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Volta a Espanha
Logo da corrida desde 2017[1]
Detalhes da corrida
Data Abril-maio (1935-1995)
Agosto-setembro (1995-...)
Região Flag of Spain.svg Espanha
Nome local La Vuelta
Disciplina ciclismo
Competição UCI World Tour 2.uwT
Tipo Cycling (road) pictogram.svg Ciclismo de estrada
Organizador Unipublic
História
Edições 72.ª (a 2017)
Maiores vitoriosos Espanha Roberto Heras (4)
Mais recente Reino Unido Chris Froome

A Volta a Espanha (em castelhano: Vuelta a España) ou simplesmente La Vuelta, é uma competição de ciclismo por etapas profissional de ciclismo de estrada disputada ao longo da geografia espanhola. Celebra-se entre finais de agosto e princípios de setembro e pertence ao calendário UCI World Tour, máxima categoria das corridas profissionais.[2]

A Volta disputou-se pela primeira vez em 1935.[3] A prova sofreu várias críticas argumentando que as grandes distâncias envolvidas em cada etapa seriam inumanas.[3] Desde a sua criação, a corrida tem sido suspendida em quatro ocasiões: desde 1937 até 1940 devido à Guerra Civil, desde 1943 até 1944 devido à Segunda Guerra Mundial e à má situação económica da Espanha, em 1949 e desde 1951 até 1954.

É a última e mais jovem das conhecidas "grandes voltas" do ciclismo, junto ao Tour de France e a Giro d'Italia.

O vencedor da Volta a Espanha obtém 720 pontos para o Salão da Fama do Ciclismo (Cycling Hall of Fame).

Com quatro triunfos em (2000, 2002, 2003 e 2004), Roberto Heras é o corredor mais laureado da corrida.

Índice

HistóriaEditar

1932-1936Editar

Disputou-se o G. P. República e as primeiras corridas que se correram a nível nacional foram promovidas pelos fabricantes de bicicletas de Éibar. Por conseguinte, fez-se o percurso Éibar-Madrid-Éibar recebendo o nome de Grande Prémio da República.

1935-1960Editar

 
Folha promocional da primeira edição da Volta, das diário Informações. Museu de Joguet de Verdú, Lérida.

A começos de 1935, Clemente López Dóriga, em colaboração com Juan Pujol, director do diário Informaciones, organizou a Iª Volta a Espanha com um percurso de 14 etapas e 3431 km ao todo. A primeira etapa disputou-se entre Madrid e Valladolid. Naquele ano viveu-se o primeiro grande duelo da história da Volta entre o belga Gustaaf Deloor, à posterior vencedor, e o espanhol Mariano Cañardo, sub-campeão. A II edição da Volta, que se celebrou apesar da delicada situação política do país, significou a revalidação do título de Deloor que manteve a liderança desde o primeiro até ao último dia. Depois destas duas primeiras edições, a jornada espanhola sofreu uma paragem por causa da Guerra Civil Espanhola.

Em 1941 retomou-se a prova com uma participação quase totalmente espanhola e com muito pouca representação estrangeira. Naquele ano teve lugar a disputa da primeira etapa contrarrelógio da Volta. Julián Berrendero proclamou-se vencedor da jornada espanhola, título que revalidou um ano depois. Berrendero converteu-se assim também em rei da montanha durante três edições consecutivas.

Por causa da Segunda Guerra Mundial e a precária situação económica do país, voltou a produzir-se outra paragem na disputa da Volta ciclista.

Em 1945, o Diário Ya fez-se ao cargo da organização e voltou disputar-se a competição, ainda que de novo com uma pobre participação estrangeira. Nesta ocasião foi Delio Rodríguez quem fez-se com a vitória final. Naquele ano também se instaurou pela primeira vez a classificação por pontos, ainda que não foi estável até 1955. Disputaram-se mais quatro edições até 1950 momento no qual o «Diário Ya» renunciou a organizar definitivamente a Volta a Espanha.

Até 1955 não se voltou a celebrar a jornada espanhola e a partir desse ano fez-se a cargo dela o diário O Correio Espanhol/O Povo Basco. Desde então, a Volta a Espanha disputou-se anualmente. Também, a Volta passou a celebrar-se de maneira estável entre os meses de abril e maio, enquanto anteriormente a sua celebração tinha oscilado entre os meses de abril e agosto. Outra variação foi o número de participantes, até então muito baixo, que se viu duplicado, bem como uma assistência maior de grandes figuras estrangeiras e nacionais.

1960-1970Editar

O prestígio da Volta foi crescendo e, a cada vez mais, contava-se com a presença de estrelas ciclistas do panorama internacional. Durante finais da década de 1950 produziram-se os primeiros triunfos na classificação geral de ciclistas italianos e franceses. Na década de 1960 fizeram-no também ciclistas alemães e holandeses. Em 1963, Jacques Anquetil conseguiu liderar a classificação geral e se erigiu como o primeiro ciclista que ganhava as três grandes voltas. Cinco anos mais tarde, em 1968, Felice Gimondi faria o mesmo. Só Eddy Merckx, em 1973, Bernard Hinault que ganhou em 1978 e 1983, Alberto Contador que ganhou em 2008, Vincenzo Nibali que ganhou em 2010 e Chris Froome que ganhou em 2017 conseguiram repetir a façanha.

Antonio Karmany dominou a classificação da montanha durante três anos consecutivos e relevou-o Julio Jiménez, que a ganhou durante outros três anos.

A formação Kas daqueles anos com Karmany, Angelino Soler, Julio Jiménez e Gabica deu inicio à andadura de uma equipa que nasceu em 1958 e continuou até a meio da década de 1980.

Rik Van Looy converteu-se no primeiro ciclista a repetir o triunfo na classificação por pontos em 1965. Jan Janssen em 1968 e Domingo Perurena em 1974 fizeram o mesmo e lideraram dita classificação em duas ocasiões.

