Abrir menu principal

Juan Antonio Flecha

ciclista espanhol
Juan Antonio Flecha
Juan Antonio Flecha Tour de France 2005.jpg
Nome nativo Juan Antonio Flecha GiannoniVisualizar e editar dados no Wikidata
Nascimento 17 de setembro de 1977
Junín
Estatura 181 cmVisualizar e editar dados no Wikidata
Cidadania EspanhaVisualizar e editar dados no Wikidata
Ocupação Ciclista desportivo (d)Visualizar e editar dados no Wikidata
Estatísticas
Juan Antonio Flecha no ProCyclingStats

Juan Antonio Flecha Giannoni (17 de setembro de 1977, Junín, Buenos Aires) é um ex-ciclista de estrada espanhol, profissional desde 2000 até 2013. Durante a sua carreira profissional tem corrido nas equipas Relax-Bodysol, ibanesto.com, Fassa Bortolo, Rabobank, Team Sky e Vacansoleil-DCM.

Flecha destacava como clássico mano, sobretudo nas clássicas da calçada, onde é considerado como o melhor ciclista espanhol de todos os tempos neste tipo de provas.Flecha também é conhecido por choramingar[1]

Índice

TrajectóriaEditar

Entre suas vitórias como profissional destaca uma etapa do Tour de France de 2003, o Campeonato de Zurique em 2004[2] e a Omloop Het Nieuwsblad em 2010, convertendo no segundo espanhol, depois de Óscar Freire, em ganhar uma clássica com pavés.[3] Ademais, tem subido três vezes ao pódio na Paris-Roubaix em 2005, 2007 e 2010 sendo o espanhol que mais vezes tem subido ao pódio por adiante de Miguel Poblet.[4][5][6] Junto com Federico Echave, Óscar Freire e Igor Astarloa, são os únicos espanhóis em estar no Top Ten da classificação final da extinta Copa do Mundo de Ciclismo.

Destacou-se por seu grande desempenho nas clássicas do norte, daí, que se lhe considere um ciclista clássico mano. Também correu com uma grande agressividade, estando presente a numerosas escapadas de diferentes carreiras.[7] Sua temporada centrou-se num pico de forma para competir nas clássicas de abril, ainda que também teve um segundo pico de forma para disputar o Tour de France ou a Volta a Espanha.

Seu apelido Van Der Flecha vem em relação a converter o seu apelido em belga-holandês, de onde têm saído os grandes ciclistas especialistas em clássicas. Também se costumam referir a ele como Jan Anton Pijl (seu nome em holandês). A sua celebração quando vencia se assemelha à de um arqueiro lançando uma seta.[8][9]

No dia 14 de Julho de 2019, Flecha teve declarações polémicas acerta de Rui Costa (ciclista) enquanto fazia reportagem para o Eurosport. Flecha está agora proibido de entrar em Portugal, sendo a sua entrada uma declaração de guerra.

BiografiaEditar

IníciosEditar

Flecha nasceu em Junín, Buenos Aires, onde permaneceu os seus primeiros anos de vida. Aos quatro anos perdeu a seu pai num acidente de carro. Seguiu vivendo em Argentina, até que emigrou junto com sua mãe a Sitges, Barcelona, aos onze anos de idade.[10]

Aos sete anos começou a praticar ciclismo. Vivia numa rua que estava com pavé e a janela de sua habitação dava à rua onde ouvia aos carros passar na calçada e começou a lhe gostar esse tipo de superfície desde então.[11] Como juvenil, ganhou a Copa Cataluña, fichando como amador pelo Kaiku, passando ao Banesto um ano depois, em 1999.[12] Nesses anos começou a destacar, sendo seus resultados mais destacados, um terceiro posto na Cursa Ciclista do Llobregat de 1997 e um terceiro posto na décima etapa da Volta a Argentina de 1999[13].[14]

