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Lista de denunciados e julgados do Escândalo do Mensalão

artigo de lista da Wikimedia

Esta lista compreende pessoas denunciadas oficialmente na Denúncia no Inquérito nº 2245 do Procuradoria Geral da República.

Denunciados oficialmenteEditar

Na ordem em que aparecem no documento Denúncia no Inquérito nº 2245 do Procuradoria Geral da República.

Nome Acusação Status
José Dirceu de Oliveira e Silva Negociar acordos com os partidos políticos que apoiaram o novo governo e a criação de um esquema clandestino de financiamento que distribuiu recursos ao PT e a seus aliados para garantir apoio no Congresso Condenado por corrupção ativa. Pena de 10 anos e 10 meses,[1] posteriormente reduzida a 7 anos e 11 meses (após os embargos infringentes).[2]
José Genoíno Neto Participar das negociações com os partidos aliados e com os bancos que alimentaram o "valerioduto" e orientar a distribuição do dinheiro do esquema Condenado por corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Pena de 6 anos e 11 meses de prisão, que deverá cumprir inicialmente em regime semiaberto e pagamento de R$ 468 mil em multas,[1] posteriormente reduzido a 4 anos e 8 meses.[2]
Delúbio Soares de Castro Orientar a distribuição de recursos para os partidos aliados ao governo. Condenado por corrupção ativa. Pena de 8 anos e 11 meses inicialmente em regime semiaberto e pagamento de R$ 325 mil em multas,[1] posteriormente reduzido a 6 anos e 8 meses.[2]
Sílvio José Pereira Participar das negociações com os partidos que apoiaram o governo Lula no Congresso. Fez acordo com a Justiça para livrar-se do processo cumprindo pena alternativa. Prestou 750 horas de serviços comunitários durante três anos.
Waldomiro Diniz Conluio com Carlos Ramos (Carlinhos Cachoeira) para arrecadar fundos para a campanha eleitoral do Partido dos Trabalhadores (PT) e do Partido Socialista Brasileiro (PSB) no Rio de Janeiro Condenado por corrupção passiva e ativa. Pena de 12 anos de reclusão e pagamento de multas.
Marcos Valério Fernandes de Souza Criar o esquema clandestino que financiou o PT e outros partidos governistas, desviando recursos obtidos com contratos de publicidade firmados com o Banco do Brasil e a Câmara dos Deputados e usando empréstimos fraudulentos dos bancos Rural e BMG para disfarçar a origem do dinheiro. Condenado por corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Pena de 40 anos, 4 meses e 6 dias de prisão e o pagamento de R$ 2,78 milhão em multas.
Ramon Hollerbach Cardoso Participar da negociação dos empréstimos e dos contratos de Marcos Valério com o Banco do Brasil e a Câmara dos Deputados. Condenado por evasão de divisas, corrupção ativa, peculato e lavagem de dinheiro. Pena de 29 anos, 7 meses e 20 dias de prisão e pagamento de R$ 2,78 milhão em multas.[1]
Cristiano de Mello Paz Participar da negociação dos empréstimos e da distribuição de recursos a políticos, com o objetivo de obter contratos de publicidade, o empresário também é acusado de remessa irregular de dinheiro para o exterior. Condenado por corrupção ativa, peculato e lavagem de dinheiro. Pena de 25 anos, 11 meses e 20 dias de prisão e o pagamento de R$ 2,5 milhão em multas, posteriormente reduzido a 23 anos, 8 meses e 20 dias em regime fechado.[2]
Rogério Lanza Tolentino Participar da negociação dos empréstimos e ajudar a montar o esquema de distribuição dos recursos para os políticos. Condenado por corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Pena de 8 anos e 5 meses de prisão e o pagamento de R$ 312 mil em multas.
Simone Reis Lobo De Vasconcelos Distribuir o dinheiro do "valerioduto", dar instruções ao Banco Rural, sacar cheques na boca do caixa e fazer pagamentos pessoalmente. Condenada por lavagem de dinheiro, corrupção ativa e evasão de divisas. Pena de 12 anos, sete meses e 20 dias de prisão e o pagamento de R$ 374 mil em multas
Geiza Dias Dos Santos Ajudar a distribuir recursos do "valerioduto" para deputados. Absolvida. Afirmou que apenas cumpria ordens.