Em meados da década de 1960 o organizador da Volta, O Correio Espanhol/O Povo Basco, passou por alguns apuros económicos que puseram em perigo a disputa da competição. No entanto terminaram disputando-se todas as edições de forma normal. Em 1968 a Volta viu-se afectada por um atentado terrorista e outras manifestações e teve-se que anular a décima-quinta etapa. Por sorte não teve que lamentar vítimas.

1970-1980Editar

A década de 1970 começou com o triunfo de Luis Ocaña, que já estava consolidado no pelotão internacional como uma das grandes figuras do ciclismo.

José Manuel Fuente, com seus triunfos em 1972 e 1974, converteu-se no terceiro ciclista que conseguia ganhar duas Voltas a Espanha. Uns anos mais tarde, Bernard Hinault repetiu a façanha, algo que também conseguiu Pedro Delgado durante os década de 1980.

A equipa Kas nos anos 70 inovou no ciclismo moderno com a sua forma de ciclar. Ciclistas como Domingo Perurena, Miguel María Lasa, Vicente López Carril, Pérez Francés, Pesarrodona e muitos outros alegraram com os seus amarelos e azuis a corrida.

O Super Ser foi outra equipa espanhola daquela época. Agustín Tamames e Luis Ocaña lideraram a equipa.

Em 1973 Eddy Merckx conseguiu vencer na Volta e fazer de uma forma arrebatadora ganhando seis etapas e todas as classificações individuais com excepção da montanha, na que terminou segundo.

Freddy Maertens repetiu em 1977 um domínio similar ao demonstrado por Merckx uns anos antes, ganhando treze etapas e o resto das classificações individuais exceptuando a da montanha. Andrés Oliva conseguia também ganhar a classificação da montanha em três edições da Volta em meados da década de 1970.

A Espanha viu nascer em 1978 a Bernard Hinault como estrela do ciclismo internacional. Hinault ganhou nesse mesmo ano o seu primeiro Tour de France. Também teve que suspender a última etapa daquela edição, por causa de revoltas e barricadas que impediram o percurso normal da mesma.

Em 1979 O Correio Espanhol/O Povo Basco deixou de patrocinar a jornada espanhola, que correu uma vez mais perigo de desaparecimento. No entanto, a empresa Unipublic (que segue organizando as diferentes edições da Volta na atualidade) com o apoio da cidade de Jerez de la Frontera,[4] se fez cargo da competição. Este facto, unido a um aumento da publicidade e às retransmissões por televisão, fizeram aumentar ainda mais o nível da Volta.

1980-1990Editar

Foi a época a com mais popularidade da Volta a Espanha. A princípios da década de 1980 destacaram dois nomes nas classificações suplementares: José Luis Laguía, que conseguiria se impor cinco vezes na classificação da montanha, e Sean Kelly que venceu em quatro ocasiões na classificação por pontos e a geral em 1988.

Em 1982 produziu-se o primeiro caso de retirada do título por doping. Dois dias após o termo da competição, Ángel Arroyo —junto a outros quantos ciclistas— foi desclassificado e perdeu a sua vitória em favor de Marino Lejarreta. Apesar da solicitação da contra análise, este voltou a dar positivo.

A edição do ano seguinte supôs o primeiro aparecimento dos Lagos de Covadonga como final de etapa, uma ascensão que converter-se-ia, com o passar dos anos, na subida mais emblemática da Volta a Espanha. Em 1984 disputou-se a edição que terminou com a diferença mais pequena entre o primeiro e o segundo classificado. Eric Caritoux, um completo desconhecido até então, conseguiu adjudicar-se a Volta com tão só seis segundos de vantagem sobre Alberto Fernández, segundo classificado, quem morreria em dezembro desse mesmo ano num acidente de transito e em cuja honra a organização da Volta decidiu baptizar a partir da seguinte edição ao cume da corrida como a Cume Alberto Fernández em homenagem a este grande ciclista.[5]

A partir de 1985 e até um pouco depois do final da década dde 1980 observou-se um auge do ciclismo colombiano, que apresentou um forte domínio sobretudo nas etapas de montanha. Nomes como Francisco Rodríguez (terceiro em 1985) ou Oscar de Jesús Vargas, terceiro em 1989, começam a tomar força. No entanto, os líderes do ciclismo colombiano foram Luto Herrera, vencedor da corrida, da classificação da montanha e de várias parciais em 1987, e Fabio Parra (2º em 1989), vencedor da classificação de novatos em 1985, 5º em outras quatro ocasiões e vencedor de algumas etapas. Apesar do destacado papel dos colombianos, o principal dominador da volta nessa época foi Pedro Delgado com duas vitórias (1985 e 1989), um segundo posto e dois terceiros.

De notar que durante esta década teve bons gregários e bons corredores para a lembrança, como Federico Echave, Iñaqui Gastón, Julián Gorospe, Vicente Belda, Alberto Fernández, Raymon Dietzen, Blanco Villar, Pepe Recio, Eduardo Chozas, Marino Lejarreta, e Enrique Aja; e equipas como a Teka, Dormilón, Huesitos, Reynolds, Bh, e Orbea, que durante aqueles anos corriam pelas estradas espanholas.

1990-2000Editar

A primeira metade da década de 1990 esteve marcada pelo domínio do suíço Tony Rominger, o primeiro ciclista que conseguiu ganhar três vezes a corrida de forma consecutiva, entre 1992 e 1994. No ano 1993 Tony Rominger ganhou as classificações individuais. Naqueles anos 1990 A Volta podia contar com o potencial de duas das melhores equipas espanholas que tem existido: a Onze e a Banesto com destacados elencos de bons corredores nacionais e internacionais. Também pode-se destacar a Clas Cajastur, que depois foi absorvido e terminou sendo a Mapei.

