Lepidochelys olivacea

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A tartaruga-oliva,[1] tartaruga-olivácea[2] ou tartaruga-marinha-olivácea (Lepidochelys olivacea) é uma das espécies de tartaruga-marinha (família dos Quelonídeos) de menores dimensões[3], com cerca de 60 centímetros de comprimento e pesando cerca de 65 quilos.

Como ler uma infocaixa de taxonomiaTartaruga-oliva
Lepidochelys-olivacea-Kélonia-1.JPG
Estado de conservação
Espécie vulnerável
Vulnerável
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Reptilia
Ordem: Testudines
Família: Cheloniidae
Género: Lepidochelys
Espécie: L. olivacea
Nome binomial
Lepidochelys olivacea
(Eschscholtz, 1829)
Distribuição geográfica
Mapa de distribuição da Lepidochelys olivacea. Os círculos vermelhos são os principais locais de desova. Os círculos amarelos representam as praias onde há desova em menor quantidade.
Mapa de distribuição da Lepidochelys olivacea. Os círculos vermelhos são os principais locais de desova. Os círculos amarelos representam as praias onde há desova em menor quantidade.
Sinónimos
Chelonia olivacea

Chelonia dussumierii
Chelonia subcarinata
Caouana ruppelli
Caouana olivacea
Caouana dussumierii
Lepidochelys dussumierii
Thalssochelys olivacea
Caretta olivacea
Caretta remivaga
Caretta caretta olivacea

Ganhou este nome por causa da cor de azeitona da sua carapaça em forma de coração[3], a qual é composta por cinco a nove pares de placas laterais ossificadas.[4]

Tem uma dieta à base de moluscos, peixes, crustáceos, briozoários, tunicados[4] e plantas aquáticas.[5]

A reprodução dura cerca de 42 dias, altura em que são postos uma média de 101 ovos em ninhos, enterrados na areia.[4] São mais encontradas entre nos oceanos Pacífico e Índico, podendo, nalguns casos, ser avistada no Sul e Sudeste do oceano Atlântico.[6]

Em AngolaEditar

Em Angola, as tartarugas-oliváceas vêm desovar, à noite, junto às praias das províncias de Cabinda, Luanda, Namibe e Benguela, entre os meses de Setembro a Março que, por sinal, pautam a época de nidificação.[7]

No BrasilEditar

No Brasil, a tartaruga-oliva (Lepidochelys olivacea) tem sua principal área de desova no Nordeste, em uma região que está localizada entre Norte do Rio São Francisco, o litoral Sul de Alagoas, todo o litoral de Sergipe, até o litoral Norte da Bahia.[8] O número de ninhos de tartaruga-oliva (Lepidochelys olivacea) vem crescendo nas últimas décadas nessa área, além de pesquisadores registrarem desovas durante todos os meses do ano, o que alterou o padrão anteriormente descrito, onde estas desovavam apenas nos meses mais quentes do ano, de setembro a março.[8]

Referências

  1. «Vida Marinha WebSite - Tartaruga-Oliva». Consultado em 3 de agosto de 2008. Arquivado do original em 23 de fevereiro de 2009 
  2. «Projecto de Apoio à Conservação da Tartaruga Marinha Caretta caretta no Atlântico Norte». Consultado em 3 de agosto de 2008. Arquivado do original em 18 de junho de 2008 
  3. a b Infopédia. «tartaruga-oliva | Definição ou significado de tartaruga-oliva no Dicionário Infopédia da Língua Portuguesa». Infopédia - Dicionários Porto Editora. Consultado em 25 de junho de 2021 
  4. a b c «Tartarugas Marinhas». PCCB-UERN. Consultado em 6 de setembro de 2021 
  5. «Recovery Plan for U.S. Pacific Populations of the Olive Ridley Turtle (Lepidochelys olivacea (PDF). Silver Springs, MD: National Marine Fisheries Service. 1998. Consultado em 16 de Abril de 2013 
  6. «Olive ridley Turtle» (em inglês). Consultado em 24 de fevereiro de 2018 
  7. Sequeira, Inês (27 de fevereiro de 2020). «Cientistas portugueses ajudam a conservar tartarugas marinhas em Angola». https://www.wilder.pt/. Consultado em 6 de Setembro de 2021 
  8. a b Projeto Tamar. Temporada reprodutiva de tartaruga-oliva no Brasil anima pesquisadores do Projeto Tamar: nas últimas décadas, o número de ninhos de tartaruga-oliva vem aumentando, com registros reprodutivos durante todos os meses do ano. Nas últimas décadas, o número de ninhos de tartaruga-oliva vem aumentando, com registros reprodutivos durante todos os meses do ano. 2019. Disponível em: https://www.tamar.org.br/noticia1.php?cod=941. Acesso em: 30 ago. 2021.
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