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The Danish Girl

filme de 2015 dirigido por Tom Hooper
The Danish Girl
A Rapariga Dinamarquesa[1] (PRT)
A Garota Dinamarquesa (BRA)
Pôster de divulgação do filme.
 Reino Unido
 Estados Unidos

2015 •  cor •  119 min 
Direção Tom Hooper
Produção Tim Bevan
Eric Fellner
Anne Harrison
Tom Hooper
Gail Mutrux
Linda Reisman
Roteiro Lucinda Coxon
História David Ebershoff
Elenco Eddie Redmayne
Alicia Vikander
Matthias Schoenaerts
Gênero drama
biografia
Companhia(s) produtora(s) Working Title Films
Pretty Pictures
Revision Pictures
Senator Global Productions
Distribuição Estados Unidos Focus Features
Portugal NOS Lusomundo Audiovisuais
Brasil Universal Pictures
Lançamento Estados Unidos 27 de novembro de 2015
Portugal 31 de dezembro de 2015
Brasil 25 de fevereiro de 2016[2]
Idioma inglês

The Danish Girl (A Garota Dinamarquesa BRA ou A Rapariga Dinamarquesa PRT)[3][4] é um filme britânico-americano de drama-pseudo-biográfico,[5] dirigido por Tom Hooper, baseado no romance homônimo de David Ebershoff[6] e inspirado na vida das pintoras dinamarquesas Lili Elbe e Gerda Wegener[7][8]

O filme é protagonizado por Eddie Redmayne como Lili Elbe, uma das primeiras transexuais a se submeter a uma cirurgia de redesignação sexual[9] e Alicia Vikander como Gerda Wegener.[10]

Índice

SinopseEditar

Cinebiografia de Lili Elbe (Eddie Redmayne), que nasceu Einar Mogens Wegener na década de 20 e foi uma das primeiras pessoas a se submeter a uma cirurgia de redesignação sexual. Em foco o seu relacionamento amoroso com a pintora dinamarquesa Gerda (Alicia Vikander) e sua descoberta como mulher quando sua esposa pede para que ela pose para retratos femininos quando uma modelo falta.[11] Sua esposa aceita a cirurgia mas percebe que perdeu a pessoa com quem se casou e Hans Axgil (Matthias Schoenaerts), vem formar um triângulo amoroso.

ElencoEditar

Prêmios e indicaçõesEditar

Oscar 2016Editar

Ano Categoria Indicado Resultado
2016 Melhor Ator Eddie Redmayne Indicado
Melhor Atriz Coadjuvante Alicia Vikander Venceu
Melhor Direção de Arte Eve Stewart e Michae Standishl Indicado
Melhor Figurino Paco Delgado Indicado

Golden Globe AwardsEditar

Ano Categoria Indicado Resultado
2016 Melhor Ator - Drama Eddie Redmayne Indicado
Melhor Atriz - Drama Alicia Vikander Indicado
Melhor Trilha Sonora Alexandre Desplat Indicado

CríticasEditar

O filme recebeu críticas pela escolha de um homem Cisgénero para interpretar uma mulher transexual.[12] Ele também foi criticado por ser escrito de maneira semelhante a feminização forçada erótica, obscurecendo a verdadeira história de uma figura transexual histórica[13] e por ser baseado num livro fictício que não conta a verdadeira história de Einar/Lili e Gerda Wegener.[14] Tópicos incluindo a sexualidade de Gerda,[15] como era evidenciada por suas pinturas eróticas envolvendo mulheres - Gerda era provavelmente lésbica ou no mínimo bissexual, ela e Lili eram mais irmãs do que amantes,[16] e a desintegração do relacionamento de Gerda e Lili depois do anulamento de seu casamento foram omitidos no livro e no filme.[17] As famosas pinturas de Arte Erótica Lésbica de Gerda Wegener não são mencionadas no filme.[18] A causa da morte de Lili também foi deixada de fora de filme, em nenhum momento é mencionada que ela morreu de infecção causada por rejeição ao útero que lhe fora transplantado.[19]

Mesmo com tantos erros históricos e fatos inventados para comover o público, o filme ainda está sendo vendido como "uma história real" e "uma história de amor real".[20]

Em A Garota Dinamarquesa, longa que explora questões da sexualidade e identidade em um período passado, mas que permanecem tão controversas quanto décadas atrás. No novo filme de Tom Hooper, o assunto é ainda mais delicado por abordar a transexualidade, tomando como base a história real da primeira cirurgia transgênica da História.

