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All About That Bass

canção de Meghan Trainor
"All About That Bass"
Single de Meghan Trainor
do álbum Title (EP) e Title
Lançamento 30 de junho de 2014 (2014-06-30)
Formato(s) CD single, download digital
Gravação 2014;
The Carriage House
(Nolensville, Tennessee)
Gênero(s) Bubblegum pop, doo-wop
Duração 3:07
Gravadora(s) Epic
Composição Meghan Trainor, Kevin Kadish
Produção Kevin Kadish
Cronologia de singles de Meghan Trainor
"Lips Are Movin"
(2014)
Lista de faixas de Title (EP)
"Title"
(2)
Lista de faixas de Title
"The Best Part (Interlude)"
(1)
"Dear Future Husband"
(3)

"All About That Bass" é uma canção da artista musical estadunidense Meghan Trainor, contida em seu primeiro extended play (EP) Title (2014) e em seu álbum de estreia de mesmo nome (2015). Foi composta pela própria juntamente com Kevin Kadish, sendo produzida pelo último. A inspiração para a obra surgiu das imagens corporais de ambos durante a adolescência, bem como das canções "Just the Way You Are", de Bruno Mars, e "Lollipop", do grupo The Chordettes. Inicialmente, a faixa foi escrita com o intuito de ser gravada por outra cantora; contudo, depois que a intérprete foi contratada para a Epic Records, o presidente da gravadora, L.A. Reid, decidiu selecionar a música como o single de estreia da carreira de Trainor. Foi lançada nos formatos de download digital e streaming em 30 de junho de 2014, sendo enviada para estações de rádio estadunidenses mainstream no dia seguinte e editada em EPs digitais e CD single.

Musicalmente derivada do bubblegum pop e do doo-wop, "All About That Bass" apresenta estilos da música dos anos 50 e 60 e incorpora elementos de outros gêneros, como R&B, hip hop e country. Liricamente, reforça a ideia de aprovar a própria aparência, e promove uma imagem corporal positiva e a auto-aceitação. A obra foi recebida de forma geralmente mista por críticos musicais, que embora tenham positivado sua produção e seu estilo retrô e a incluíram em listas compilando as melhores canções de 2014, com o programa Today denominando-a como a "Canção do Verão" de 2014,[nota 1] foram ambivalentes em relação às suas letras; estas, inclusive, foram acusadas por profissionais de serem antifeministas e de praticarem apropriação cultural. Apesar de também ter sido acusado de ser um plágio de "Happy Mode", lançada em 2006 pelo grupo sul-coreano Koyote, o tema foi aclamado por artistas como Beyoncé, Miranda Lambert, Colbie Caillat e T-Pain e recebeu indicações em diversas premiações, vencendo as de Top Hot 100 Song e Top Digital Song dos Billboard Music Awards de 2015.

Comercialmente, "All About That Bass" foi um sucesso inesperado e obteve um desempenho bastante positivo, comercializando 11 milhões de cópias em âmbito global e tornando-se um dos singles mais vendidos digitalmente em 2014. Atingiu o cume das tabelas musicais de 58 países, incluindo a estadunidense Billboard Hot 100, onde permaneceu por oito semanas consecutivas, e a britânica UK Singles Chart, onde manteve-se por quatro edições seguidas. Na primeira, converteu-se na canção lançada por uma artista feminina em 2014 a permanecer por mais tempo no topo, e obteve o maior período em que um single lançado pela Epic Records conseguiu culminar no periódico, ultrapassando o de sete semanas obtido pelas canções "Billie Jean" e "Black or White", ambas lançadas por Michael Jackson, tornando-se a 69ª mais bem sucedida de todos os tempos na parada. Na segunda, tornou-se a primeira música a entrar nas 40 primeiras colocações baseada apenas em streaming. Recebeu uma certificação de diamante pela Recording Industry Association of America (RIAA) e, até fevereiro de 2015, acumulou vendas superiores a quatro milhões de unidades nos Estados Unidos.

