][8], incluindo gigantescos sambaquis que estão entre os maiores do Brasil e do mundo[9][10][11]. Posteriormente o território foi ocupado pelos índios carijós[8].

A partir do século XVIII o litoral catarinense passou a ser explorado de forma mais intensa por colonizadores vicentistas e colonizadores açorianos, não havendo no entanto, registos oficiais neste período sobre a colonização direta por estes personagens no territorio onde hoje é Jaguaruna[12].

Apenas para o ano de 1867 é considerada fundação oficial do município[12], documentada através de documentos oficiais, quando o Coronel Luiz Francisco Pereira se dirigiu com sua família para o território onde hoje é Jaguaruna[12], a fim de receber a concessão de sesmaria, como "primeiro habitante" da região, uma vez que, as terras do município de Palhoça, de onde procedia, eram pouco férteis o que o incentivou a deslocar-se. Em 1869, chegaram Joaquim Marques, Francisco Rebelo e Manoel Marques, atraídos, também, pela fertilidade das terras. A exuberância das terras fez com que os colonizadores a denominassem de Campo Bom. Não tardou, foi substituído pelo atual Jaguaruna, em virtude do aparecimento de um jaguar preto onde hoje é a sede municipal. Os primeiros exploradores encontraram índios esparsos, misteriosamente desaparecidos nos primeiros anos.[carece de fontes?] Em 1875, foi construído o primeiro templo católico, sendo o Padre José Ferreira Guedes, o primeiro Vigário da Paróquia. Em 1880, Jaguaruna foi elevada à Freguesia. Em 1883, foi extinta para, um ano mais tarde, tornar novamente aquela categoria, porém com parte de seu território desmembrado, e integrado no de Tubarão. [13]

Jaguaruna, antiga vila e município criado em 1891, foi extinto em 1923. Voltou à existir pelo decreto estadual nº 25, de 11 de dezembro de 1930, com território desmembrado de Laguna.[14][15]

 
Sambaqui "Garopaba do Sul", tido entre os maiores sambaquis do Brasil e do mundo.[9][10][11]

Pontos TurísticosEditar

As praias são os principais pontos turísticos, sendo recentemente apontados os sambaquis da região como uma grande possibilidade de atração turística, embora sejam desconhecidos e desvalorizados por boa parte da população[9][11].

Outro ponto de Jaguaruna bastante conhecido, além das praias, é o "Chuveirão", queda de água que a população utiliza para se refrescar, normalmente utilizada após um banho na praia.[16]

Referências

  1. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  2. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  3. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 30 de junho de 2014 
  4. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  5. Dicionário Tupi-guarani: palavra 'îagûara'
  6. Dicionário Tupi-guarani: palavra 'Una'
  7. Deblasis, P.; et al. (2007). «Sambaquis e paisagem: Dinâmica natural e arqueologia regional no litoral do sul do Brasil.». Arqueologia Suramericana. 3. 29-61. Consultado em 11 de agosto de 2019 
  8. a b Schimitz, Pedro (2013). «A OCUPAÇÃO PRÉ-HISTÓRICA DO ESTADO DE SANTA CATARINA». Criciúma, Santa Catarina. Tempos Acadêmicos, Dossiê Arqueologia Pré-Histórica, nº 11. Consultado em 11 de agosto de 2019 
  9. a b c Martins Guimarães, Bruna Cataneo Zamparetti, Deisi Scunderlick Eloy de Farias, Francisco Antônio dos Anjos, Geovan (2016). «TURISMO ARQUEOLÓGICO, EDUCAÇÃO E OS SAMBAQUIS DO COMPLEXO LAGUNAR SUL DE SANTA CATARINA: PROPOSTA DE UM CIRCUITO PARA VISITAÇÃO». Revista Memorare. v. 3, n. 3 (2016). Consultado em 11 de agosto de 2019 
  10. a b Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, IPHAN (2014). «Patrimônio Arqueológico - SC». Site do IPHAN. Consultado em 11 de agosto de 2019 
  11. a b c Portal RSC, Portal RSC (6 de julho de 2017). «"Sambaquis, a história desvalorizada na região": Patrimônio arqueológico está ameaçado em Jaguaruna». Portal RSC - Rede Sousa de Comunicação. Consultado em 11 de agosto de 2019 
  12. a b c DELFINO, DEISIANE DOS SANTOS (2008). «DESENVOLVIMENTO E PLANEJAMENTO URBANO NA CIDADE DE JAGUARUNA/SC: representação e atuação dosatores locais» (PDF). Dissertação de mestrado em Geografia da UFSC. Consultado em 11 de agosto de 2019 
  13. «Fundação de Jaguaruna» (PDF). IBGE 
  14. «Jaguaruna Santa Catarina - SC Histórico» (PDF). IBGE. 5 de agosto de 2004. Consultado em 7 de abril de 2013 
  15. «Origem do povoamento». Prefeitura Municipal de Jaguaruna. Consultado em 7 de abril de 2013. Arquivado do original em 7 de abril de 2013 
  16. Jaguaruna, Prefeitura de Jaguaruna. «Chuveirão -». Site da prefeitura de Jaguaruna. Consultado em 11 de agosto de 2019 

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar

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