Kátia Rabello Negociar empréstimos que mantinham os cofres do PT e o "valerioduto" na esperança de obter do governo vantagens na liquidação do Banco Mercantil de Pernambuco. Condenada por lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta de instituição financeira e evasão de divisas. Pena de 16 anos e 8 meses de prisão e o pagamento de R$ 1,5 milhão em multas, posteriormente reduzido a 14 anos e 5 meses.[2]
José Roberto Salgado Autorizar a contratação e a renovação dos empréstimos para o PT e as empresas de Marcos Valério e transferir ilegalmente recursos para o publicitário Duda Mendonça no exterior. Condenado por evasão de divisas, gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro. Pena de 16 anos e 8 meses de prisão e o pagamento de R$ 1 milhão em multa, posteriormente reduzido a 14 anos e 5 meses.[2]
Vinícius Samarane Não comunicar às autoridades sobre os saques do "valerioduto" e as irregularidades nos empréstimos. Condenado por lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta de instituição financeira. Pena de 8 anos, 9 meses e 10 dias de prisão e o pagamento de R$ 598 mil em multas.
Ayanna Tenório Tôrres de Jesus Autorizar a renovação dos empréstimos no Banco Rural e de não ter notificado o Banco Central sobre as operações suspeitas feitas pelas empresas de Marcos Valério. Absolvida. Disse que cuidava da área de recursos humanos do banco e apenas seguiu orientação de José Roberto Salgado para votar a renovação dos empréstimos.
João Paulo Cunha Receber R$ 50 mil do "valerioduto" para contratar uma das agências de Marcos Valério, a SMP&B, quando presidia a Câmara dos Deputados e se beneficiar do desvio de recursos públicos repassados à agência. Condenado por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro. Pena de 9 anos e 4 meses de prisão e o pagamento de R$ 260 mil em multas, posteriormente reduzido a 6 anos e 4 meses.[2]
Luiz Gushiken Autorizar Pizzolato a adiantar os pagamentos do fundo Visanet para a DNA. Absolvido. Afirma que não tinha influência sobre a distribuição dos recursos do fundo Visanet.
Henrique Pizzolato Receber R$ 336 mil do "valerioduto" e autorizar um adiantamento de R$ 73 milhões do fundo Visanet para a DNA, a agência de Marcos Valério que tinha contrato de publicidade com o Banco do Brasil. Condenado por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro, alem de fugir do Brasil usando passaporte falso e identidade falsa com nome do irmão falecido. Pena de 12 anos e 7 meses de prisão e pagamento de R$ 1,272 milhão em multas.
Pedro da Silva Corrêa de Oliveira Andrade Neto Participar das negociações que levaram ao repasse de pelo menos R$ 3 milhões do "valerioduto" e uso da corretora Bônus Banval para distribuir o dinheiro. Condenado por lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Pena de 9 anos e 5 meses de prisão e o pagamento de R$ 1,132 milhão em multas.
José Mohamed Janene Captar pelo menos R$ 3 milhões do "valerioduto" para garantir o apoio do partido ao governo e usar a corretora Bônus Banval para distribuir o dinheiro disfarçando sua origem. Não foi julgado. Faleceu em 2010.
Pedro Henry Neto Participar das negociações que levaram ao repasse de pelo menos R$ 3 milhões do "valerioduto" para o PP e ao uso da corretora Bônus Banval para distribuir o dinheiro. Condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Pena de 7 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto e o pagamento de R$ 962 mil em multas.
João Cláudio de Carvalho Genu Sacar R$ 1 milhão do "valerioduto" para o PP. Condenado por lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Pena de 7 anos e 3 meses de prisão e o pagamento de R$ 480 mil em multas.
Enivaldo Quadrado Receber R$ 11 milhões do "valerioduto" para repassar o dinheiro a pessoas ligadas ao PP. Condenado por lavagem de dinheiro. Pena de 5 anos e 9 meses de prisão e o pagamento de R$ 528 mil em multas.
Breno Fischberg Receber R$ 11 milhões do "valerioduto" para repassar o dinheiro a pessoas ligadas ao PP, a estratégia era esconder a origem do dinheiro usado no esquema. Condenado por lavagem de dinheiro. Pena de 3 anos e 6 meses de prisão em regime semiaberto e multa de R$ 528 mil, posteriormente absolvido.
Carlos Alberto Quaglia Emprestar a corretora Natimar para que a Bônus Banval repassasse parte dos recursos destinados ao PP. Processo anulado. O STF aceitou um pedido do advogado, que alegou cerceamento de defesa.