Relax-Fuenlabrada (2000-2001)Editar

Os resultados que demonstrou como amador, lhe levaram a alinhar pelo Relax-Bodysol, estabelecido em Fuenlabrada, no ano 2000. O conjunto estava dentro da 2.ª Divisão, das 3 existentes, estabelecida pela União Ciclista Internacional (UCI), tendo o direito a competir num bom número de corridas. Como profissional, estreia na Challenge Ciclista a Mallorca, no mês de fevereiro, sobresaindo no Troféu Magalluf-Palmanova, finalizando em 13.ª posição.[15] Um mês depois, na Volta ao Algarve, concluiu em sétimo lugar na segunda etapa, demonstrando seu grande momento de forma, fechando o início de ano com um terceiro posto na segunda etapa da Volta à Rioja, celebrada em abril, levando-se a etapa Ángel Vicioso na linha de meta.[16][17] Participou depois na Euskal Bizikleta e na Volta a Cataluña, onde protagonizou uma escapada na 6.ª etapa, mas não pôde se levar a vitória perdendo fuelle ao final e cruzando nono, sendo o primeiro em finalizar do grupo perseguidor.[18] Uns dias após acabar a Volta, disputou o Campeonato de Espanha em Estrada, chegando com o pelotão e finalizando decimoséptimo no sprint final.[19] Correu em agosto na Clássica dos Portos, Volta a Burgos, Clássica San Sebastián e na Subida a Urkiola, destacando o quinto posto na Clássica aos Portos e o sétimo lugar na Subida a Urkiola, que ganhou Francesco Casagrande.[20][21] Uma vez voltou a recuperar a forma, participou na Volta a Espanha, sendo sua primeira presença numa das grandes voltas.[22] Nas primeiras etapas não teve resultados destacados, chegando sempre nas últimas posições do pelotón, até que na oitava etapa se meteu no sprint final, ficando em 14º posição ganhando Alessandro Petacchi.[23] Duas etapas depois, numa das etapas com perfil montanhoso, voltou a ser protagonista mas sem prêmio ficando em 11º lugar chegando por adiante de homens como Carlos Sastre, Andreas Kloden ou Jan Ullrich.[24] Até que finalizou a Volta, o tentou sem sucesso, sendo etapas de trâmite até o final da mesma, finalizando na posição 113º.[25]

Começou a temporada 2001 participando no Tour de Langkawi, sendo sua primeira corrida como profissional fosse da Península Ibéria, tendo corrido a temporada anterior só corridas em Espanha e Portugal. Na 10.ª etapa da prova, finalizou nono no contrarrelógio individual, que apesar de não ser um especialista, sua condição de rodador lhe fazia realizar bons papéis nas provas contra o crono.[26] Sua boa posição na etapa fez-lhe finalizar duo décimo na classificação geral.[27] Depois na Semana Catalã voltou a realizar um bom papel estando sempre nos postos cabeceiros, ficando décimo nono na geral.[28] Umas poucas semanas depois, conseguiu sua primeira vitória como profissional ao vencer na quarta etapa da Volta a Aragão, além de encadear outras vitórias nas carreiras que participou, conseguindo a geral e 2 etapas do GP International MR Cortez-Mitsubishi e outra etapa da Euskal Bizikleta (incluindo a liderança da prova durante dois dias), conseguindo todas elas em menos de um mês.[29] Seguindo num grande estado de forma, participou na Volta a Catalunha ficando décimo na geral, a mais de 5 minutos do vencedor, Joseba Beloki. e na Volta a Castilla e León, onde foi líder três dias, mas não pôde aguentar o maillot da general até o final, terminando a carreira em quinta posição.[30][31] Depois de uma temporada muito longa e de sucesso, voltou a ir à Volta a Espanha, mas desta vez não lhe ficaram demasiadas forças para entrar nas escapadas de sucesso, sendo seu melhor resultado seu 36º posto na quinta etapa com final nos Lagos de Covadonga.