O vídeo musical correspondente foi dirigido por Fatima Robinson, e estreou em 10 de junho de 2014 através da página Idolator. As cenas retratam Trainor e diversas dançarinas executando coreografias na frente de um cenário de cor rosa pastel, caracterizadas com figurinos incaracteristicamente vintage. O trabalho recebeu análises positivas de críticos musicais, que prezaram sua coreografia e seu estilo retrô, tendo sido o mais visto no portal YouTube durante os meses de setembro e outubro de 2014. Consequentemente, acumulou mais de um bilhão de visualizações no site, tornando-se viral. Para divulgar "All About That Bass", Trainor apresentou-a na premiação Country Music Association Awards de 2014 em um dueto com a cantora country Miranda Lambert, e em programas televisivos e competições como The Tonight Show Starring Jimmy Fallon, The Ellen DeGeneres Show, The X Factor UK e Dancing with the Stars USA. A canção recebeu regravações e remixes feitos por diversos artistas e bandas, como Michael Bublé, Justin Bieber e Emblem3, sendo centro de diversas paródias virtuais e ainda reconhecida por fazer parte do que foi descrito pela Vogue como a "Era do Bumbum Grande", além de ter sido incluída na trilha sonora da telenovela I Love Paraisópolis (2015) e no jogo eletrônico Just Dance 2016.

Antecedentes e desenvolvimentoEditar

Eu cresci em Nantucket, Massachusetts, e jogava futebol na escola. Minhas amigas eram magras, bonitas e populares, e eu era meio que 'a garota gorda'. Um rapaz por quem eu me apaixonei no sétimo ano me disse: 'Você seria muito mais bonita se tivesse 10 quilos a menos'. Isso me magoou. [Mas] sempre que eu dizia 'eu sou gorda', minha mãe sempre me dizia — e ainda me diz: 'Você precisa parar. Você é bonita. Aproveite isso agora antes que fique velha, olhe para o seu passado e diga 'por que eu não me amo?'.

—Trainor falando sobre uma de suas inspirações para a música em entrevista para a Glamour.[1]

"All About That Bass" foi escrita por Trainor juntamente com o compositor e produtor estadunidense Kevin Kadish em uma sessão de composição de 40 minutos feita em 2013.[2][3] Na época em que a composição foi elaborada, a intérprete não possuía contrato discográfico e estava escrevendo canções para outros artistas.[4][5] Quando Trainor chegou para a sessão, Kadish disse: "Eu não quero ter nenhuma regra hoje. Apenas quero escrever uma boa música".[5] Ela concordou e decidiu criar uma obra sem pretensões, que fosse feita "para o mundo".[6] O produtor descreveu a sessão como "um encontro às cegas", e disse para o periódico The New York Times que a "química de escrita [entre ele e Trainor] acabou sendo muito forte".[7] A dupla escreveu a faixa com o intuito de que ela fosse gravada por outro artista.[3] Em entrevista para o programa Today, a cantora disse que queria escrever uma canção que fosse reminiscente à "Lollipop", do grupo feminino The Chordettes, notando que "o mundo estaria obcecado com ela" e "não a abandonaria".[8] Kadish então propôs à Trainor que o número tivesse o título de "All Bass, No Treble",[2] dizendo-lhe que nenhum de seus co-escritores anteriores conseguiram relacioná-lo ao tópico da música.[9] Na época, Trainor formou uma frase que posteriormente levou à criação do gancho "Comigo é só no grave, nada de agudo".[nota 2][10] Depois de dizer à Kadish que este seria o gancho da faixa, ela sugeriu que seus assuntos fossem "bumbum" e gordura,[5] os quais foram inspirados pelas diferenças entre as partes superiores e inferiores de um baixo elétrico.[9]

Durante a sessão, a dupla discutiu sua paixão pela música dos anos 50, e decidiram incorporá-la em "All About That Bass".[5] O gênero doo-wop também foi incluído em sua produção, pois Trainor sentiu que o estilo estava entre "as coisas mais cativantes".[8] Kadish então desenvolveu uma batida moderna para a canção, e a cantora começou a improvisar sua primeira estrofe.[5] Ela sentiu-se incentivada pelo resultado e quis que a obra apresentasse um tema de poder feminino.[6] As letras de Trainor para o número falariam sobre "amar seu corpo e seu bumbum",[9] e foram inspiradas por seu esforço de aprovar sua beleza interior.[5] Como resultado, ela escreveu "All About That Bass" como o tipo de música que desejava ter ouvido como uma adolescente insegura. Kadish também relacionou-se com o conceito lírico de Trainor, já que havia passado por inseguranças de peso durante sua adolescência.[2][11][1] A artista obteve inspiração adicional da canção "Just the Way You Are", de Bruno Mars.[12] Trainor também queria que a faixa criticasse o uso do Photoshop, depois de assistir uma reportagem no The Ellen DeGeneres Show que apresentava uma modelo que foi graficamente editada para ter "braços extralongos".[9] A matéria fez com que ela ponderasse: "Isso está ficando fora de controle. Alguém precisa dizer alguma coisa!".[9] Trainor visualizou "All About That Bass" como "uma oportunidade de dizer algo para o mundo" e sentiu que era "a melhor mensagem" que ela poderia retratar.[9] Para a publicação Entertainment Weekly, ela comentou que quando Kadish desenvolveu a linha "Vá contar isso àquelas vadias magrelas",[nota 3] ele sorriu e ambos trocaram olhares entre si, pensando: "Nunca vamos ganhar um centavo com isso, mas tudo bem".[10]

