Abordagem aos couraçados Lima Barros e Cabral

A abordagem aos couraçados Lima Barros e Cabral foi uma ação naval ocorrida na madrugada de 02 de março de 1868, durante a Guerra do Paraguai, quando canoas paraguaias, jungidas duas a duas, disfarçadas com ramagens e guarnecidas por 50 soldados cada, abordaram os couraçados Lima Barros e Cabral.

Abordagem aos couraçados Lima Barros e Cabral
Guerra do Paraguai
Abordagem dos couraçados "Lima Barros" e "Cabral".jpg
Abordagem aos couraçados Lima Barros e Cabral (Julio Raison).
Data 02 de março de 1868
Local Rio Paraguai, diante do reduto Taji
Desfecho Vitória brasileira
Beligerantes
Flag of Empire of Brazil (1847-1889).svg Império do Brasil Paraguai Paraguai
Comandantes
Flag of Empire of Brazil (1847-1889).svg Joaquim Rodrigues da Costa
Paraguai Ignacio Genes
Forças
1.500 homens, entre eles o corpo de bogavantes organizado por Solano López.
Baixas
8 mortos
21 feridos[1]
400 homens
14 canoas[2]

Em 02 de março de 1868, a Esquadra Imperial, que já efetuara a Passagem de Humaitá, estava fundeada no Rio Paraguai, diante do reduto Taji, nas proximidades de Humaitá. Formavam sua vanguarda os couraçados Cabral e Lima Barros; à popa destes, o Silvado e o Herval; abaixo, na boca do Rio do Ouro, como repetidor de sinais, o Mariz e Barros; no Porto Elisário, o Brasil, tendo a bordo o almirante-chefe, e o Colombo.[2]

Aproveitando a densa escuridão da noite e os camalotes e balseiros que desciam pela correnteza, uma esquadrilha de canoas cobertas por galhos e folhagens e amarradas duas a duas, tripuladas por 1.500 paraguaios armados com facões, machadinhas e espadas de abordagem, foram dar abordagem ao Cabral e ao Lima Barros. Os paraguaios foram descobertos quando um escaler de ronda abordou um dos falsos camalotes e deu o alarme, obrigando os guaranís a alterar o plano de ataque. Confusas, apenas conseguiram encostar-se 14 (quatorze) canoas no Lima Barros e 8 (oito) no Cabral, despejando nos seus conveses gente que se apoderou do toldo dos navios de guerra.[2] Travou-se luta corpo a corpo; depois as tripulações e soldados das guarnições se encerraram nas casamatas, resistindo a tiro.[3]

O combate prosseguiu até o amanhecer, quando os couraçados Brasil, Herval, Mariz e Barros e Silvado aproximaram-se e metralharam os paraguaios, que desistiram do ataque, perdendo 400 homens e 14 canoas.[2] Do lado brasileiro, tiveram oito mortos, entre os quais o Capitão de Mar e Guerra Joaquim Rodrigues da Costa e o 1º Tenente João de Gomensoro Wandenkolk. Entre os feridos, o comandante do Lima Barros, Capitão de Fragata Garcindo de Sá, os Capitães Tenentes Foster Vidal e Alves Nogueira, os Primeiros Tenentes Otaviano Vital de Oliveira, Souza Pinto e Castro Rocha, o Segundo Tenente Rodrigo de Lamare e o Guarda-Marinha Barros Gandra.[4]

GaleriaEditar

Referências

  1. DONATO, Hernâni. Dicionário das batalhas brasileiras, IBRASA, 1996, p. 539-540
  2. a b c d DONATO, Hernâni. Dicionário das batalhas brasileiras, IBRASA, 1996, p. 539-540
  3. BARROSO, Gustavo. O Rei dos Práticos: Os práticos da Esquadra Imperial — Seu heróico papel na campanha do Paraguai — Bernardino Gustavino, patrono da praticagem nacional, in O Cruzeiro, Rio de Janeiro, 25/03/50
  4. BARROSO, Gustavo. O Rei dos Práticos: Os práticos da Esquadra Imperial — Seu heróico papel na campanha do Paraguai — Bernardino Gustavino, patrono da praticagem nacional, in O Cruzeiro, Rio de Janeiro, 25/03/50

BibliografiaEditar