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Soyuz 11
Insígnia da missão
Informações da missão
Sinal de chamada Янтарь (Âmbar)
Número de tripulantes 3
Lançamento 6 de junho de 1971
Baikonur LC1
Aterrissagem 30 de junho de 1971
Duração 23d 18h 28m 48s
Navegação
Soyuz 10 mission patch.png Soyuz 10
Soyuz 12

Soyuz 11 (em russo: Союз 11 , significando União 11) foi a segunda tentativa e a primeira visita bem sucedida à primeira estação espacial, a Salyut 1. A missão, entretanto, terminou em tragédia com a morte dos três tripulantes por asfixia após a reentrada na atmosfera terrestre.

Índice

TripulaçãoEditar

Parâmetros da MissãoEditar

Missão e tragédiaEditar

A nave Soyuz foi lançada em 6 de Junho de 1971, do Cosmódromo de Baikonur no centro do Cazaquistão que na época se chamava República Socialista Soviética Cazaque, com os cosmonautas Georgi Dobrovolski, Vladislav Volkov e Viktor Patsayev a bordo.[1][2]

Eles acoplaram na Salyut 1 com sucesso em 7 de Junho e se mantiveram a bordo por 22 dias, marcando recordes de permanência no espaço que se manteriam até a missão americana Skylab 2 em maio-junho de 1973.[1][2]

Após serem expostos à altos níveis de radiação solar, o grupo começou a passar mal e depois colapsaram.[1][2]

Em 30 de Junho de 1971, após uma reentrada "normal" da cápsula na atmosfera, a equipe de resgate abriu a cápsula e encontrou o grupo morto. Rapidamente se tornou aparente que eles sofreram de asfixia e isto foi relacionado a uma válvula que foi sendo aberta conforme o módulo de descida se separava do módulo de serviço. Os dois eram fixados por parafusos explosivos projetados para dispararem sequencialmente, porém de fato eles dispararam simultaneamente enquanto a nave sobrevoava a França. A válvula, com menos de 1 mm de diâmetro, tinha a função de homogeneizar e pressão dentro da cápsula nos momentos finais antes da aterrissagem, porém neste caso ela permitiu que o ar dos cosmonautas escapasse para o espaço. Localizado atrás dos bancos dos cosmonautas, foi provado ser impossível localizar e bloquear o buraco antes que o ar da cápsula fosse perdido.[1][2]

O filme posteriormente desclassificado mostrou os grupos de suporte tentando realizar RCP nos cosmonautas. Apesar de existir a possibilidade de isto ser apenas para publicidade, é possível que eles tivessem tentado salvar os cosmonautas na esperança de que o acidente da descompressão tivesse ocorrido a um intervalo de tempo que permitisse que algum deles fosse salvo. Acredita-se que eles não estivessem respirando ao menos por quinze minutos antes da aterrissagem, e que eles já estivessem mortos quando a nave tocou o solo.[1][2]

Os cosmonautas receberam um funeral de estado, e foram enterrados nos muros do Kremlin, na Praça Vermelha, em Moscou. O astronauta norte-americano Tom Stafford ajudou a carregar o caixão.[1][2]

A nave espacial Soyuz foi extensivamente reprojetada após este incidente para transportar apenas dois cosmonautas. O espaço extra significava que o grupo poderia vestir trajes espaciais durante o lançamento e a aterrisagem.[1][2]

DestinoEditar

A primeira tripulação escalada para a missão da Soyuz 11 consistia de Valeri Kubasov, Alexei Leonov e Pyotr Kolodin. Um exame da Raio X, quatro dias antes do lançamento, entretanto, indicou que Kubasov poderia ter contraído tuberculose, e pelas regras da agência espacial soviética o grupo inteiro foi trocado pela tripulação reserva. Para Dobrovolski e Patsayev esta foi a primeira e única missão deles no espaço.[1][2]

Ver tambémEditar

ReferênciasEditar

  1. a b c d e f g h Joachim Becker e Heinz Janssen (19 de junho de 2018). «Soyuz 11». SPACEFACTS. Consultado em 20 de julho de 2019 
  2. a b c d e f g h Mark Wade. «Soyuz 11». Encyclopedia Astronautica. Consultado em 20 de julho de 2019 

Ligações externasEditar