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Lysias Augusto Rodrigues

Lysias Augusto Rodrigues
Dados pessoais
Nome completo Lysias Augusto Rodrigues
Nascimento 23 de junho de 1896
Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Morte 21 de maio de 1957 (60 anos)
Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Nacionalidade Brasileira
Profissão Militar
Serviço militar
Serviço/ramo Força Aérea Brasileira
Anos de serviço 1916 - 1945
Graduação Brigadeiro FAB.png Brigadeiro-do-ar

Lysias Augusto Cerqueira Rodrigues (Rio de Janeiro, 23 de junho de 1896Rio de Janeiro, 21 de maio de 1957) foi um piloto militar, historiador, pesquisador, desbravador, engenheiro, escritor, poliglota e profundo conhecedor de Geopolítica.[1]

BiografiaEditar

Lysias Augusto Cerqueira Rodrigues assentou praça em 25 de março de 1916, na Escola Militar do Realengo, tendo sido declarado Aspirante-a-Oficial da Arma de Artilharia em 17 de dezembro de 1918.

Em 1921, o então tenente Lysias Rodrigues se matriculou na primeira turma de observadores aéreos do Exército Brasileiro, ao lado de Newton Braga, Eduardo Gomes, Ivo Borges, Carlos Saldanha da Gama Chevalier, entre outros futuros precursores da aviação militar brasileira. Já em 1927, com a patente de capitão, finalizou o curso de piloto promovido pela então Escola de Aviação Militar, adquirindo sua licença de aviador, juntamente com outros aviadores notáveis como Francisco de Assis Corrêa de Mello.[2]

Em 1931, fez um estudo e pesquisa de campo sobre Rota do Tocantins e para tanto fez uso de todos os meios de transporte disponíveis durante quase 60 dias. Foi também durante essa pesquisa em que demarcou 17 possíveis campos de pouso, subsidiando em dados o futuro Correio Aéreo Militar, além da nascente aviação civil e comercial.[3][2]

 
Lysias Augusto Rodrigues (o quinto da esq. p/ dir.) no Campo de Marte em 1932, ao lado de Mário e José Ângelo, respectivamente, mortos em setembro de 1932.

Em 1932, durante a Revolução Constitucionalista, o então major-aviador Lysias Rodrigues comandava o 1° Grupo de Aviação Constitucionalista 'Gaviões de Penacho' do Exército Constitucionalista do Setor Sul, que era subordinado a Ivo Borges, comandante geral da aviação do Exército Constitucionalista. Em seu livro publicado em 1934, Os gaviões de penacho, ele descreveu em detalhes aquele período e suas experiências no conflito, narrando os problemas e dificuldades operacionais que o grupo de aviação paulista sofreu, que com poucas aeronaves de combate e demais limitações materiais, foram obrigados a deslocar inúmeras vezes para múltiplas frentes de batalha, tendo ainda que subsidiar a artilharia paulista e demais unidades terrestres que faziam frente ao Exército Federal. Em 24 de setembro de 1932, participou da missão de bombardeio do cruzador Rio Grande do Sul, o qual realizava o bloqueio do porto de Santos junto com outros navios da Marinha brasileira, buscando impedir suprimentos aos paulistas durante aquele conflito militar. O então major Lysias Rodrigues liderava a missão e partiu por volta das 12 horas do Campo de Marte em uma esquadrilha composta por três aviões, entre os quais o Curtiss O1-E Falcon, batizado de Kavuré-y cuja tripulação era composta pelos tenentes Mário Machado Bittencourt e José Ângelo Gomes Ribeiro. A esquadrilha paulista visava bombardear o cruzador, reabastecer no aeródromo de Praia Grande. Contudo, o Curtiss dos tenentes Bittencourt e Gomes Ribeiro durante um mergulho contra o navio entrou em chamas e esfacelou no mar próximo a Ilha da Moela, possivelmente por ter sido alvejado pela bateria antiaérea do navio de guerra. Diante da fatalidade, o major-aviador e o outro avião restante decidiram abandonar a missão e se abster de novas investidas contra os navios devido ao esgotamento de combustível e munição.[2][3][4]

Rodrigues era um estudioso de história, temas militares e sociopolíticos, além de junto de Eduardo Gomes ter sido pioneiro no Correio Aéreo Militar, tendo em 1935 realizado sua primeira viagem nessa função. Também exerceu notável influência para a criação do Ministério da Aeronáutica, publicando vários artigos sobre o tema na imprensa do Rio de Janeiro, então capital da República. O ministério foi por fim criado em 20 de janeiro de 1941.[2]

Foi transferido para a reserva remunerada em 13 de abril de 1945, no posto de major-brigadeiro. Morreu com 60 anos de idade.[2][5]

Movimentos emancipacionistasEditar

Lysias Rdrigues foi um grande entusiasta e defensor da emancipação política do Tocantins, sendo ele o principal líder do moderno movimento que culminou na elevação política deste estado. Lysias também foi entusiasta da causa emancipacionista que àquela época chamava-se Itacaiúnas, mas que hoje denomina-se Carajás.[6]

HomenagensEditar

No dia 5 de outubro de 2001 foi inaugurado o aeroporto de Palmas, que através do Projeto de Lei nº 233/2001, de 6 de março de 2001, foi batizado com o nome de Brigadeiro Lysias Rodrigues, em sua homenagem.[7]

PublicaçõesEditar

Algumas de suas principais obras foram:

  • Roteiro do Tocantins
  • Rio dos Tocantins
  • História da Conquista do Ar. Marques Araújo & Cia. Ltda. Eds. Rio de Janeiro, 1937.
  • Geopolítica do Brasil
  • Estrutura Geopolítica da Amazônia
  • Formação da Nacionalidade Brasileira
  • Gaviões de Penacho

Ver tambémEditar

Referências

  1. «Major-Brigadeiro-do-Ar Lysias Augusto Rodrigues: Pioneiro do Correio Aéreo Nacional». Força Aérea Brasileira 
  2. a b c d e Reservaer. «Brigadeiro-do-ar Lysias Augusto Rodrigues: pioneiro do Correio Aereo Nacional e patrono do Incaer» (PDF). reservaer.com.br. Consultado em 9 de agosto de 2017 
  3. a b Rodrigues, Lysias Augusto (1934). Gaviões de Penacho: A lucta aérea na Guerra Paulista de 1932. São Paulo: Epopéia paulista. 128 páginas 
  4. «Movimento Constitucionalista de 1932». mmdc.itapetininga.com.br. Consultado em 4 de agosto de 2017 
  5. «Major-Brigadeiro-do-Ar Lysias Augusto Rodrigues: Patrono do INCAER» (PDF) 
  6. MARTINS, Mário Ribeiro. «A Palma que se traduziu em Palmas». Usina de Letras 
  7. «Lei denomina o "Brigadeiro Lysias Rodrigues" o Aeroporto de Palmas, no Tocantins». Casa Civil da Presidência da República