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Nezami
Nascimento 1141
Ganja
Morte 1209 (68 anos)
Ganja
Sepultamento Ganja
Etnia Persas, Azeris
Ocupação poeta, escritor, filósofo

Nizami ou Nezami Ganjavi (نظامی گنجوی em persa, Nizami Gəncəvi em azeri)‎ (1141 – 1209), cujo nome completo é Nezame aldim Abu Maomé Elias ibne Iúçufe ibne Zaqui ibne Moaíde Nezami Ganjavi (Nezam al-Din Abu Mohammad Elyas Ibn Yosouf Ibn Zaki Ibn Mo’ayyed Nezami Ganjavi), foi um poeta e escritor persa. É considerado, por excelência, o maior poeta épico de toda a literatura persa, trazendo para a epopéia um novo estilo coloquial e realista. Sua herança é amplamente apreciada por todo o mundo árabe.

Índice

VidaEditar

Nizami nasceu e permaneceu a vida toda na cidade de Ganja, uma das principais de Atabekan-e-Azerbeidjã, parte do Império Seljúcida. Logo cedo ficou órfão, ficando sob os cuidados de Khwaja Umar, tio materno que lhe proporcionou uma excelente educação. Sua mãe, de nome Ra'isa, era de proveniência curda e seu pai, Yusuf, é mencionado uma vez em sua poesia.

Casou-se três vezes. A primeira esposa, Afaq, era uma jovem escrava quipchaca, e foi enviada a ele pelo comandante Fakhr al-Din Bahramshah como parte de um presente maior. Ela se tornou sua primeira e mais amada esposa. O único filho que Nizami teve foi da união com Afaq. Sua esposa morreu na mesma época em que havia sido concluída a obra "Khosrow e Shirin". Na época, Maomé contava sete anos de idade. Inacreditável foi que as outras esposas de Nizami, para a sua tristeza, também morreram prematuramente. A morte de cada uma coincide com a conclusão de uma epopéia, incitando o poeta a dizer: "Allah, por que para cada mathnavi que concluo, tenho que sacrificar uma esposa?"

EducaçãoEditar

Sobre a prodigiosa aprendizagem de Nizami, não há qualquer dúvida. Era de se esperar que poetas fossem bem versados nos mais variados assuntos. Entranto, Nizami falou ainda mais alto que os poetas de sua época: seu espetáculo de poemas, além de completamente familiarizado com a literatura persa e árabe e com tradições populares orais e escritas, também acabou fundindo elementos dos mais variados campos do saber, como matemática, astronomia, astrologia, alquimia, medicina, botânica, exegese de Koranic, legislação islâmica, história, ética, filosofia, esoterismo, música e artes visuais.

Sobre Laila e MajnunEditar

Laila e Majnun - o homem que amava demais - é, antes de mais nada, um antigo conto folclórico da Arábia, e seu protagonista está associado a um homem que, de facto, teria existido: Qays Ibn al-Mulawwah. Vivera, provavelmente, na segunda metade do século VII d.C., no deserto de Négede, na Península Árabe. Nas mãos de Nizami, o prodigioso poeta épico, seria escrita a sua versão definitiva, dedicada ao soberano Shirvanshah e com cerca de 8000 versos, em 1188, tornando-se, a partir daí, tema de populares canções, sonetos e odes de amor entre os beduínos árabes ao longo dos séculos que viriam.

ObrasEditar

Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
  Imagens e media no Commons
  Categoria no Commons
  • Makhzan al-Asrar (O armazém de mistérios) (1165)
  • Khosrow o Shirin (A história de Khosrow e Shirin) (1175)
  • Leily o Majnoun (A história de Laila e Majnun) (1188)
  • Eskandar-Nameh (O livro de Alexandre, o Grande) (1191)
  • Haft Paykar (As sete belezas) (1198)