Pedro Luís Osório

Tropeiro, charqueador, militar e político brasileiro
 Nota: Para outros significados, veja Pedro Osório (desambiguação).

Pedro Luís da Rocha Osório (Caçapava do Sul, 9 de junho de 1854 - Palmeira, 28 de fevereiro de 1931), conhecido como Coronel Pedro Osório, foi um tropeiro, charqueador, militar e político brasileiro, considerado o "Rei do Arroz" por encerrar o ciclo do charque e abrir o ciclo do arroz no sul do Brasil.[1][2]

Pedro Luís Osório
Vice-presidente do Rio Grande do Sul
Período 25 de janeiro de 1903
até 25 de janeiro de 1908
Presidente Borges de Medeiros
8º Intendente de Pelotas
Período 1920
1924
Antecessor(a) Cipriano Correa Barcelos
Sucessor(a) Augusto Simões Lopes
Dados pessoais
Nome completo Pedro Luís da Rocha Osório
Nascimento 9 de junho de 1854
Caçapava do Sul, Rio Grande do Sul
Morte 28 de fevereiro de 1931 (76 anos)
Palmeira
Nacionalidade brasileiro
Progenitores Mãe: Florinda da Rocha Osório
Pai: José Luís Osório
Cônjuge Maria Cecília Alves Pereira (1891-1931)
Partido Partido Republicano Rio-Grandense
Profissão Tropeiro
charqueador
militar
político

Primeiros anos editar

Filho do Major José Luís Osório e Florinda da Rocha Osório, o sétimo de dez filhos, ficou órfão de pai e mãe muito cedo.[2] Iniciou sua vida profissional aos 14 anos, como tropeiro.[1] Em 20 de junho de 1871, chegou a Pelotas aos 17 anos de idade, empregando-se como caixeiro na loja de tecidos de Januário Joaquim Amarante e mais tarde, em 1875, caixeiro da Charqueada Boa Vista de Francisco Antunes Gomes da Costa, Barão do Arroio Grande.[2]

A Charqueada do Cascalho editar

Experimentado neste ramo, abriu sua própria charqueada e rapidamente prosperou. Iniciou em 1886 a sua primeira indústria, comprando de Leonídio Antero da Silveira o estabelecimento denominado Cascalho, à margem direita do Arroio Pelotas, envelhecido e quase inteiramente desmontado, que teve como seu primeiro proprietário Domingos de Castro Antiqueira, o Visconde de Jaguary.[1][2]

Em 1907 fundou a Charqueada de Tupanciretã, a pioneira na região da serra, trazendo progresso espantoso ao então povoado, sendo por isto considerado pela população local como patrono do vilamento de Tupanciretã.[2]

Envolvimento com a política editar

Em 1888, foi um dos fundadores da União Republicana, participando de comícios e reuniões públicas para difundir as idéias republicanas e abolicionistas.[2] Neste mesmo ano, fez parte do Clube Republicano de Pelotas.[1] Após a morte de Piratinino de Almeida, assumiu a chefia do Partido Republicano Rio-Grandense, permanecendo no cargo até a sua morte. Tornou-se o chefe político mais importante da zona sul do estado. Instalado o regime republicano, fez parte da 1ª Junta Administrativa de Pelotas, criada para implantar a organização republicana na administração do município.[3] Em 1894 foi nomeado Comandante Superior da Guarda Nacional, recebendo no mesmo ano as honras de Coronel do Exército, por relevantes serviços prestados à república.[1][2] Nos anos seguintes, desenvolveu suas atividades nas Charqueadas Pelotas e São Gonçalo.[2]

Em 1903, Borges de Medeiros o nomeou vice-presidente do Estado (cargo semelhante ao de vice-governador) para o período 1903/1908.[1]

Em 1919, foi convidado por Epitácio Pessoa para o cargo de Ministro da Agricultura, mas recusou-o, indicando o Dr. Ildefonso Simões Lopes para o cargo.[2]

Morte editar

Faleceu em Palmeira no dia 28 de fevereiro de 1931, vítima de um derrame cerebral. Seu corpo foi transportado em trem especial a Pelotas precisando parar nas estações de Cruz Alta, Tupanciretã, Júlio de Castilhos, Santa Maria, Bagé, Pedras Altas, Cerro Chato, Piratini, Arroio Grande, Passo das Pedras, Capão do Leão, Teodósio e Basílio.[2] Seu enterro foi o maior ocorrido em Pelotas, com uma multidão calculada em torno de vinte mil pessoas.[1]

Legado editar

 
Monumento na praça que leva seu nome em Pelotas

Até hoje o Rei do Arroz, como o coronel Pedro Osório ficou conhecido, é referência de empreendedorismo. Não esperou declinar o ciclo do charque para sair em busca de novas alternativas econômicas. Investiu - e forte - no plantio e beneficiamento do cereal. Era um visionário na zona sul, no final do século XIX.[2]

A Praça Coronel Pedro Osório, que leva esse nome em homenagem a ele, é a principal praça da zona central de Pelotas e um dos principais pontos turísticos da cidade.[4] O município de Pedro Osório está localizado sobre terras que pertenceram ao coronel, motivo pelo qual foi homenageado no topônimo.[5]

Referências

  1. a b c d e f g «Coronel Pedro Osório: o tropeiro que se fez rei». Pelotas 13 Horas. 20 de fevereiro de 2014. Consultado em 4 de novembro de 2018. Arquivado do original em 30 de abril de 2017 
  2. a b c d e f g h i j k «Pedro Osório». Viva o Charque. Consultado em 4 de novembro de 2018 
  3. Devantier, Vanessa (2017). Dicionário da História de Pelotas (PDF). Pelotas: Editora UFPel. p. 168–169. ISBN 978-85-517-0016-7 
  4. «Documentário Olhares sobre Pelotas conta a história sobre a praça mais famosa da cidade». Pelotas Convention. 31 de julho de 2015. Consultado em 4 de novembro de 2018. Arquivado do original em 3 de abril de 2018 
  5. «Pedro Osório». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 24 de novembro de 2022 
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