A edição quinquagésima da Volta, disputada em 1995, coincidiu com a mudança de datas. A Volta a Espanha passou a disputar-se em setembro, perto já do final da temporada. Naquele ano, Laurent Jalabert conseguiu vencer em todas as classificações, algo que ninguém mais tem conseguido na ronda espanhola. O francês foi também vencedor em quatro ocasiões da classificação por pontos, igualando o recorde conseguido por Kelly na década de 1980.

Os dois anos seguintes estariam dominados por outro suíço, Alex Zülle, que ainda hoje em dia possui o recorde de se ter vestido mais camisas amarelas até a data (48).

Em 1997, a Volta começou pela primeira vez num país estrangeiro. Iniciou em Lisboa, com motivo da Expo '98.

A ascensão ao Alto de El Angliru faz parte de uma etapa pela primeira vez em 1999, com o triunfo de José María Jiménez, quatro vezes vencedor da classificação da montanha. A fama do porto cresceu rapidamente por causa da sua dureza e a espectaculosidade da subida. A partir desta edição introduziu-se a camisa ouro para identificar ao líder da geral. O vencedor, o alemão Jan Ullrich, foi o primeiro em ganhá-lo.

2000-2010Editar

 
Volta Espanha em Málaga

As primeiras edições da década de 2000 estiveram marcadas pelo domínio de Roberto Heras, que conseguiu atingir a vitória também em três ocasiões, e inclusive em 2005 a conseguiu pela quarta vez. No entanto, e como já sucedesse com Ángel Arroyo em 1982, foi desclassificado dias após o termo da competição ao dar positivo num controle antidoping, desta vez por consumo de EPO. Dito positivo foi ratificado dias depois pela contra-análise e Roberto Heras foi despojado do seu quarto título, em benefício do russo Denis Menshov.[6]

Em 24 de junho de 2011 o Tribunal Superior de Justiça de Castela e Leão anula a sanção por doping imposta a 7 de fevereiro de 2006 e ditada pelo Comité Nacional de Competição e Disciplina Desportiva da Real Federação Espanhola de Ciclismo, deixando aberta a porta à recuperação do título da Volta a Espanha de 2005 a Roberto Heras.

Em 21 de dezembro de 2012 o Tribunal Supremo de Justiça confirma a anulação da sanção ao corredor bejarano por uma série de irregularidades na prática das análises, entre elas que as amostras se entregaram quase 40 horas depois, a temperatura ambiente, por pessoa ou empresa que se desconhecia, com o que Roberto Heras volta a aparecer no palmarés da Volta a Espanha como vencedor da edição 2005, sendo tambéms o único ciclista que tem vencido esta corrida em quatro edições.

No 2006 e depois de uma dura luta com o então líder do UCI ProTour, o murciano Alejandro Valverde, resultou vencedor o Cazaque Alexandre Vinokourov. Na edição de 2007 Denis Menshov voltou a alçar com o triunfo na geral seguido, a mais de três minutos, pelos espanhóis Carlos Sastre e Samuel Sánchez. Em 2008, o vencedor foi o madrileno Alberto Contador, vencedor naquele mesmo ano do Giro d'Italia, e que conseguia assim se converter no primeiro espanhol em ganhar as três grandes voltas. Em 2009, a Volta começou em Drenthe, Holanda, passando pela Bélgica e Alemanha. O vencedor final foi o murciano Alejandro Valverde, quem adoptou uma postura conservadora sem ganhar nenhuma etapa e sprintando nos metros finais para conseguir bonificações. Seus principais rivais foram Samuel Sánchez (segundo classificado), Cadel Evans (terceiro), Ivan Basso, Robert Gesink e Ezequiel Mosquera. Todos eles sofreram quedas decisivas ou apertos inoportunos como o de Evans em Monachil, que abanaram a Valverde a sua conquista da última camisa ouro.

A edição de 2010 presenciou a reimplantação da camisa vermelha, que foi para Vincenzo Nibali depois de impor em seu duelo com Ezequiel Mosquera depois da queda de Igor Antón, num ano em que se subiu pela primeira vez a Bola del Mundo.

2010-2020Editar

As edições posteriores ao ano 2010 trouxeram uma mudança no modelo da Volta. Incrementaram-se as finais com altos ou portos explosivos que elevaram o interesse dos espectadores à custa de reduzir a dureza intermediária que não era tanta até esse momento.

Assim, figuras como Christopher Froome, Vincenzo Nibali, Alberto Contador, Alejandro Valverde, Joaquim Rodríguez, Nairo Quintana, Fabio Aru e Bradley Wiggins contribuíram a internacionalizar a Volta. Apesar de não se ascender tantos grandes portos como no país transalpino[7][8] a Volta se situa como a segunda corrida em participação das primeiras figuras das três grandes. Foi como propiciou-se que os corredores pudessem correr o Tour e a Volta ao ser dos mesmos organizadores: Amaury Sport Organisation, e oferecer um percurso favorável para isso: pouca dureza global mas muitos finais em alto. Há que destacar que a organização melhorou os percursos procurando finais novos com rotas por estradas secundárias muito interessantes. Graças a esse desejo de melhorar os percursos, incluíram-se novos portos ou altos como La Camperona, Ancares, Santuário da Virgem de Alba, Jitu de Escarandi, Mas de Costas, ou a Zubia, todos finais em alto excepto Ancares.

Aparte do sucesso de audiências, esta década trouxe o desaparecimento de equipas de ciclismo como a Euskatel. O panorama de patrocinadores espanhóis complicou-se notavelmente e mal há equipas locais. Muitos ciclistas não encontram equipa em Espanha.