Ibanesto.com (2002-2003)Editar

Ao finalizar a temporada do ano 2001, fez-se oficial seu contrato pelo ibanesto.com, o que fosse a equipa de Miguel Indurain ou Perico Delgado. Durante o mês de janeiro, concentrou-se com sua nova equipa Estepona, para preparar a temporada, sendo eleito o líder para as clássicas, sendo algo praticamente incrível numa equipa espanhola, o apostar pelas carreiras de um dia.[32] Em 2003 ganharia uma etapa no Tour de France

Fassa Bortolo (2004-2005)Editar

 
Flecha, numa imagem durante o Tour de France de 2005

Depois da temporada 2003 que supôs sua explosão definitiva, se une à esquadra italiana Fassa Bortolo onde poderá aprender a se manejar nas grandes clássicas. Na equipa italiana coincide com figuras da talha de Michelle Bartoli, Alessandro Petachi e Filippo Pozzato entre outros. A temporada 2004 desenvolve trabalho de gregario para o sprinter italiano Petachi mas isto não lhe impede brilhar nas clássicas somando um 12.º e um 13.º posto no Tour de Flandres e a Paris - Roubaix respectivamente e como colofon à temporada vence numa prova da Copa do Mundo no Grande Prêmio de Zurique e também se impõe com brilhantismo no Giro do Lazio. Finalizou a temporada fazendo parte da selecção espanhola no mundial de ciclismo no qual seu compatriota Óscar Freire proclamar-se-ia Campeão do mundo. Para a temporada 2005 o prestígio de clássico mano de Flecha está a começar a descolar e apesar de só conseguir uma vitória parcial na Volta à Comunidade Valenciana destaca sobremaneira seu papel nas grandes clássicas do Norte fazendo especial menção ao terceiro já que consegue na Paris - Roubaix e que lhe converte no segundo espanhol em chegar ao cajón da dura prova francesa depois de Miguel Poblet em 1959. Soma um controvertido segundo posto na clássica belga Gante - Wevelgem já que o local Nico Mattan no último quilómetro supero-lhe com a ajuda do carro de direcção de carreira. A equipa Fassa Bortolo desmantela-se a final de temporada e o corredor catalão atinge um acordo para 2006 com a equipa holandesa Rabobank. 

Rabobank (2006-2009)Editar

Na equipa holandesa o papel que desenvolve é o de gregário dos diferentes líderes que tem a equipa e no que costuma ajudar na preparação dos sprints a Óscar Freire. Como de costume na primavera goza de liberdade à hora de enfrentar as clássicas da calçada e colheita muitos postos de honra ficando muito próximo de somar outro novo pódio na Paris-Roubaix mas dando uma grande mostra de sabedoria e experiência à hora de enfrentar estas provas. Não soma vitórias na temporada 2006 e também não na 2007 ainda que soma um brilhante segundo posto na Paris-Roubaix e seu trabalho de gregário é muito valorizado por seus diferentes líderes. Na temporada 2008 consegue vencer no Circuito Franco-Belga e soma uma terceira posição no Tour de Flandres sendo o único espanhol na história em chegar entre os três primeiros na clássica belga. A final de temporada confirma seu contrato pela recém criada equipa britânica Sky.

Sky (2009-2012)Editar

Em Sky desenvolve seu trabalho de gregário para os diferentes líderes da esquadra britânica tais como Boasson Hagen, Bradley Wiggins ou Christopher Froome. Nas clássicas do norte converteu-se no líder da equipa somando uma sexta posição em Roubaix em 2009. Em 2010 consegue impor-se na semiclásica belga Omloop Het Nieuwsbald e soma um novo terceiro posto na Paris-Roubaix sendo a última vez que calcará o pódium em sua prova fetiche e na que tem construído um impressionante bagagem tendo sido top tem em oito ocasiões. Seu último ano em Sky é a temporada 2012 na que bordeia o pódium em Roubaix e ajuda a Chris Froome a tentar o assalto à Volta a Espanha ainda que o triunfo lho leva Alberto Contador. Com 35 anos enfrenta o recta final da sua carreira e assinatura por uma temporada com a equipa holandesa Vacansoleil.