A trama nos transporta para a Dinamarca de 1926 e logo nos apresenta ao casal de pintores Einar e Gerda Wegener (Eddie Redmayne e Alicia Vikander). Ele é um bem-sucedido pintor de paisagens, enquanto ela luta para se destacar na área de retratos. Quando uma colega acabou desmarcando uma sessão, Gerda pede que seu marido vista roupas femininas a fim de completar uma pintura, o que acaba despertando em Einar aquela que ele descobre ser sua real identidade: Lili.

É uma história ousada para qualquer época, e o roteiro de Lucinda Coxon, adaptando aqui o livro de David Ebershoff, é bem sucinto ao comportar toda a transformação e redescobrimento do protagonista. A relação de Einar/Lili com Gerda é a mais bem trabalhada aqui, já que a pintora evidentemente não se sente confortável com a repentina mudança na vida seu marido, mas não deixa de se divertir com o início da “brincadeira” ou pelo fato de que Lili é a modelo responsável por alavancar sua reputação no meio artístico.

Infelizmente, Coxon apenas flerta com temas mais complexos. É fascinante ver Lili falando através dos lábios de Einar. Mas o texto acaba em uma série de repetições cíclicas, como o fato de Einar abandonar e trazer novamente Lili em dois momentos distintos que levam ao mesmo território dramático. A passagem da protagonistas por hospitais e médicos que o diagnosticam como esquizofrênico ou outras formas de insanidade também merecia uma atenção mais construtiva, além de servirem como meros obstáculos para a jornada de Lili – mesmo com ordem para internação, os médicos hostis acabam sendo esquecidos pela narrativa.

Por trás das câmeras, temos o retorno de Tom Hooper após 3 anos sem se aventurar no cinema, seguindo sua carreira elogiada de O Discurso do Rei e Os Miseráveis. Novamente com seus modismos e marcas visuais, como o enquadramento desproporcional ou o uso chamativo da lente grande angular. Felizmente, Hooper e o diretor de fotografia Danny Cohen revelam-se mais contidos aqui, evitando vícios que – especialmente em sua adaptação musical de Victor Hugo – seriam apenas estilo, desviando a atenção da história. Aqui, os desfoques e enquadramentos um tanto mais opressivos revelam-se apropriados para o drama da protagonista, e Hooper é bem sucedido ao filmar com delicadeza o toque das mãos no tecido de um vestido ou de uma meia, acertando na catarse do personagem. Aqui e ali Hooper acaba apelando para uma glamourização excessiva, auxiliado pela carregada trilha sonora de Alexandre Desplat, mas não prejudica a construção realizada.

Hooper também é habilidoso na reconstrução de época, e sua equipe recria a cidade de Copenhague com fidelidade e verossimilhança, muitas vezes como se tivesse saído diretamente de uma pintura naturalista (os enquadramentos de Hooper ajudam nesse efeito). O figurino evidentemente tem uma função clara na trama, podendo até mesmo ser rotulado como o incidente incitante, e Paco Delgado faz jus à sua indicação ao Oscar, tanto pela representatividade da época até as diferenças estéticas entre Lili e Gerda.

Seria um longa desastroso caso a escalação principal mostra-se errônea, e o que Eddie Redmayne realiza aqui nos torna incapaz de enxergar qualquer outro ator no papel. É uma performance dificílima que requer a construção de duas facetas diferentes, e Redmayne acerta ao trazer uma voz trêmula e tímida logo quando conhecemos Einar, e que logo vai ganhando mais identidade e até confiança em suas cenas como Lili. Mesmo que sejam personalidades diferentes, o trabalho do ator evidencia que há de fato uma mulher presa no corpo de um homem. Caso já não tivesse levado o Oscar ano passado por seu retrato de Stephen Hawking em A Teoria de Tudo e que Leonardo DiCaprio não estivesse no posto de favorito com seu trabalho em O Regresso, Redmayne seria o candidato a ser derrotado na cerimônia deste ano. É sua melhor performance até agora.

