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Manuel Maria Carrilho

político português
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Manuel Maria Carrilho
Ministro(a) de Portugal Portugal
Período XIII e XIV Governos Constitucionais
  • Ministro da Cultura
Antecessor João de Deus Pinheiro
Sucessor Augusto Santos Silva
Dados pessoais
Nascimento 9 de julho de 1951 (68 anos)
Coimbra, Portugal
Partido PS
Profissão Professor universitário

Manuel Maria Ferreira Carrilho (Coimbra, 9 de julho de 1951) é um professor e político português.

Índice

FamíliaEditar

Nascido em Coimbra, viveu até aos 18 anos em Viseu, sendo filho de Manuel Engrácia Carrilho, que foi governador civil e presidente da Câmara Municipal de Viseu, e de Maria do Céu Girão dos Santos Ferreira.

Foi casado duas vezes, primeiro com Joana Morais Varela (1972-1984) de quem tem um filho, e depois com Bárbara dos Santos Guimarães, (2003-2013).

É divorciado e tem quatro filhos:

  • José Maria Varela Carrilho, nascido em 30 de setembro de 1974 (44 anos), pai de dois filhos,
  • Maria Alves Carrilho, nascida em 1985, filha de Ana Cristina Ferreira de Almeida Rodrigues Alves (filha de Vítor Manuel Rodrigues Alves e de sua mulher Maria Teresa Gomes Ferreira de Almeida). O professor de Filosofia da Universidade Nova de Lisboa, então com 31 anos, apaixonou-se pela sua aluna, de 22. A relação durou aproximadamente três anos e acabou de forma conturbada antes do nascimento da filha do casal[1].
  • Dinis Maria e nascido em Lisboa, São Domingos de Benfica, a 30 de janeiro de 2004 (15 anos)
  • Carlota Maria Guimarães Carrilho, nascido em Lisboa a 10 de outubro de 2010 (8 anos).

O seu divórcio com Bárbara dos Santos Guimarães suscitou queixas de violência doméstica mútuas, tendo sido ambos pronunciados judicialmente. Bárbara dos Santos Guimarães foi depois despronunciada.

Manuel Maria Carrilho foi julgado por crimes de violência doméstica, ofensas à integridade física, ameaças e denúncia caluniosas contra Bárbara Guimarães. Foi condenado a quatro anos e seis meses de prisão com pena suspensa e ao pagamento de 50 mil euros a Barbara Guimarães, tendo anunciado que irá recorrer da decisão.[2].

Bio-BibliografiaEditar

Licenciou-se em Filosofia, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em 1975, e doutorou-se em Filosofia Contemporânea, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, em 1985. Foi nesta instituição que fez a sua carreira académica, no termo da qual chegou a professor catedrático, em 1994.

A sua investigação incide sobretudo nas áreas da filosofia do conhecimento e das ciências, nas teorias da argumentação e da retórica e nos problemas de comunicação e de ciência política. A par do ensino, participou num sem número de instituições e publicações internacionais; criou e dirigiu as revistas Filosofia e Epistemologia (1979-1984) e Crítica (1987-1993). Publicou os livros Razão e Transmissão da Filosofia (1987), Elogio da Modernidade (1989), Itinerários da Modernidade (1991), Verdade, Suspeita e Argumentação (1991), Rhétorique de la Modernité (1992, traduzido para português em 1994 com o título Jogos de Racionalidade), Filosofia (1994, traduzido para francês com o título Rationalités em 1997), Aventuras da Interpretação (1995), Hipóteses de Cultura (1999), O Estado da Nação (2001), O Impasse Português (2005), Sob o Signo da Verdade (2006), E Agora? - Por uma Nova República (2010), De Olhos Bem Abertos (2011) e A Boa Distância (2012). Em 2012 reuniu a sua obra até então publicada em dois volumes, com o título Pensar o Mundo (Grácio Editor). Em 2013 publicou o livro Virtudes do Perspectivismo e, em 2015, Pensar o que lá Vem – Para acabar com o Portugal Pasmado ( Ed. Planeta). Colaborou e/ou dirigiu diversas obras colectivas, nomeadamente História e Prática das Ciências (1979) Epistemologia – Posições e Críticas (1991), Dicionário do Pensamento Contemporâneo (1991), Retórica e Comunicação (1994) La philosophie anglo-saxonne  (1994), Histoire de la rhétorique (1997) e La rhétorique (CNRS Éditions, 2012). Prefaciou diversas obras, de William James  a Marcel Gauchet ou Gilles Lipovetsky.

Militante do Partido Socialista, seria chamado a desempenhar o cargo de Ministro da Cultura, nos XIII e XIV Governos Constitucionais, dirigidos por António Guterres. Durante esse período foi responsável pela institucionalização e definição de objectivos centrais daquele ministério, até então inexistente. Em 2000 demitiu-se do governo e assumiu o seu mandato na Assembleia da República, como deputado eleito pelo Círculo do Porto. Em 2005 seria eleito pelo Círculo de Viseu. Participou nas Comissões Parlamentares de Negócios Estrangeiros e de Assuntos Europeus, além de ter sido vice-presidente do Grupo Parlamentar do PS (2002-2008). Em 2005 foi o candidato do PS à eleição para a presidência da Câmara Municipal de Lisboa, ganha pelo PSD. No final de 2008 foi nomeado Embaixador de Portugal na UNESCO, funções que exerceu até 31 de Dezembro de 2010, após uma ruptura com José Sócrates sobre o candidato a apoiar na disputa da liderança da UNESCO. Manuel Maria Carrilho defendeu a candidatura de Irina Bokova, enquanto José Sócrates apoiou Farouk Hosni, antigo ministro do ditador Moubarak, que havia anunciado a intenção de mandar queimar todos os livros da cultura judaica. I.Bokova foi a eleita.