  • 2010. A vitória foi para Vicenzo Nibali. Grande animador da Volta nos últimos anos. Corredor de pundonor e estratega, e muito hábil com a bicicleta.
  • 2011. Ganhou o cantábro Cobo numa mítica etapa no Angliru. Acompanharam-lhe no pódio Wiggins e Froome, não podendo os britânicos ganhar ao espanhol. A la Farrapona, a la Covatilla, e Peña Cabarga voltaram a deparar bonitas etapas de ciclismo.
  • 2012. A Volta foi para Contador graças à etapa de Joaquín Rodríguez Fuente, grande animador, não pôde com o corredor de Pinto. Destacaram as etapas do Cuitu Negro e la Bola del Mundo, com grandes desníveis. Foi uma grande oportunidade perdida por Joaquín Rodríguez para ganhar uma corrida de três semanas em sua palmarés.
  • 2013. A volta ganhou-a Horner, o maior corredor em idade a ganhar uma Volta. Apesar dos seus 41 anos impôs-se a Nibali, sendo um caso excepcional na história do ciclismo. Na etapa do Angliru o norte-americano impôs-se a Nibali num duelo titânico.
  • 2014. A vitória foi para Alberto Contador, que se anotou a sua terceira Volta a Espanha, acercando ao recorde de Roberto Heras. Esta edição foi o marco do duelo entre Froome e Contador nas rampas de Ancares, além da sempre grande contribuição de Alejandro Valverde e Joaquim Rodríguez. Destacou a etapa que teve como final o alto de La Farrapona e a ascensão ao porto de San Lorenzo que sempre deparou belas paisagens.
  • 2015. A Volta foi para Fabio Aru que se impôs a Tom Dumoulin na etapa da Serra de Madrid. A Volta esteve cheia de emoção onde destacou a etapa de Andorra na que Froome chegou a meta com uma falange do pé rompida. Nibali foi expulso da corrida por agarrar-se a um carro em plena etapa.
  • 2016. A Volta deste ano trouxe de novo espectáculo e percursos de grande beleza. A etapa de Urdax foi uma das mais destacadas junto à que terminou no Aubisque, cume mítica do Tour de France. A vitória final para Nairo Quintana, segundo Froome e terceiro Chávez. Foi uma bonita edição com toque final na Praça de Cibeles de Madrid.

Deve-se destacar a Contador, Quintana e Aru como protagonistas, em etapas com finais mais suaves, já que falta-va etapas de dureza extrema próprias para escaladores de grande resistência, corredores como Alberto Contador ou Fabio Aru tiveram que realizar ataques longínquos para tentar ganhar a corrida. Contador ganhou a edição de 2012 depois de atacar a 50 km da meta em Colláu Joz (2ª categoria), e Aru a edição de 2015 depois de atacar a 55 km de meta em la Morcuera (1ª categoria). E na edição de 2016, de novo Contador atacou para atingir o pódio (finalmente, obteve o quarto posto na classificação individual desta volta), junto a Nairo Quintana, depois de atacar a poucos quilómetros após a saída da etapa 15, a mais de 110 km da meta.

  • 2017 A Volta a Espanha começou em Nîmes, França. Três foram as etapas por território francês até que se meteu por Andorra e depois a Espanha. Já desde o principio Froome tomou a camisa vermelha sem grandes diferenças. Bonitas a etapas de Xorret de Cati, a subida ao Collado Bermejo, Calar Alto com o bonito porto de Velefique e mencionar a Hazallanas e la Pandera nesta primeira parte da corrida. Passada a contrarelógio da Rioja que ganhou Froome. A Volta deixa duas formosas etapas a destacar, a Machucos e a Angliru onde ganhou Alberto Contador com toque final da sua corrida. Froome, leva a Geral junto a Nibali e Zakarin nas Cibeles.

Saídas e chegadas[9]Editar

Desde o ano 2009, as chegadas a Madrid fazem-se na praça de Cibeles, e não na praça de Lima como era o caso antes.

Ano Saída Chegada
1935 Madrid Madrid
1936 Madrid Madrid
1937-1940 Edições suspendidas pela Guerra Civil Espanhola
1941 Madrid Madrid
1942 Madrid Madrid
1943-1944 Edições suspendidas pela Segunda Guerra Mundial
1945 Madrid Madrid
1946 Madrid Madrid
1947 Madrid Madrid
1948 Madrid Madrid
1949 Edição suspendida
1950 Madrid Madrid
1951-1954 Edições suspendidas
1955 Bilbau Bilbau
1956 Bilbau Bilbau
1957 Bilbau Bilbau
1958 Bilbau Madrid
1959 Madrid Bilbau
1960 Gijón Bilbau
1961 San Sebastián Bilbau
1962 Barcelona Bilbau
1963 Gijón Madrid
1964 Benidorm Madrid
1965 Vigo Bilbau
1966 Múrcia Bilbau
1967 Vigo Bilbau
1968 Saragoça Bilbau
1969 Badajoz Bilbau
1970 Cádis Bilbau
1971 Almeria Madrid
1972 Fuengirola San Sebastián
1973 Calp San Sebastián
1974 Almeria San Sebastián
1975 Fuengirola San Sebastián
1976 Estepona San Sebastián
1977 Dehesa de Campoamor Miranda de Ebro
1978 Gijón San Sebastián
1979 Jerez de la Frontera Madrid
1980 La Manga Madrid
1981 Santander Madrid
1982 Santiago de Compostela Madrid
1983 Almussafes Madrid
1984 Jerez de la Frontera Madrid
1985 Valladolid Salamanca
1986 Palma de Maiorca Jerez de la Frontera
1987 Benidorm Madrid
1988 Santa Cruz de Tenerife Madrid
1989 Corunha Madrid
1990 Benicasim Madrid
1991 Mérida Madrid
1992 Jerez de la Frontera Madrid
1993 Corunha Santiago de Compostela
1994 Valladolid Madrid
1995 Saragoça Madrid
1996 Valência Madrid
1997 Lisboa Madrid
1998 Córdova Madrid
1999 Múrcia Madrid
2000 Málaga Madrid
2001 Salamanca Madrid
2002 Valência Madrid
2003 Gijón Madrid
2004 Leão Madrid
2005 Granada Madrid
2006 Málaga Madrid
2007 Vigo Madrid
2008 Granada Madrid
2009 Assen (TT circuit Assen) Madrid
2010 Sevilha Madrid
2011 Benidorm Madrid
2012 Pamplona Madrid
2013 Vilanova de Arousa Madrid
2014 Jerez de la Frontera Santiago de Compostela
2015 Costa do Sol, Puerto Banús Madrid
2016 Cenlle (Balneário de Laias) Madrid
2017 Nîmes Madrid
2018 Málaga (Museu Pompidou) Madrid

