Parque do Monteiro-Mor

Parque do Monteiro-Mor
Antiga entrada do parque.
Localização Largo Júlio de Castilho, Lisboa, Portugal
Tipo Público
Área 11 hectares
Inauguração 1700 (320 anos)
Administração Câmara Municipal de Lisboa

O Parque do Monteiro-Mor é um parque situado na freguesia do Lumiar, em Lisboa.

Com uma área de onze hectares, o parque rodeia o Palácio do Monteiro-Mor, onde funcionam o Museu Nacional do Traje e o Museu Nacional do Teatro,[1] devendo o seu nome a este palácio.[2] Seis destes onze hectares são jardim botânico e área florestada; os restantes cinco hectares foram reconvertidos também a área florestal após terem sido usados em agricultura.

HistóriaEditar

O jardim data do século XVIII, tendo sido mandado plantar por Pedro José de Noronha Camões de Albuquerque Moniz e Sousa, 3º Marquês de Angeja no espaço da Quinta do Monteiro-Mor. A plantação foi supervisionada por Domenico Vandelli, botânico italiano.[2]

Após a venda da Quinta do Monteiro-Mor em 1840 a D. Domingos de Sousa Holstein, 1º duque de Palmela e 1º Marquês do Faial, o parque sofreu melhoramentos, tendo sido trazidas mais espécies raras para o jardim e recebido ornamentação de estatuária. O desenho de algumas áreas seguiu o traçado típico dos jardins ingleses, populares na época. Alguns dos botânicos envolvidos nesses melhoramentos foram Friedrich Welwitsch e Jacob Weist. O parque foi dirigido por João Batista Possidónio, discípulo de Weist, até 1912.

O jardim sofreu alguma destruição após o ciclone de 15 de Fevereiro de 1941,[2] que assolou parte da Europa ocidental, incluindo toda a Península Ibérica.[3]

A quinta permaneceu propriedade da família Palmela até 4 de Fevereiro de 1975, quando foi vendido ao Estado Português, tendo sofrido diversas obras de recuperação devido à pouca manutenção que havia recebido nas décadas anteriores.[2]

FloraEditar

O parque inclui diversas árvores antigas pertencentes aos géneros Araucaria, Sequoia, Cupressus, Acacia e Podocarpus, entre outros. Um jardim de buxo, que inclui um roseiral, existe em frente ao Museu do Teatro. Além do roseiral, diversos canteiros com flores encontram-se distribuídos pelo parque, incluindo espécimens de amaryllis, margaridas, clorofitos, pascoinhas, poinsétias, hortênsias, lírios e jarros.

Na literaturaEditar

 
A Wikisource contém fontes primárias relacionadas com No Lumiar

O parque é o cenário descrito no poema "No Lumiar" de Almeida Garrett, incluído na colectânea Folhas Caídas.

Referências

  1. «Parques e jardins de Lisboa - Câmara Municipal de Lisboa» (PDF). Consultado em 18 de novembro de 2007. Arquivado do original (PDF) em 23 de outubro de 2008 
  2. a b c d BRAZ TEIXEIRA, Madalena (ed.) (1987). Parque do Monteiro-Mor. Lisboa: Secretaria de Estado da Cultura/Instituto Português do Património Cultural/Museu Nacional do Traje 
  3. «El histórico temporal de febrero de 1941» (em em castelhano). Consultado em 25 de Novembro de 2007 

Ligações externasEditar