E não podemos nos esquecer de Alicia Vikander. A atriz sueca que teve um ano incrível em Hollywood, passando da ficção científica Ex Machina: Instinto Artificial até a divertida comédia de espionagem O Agente da U.N.C.L.E. e agora prepara-se para ganhar seu primeiro Oscar no papel de Gerda. É uma performance que abraça o drama e a complexada reação de Gerda, que sente-se profundamente magoada com a ideia de perder seu marido, mas determinada em ajudá-lo a enfim revelar seu verdadeiro Eu. Por tal motivo, as cenas em que Gerda e Lili contracenam são as mais interessantes e complicadas, em um nível dramático.

A Garota Dinamarquesa representa uma história poderosa e que merece ser redescoberta e conhecido por todos, ainda que o longa de Tom Hooper tivesse o potencial para explorar ainda mais elementos sobre o nebuloso passado da transexualidade. Uma bela obra, mas o grande trunfo está em seu impecável elenco.

Expectativa na fila do cinemaEditar

 
Lili Elbe, uma das primeiras trans a se submeter a um cirurgia de mudança de sexo


Mesmo que aborda episódios ocorridos há um século, A Garota Dinamarquesa trata de questões de gênero urgentes. Baseado no livro homônimo de David Ebershoff – inspirado livremente em uma história real –, o filme conta a história da dinamarquesa Lili Elbe, uma das primeiras transexuais a se submeter a uma cirurgia de mudança de sexo.

Nascida biologicamente como homem, batizada de Einar Mogens Wegener. Com a identidade de gênero masculina, foi um consagrado pintor de paisagens na Dinamarca dos anos 1920 e se casou com uma aluna, Gerda Wegener. De acordo com a narrativa cinematográfica, uma modelo de Gerda falta a uma sessão.

A pintora, então, pede ao marido que vista roupas femininas e pose para ela. Esse é o gatilho para que Einar deixe aflorar Lili, a mulher que tinha guardado dentro de si e que sempre reprimiu. A princípio, Gerda incentiva o que julga ser uma fantasia crossdressing do marido. Até que percebe que a transformação é mais profunda – e que só terminará quando Einar se tornar definitivamente Lili, por meio de uma então pioneira e arriscada cirurgia.

Em vez de se concentrar na reação da sociedade à mudança de Einar, A Garota Dinamarquesa prefere focar o impacto causado sobre a relação do casal, na luta de Gerda para aceitar Lili – e na de Lili para aceitar a si mesma. O cinema constitui a indústria de entretenimento, visando, na maior parte das vezes, ao lucro com a bilheteria e com os produtos que é capaz de gerar.

Mas, quando as telas exibem filmes cuja temática certamente não trará os ganhos de produções milionárias, há o enfoque sobre relações sociais. Esses meandros pós-modernos denotam os interesses da civilização de massa, envolta por tecnologias em ritmo acelerado e pela valorização da imagem. O texto, dentro de uma visão tradicional, perde seu espaço em meio aos jogos imagéticos velozes, que constituem um novo tipo textual, representado pela linguagem cinematográfica.

“Mas esse é um mundo cujos sinais mais claros tendem a ser tecnológicos, ainda que suas exigências e reivindicações sejam subjetivas e envolve a obrigação de produzir pessoas novas, formas totalmente novas de subjetividade” (Jameson, 2006, p. 379). O cinema valoriza o poder da imagem. Os atores, participantes do jogo, são os estereótipos do conceito de beleza pós-modernos.

E o público quer fazer parte do mundo criado pela sétima arte. Nessa experiência, dá-se visibilidade a novas-velhas formas de subjetividade e Lili Elbe é uma representante delas.

Temas e analisesEditar

Gênero e Orientação SexualEditar

Quando o homem atribuía um sexo a todas as coisas, não via nisso um jogo, mas acreditava ampliar seu entendimento: - só muito mais tarde descobriu, e nem mesmo inteiramente ainda hoje, a enormidade desse erro. De igual modo o homem atribuiu a tudo o que existe uma relação moral, jogando sobre os ombros do mundo o manto de uma significação ética. Um dia, tudo isso não terá nem mais nem menos valor do que possui hoje a crença no sexo masculino ou feminino do Sol. Friedrich Nietzsche. Aurora, p. 27 (São Paulo: Escala, 2008)


Cada um de nós temos, jeitos modos diferentes alguns modos parecidos com dos colegas, porém cada ser humano é único elas nos identificam com alguns e nos tornam diferentes de outros, como a região em que nascemos e crescemos, nossa raça, classe social, se temos ou não uma religião, idade, nossas habilidades físicas, entre outras que marcam a diversidade humana. Dentre essas dimensões, este guia se foca na do gênero.

