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Afonso Anes Nogueira (c. 1347 - Lisboa, 5 de Março de 1426) foi um nobre, militar e político português.

Índice

BiografiaEditar

FiliaçãoEditar

Filho de João Peres Nogueira e de sua mulher Constança Afonso.

CargosEditar

D. Fernando I de Portugal coutou-lhe a sua Quinta de Vila Pouca, no termo de Torres Vedras.

A 13 de Novembro de 1384, teve Carta de posse do Casal do Ursal, feita por Afonso Nogueira.

A 1 de Dezembro de 1385, D. João I de Portugal confirmou a Afonso Anes Nogueira, seu Vassalo, os privilégios da Quintã de Vila Pouca, a par de Torres Vedras, que ele comprara a D. Gonçalo Rodrigues de Sousa.

Foi 5.º Senhor do Morgado de Santa Ana em São Lourenço de Lisboa e 1.º Senhor do Morgado de São Lourenço de Lisboa.

A 29 de Janeiro de 1386, houve Carta de venda dum Casal de herdade de pão com todas as suas casas, direitos e seu lagar e currais na Mata da Burra, termo de Sintra, feita por Fernão Domingues e sua mulher Catarina Esteves, moradores no Ursal, a Afonso Anes, filho de Mestre João das Leis, vizinho e morador na cidade de Lisboa, Provedor e Administrador da Capela de Mestre Pedro edificada na Igreja de São Lourenço.

A 4 de Junho de 1393 houve Carta de venda livre dum Casal de herdades, situado no Sacário, ao pé da aldeia de Porqueiros, Sintra, feita por Afonso Esteves e Maria Esteves a Afonso Anes Nogueira.

Neste período foi armado Cavaleiro.

A 16 de Dezembro de 1393 houve autorização dada pela Câmara de Lisboa a Afonso Anes Nogueira, Cavaleiro, morador na dita cidade, para fechar as ruas junto à Igreja de São Lourenço para fazer com as casas térreas e pardieiros e chãos que aí tinha umas casas e um edifício "por que a dita cidade seria mais honrada". Esta será a primeira casa dos Nogueira que, mais tarde, veio a dar origem ao Palácio da Rosa.

A 28 de Agosto de 1399 houve instrumento de aforamento de duas vinhas "mortas", umas oliveiras em São Simão e uma herdade no lugar de Boca de Asno, termo de Almada, feita por Afonso Nogueira, Procurador do Morgado do Bispo D. Afonso de Évora, seu tio, a Fernão Gomes, mercador.

Neste período foi feito Cavaleiro do Conselho.

A 13 de Outubro de 1410 houve Carta de emprazamento dumas casas na Ourivesaria, feito por Afonso Anes Nogueira, Cavaleiro do Conselho, Alcaide-Mor de Lisboa, a João Brum, Candeeiro do Rei, e a sua mulher Maria Ponce.

Neste período foi feito Alcaide-Mor de Lisboa.

A 17 de Fevereiro de 1417 houve instrumento de arrendamento dum Casal no Bocal chamado Abegoaria, feito por Afonso Anes Nogueira, Cavaleiro do Conselho do Rei e Alcaide-Mor da cidade de Lisboa, a João Anes Torrão, lavrador, morador na sua Quintã do Bocal, freguesia de Loures.

A 1 de Dezembro de 1418, sentença que houve Afonso Anes Nogueira contra o Concelho de Santarém, mandando-o restituir a posse e jurisdição da vila de Aveiras.

Jaz na sua Capela em São Lourenço de Lisboa com um letreiro que diz: «Aqui jaz Afonso Annes Nogueira que foi Cavº. na Batalha Real do Conselho do Rei D. João I, e do Infante D. Duarte, seu filho, e Alcaide Mor desta cidade; faleceu em 5 de Março de 1426».