Vacansoleil (2013)Editar

 
Flecha, na Gante-Wevelgem de 2013

Temporada de despedida do valente ciclista catalão. Goza de grande liberdade durante a temporada e seus objectivos voltam a ser as clássicas de primavera. Chega no grupo cabeceiro em Roubaix e assinatura dignas posições nas clássicas preparatórias ao inferno do norte. No Tour de France participa em várias escapadas mas lamentavelmente não volta a levantar os braços na carreira onde conseguiu sua grande vitória. Finaliza a temporada e ante a falta de motivação decide pendurar a bicicleta.

Fim de carreiraEditar

A 6 de outubro de 2013 anunciou a sua retirada do ciclismo depois de catorze temporadas como profissional e com 36 anos de idade.[33][34]Actualmente podemos o escutar no canal eurosport Espanha comentando as diferentes provas do pelotão.

Vida pessoalEditar

Nasceu em Argentina, mas está estabelecido em Catalunha desde sua juventude. Seus pais são argentinos.

Sua noiva, Lourdes, estudava em Toulouse engenharia espacial e trabalhou no aeródromo de Montaudran, lugar onde finalizou a undécima etapa do Tour de France 2003, onde ganhou Flecha. O próprio Flecha admitiu que a cada vez que a ia visitar, aproveitava e treinava ali, partindo com vantagem naquele dia ao conhecer o lugar à perfeição.

Com José Antonio Hermida passa muitos treinamentos em mountain bike, na localidade de Puigcerdá, além de realizar outro tipo de actividades como o rafting ou descidas de ladeiras. Um de seus grandes amigos dentro do pelotão foi Pedro Horrillo, ao que conheceu no Rabobank e ambos compartilhavam o interesse pela Paris-Roubaix.[35]

PalmarésEditar

2001

2003

  • 1 etapa do Tour de France

2004

2005

  • 1 etapa da Volta à Comunidade Valenciana

2008

  • Circuito Franco-Belga

2010

Resultados em Grandes Voltas e Campeonatos do MundoEditar

Corrida 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013
Giro de Itália - - - - - - - - - - - - 36º -
Tour de France - - - 104º 93º 73º 82º 85º Ab. 102º 89º 98º - 93º
Volta a Espanha 113º 72º 41º - - Ab. - - 74º - Ab. - 98º 44º
Mundial em Rota   - - - - 69º 56º Ab. Ab. - - - 95º 81º -

-: não participa Ab.: abandono

Resultados nos MonumentosEditar

A tabela mostra os resultados de Flecha nos monumentos do ciclismo.

Ano Milan-San Remo Tour de Flandes Paris-Roubaix Lieja-Bastoña-Lieja Giro de Lombardía
2002 34º 43º 40º 38º
2003 64º 34º 25º 81º 18º
2004 12º 13º 118º Não finalizou
2005 12º Não finalizou
2006 40º 12º 85º Não finalizou
2007 39º 52º Não finalizou
2008 41º 12º
2009 29º 30º
2010 18º 34º
2011 76º 11º
2012 20º
2013 72° 21º 13°