Gênero um assunto que está sendo discutido muito nos últimos tempos se tornando de fato algo importante que as pessoas precisam compreender, diante disso a indústria do cinema, que atinge uma parte bem grande da população global também traz nos seus enredo histórias de pessoas como uma diversidade de gêneros, dando visibilidades as que se identificam como o gênero que está sendo mostrado, seja essa pessoas cis ou trans, as orientações sexuais também são mostradas dando voz às pessoas que lutam pelos seus direitos todos os dias.

O filme A garota dinamarquesa, explora  a questões da sexualidade e identidade em um período passado, onde se assumir gay, lésbica ou trans era considerado doença ou loucura da cabeça das pessoas, no caso do filme o pintor Einar Wegener começa a se questionar e sua mente entra em contradição com seu corpo. mas o que é transsexualidade?    

O que é ser uma pessoa trans, ou transgênero? Vamos por partes. Em primeiro lugar, é importante destacar que, em termos de gênero, todos os seres humanos podem ser enquadrados (com todas as limitações comuns a qualquer classificação) como transgênero ou “cisgênero”. Chamamos de cisgênero, ou de “cis”, as pessoas que se identificam com o gênero que lhes foi atribuído quando ao nascimento. Como já foi comentado anteriormente, nem todas as pessoas são assim, porque, repetindo, há uma diversidade na identificação das pessoas com algum gênero, e com o que se considera próprio desse gênero. Denominamos as pessoas não-cisgênero, as que não são identificam com o gênero que lhes foi determinado, como transgênero, ou trans. Há quem se considere transgênero, como uma categoria à parte das pessoas travestis e transexuais. Existem ainda as pessoas que não se identificam com qualquer gênero, os não-binários, no entanto, não se encaixam perfeitamente dentro destes dois padrões e podem ser uma combinação de masculino e feminino. não há consenso quanto a como denominá-las. Alguns utilizam o termo queer, outros, a antiga denominação “andrógino”, ou reutilizam a palavra transgênero.

Historicamente, a população de pessoas transgênero é estigmatizada, marginalizada, sexualizada, devido a crença na sua anormalidade, já que as pessoas ainda têm a crença de que o “natural” é que o gênero de nascimento seja aquele com que as pessoas têm que se identificar.

No Brasil, o espaço reservado a homens e mulheres trans, e as travestis é o da exclusão, sem acesso a direitos civis básicos, são cidadãos que ainda tem que lutar muito para terem seus direitos fundamentais, como o direito à vida que cotidianamente são ameaçados todos os dias. Já que o Brasil  segue na liderança do ranking dos assassinatos de pessoas trans no Mundo, conforme publicado no último relatório da Trangender Europe (TGEU), instituição que monitora os casos de assassinatos desse tipo em todo o mundo.

Pessoas TransexuaisEditar

A transexualidade é uma questão de identidade. Não é uma doença mental, nem é uma doença debilitante ou contagiosa. Não tem nada a ver com orientação sexual, como geralmente se pensa, não é uma escolha nem é um capricho. Ela é identificada ao longo de toda a História e no mundo inteiro.

Detalhe: quando relacionadas especificamente às pessoas transexuais, as pessoas não-transexuais costumam ser chamadas de “cissexuais”. Os termos genéricos “transgênero”, e seu correspondente “cisgênero”, não se confundem com os particulares “transexual” e “cissexual”.

Há várias definições, clínicas e sociológicas, que descrevem a vivência transexual. Seria exaustivo citá-las. Se puder simplificar bastante, diria que as pessoas transexuais lidam de formas diferentes, e em diferentes graus, com o gênero ao qual se identificam.

Uma parte das pessoas transexuais reconhece essa condição desde pequenas, outras tardiamente, pelas mais diferentes razões, em especial as sociais, como a repressão.