Valdemar Costa Neto Receber R$ 8,8 milhões do "valerioduto" e usar uma empresa fantasma, a Guaranhuns, para disfarçar a origem do dinheiro. Teria negociado com o PT um acordo para obter os recursos em troca do apoio do PL ao governo no Congresso. Condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Pena de 7 anos e 10 meses em regime semiaberto e pagamento de R$ 1.080 milhão de multa.
Jacinto de Souza Lamas Sacar R$ 1 milhão do "valerioduto" para o PL. Condenado por lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Pena de 5 anos em regime semiaberto e pagamento de R$ 240 mil em multas.
Antônio de Pádua de Souza Lamas Sacar R$ 350 mil do "valerioduto" para o irmão, o ex-tesoureiro do PL Jacinto Lamas. Absolvido. Afirmou que cumpriu ordens da direção do partido e o Ministério Público decidiu pedir sua absolvição devido à ausência de provas.
Carlos Alberto Rodrigues Pinto (Bispo Rodrigues) Receber R$ 150 mil do "valerioduto" para votar a favor do governo. Condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Pena de 6 anos e 3 meses de prisão inicialmente em regime semiaberto e pagamento de R$ 696 mil em multas.
Roberto Jefferson Monteiro Francisco Receber R$ 4,5 milhões do "valerioduto" para votar a favor do governo no Congresso, depois de fechar um acordo em que o PT prometeu entregar R$ 20 milhões para o PTB. Condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Pena de 7 anos e 14 dias de prisão em regime semiaberto e o pagamento de R$ 720,8mil em multas.
Emerson Eloy Palmieri Participar das negociações em que o PT prometeu arranjar R$ 20 milhões para o PTB. Teria recebido do "valerioduto" R$ 4 milhões para o partido. Condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Pena de 4 anos de prisão e o pagamento de R$ 228 mil em multas.
Romeu Ferreira de Queiroz Reeceber R$ 102 mil reais da Usiminas, repassados pela SMP&B na campanha de 2004. Condenado por lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Pena de 6 anos e 6 meses de prisão e pagamento de R$ 858 mil em multa.
José Rodrigues Borba Receber R$ 200 mil do "valerioduto" para votar a favor do governo. Condenado por corrupção passiva. Pena de 2 anos e 6 meses em regime aberto e o pagamento de R$ 390 mil em multas.
Paulo Roberto Galvão da Rocha Receber R$ 820 mil do "valerioduto". Absolvido. Disse que o dinheiro era para quitar dívidas da campanha eleitoral de 2002.
Anita Leocádia Pereira da Costa Sacar R$ 620 mil do "valerioduto" para Paulo Rocha. Absolvida. Disse que apenas cumpriu ordens do deputado e que não sabia que ação era criminosa.
Luiz Carlos da Silva (Professor Luizinho) Receber R$ 20 mil do "valerioduto". Absolvido. Disse que foi sacado por um assessor sem o seu conhecimento, o dinheiro foi repassado ao PT para quitar dívidas da campanha de 2004.
João Magno De Moura Receber R$ 360 mil do "valerioduto". Absolvido. Argumentou que o dinheiro era para quitar dívidas de campanhas eleitorais.
Anderson Adauto Pereira Receber R$ 950 mil do "valerioduto" e apresentar o esquema à cúpula do PTB. Absolvido. Disse que o dinheiro era para saldar dívidas da campanha eleitoral de 2002 e que desconhecia sua origem ilícita.
José Luiz Alves Sacar R$ 600 mil para o então ministro Anderson Adauto. Absolvido. Disse que apenas cumpriu ordens do chefe
José Eduardo Cavalcanti de Mendonça (Duda Mendonça) Receber R$ 11 milhões do "valerioduto", dinheiro que não declarou á Receita Federal e teve parte transferida ilegalmente para contas no exterior. Absolvido. Disse que desconhecia a origem ilícita dos recursos e que o dinheiro era para saldar dívidas da campanha de 2002.
Zilmar Fernandes Silveira Sacar R$ 1,4 milhão do "valerioduto" para Duda Mendonça e transferir recursos ilegalmente para o exterior. Absolvida. Afirmou que desconhecia a origem ilícita dos recursos. O dinheiro era para saldar dívidas da campanha de 2002.

Referências

  1. a b c «STF condena Dirceu a 10 anos e 10 meses de prisão no julgamento do mensalão». Último Segundo. iG. Consultado em 6 de janeiro de 2016 
  2. a b c d e f g Mariana Oliveira, Nathalia Passarinho e Rosanne D'Agostino. «Por 6 a 5, Supremo absolve do crime de quadrilha Dirceu, Genoino e mais 6». G1. Globo.com. Consultado em 6 de janeiro de 2016 

Ligações externasEditar