Vencedores da Vuelta e TourEditar

O clube é reduzido Jacques Anquetil, Jan Janssen, Felice Gimondi, Roger Pingeon, Luis Ocaña, Eddy Merckx , Bernard Hinault, Joop Zoetemelk, Pedro Delgado, Jan Ulrich, Alberto Contador, Vincenzo Nibali e Christopher Froome.

Camisas de líderEditar

Para facilitar o reconhecimento do líder em corrida, este costuma vestir um camisa com uma cor determinada, como sucede na Volta a França (camisa amarela) e na Volta a Itália (maglia rosa). A camisa de líder da Volta a Espanha não tem sido sempre da mesma cor. Teve várias suspensões da corrida e os diferentes organizadores que a resgataram elegeram as suas cores. Começou sendo laranja (1935 e 36), depois branco (1941), outra vez laranja (1942), inclusive foi vermelho quando a corrida a apanhou o Diário Ya em 1945, ainda que depois alterou para alvo com uma faixa horizontal até 1950. Em 1955, o El Correo ressuscitou a Volta e elegeu o amarelo como distinção para o primeiro classificado da prova, à semelhança do utilizado na Volta a França. Exceptuando no ano 1977, no que a cor foi laranja, o camisa amarela se manteve até 1999 no que passou a ser de cor ouro.[10] Sendo assim até a edição de 2010, desde então, e até a data, a camisa de líder, bem como o calção e o capacete, são de cor vermelha.

Os líderes das diferentes classificações suplementares também levam camisas identificativos desde 1950 (anteriormente, ainda existindo uma classificação da montanha oficial, não se distinguia ao líder da mesma). A cor azul esteve durante bastante tempo associado ao líder da classificação por pontos e a cor verde ao líder da classificação da montanha (em algumas edições a sua coloração foi vermelha ou graná). A cor vermelha associou-se durante bastantes anos à liderança na classificação das metas volantes. Outras classificações que têm existido durante a disputa da ronda espanhola, como os sprints especiais ou a combinada, tiveram diferentes camisas dependendo da edição. Desde 1994 e até 2009 (ambos inclusive), a camisa da regularidade (ou por pontos) passou a ter uma tonalidade graná, enquanto a camisa da montanha, passou a ser branca.

Os demais líderes das demais classificações a partir da edição 2010 são exactamente iguais que os da Volta a França (salvo o da montanha, que tem os lunares azuis em vez de vermelhos) para evitar confusões aos aficionados não experientes em ciclismo.

     camisas atuais.

  • A partir da edição 2010 e até a atualidade:
    • Camisa e calção vermelho é vestida pelo líder da classificação da geral individual da Volta a Espanha nesse momento.
    • Camisa verde identifica ao líder da classificação por pontos.
    • Camisa de pontos azuis distingue ao líder da classificação da montanha.
  • Classificação da Montanha
    • Camisa alvo identifica ao líder da classificação combinada.

Outra característica diferenciadora sobre outras grandes voltas é que nunca tem existido classificação dos jovens e em seu lugar utiliza-se a classificação da combinada que tem em conta os postos dos corredores na classificação geral, a classificação por pontos e a da montanha.

Louvores e críticas aos atuais percursosEditar

Muitos finais em alto mas pouca dureza globalEditar

Os louvores ao traçado de percursos da Volta centraram-se em que «todos os dias passa-se algo», devido à elaboração de percursos de etapas com algum tipo de aliciante, de forma que não passem demasiados dias seguidos sem que se produza algum tipo de atividade entre os favoritos da corrida.

As críticas centram-se na proliferação de finais em alto, que se argumenta que impedem os ataques longínquos porque com atacar uns poucos quilómetros a cada dia sem risco vale para sacar tempo; bem como a falta de contrarrelógio (tendência que também estão a adoptar as outras grandes voltas), que force aos escaladores a atacar em montanha; e a falta de inclusão de portos de montanha de similar dureza aos da Volta a Itália e a Volta a França,[11] fazem da volta uma corrida menor.[12][13][14] Critica-se especialmente a ausência de portos de passagem de categoria especial que possam romper a corrida longe da meta, já que na Volta de 2012 teve um (San Lorenzo) e no Giro d'Italia de 2012 e o Tour de France de 2012 teve sete e seis, respectivamente, na cada um.[7][8] De facto são conhecidos os «especiais de passagem» do Gavia e Mortirolo (no Giro d'Italia) ou o Aubisque, Tourmalet e Galibier (na Volta a França) enquanto na Volta não há nenhum porto conhecido dessas características como quase sempre se utilizam como «final em alto»,[15][16] e o porto mais alto da corrida quase sempre costuma ser «final em alto». Também, a «etapa rainha» situa-se nas últimas jornadas com o que não há necessidade de arriscar com ataques longínquos até após essa etapa devido às escassas diferenças e já depois mal há oportunidades para o fazer. Tudo isto provoca que todas as etapas tenham um desenvolvimento parecido e que as diferenças sejam mínimas equiparando o seu desenvolvimento a muitas corridas de uma semana.