Tem sido cronista em vários jornais, no Público, no Expresso e no Diário de Notícias, além de comentador em diversos canais de televisão, nomeadamente na SIC e na SICNotícias, na TVI e na TVI24.

Ao longo da sua carreira foi distinguido com diversas condecorações, sendo de destacar a Medalha Picasso-Miró, da UNESCO (1998), o European Archaeological Heritage Prize, da Associação Europeia de Arqueólogos (1999), a Grã-Cruz da Ordem do Mérito Civil do Reino de Espanha, pelo Rei Juan Carlos I de Espanha, com o tratamento honorífico de Excelentíssimo Senhor (1996), a Grã-Cruz da Ordem de Rio Branco, pelo Presidente da República Federativa do Brasil Fernando Henrique Cardoso (21 de Maio de 1999) e, pelo Presidente da República Francesa Jacques Chirac, o mais elevado grau que se pode conceder a estrangeiros que não sejam Chefes de Estado: o grau de Grande-Oficial da Ordem Nacional da Legião de Honra (29 de Novembro de 1999).[3]

Processos judiciaisEditar

Manuel Maria Carrilho esteve e está envolvido em diversos processos judiciais tendo sido acusado e condenado por diversos crimes.

Carlos Teixeira PintoEditar

Em Outubro de 2013 Carrilho afirmou publicamente que Carlos Teixeira Pinto, ex-padrasto da ex-mulher, Bárbara dos Santos Guimarães teria tentado violá-la. C.T.Pinto processou-o, pedindo uma indemnização de cerca de 300 mil euros. Em abril de 2015, Manuel Maria Carrilho foi condenado a pagar-lhe uma indemnização cível por danos morais no valor de 25 mil euros. O processo encontra-se em recurso.

Violência doméstica e difamação de Bárbara GuimarãesEditar

Em 21 de setembro de 2016, começou a ser julgado no Campus da Justiça, em Lisboa, por 25 crimes, cometidos contra a ex-mulher Bárbara Guimarães e contra o namorado e dois amigos da apresentadora. Enquanto Bárbara era inquirida, Carrilho passou boa parte do tempo a rir-se. Mas a magistrada não permitiu os risos e interrompeu a sessão para se dirigir, de forma fria, a Carrilho. "Agradecia que o arguido não expressasse as suas expressões de riso. Seja mais contido", avisou.[4]

Carrilho foi em 31 de outubro de 2017 condenado a quatro anos e seis meses de prisão com pena suspensa, por violência doméstica, ofensas à integridade física, ameaças e denúncia caluniosas contra a ex-mulher Bárbara Guimarães, já depois do divórcio. O Tribunal deu como provado que o ex-ministro da cultura tinha, em diversas ocasiões em 2014, agredido, difamado, ameaçado, injuriado e exercido violência doméstica contra a sua ex-mulher, tendo Carrilho anunciado que irá recorrer da decisão.

Quanto ao pedido cível, o tribunal determinou que Carrilho tem de pagar 50 mil euros a Barbara Guimarães e 15 mil euros ao seu ex-namorado Ernesto "kiki" Neves, que também era assistente no processo.[5]

Em 15 de dezembro de 2017, foi absolvido do crime de violência doméstica de que vinha acusado de ter alegadamente cometido durante o casamento com Bárbara Guimarães (antes do divórcio). Todavia, foi condenado, por um dos 23 crimes de difamação de que vinha acusado, a 150 dias de multa (num total de 900 euros) e ao pagamento de 3 mil euros a Bárbara Guimarães, por danos não patrimoniais, devido às acusações de alcoolismo que fez contra a ex-mulher.[6]

Em dezembro de 2018, O Tribunal da Relação de Lisboa mandou reabrir o julgamento do caso de violência doméstica entre Manuel Maria Carrilho e Bárbara Guimarães, estando a primeira sessão marcada para 9 de janeiro.[7] Carrilho foi novamente absolvido pelo Juízo Criminal de Lisboa, em 15 de março de 2019, do crime de violência doméstica de que estava acusado, mantendo a condenação a uma multa de 900 euros pelo crime de difamação contra Bárbara Guimarães.[8]

Amiga de ex-mulher, Bárbara GuimarãesEditar

Manuel Maria Carrilho foi, em 27 de setembro de 2016, condenado pelo crime de ameaça agravada a uma amiga de ex-mulher, Bárbara Guimarães. Carrilho foi condenado a pagar 1800 euros de multa e 2500 euros de indemnização, pelas ofensas que ocorreram em 2014.[9]

Pedro StrechtEditar

Em 22 de janeiro de 2016, agrediu em pleno tribunal o pedopsiquiatra Pedro Strecht, no intervalo de julgamento do processo de promoção de proteção dos dois filhos menores de Carrilho e da sua ex-mulher Bárbara Guimarães.[10] Por este facto, foi condenado, em 21 de fevereiro de 2018, a 8 meses de prisão, com pena substituída por uma multa no valor de 2400€, devido ao crime de ofensa à integridade física qualificada.[11]

Outras acusaçõesEditar

A 24 de fevereiro de 2017, foi absolvido de dois crimes de ofensa à integridade física alegadamente cometidos, em Fevereiro de 2014, contra a meia-irmã de Bárbara Guimarães, Alícia Teixeira Pinto, sua ex-cunhada.[12]

Funções governamentais exercidasEditar

Referências

Ligações externasEditar



Precedido por
Cargo vago
Anterior titular:
João de Deus Pinheiro
(como ministro da Educação e Cultura)
(1985–87)
Ministro da Cultura
XIII e XIV Governos Constitucionais
1995 – 2000
Sucedido por
José Sasportes



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