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Maria Helena Matos
Nome completo Maria Helena de Matos de Mendonça de Carvalho
Nascimento 6 de novembro de 1910
Lisboa, Portugal
Nacionalidade Portugal portuguesa
Morte 19 de setembro de 2002 (91 anos)
Lisboa, Portugal
Ocupação Actriz
Cônjuge Henrique Santana (1924-1995)

Maria Helena de Matos de Mendonça de Carvalho (Lisboa, 6 de Novembro de 1910 - Lisboa, 19 de Setembro de 2002), mais conhecida como Maria Helena Matos, foi uma actriz e encenadora portuguesa.

BiografiaEditar

Filha da conceituada actriz Maria Matos e do empresário Francisco Mendonça de Carvalho.

Na sua longa carreira, considerada pelo meio artístico como uma "grande senhora dos palcos", Maria Helena passou pelo teatro, cinema e televisão, distinguindo-se igualmente como encenadora, onde conviveu e colaborou com nomes grandes da arte da representação como Vasco Santana, Ribeirinho e António Silva. Foi conhecida por apreciar particularmente o género de comédia deslocando frequentemente ao estrangeiro para assistir a espectáculos. Maria Helena Matos dedicou toda a vida ao teatro, "arte que amava e conhecia profundamente", como referiu Rui Mendes em entrevista ao Público.

Conquistou o público logo que pisou o palco, tinha então 14 anos. A peça, “O Chico Feio”, era encenada pela mãe, que colocou sérios entraves à sua entrada no mundo do teatro, acabando, no entanto, por ceder quando viu que ela tinha decorado o papel por iniciativa própria. A estreia, porém, só foi possível porque a actriz Georgina Cordeiro faltou para a representação.

Ao longo da sua carreira, Helena Matos participou em centenas de peças - "O Costa do Castelo", "O Sexo Fraco", "Os Novos e os Velhos" e "Cá em Casa Mandam Elas", entre outras -, tendo representado ao lado de Assis Pacheco, Alfredo Ruas e outros grandes nomes do teatro. A actriz fez ainda parte do elenco da companhia do sogro, Vasco Santana, e trabalhou também no Teatro D. Maria II e no Monumental. Viria a casar-se com outra grande figura do teatro, Henrique Santana, que conheceu na peça "Quem Mandam são Elas".

Apesar de muito activa no teatro, Helena Matos trabalhou também no cinema, (em "Bocage" e "Campinos do Ribatejo"), bem como na televisão, numa peça escrita pela mãe, "Tia Engrácia".

A actriz foi também fundadora do SIARTE (Sindicato das Artes e Espectáculo), em 1978, mas a sua grande paixão sempre foi o teatro, como o deixou claro na mensagem do dia mundial da arte, em 1993, na qual frisou que “viveria tudo de novo se me fosse possível”. Faleceu longe dos palcos aos 91 anos, de ataque cardíaco, encontrando-se sepultada em Lisboa, no Alto de São João.

FilmografiaEditar

  • Antes a Sorte Que Tal Morte (1981);
  • O Diabo Desceu à Vila (1980);
  • Aqui Há Fantasmas (1964);
  • Bocage (1936)
  • Campinos do Ribatejo (1932).

TelevisãoEditar