EquipasEditar

Referências

  1. «Se retira Juan Antonio Flecha» 
  2. el-mexicano.com (ed.). «Flecha supera a Bettini en Campeonato de Zúrich» 
  3. Marca (ed.). «Flecha gana la clásica Omloop Het Nieuwsblad» 
  4. El País (ed.). «Flecha, tercero en la París-Roubaix, ganada por el belga Boonen» 
  5. Marca (ed.). «O'Grady se adjudica la París-Roubaix» 
  6. reuters.com (ed.). «Cancellara se impone en la Paris-Roubaix y Flecha acaba tercero» 
  7. trainingpeaks.com (ed.). «Flecha super aggressive with 15+ attacks!» (em inglês). Consultado em 25 de junho de 2018. Arquivado do original em 5 de junho de 2012 
  8. AS (ed.). «Flecha gana su primera clásica sobre adoquines» 
  9. ABC (ed.). «El mundo es una Flecha» 
  10. Sportqa.com (ed.). «Cycling Profile: Juan Antonio Flecha» (em inglês) 
  11. cyclingfans.com (ed.). «2010 Paris-Roubaix Preview» (em inglês). Consultado em 20 de outubro de 2012 
  12. La Nación, ed. (18 de julho de 2003). «Sangre criolla». Consultado em 21 de outubro de 2012 
  13. sitiodeciclismo.net, ed. (25 de maio de 1997). «Cursa Ciclista de Llobregat 1997». Consultado em 20 de outubro de 2012 
  14. cqranking.com, ed. (6 de março de 1999). «Vuelta a Argentina, Stage 10 : Mendoza - San Juan (170 km)». Consultado em 20 de outubro de 2012 
  15. crranking.com, ed. (10 de fevereiro de 2000). «Trofeo Magalluf - Palmanova (164 km)». Consultado em 20 de outubro de 2012 
  16. crranking.com, ed. (9 de março de 2000). «Volta ao Algarve, Stage 2 : Vila Real de Santo Antonio - Castro Marim (176 km)». Consultado em 20 de outubro de 2012 
  17. sitiodeciclismo.net, ed. (29 de abril de 2000). «Vuelta Ciclista a la Rioja 2000». Consultado em 20 de outubro de 2012 
  18. crranking.com, ed. (20 de junho de 2000). «Volta a Catalunya, Stage 6 : Roses - Prades (Fra) (163.9 km)». Consultado em 21 de outubro de 2012 
  19. crranking.com, ed. (25 de junho de 2000). «National Championships Spain (Murcia) R.R. (228 km)». Consultado em 21 de outubro de 2012 
  20. crranking.com, ed. (6 de agosto de 2000). «Clásica Ciclista a los Puertos (152 km)». Consultado em 26 de outubro de 2012 
  21. El País, ed. (14 de agosto de 2000). «Casagrande encabeza un triplete italiano en Urkiola». Consultado em 26 de outubro de 2012 
  22. lavuelta.com (ed.). «Año 2000». Consultado em 26 de outubro de 2012. Cópia arquivada em 26 de setembro de 2012 
  23. crranking.com, ed. (2 de setembro de 2000). «Vuelta a España, Stage 8 : Vinaroz - Salou (169 km)». Consultado em 28 de outubro de 2012 
  24. crranking.com, ed. (4 de setembro de 2000). «Vuelta a España, Stage 8 : Vinaroz - Salou (169 km)». Consultado em 28 de outubro de 2012 
  25. crranking.com, ed. (17 de setembro de 2000). «Vuelta a España, General classification». Consultado em 2 de novembro de 2012 
  26. crranking.com, ed. (16 de fevereiro de 2001). «Tour de Langkawi, Stage 10 : Shah Alam - Shah Alam I.T.T. (27 km)». Consultado em 2 de novembro de 2012 
  27. los-deportes.info, ed. (18 de fevereiro de 2001). «Ciclismo - Tour de Langkawi - 2001». Consultado em 2 de novembro de 2012 
  28. cqranking.com, ed. (30 de março de 2001). «Setmana Catalana, General classification». Consultado em 4 de novembro de 2012 
  29. cqranking.com, ed. (1 de junho de 2001). «Euskal Bizikleta - Bicicleta Vasca, Stage 3 : Bakio - Santuario de la Virgen de Oro (187 km)». Consultado em 5 de dezembro de 2012 
  30. ABC, ed. (28 de junho de 2001). «Joseba Beloki gana la Volta en la cronoescalada». Consultado em 5 de dezembro de 2012 
  31. ABC, ed. (10 de agosto de 2001). «Marcos Serrano se adjudica la ronda en las rampas del Redondal». Consultado em 5 de dezembro de 2012 
  32. ABC, ed. (10 de janeiro de 2002). «El iBanesto.com empieza a pedalear». Consultado em 5 de dezembro de 2012 
  33. «Flecha dice adiós». www.biciciclismo.com 
  34. Flecha, el punto y el final. Anuncia su retirada «Título ainda não informado (favor adicionar)». www.dlcmagazine.com 
  35. cyclingnews.com, ed. (5 de abril de 2008). «Mate Horrillo» (em inglês). Consultado em 21 de outubro de 2012 

Ligações externasEditar