O que importa, com relação à transexualidade, é que ela não é uma benção nem uma maldição, é mais uma identidade de gênero, como ser cissexual. Nesse sentido, a resposta mais simples e completa para definir as pessoas transexuais poder ser a de que:

  • Mulher transexual é toda pessoa que reivindica o reconhecimento social e legal como mulher
  • Homem transexual é toda pessoa que reivindica o reconhecimento social e legal como homem.
As TravestisEditar

O termo “travesti” é antigo, muito anterior ao conceito de “transexual”, e por isso muito mais utilizado e consolidado em nossa linguagem, quase sempre em um sentido pejorativo, como sinômino de “imitação”, “engano” ou de “fingir ser o que não se é”. A nossa sociedade tem estigmatizado fortemente as travestis, que sofrem com a dificuldade de serem empregadas, mesmo que tenham qualificação, e acabam, em sua maioria, sendo, em grande parte, excluídas  das escolas, repudiadas no mercado de trabalho formal e forçadas a sobreviverem na marginalidade, em geral como profissionais do sexo. Entretanto, é fundamental reforçar que nem toda travesti é profissional do sexo. É importante ressaltar que a maioria das travestis, independentemente da forma como se reconhecem, preferem ser tratadas no feminino, considerando insultoso serem adjetivadas no masculino, logo:

  • AS travestis, sim. Os travestis, não.

Entende-se, nesta perspectiva, que são travestis as pessoas que vivenciam papéis de gênero feminino, mas não se reconhecem como homens ou como mulheres, mas como membros de um terceiro gênero ou de um não-gênero.

A denominação “travesti”, mais frequente no Brasil do que em outros país, é historicamente estigmatizada. Tem-se discutido a sua utilidade hoje, quando se entende que:

  • Elas não se “travestem” no sentido original da terminologia;
  • Muitas pessoas tidas como travestis têm identidade transexual; e
  • Há os termos crossdresser e transformista (drag queen ou drag king) para se referir a dimensões específicas da vivência transgênero que não decorrem de aspectos identitários (como a travestilidade ou a transexualidade), mas funcionais, como o prazer e a diversão momentâneas.
CrossdresserEditar

.Surgiu um termo novo, variante de travesti, para se referir a homens heterossexuais, comumente casados, que não buscam reconhecimento e tratamento de gênero (não são transexuais), mas, apesar de vivenciarem diferentes papéis de gênero, tendo prazer ao se vestirem como mulheres, sentem-se como pertencentes ao gênero que lhes foi atribuído ao nascimento, e não se consideram travestis: crossdressers. A vivência do crossdresser geralmente é doméstica, com ou sem o apoio de suas companheiras, têm satisfação emocional ou sexual momentânea em se vestirem como mulheres, diferentemente das travestis, que vivem integralmente de forma feminina.

Drag QueensEditar

“TODOS NÓS NASCEMOS. O RESTO É DRAG” - Rupaul Charles

A arte drag queen, vem ganhando um espaço  nos dias atuais, mas não era assim no começo, a drag não era considerado arte com a chegado do programa Rupaul´s Drag Race começou a popularização das drag queens, o reality show está na sua 11° temporada e desde então e um grande sucesso, e  passou a ficar mais popular no meio LGBTQI+ a partir da 6° temporada onde ele teve seu maior número de audiência.

No últimos anos o cenário  artístico conhecido como Drag Queen vem ganhando uma grande proporção, e por muitos esse nicho artístico era considerado como não-arte, hoje em dia as artistas Drag Queen vem ganhando uma relevância seja pelos meios de comunicação, propagandas em massa ou cenário artístico. Isso acontece por conta da mudança de pensamento da população a respeito da comunidade LGBTQI+.

Mas o que Drag Queen?

Bom primeiramente vamos desassociar o pensamento do que é Drag Queen, e identidade de gênero,  a forma artística em si não se correlaciona diretamente com o conceito de identidade de gênero ou orientação sexual. Segundo Jaqueline Gomes de Jesus, em seu guia intitulado Orientações sobre identidade de gênero: conceitos e termos (2012), o gênero consiste na denominação de homem e mulher em seus papéis atribuídos pela sociedade, não estando relacionado com o fator biológico determinado por macho e fêmea. Logo, identidade de gênero seria:

  • Gênero com o qual uma pessoa se identifica, que pode ou não concordar com o gênero que lhe foi atribuído quando de seu nascimento. Diferente da sexualidade da pessoa. Identidade de gênero e orientação sexual são dimensões diferentes e que não se confundem. Pessoas transexuais podem ser heterossexuais, lésbicas, gays ou bissexuais, tanto quanto as pessoas cisgênero (JESUS, 2012, p.14).

De acordo com a autora, a definição de orientação sexual, e definida pela atração afetivossexual, relativa à sexualidade e diferente da necessidade única e pessoal do indivíduo de pertencer a algum gênero.

