Abrir menu principal

Wikipédia β

Eduardo Gomes

Aviador militar e politico brasileiro

BiografiaEditar

É patrono da Força Aérea Brasileira e foi ministro da Aeronáutica por duas vezes: a primeira nos governos de Café Filho (24 de agosto de 1954 a 8 de novembro de 1955) e Carlos Luz (8 a 11 novembro de 1955) e a segunda no Governo de Castelo Branco (11 de janeiro de 1965 a 15 de março de 1967).

Com formação em aviação militar, foi um dos sobreviventes da Revolta dos 18 do Forte em 1922, marco inicial do tenentismo, quando foi ferido gravemente.[2] Participou da Revolta Paulista de 1924. Foi preso quando se dirigia para integrar a Coluna Prestes. Foi solto em 1926 e novamente preso em 1929, voltou à liberdade em maio de 1930, a tempo de participar das ações que viriam a derrubar Washington Luís, após o fracasso eleitoral da Aliança Liberal.[3]

Em 18 de setembro de 1932, foi o responsável pelo bombardeio à Estação Ferroviária de Campinas, que resultou na morte do menino Aldo Chioratto.[4]

 
Tropas federais e o então major-aviador Eduardo Gomes (o quarto da direita p/ esquerda) durante a Revolução Constitucionalista de 1932.

Com a subida ao poder de Getúlio Vargas, trabalhou na criação do Correio Aéreo Militar, que viria a se tornar o Correio Aéreo Nacional. Em 1935, comandou o 1º Regimento de Aviação contra o levante conhecido como Intentona Comunista. Em 1937, com a decretação do Estado Novo exonerou-se do comando, continuando contudo na carreira militar.[2]

Em 1941, com a criação do Ministério da Aeronáutica, foi promovido a brigadeiro. Participou da organização e construção das Bases Aéreas que iriam desempenhar importante papel no esforço dos Aliados na Segunda Guerra Mundial. No final do Estado Novo, candidatou-se às eleições presidenciais, marcadas para dezembro de 1945, formando em torno de si a União Democrática Nacional (UDN). Durante o período eleitoral, eram vendidos doces para angariar fundos para apoiar sua campanha; esses doces ficaram conhecidos posteriormente com o nome da patente do candidato: brigadeiros.[5] Foi derrotado pelo general Eurico Gaspar Dutra, ministro da Guerra de Vargas.[3]

Em 1950, foi novamente candidato à presidência da República pela UDN, sendo dessa vez derrotado pelo próprio Vargas. Foi um dos líderes da campanha pelo afastamento de Vargas após o atentado contra o jornalista Carlos Lacerda, em agosto de 1954. Com o suicídio de Getúlio Vargas, assumiu o ministério da Aeronáutica no governo de Café Filho (1954–1955). Em 1964, participou do Golpe de Estado que depôs o presidente João Goulart.

Promoções e homenagemEditar

 
Em 1954.

Tornou-se aspirante-a-oficial em 17 de dezembro de 1918; segundo-tenente em 30 de dezembro de 1919; primeiro-tenente em 5 de janeiro de 1921; capitão em 15 de novembro de 1930; major em 20 de novembro de 1930 (apenas cinco dias depois de haver sido promovido a capitão); tenente-coronel em 16 de junho de 1933; coronel em 3 de maio de 1938; brigadeiro em 10 de dezembro de 1941; major-brigadeiro em 1 de setembro de 1944; tenente-brigadeiro em 3 de outubro de 1946.

A cidade do Rio de Janeiro homenageou-o dando o nome oficial de Parque Brigadeiro Eduardo Gomes ao aterro do Parque do Flamengo, já que este fica de fronte ao famoso Edíficio Seabra onde ele morou, localizado na rua Praia do Flamengo, 88.[6]

O Aeroporto Internacional de Manaus é denominado "Aeroporto Internacional de Manaus — Eduardo Gomes" em sua homenagem.

Em Belo Horizonte, há uma avenida com este nome, na região noroeste da cidade.

 
Selo de 1982 em homagem ao Marechal-do-ar.

Há também uma praça em Arraial D'Ajuda - Porto Seguro - Bahia com seu nome.

Além disso, existe uma das principais avenidas na cidade de Marília, Estado de São Paulo, com seu nome.

A praça que da frente a entrada do Portão Principal do DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial) em São José dos Campos-SP também tem seu nome.

Há também na cidade de Canoas, Rio Grande do Sul, O Parque Eduardo Gomes.

Existe também um conjunto habitacional na cidade de São Cristóvão-SE que leva o nome de Eduardo Gomes, um dos mais populosos conjuntos habitacionais do estado.

Em Brasília-DF existe uma unidade do Exército Brasileiro de artilharia antiaérea, o 11°Grupo de Artilharia Antiaérea, grupo Brigadeiro Eduardo Gomes.

HonrariasEditar

 
Santinho da campanha presidencial de 1945.

Ver tambémEditar

Referências

  1. Marechal-do-Ar Eduardo Gomes: O Homem e o Mito (2 de 2) (em português)
  2. a b «DefesaNet - Aviação - O BRIGADEIRO - Eduardo Gomes, trajetória de um herói». DefesaNet 
  3. a b Brasileira, Força Aérea. «Biografia conta detalhes da trajetória do Marechal do Ar Eduardo Gomes - Força Aérea Brasileira». Força Aérea Brasileira. Consultado em 23 de fevereiro de 2018. 
  4. «Aldo Chioratto - Carajas Scouts». www.carajas.org. Consultado em 23 de fevereiro de 2018. 
  5. «Diário de Cuiabá». www.diariodecuiaba.com.br 
  6. Carvalho, J. Nunes de, (1945). A democracia e o Brigadeiro. Rio de Janeiro: Jornal do Commercio 

Ligações externasEditar