É significativo que historicamente a Volta a Espanha seja a grande volta com menos dureza, quando em Espanha se encontra a estrada mais alta da Europa (pico Veleta a 3367 msnm, com múltiplas vertentes e portos para aceder a ela)[17][18][19] e seja um dos países mais altos da Europa com 650 metros em media só por trás da Suíça, Andorra, Áustria e Liechtenstein com a diferença que neles não há costa (habitualmente a 0 msnm). O exemplo mais significativo é que pode passar de 0 msnm da costa de Almeria até mais de 2000 msnm da serra dos Filabres em menos de 50 km.

Portos acima dos 2000 msnmEditar

Como o critério para catalogar um porto de categoria especial é subjetivo neste quadro mostram-se os portos/altos com mais de 2000 msnm que há na península Ibérica da Espanha - ignoram-se as ilhas por motivos logísticos- e as vezes que se passaram na Volta a Espanha para demonstrar o escasso uso de portos destas características, normalmente com mais de 1 hora de ascensão, na ronda espanhola.

Porto Lugar geográfico Altitude máxima (msnm) Nº de vezes ascendido Ano primeira ascensão Ano última ascensão Catalogação Porto de passagem?
Pico Veleta Serra Nevada (província de Granada) 3367 0 - - -  
Serra Nevada Serra Nevada (província de Almeria e província de Granada) 2510 15 1979 2017 1ª/Especial  
(pela vertente de Pradollano-Hoya da Mora)
Bola del Mundo Serra de Guadarrama (Comunidade de Madri) 2257 2 2010 2012 Especial  
Calar Alto Serra dos Filabres (província de Almeria) 2155 4 2004 2017 1ª/Especial  
Vallter 2000 Pireneu Catalão (província de Gerona) 2151 0 - - 1ª/Especial (na Volta a Catalunha)  
Pal Pirineu Catalão (província de Barcelona) 2104 0 1ª (na Volta a Catalunha)/Especial (na Semana Catalã)  
Tetica de Bacares Serra dos Filabres (província de Almeria) 2078 0 - - -  
La Bonaigua Pirineu Catalão (província de Lérida) 2072 >10 1980 2013  
La Ragua Serra Nevada (província de Granada) 2041 2 1997 2009  
Escúllar Serra de Baza (província de Almeria e província de Granada) 2036 1 2011 2011  
Boí Taüll Pirineu Catalão (província de Lérida) 2031 0 - - 1ª (na Volta a Catalunha)  

A introdução do Alto de El AngliruEditar

Em 1996 o asturiano e director de informação da ONZE, Miguel Prieto, após visitar o Gamonal pôs-se em contacto com a empresa organizadora da Volta a Espanha (Unipublic) propondo dita ascensão como final de etapa. Esta proposta não caiu em saco vazio, estando como estava nesse momento a Volta procurando um final de etapa do mesmo renome, ressonância e dureza como era a ascensão aos Lagos de Covadonga. Em 1997 a Prefeitura de Riosa arranjou a estrada e em 1999 foi pela primeira vez final de etapa.