Considera-se importante diferenciar drag queens de travestis. Mesmo que sejam categorizados como cross-dresser, transformistas, ou ainda, homens que se vestem de mulher, ambos estão inseridos em meios sociais distintos, uma vez que as drag queens atuam sob um conceito mais flexível de travestismo. Embora sejam atores transformistas, as drags distinguem-se dos travestis por andarem, em seu cotidiano, vestidos de homens, exercendo também profissões diversas, não afeitas ao transformismo durante o dia.

A coragem de ser quem éEditar

Pessoas que se identificam com alguma das expressões da transgeneralidade enfrentam um primeiro desafio: reconhecer a si mesmas e fazer decisões pessoais sobre se e quando irão se apresentar aos outros da forma como se identificam. Cada um(a) tem o seu tempo. É preciso compreender que essa atitude não é simples de se tomar, nem fácil de pôr em prática, porém é necessária, para que elas possam ser quem são por inteiro, entre seus amigos, na família, no trabalho, na rua.





Referências

  1. «A Rapariga Dinamarquesa (2015)». FilmSPOT. Consultado em 14 de setembro de 2015 
  2. http://www.papelpop.com/2015/10/saiu-um-novo-trailer-de-a-garota-dinamarquesa-com-eddie-redmayne-no-papel-da-trans-lili-elbe/
  3. Ramírez, Noelia (1 de setembro de 2015). «Eddie Redmayne no corpo de Lili Elbe, a primeira trans da história». El País Brasil. El País. Consultado em 2 de setembro de 2015 
  4. «A Garota Dinamarquesa». AdoroCinema. AlloCiné. Consultado em 2 de agosto de 2015 
  5. Sneider, Jeff (4 de março de 2015). «Eddie Redmayne's Transgender Drama 'The Danish Girl' Gets Awards Season Release Date» (em inglês). TheWrap 
  6. «BOOKS OF THE TIMES; Radical Change and Enduring Love». The New York Times. 14 de fevereiro de 2000. Consultado em 11 de dezembro de 2015 
  7. «Tomas Alfredson hoppar av filmen med Nicole Kidman» (em sueco). Dagens Nyheter. 7 de dezembro de 2009 
  8. «Alfredson vill ännu göra Kidman-film» (em sueco). Svenska Dagbladet. 13 de dezembro de 2009 
  9. Fleming, Michael (8 de novembro de 2009). «Paltrow joins Kidman in 'Girl'» (em inglês). Variety 
  10. «Hallström gör film med Kidman – efter Alfredsons avhopp» (em sueco). Aftonbladet. 12 de janeiro de 2010 
  11. Câmara, Vasco (5 de setembro de 2015). «E Eddie Redmayne destapou a mulher». Público 
  12. Denham, Jess (1 de setembro de 2015). «The real reason Eddie Redmayne was cast as a trans woman in The Danish Girl». independent.co.uk. Consultado em 2 de setembro de 2015 
  13. «"The Danish Girl" Stretches Frilly Forced-Femme Fantasy Over Actual Trans History». HARLOT Magazine. 23 de novembro de 2015. Consultado em 25 de novembro de 2015 
  14. «The tragic true story behind The Danish Girl». The Telegraph. 8 de dezembro de 2015. Consultado em 10 de dezembro de 2015 
  15. «Review: The Danish Girl». cinedork.com. 14 de dezembro de 2015. Consultado em 27 de dezembro de 2015 
  16. «The Incredibly True Adventures of Gerda Wegener and Lili Elbe». coilhouse.net. 3 de agosto de 2012. Consultado em 10 de dezembro de 2015 
  17. «Reading Group Notes The Danish Girl». allenandunwin.com. Consultado em 10 de dezembro de 2015 
  18. «The Danish Girl vs the True Story of Lili Elbe, Gerda Wegener». historyvshollywood.com. Consultado em 10 de dezembro de 2015 
  19. «Is 'The Danish Girl' A True Story? Lili Elbe's Journey Was Incredible». bustle.com. 25 de novembro de 2015. Consultado em 27 de dezembro de 2015 
  20. «Film review: 'The Danish Girl,' dir. Tom Hooper». dailyuw.com. 18 de dezembro de 2015. Consultado em 27 de dezembro de 2015 

Ligações externasEditar