Gravação e lançamentoEditar

 
Depois de contratar Trainor para a Epic Records em fevereiro de 2014,[2] L.A. Reid defendeu a gravação de "All About That Bass" e decidiu que a versão final deveria permanecer em sua demo com masterização adicional.[13]

Depois de concluírem "All About That Bass", Trainor e Kadish aprovaram-na, mas duvidaram de suas perspectivas comerciais.[5] Entretanto, a dupla decidiu enviá-la para uma variedade de gravadoras e artistas, incluindo a estadunidense Beyoncé e a britânica Adele.[14] As editoras criticaram a produção da faixa, e sugeriram que ela apresentasse maior apelo mainstream e usasse sintetizadores e Auto-Tune.[11][13] A obra também foi criticada pelas gravadoras por não conter um "grande refrão", o qual Trainor e Kadish avaliaram que era a parte mais cativante da música e decidiram não mudá-lo.[9] Em entrevista ao jornal The Guardian, a artista comentou: "Alguns artistas recebem milhares de canções e não sabem, então Beyoncé provavelmente nunca a ouviu".[3] Na mesma entrevista, ela opinou que o número não se adequaria com Adele, devido ao uso de rap e palavrões.[3] Como resultado, a faixa "perdeu-se para sempre".[13] Kadish sugeriu que Trainor cantasse a música, dizendo-lhe que ela tinha a "voz certa" e que poderia ser a "sua canção".[15] Depois de ouvir o produto final, a equipe da cantora convenceu-a a ficar com a canção.[16]

Em seguida, Trainor gravou uma demo de "All About That Bass" e encontrou-se com Paul Pontius — A&R do presidente da Epic Records, L.A. Reid — para lhe apresentar a canção. Uma semana depois, ela enviou mensagens de texto para Pontius, com o intuito de chamar sua atenção, e ele perguntou-lhe se queria cantar a faixa para Reid no dia seguinte em Los Angeles. Acompanhada por seu ukulele, a cantora apresentou a obra para Reid; em entrevista para a Rolling Stone, Trainor disse que estava muito nervosa durante a interpretação e pensou que havia "estragado" sua carreira.[2] Reid contratou-a para a Epic em fevereiro de 2014,[2] dizendo-lhe: "Você é uma estrela pop, eu vou contratá-la e você vai balançar seu traseiro".[3] Ele responsabilizou-se por defender a gravação da faixa,[17] e decidiu que a versão final deveria permanecer em sua demo com masterização adicional.[13] "All About That Bass" foi gravada, produzida e mixada por Kadish em 2014 nos The Carriage House, em Nolensville, Tennessee. Sua masterização foi feita por Dave Kutch, e ocorreu no mesmo ano nos estúdios The Mastering Place, em Nova Iorque.[18]

"All About That Bass" serviu como o single de estreia de Trainor,[19] e foi distribuída como a primeira faixa de trabalho de seu primeiro extended play (EP) Title e de seu álbum de estreia de mesmo nome (2015).[20] O seu lançamento ocorreu em 30 de junho de 2014 de forma digital na Alemanha,[21] na Áustria[22] e na Suíça.[23] Nos Estados Unidos, a canção foi lançada nos mesmo dia nos formatos de download digital e streaming,[24] e enviada para estações radiofônicas estadunidenses mainstream em 1º de julho seguinte.[25] De acordo com a Billboard, o lançamento de "All About That Bass" nos formatos de download digital e streaming foram selecionados em datas diferentes para "maximizar" as vendas digitais no Reino Unido.[24] Neste país, a obra foi lançada para streaming em 14 de agosto de 2014, com seu lançamento digital ocorrendo em 28 de setembro do mesmo ano.[26][24] Um EP apresentando "All About That Bass", "Title", "Dear Future Husband" e "Close Your Eyes" foi comercializado na Alemanha,[27] na Áustria[28] e na Suíça[29] em 3 de outubro de 2014. No mesmo dia, um CD single foi editado no primeiro país apresentando "All About That Bass" e "Title".[30]