Para saber mais sobre esta etapa, ver Alto de El Angliru

PalmarésEditar

Ano Vencedor Cor de Camisa Segundo Terceiro
1935   Gustaaf Deloor     Mariano Cañardo   Antoine Dignef
1936   Gustaaf Deloor     Alfons Deloor   Antonio Bertola
1937-1940 Edições suspendidas pela Guerra Civil Espanhola
1941   Julián Berrendero     Fermín Trueba   José Jabardo
1942   Julián Berrendero     Diego Cháfer   Antonio Sancho
1943-1944 Edições suspendidas pela Segunda Guerra Mundial
1945   Delio Rodríguez Barros     Julián Berrendero   Juan Gimeno
1946   Dalmacio Langarica     Julián Berrendero   Jan Lambrichs
1947   Edouard van Dyck     Manuel Costa   Delio Rodríguez
1948   Bernardo Ruiz     Emilio Rodríguez   Bernardo Capou
1949 Edição suspendida
1950   Emilio Rodríguez     Manuel Rodríguez   José Serra
1951-1954 Edições suspendidas
1955   Jean Dotto     Antonio Jiménez Quiles   Raphaël Géminiani
1956   Angelo Conterno     Jesús Loroño   Raymond Impanis
1957   Jesús Loroño     Federico Bahamontes   Bernardo Ruiz
1958   Jean Stablinski     Pasquale Fornara   Fernando Manzaneque
1959   Antonio Suárez     José Segu   Rik Van Looy
1960   Franz De Mulder     Armand Desmet   Miguel Pacheco
1961   Angelino Soler     François Mahé   José Pérez Francés
1962   Rudi Altig     José Pérez Francés   Seamus Elliott
1963   Jacques Anquetil     J.m.colmenarejo   Miguel Pacheco
1964   Raymond Poulidor     Luis Otaño   José Pérez Francés
1965   Rolf Wolfshohl     Raymond Poulidor   Rik Van Looy
1966   Francisco Gabica     Eusebio Vélez   Carlos Echeverría
1967   Jan Janssen     Jean Pierre Ducasse   Aurelio González
1968   Felice Gimondi     José Pérez Francés   Eusebio Vélez
1969   Roger Pingeon     Luis Ocaña   Marinus Wagtmans
1970   Luis Ocaña     Agustín Tamames   Herman Van Springel
1971   Ferdinand Bracke     Wilfried David   Luis Ocaña
1972   José Manuel Fuente     Miguel María Lasa   Agustín Tamames
1973   Eddy Merckx     Luis Ocaña   Bernard Thévenet
1974   José Manuel Fuente     Joaquim Agostinho   Miguel María Lasa
1975   Agustín Tamames     Domingo Perurena   Miguel María Lasa
1976   José Pesarrodona     Luis Ocaña   José Nazabal
1977   Freddy Maertens     Miguel María Lasa   Klaus-Peter Thaler
1978   Bernard Hinault     José Pesarrodona   Jean-René Bernaudeau
1979   Joop Zoetemelk     Francisco Galdós   Michel Pollentier
1980   Faustino Rupérez     Pedro Torres   Claude Criquielion
1981   Giovanni Battaglin     Pedro Muñoz   Vicente Belda
1982   Marino Lejarreta     Michel Pollentier   Sven-Ake Nilsson
1983   Bernard Hinault     Marino Lejarreta   Alberto Fernández
1984   Eric Caritoux     Alberto Fernández   Reimund Dietzen
1985   Pedro Delgado     Robert Milar   Pacho Rodríguez
1986   Álvaro Pino     Robert Milar   Sean Kelly
1987   Luis Herrera     Reimund Dietzen   Laurent Fignon
1988   Sean Kelly     Reimund Dietzen   Anselmo Fuerte
1989   Pedro Delgado     Fabio Parra   Óscar Vargas
1990   Marco Giovannetti     Pedro Delgado   Anselmo Forte
1991   Melchor Mauri     Miguel Indurain   Marino Lejarreta
1992   Tony Rominger     Jesús Montoya   Pedro Delgado
1993   Tony Rominger     Alex Zülle   Laudelino Cubino
1994   Tony Rominger     Mikel Zarrabeitia   Pedro Delgado
1995   Laurent Jalabert     Abraham Olano   Johan Bruyneel
1996   Alex Zülle     Laurent Dufaux   Tony Rominger
1997   Alex Zülle     Fernando Escartín   Laurent Dufaux
1998   Abraham Olano     Fernando Escartín   José María Jiménez
1999   Jan Ullrich     Igor González de Galdeano   Roberto Heras
2000   Roberto Heras     Ángel Casero   Pável Tonkov
2001   Ángel Casero     Óscar Sevilla   Roberto Heras[20][21][22]
2002   Aitor González     Roberto Heras   Joseba Beloki
2003   Roberto Heras     Isidro Nozal   Alejandro Valverde
2004   Roberto Heras     Santiago Pérez   Francisco Mancebo
2005   Roberto Heras[23]     Denis Menchov   Carlos Sastre
2006   Alexandre Vinokourov     Alejandro Valverde   Andrey Kashechkin
2007   Denis Menchov     Carlos Sastre   Samuel Sánchez
2008   Alberto Contador     Levi Leipheimer   Carlos Sastre
2009   Alejandro Valverde     Samuel Sánchez   Cadel Evans
2010   Vincenzo Nibali     Ezequiel Mosquera   Peter Velits
2011   Juanjo Cobo     Chris Froome   Bradley Wiggins
2012   Alberto Contador     Alejandro Valverde   Joaquim Rodríguez
2013   Chris Horner     Vincenzo Nibali   Alejandro Valverde
2014   Alberto Contador     Chris Froome   Alejandro Valverde
2015   Fabio Aru     Joaquim Rodríguez   Rafał Majka
2016   Nairo Quintana     Chris Froome   Esteban Chaves
2017   Chris Froome     Vincenzo Nibali   Ilnur Zakarin

Para os vencedores das classificações secundárias, ver Vencedores das classificações da Volta a Espanha

Para os dados estatísticos, ver Dados estatísticos da Volta a Espanha

Palmarés por paísesEditar

País Vitórias 2.º lugar 3.º lugar Total
  Espanha 32 50 36 119
  França 9 3 5 17
  Bélgica 7 4 8 19
  Itália 6 2 1 9
  Suíça 5 2 2 9
  Alemanha 3 2 2 7
  Colômbia 2 1 3 6
  Países Baixos 2 0 2 4
  Reino Unido 1 5 1 6
  Rússia 1 1 2 4
  Estados Unidos 1 1 0 2
  Irlanda 1 0 2 3
  Cazaquistão 1 0 1 2
  Portugal 0 1 0 1
  Eslováquia 0 0 1 1
  Austrália 0 0 1 1
  Suécia 0 0 1 1
  Polónia 0 0 1 1

EstatísticasEditar

Mais vitórias na geralEditar

Ciclista Vitórias Anos
  Roberto Heras 4 2000, 2003, 2004, 2005
  Tony Rominger 3 1992, 1993, 1994
  Alberto Contador 3 2008, 2012, 2014
  Gustaaf Deloor 2 1935, 1936
  Julián Berrendero 2 1941, 1942
  José Manuel Fuente 2 1972, 1974
  Bernard Hinault 2 1978, 1983
  Pedro Delgado 2 1985, 1989
  Alex Zülle 2 1996, 1997

Mais pódiosEditar

Ciclista    1º       2º       3º      Total  
  Roberto Heras* 4 1 2 7
  Alejandro Valverde 1 2 3 6
  Pedro Delgado 2 1 2 5
  Luis Ocaña 1 3 1 5
  Tony Rominger 3 0 1 4
  Julián Berrendero 2 2 0 4
  Chris Froome 1 3 0 4
  José Pérez-Francés 0 2 2 4
  Miguel María Lasa 0 2 2 4
  Alberto Contador 3 0 0 3
  Alex Zülle 2 1 0 3
  Vincenzo Nibali 1 2 0 3
  Marino Lejarreta 1 1 1 3
  Reimund Dietzen 0 2 1 3
  Carlos Sastre 0 2 1 3