A 15 de Setembro de 1457 fez-se o traslado em pública forma da nota da compra que fez Afonso Anes Nogueira para o Morgado de Mestre Pedro dos bens que pertenciam à terça de Constança Afonso, sua mãe, mulher de Mestre João das Leis, seu pai.

Casamento e descendênciaEditar

Casou com Joana Vaz de Almada (c. 1356 - Janeiro de 1427), que foi sepultada no Convento do Salvador de Lisboa, filha de Vasco Lourenço de Almada e de sua mulher Inês Rodrigues, que a 15 de Janeiro de 1409 houve Carta de aforamento dumas casas de loja, sobreloja, sobrado e câmara às Fangas da Farinha, feito por Afonso Anes Nogueira e por sua mulher Joana Vasques a Luís Anes, filho de Nicolau Anes, morador na freguesia de São Julião, da qual teve quatro filhos e quatro filhas:

  • D. Afonso Nogueira (c. 1370 - Alenquer, Outubro de 1464), bispo de Coimbra e arcebispo de Lisboa.
  • Teresa Nogueira (- 19 de Novembro de 1427), segunda mulher sem geração de Diogo Fernandes de Almeida (- 1453-9), a qual fez Testamento a 1 de Novembro de 1427 e morreu a 19 seguinte, sendo trasladada de Abrantes para a Capela de São Domingos em 1452
  • Rui Nogueira (- 1432)
  • Álvaro Nogueira (- 1423), Fidalgo da Casa Real, que esteve na Conquista de Ceuta a 15 de Agosto de 1415, casado sem geração com Catarina Gonçalves Malafaia (c. 1404 -), filha de Gonçalo Pires Malafaia e de sua mulher Maria Anes; a 21 de Novembro de 1424 D. João I doou a seu filho o Infante D. João os Paços e Quinta de Belas, no termo de Lisboa, com sua terra, direitos, pertenças e igreja, dizendo que tudo comprara por 6.000 coroas de ouro a Maria Anes, mulher que foi de Gonçalo Pires, com consentimento e autoridade de seus filhos; acrescenta o Rei nesta Carta que, depois desta compra, casou Álvaro Nogueira, filho de Afonso Anes Nogueira, do seu Conselho, com Catarina Gonçalves, filha dos ditos Gonçalo Pires e Maria Anes, e lhe deu em casamento 6.000 coroas de ouro, entregando-lhe os ditos Paços e Quinta de Belas enquanto lhas não pagasse; porém, tendo agora morrido Álvaro Nogueira, sem geração, herdou seu pai Afonso Anes Nogueira metade, e sua viúva, a dita Catarina Gonçalves, a outra metade, pelo que D. João I pagaria 3.000 a cada e doava Belas a seu filho o Infante D. João.
  • Gomes Nogueira, morto assassinado em 1460, que esteve na tomada de Tânger e na Batalha de Alfarrobeira com seu tio materno o 1.º Conde de Abranches, solteiro, mas teve geração ilegítima
  • Violante Nogueira (c. 1390 -), 7.ª Senhora do Morgado de Santa Ana em São Lourenço de Lisboa e 3.ª Senhora do Morgado de São Lourenço de Lisboa, casada com João Afonso de Brito (c. 1372 - d. 30 de Janeiro de 1434), com geração
  • Constança Nogueira, primeira mulher de Afonso Furtado de Mendonça (c. 1412 - 1475), com geração
  • Maria Nogueira, Aia da Infanta D. Catarina de Portugal, casada com Vasco Martins da Cunha, com geração feminina; a 17 de Março de 1445, D. Afonso V de Portugal concede Carta de Privilégio a Maria Nogueira, Aia da Infanta D. Catarina, moradora na cidade de Lisboa, mulher de Vasco Martins da Cunha, para todos os seus caseiros, lavradores e mordomos, isentando-os do pagamento dos diversos impostos e encargos concelhios, de irem com presos e dinheiros, de estarem nas frontarias e armadas da galés, de serem postos por besteiros do conto, de serem tutores e curadores, bem como do direito de pousada.

FontesEditar