Mais vitórias de etapasEditar

Ciclista Etapas
  Delio Rodríguez 39
  Alessandro Petacchi 20
  Rik Van Looy 18
  Laurent Jalabert 18
  Sean Kelly 16
  Gerben Karstens 14
  Freddy Maertens 13
  Tony Rominger 13
  Txomin Perurena 12
  Marcel Wüst 12
Ciclista Etapas
  Julián Berrendero 11
  Agustín Tamames 11
  Eddy Planckaert 10
  Roberto Heras 10
  John Degenkolb 10
  Eddy Peelman 9
  Mathieu Hermans 9
  Jean Paul Van Poppel 9
  Alex Zülle 9
  José María Jiménez 9
Ciclista Etapas
  Alejandro Valverde 9
  Joaquim Rodríguez 9
  Miguel Gual 8
  Dalmacio Langarica 8
  Erik Zabel 8
  Ramón Sáez 7
  Bernard Hinault 7
  Djamolidine Abdoujaparov 7
  Nicola Minali 7
  Óscar Freire 7

Mais vitórias de etapas contrarrelógioEditar

Ciclista Etapas
  Melchor Mauri 6
  Tony Rominger 6
  Alex Zülle 6
  Abraham Olano 6
  Raymond Poulidor 4
Ciclista Etapas
  Luis Ocaña 3
  René Pijnen 3
  Eddy Merckx 3
  Bernard Hinault 3
  Peio Ruiz Cabestany 3
  David Millar 3

Vitórias de etapas por paísesEditar

País Etapas
  Espanha 548
  Bélgica 217
  Itália 182
  França 116
  Países Baixos 110
  Alemanha 69
  Colômbia 33
  Suíça 31
  Reino Unido 29
País Etapas
  Rússia[24] 22
  Irlanda 22
  Dinamarca 16
  Estados Unidos 13
  Portugal 11
  Austrália 11
  Uzbequistão 7
  Cazaquistão 7
  República Checa 6
País Etapas
  Noruega 5
  União Soviética[25] 5
  Eslováquia 5
  Luxemburgo 5
  Polónia 4
  Austrália 3
  Estónia 2
  África do Sul 2
País Etapas
  Suécia 2
  Ucrânia 2
  Canadá 2
  Bielorrússia 2
  Eslovênia 2
  Argentina 1
  Venezuela 1
  Nova Zelândia 1

Atualizado a 10.09.17

Dias de líderEditar

Outros dadosEditar

Para mais dados, ve Dados estatísticos da Volta a Espanha

BibliografiaEditar

Ver tambémEditar

Referências

  1. La Vuelta (twitter). «Um novo logo...». @lavuelta (twitter) (em espanhol). 1:41 PM - 12 Jan 2017. Consultado em 14 de janeiro de 2018 
  2. «Fabio Aru consagrado vencedor da Volta a Espanha de 2015». desporto.sapo.pt. 13 de setembro de 2015 
  3. a b Martín, Xerardo González (2007), 120 anos de ciclismo gallego, Editorial Galaxia, p304, ISBN 8471541165, 9788471541161
  4. Jerez salvou em 1979 à atual ronda ciclista
  5. «A cume Alberto Fernández homenagem ao ciclista cántabro». ABC (hemeroteca.abc.es). 23 de abril de 1985. Consultado em 19 de fevereiro de 2017 
  6. «Roberto Heras' B Sample Tests Positive For EPO». Bicycling. 2005. Consultado em 26 de junho de 2009 
  7. a b Comparativa dos portos de Giro, Tour e Vuelta 2012
  8. a b Comparativa dos portos de Giro, Tour e Volta de 2015 (atualização)
  9. http://web.archive.org/web/http://historia.lavuelta.com/es/anios.asp%7Curlarchivo=http://web.archive.org/web/http://historia.lavuelta.com/es/anios.asp%7Cfechaarchivo=1 de dezembro de 2015}}
  10. As (ed.). «O camisa do líder da Volta será vermelho em 2009». Consultado em 17 de julho de 2009 
  11. O mito da alta montanha
  12. Etapas mais duras da história
  13. A Volta dos Especiais de passagem – Primeiro percurso
  14. O IRAM do PICO VELETA, uma meta histórica para La Vuelta
  15. PORTOS DE PASSAGEM DE CATEGORIA ESPECIAL
  16. Volta a Espanha de 2016: O alto pelo alto
  17. PICO VELETA pelo PURCHE-SABINAS-PRADOLLANO
  18. SERRA NEVADA-PICO VELETA por Güéjar Serra
  19. As POSSIBILIDADES DE GRANADA I
  20. Leipheimer confessa-se numa carta que titula 'Por que me dopeu' diariovasco.com
  21. A USADA suspende seis meses a Danielson, Leipheimer, Vande Velde e Zabriskie biciciclismo.com
  22. Documento oficial sobre a sanção a Leipheimer United States Anti-Doping Agency
  23. Esta vitória não tem sido reconhecida oficialmente pela UCI ou pela Unipublic, a organizadora da Vuelta. Em princípio o vencedor foi Roberto Heras mas foi desclassificado por doping: «Menchov receberá na quinta-feira 23 a jersey ouro como ganhador da Volta 2005». Consultado em 17 de novembro de 2009  - Em 21 de dezembro de 2012 o Tribunal Supremo de Justiça confirma a anulação da sanção a Roberto Heras por uma série de irregularidades na prática das análises anti-doping, entre elas que as mostras se entregaram quase 40 horas depois, a temperatura ambiente, por pessoa ou empresa desconhecida.
  24. Do que estão 5 vitórias para a União Soviética (1985, 1986, 1989, 1990 e 1991) todas elas vencidas por ciclistas russos ( uma para Vladimir Malakov, uma para Assiat Saitov, uma para Viktor Demidenko e duas para Ivan Ivanov ).
  25. Estás 5 vitórias da União Soviética (1985, 1986, 1989, 1990 e 1991) todas elas vencidas por ciclistas russos (uma para Vladimir Malakov, uma para Assiat Saitov, uma para Viktor Demidenko e duas para Ivan Ivanov) aparecem tambéms na sumatória das vitórias russas.

Ligações externasEditar

 
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