Uma versão alternativa da canção foi gravada por Trainor, com letras selecionadas por ela, para sua transmissão na Radio Disney em território estadunidense.[31] Trainor e Kadish concordaram com a versão apenas se esta fosse disponibilizada na Radio Disney, sem qualquer comercialização em formato físico ou digital.[7] Os versos "Mas sei rebolar, rebolar, como se deve", "Porque tenho o bumbum que todos os rapazes perseguem / Todas as coisas certas nos lugares certas" e "Ela diz: 'Os rapazes gostam de mais traseiro para abraçar à noite'" foram respectivamente substituídos por "Mas sei fazer, fazer, como se deve", "Porque tenho os passos suaves, eles dizem que pareço ótima / Sim, eu vou ser a estrela em todos os grandes palcos" e "Os rapazes gostam das garotas pela beleza que elas têm por dentro".[nota 4][31] Todd Glassman, vice-presidente de divulgação dos produtos da Epic, opinou que a nova edição "parecia não possuir inteligência".[31] Phil Guerini, vice-presidente da programação da Radio Disney, sentiu que a versão alternativa assegurou o apoio do público-alvo infantil da rádio, bem como do público familiar.[31] A nova gravação também foi usada nas estações adult contemporary dos Estados Unidos. Tom Furci, assistente de programação e diretor musical da rádio WHUD, disse em entrevista para a Billboard: "Nós ficamos inicialmente relutantes, mas observando como a canção estava fazendo sucesso localmente e nacionalmente, [o diretor de programação] Steve [Petrone] e eu sentimos que deveríamos fazer isso". Furci adicionou: "Para nós, a edição foi, certamente, o caminho que deveríamos ter tomado".[31]

ComposiçãoEditar

Demonstração de 30 segundos de "All About That Bass", canção derivada do bubblegum pop e do doo-wop que apresenta elementos de diversos gêneros, como R&B e country.

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"All About That Bass" é uma canção derivada do bubblegum pop e do doo-wop, e possui uma duração de três minutos e sete segundos (3:07).[32] Apresenta o uso de palmas, e seu arranjo musical é composto por vocais, bateria, baixo, piano, barítono, saxofone e órgão Hammond.[18] A faixa possui o estilo retrô da música dos anos 50 e 60,[33][34] e contém elementos de diversos gêneros musicais: R&B,[9] hip hop,[33] música tropical,[9] country e rock and roll.[34] Sonoramente, possui um gancho repetitivo[32][35] — o qual contém um groove soul-pop característico dos anos 60 —,[36] um andamento de forma vocalizada e uma melodia vibrante.[37] Trainor incorpora uma entrega vocal lúdica[38] e inexpressivamente estilística do reggae caribenho,[15] fornecendo uma variedade de vocais de apoio e usando técnicas do rap.[39] Melodias sem palavras são ouvidas na conclusão da música, e a cantora ecoa a linha "grave, grave, grave"[nota 5] no fim do refrão,[38] o qual é constituído pelas linhas "Porque comigo é só no grave, só no grave, nada de agudo"[nota 6] sendo cantadas repetidamente.[15] Em termos sonoros, a faixa foi comparada com harmonias de grupos femininos dos anos 60, e com trabalhos de cantoras da mesma década, como Betty Everett, Doris Day, Rosemary Clooney e Eydie Gormé.[37] Caroline Sullivan, periodista do The Guardian, disse que a performance vocal de Trainor servia como um "cruzamento" entre as intérpretes estadunidenses Katy Perry e Taylor Swift.[12] Jon Caramanica, do The New York Times, opinou que a artista "canta em um estilo arrastado e letárgico que codifica lugares legais e indiferentes", analisando que sua voz cotinha "a sombra mais fraca da clássica pompa soul de Adele".[40]

A letra foi escrita por Trainor e Kadish.[41] De acordo com a partitura publicada pela Universal Music Publishing Group, "All About That Bass" é composta na tonalidade de lá maior e no tempo de assinatura comum, com um ritmo de 134 batidas por minuto. Os vocais da cantora abrangem-se entre as notas de mi3 e dó sustenido5, enquanto a composição possui uma sequência básica formada por lá maior, si menor e mi maior como sua progressão harmônica.[42] Liricamente, a canção reforça a ideia de aprovar a própria aparência,[43] e promove uma imagem corporal positiva e a auto-aceitação.[44][45] As palavras "agudo" e "grave" agem como metamorfoses para o peso das mulheres magras e obesas.[3] A linha "Vou trazer o bumbum de volta"[nota 7] referencia "SexyBack", de Justin Timberlake.[38] Na faixa, Trainor critica a indústria da moda por criar padrões inatingíveis de beleza, especificamente nos versos "Eu vejo aquela revista usando Photoshop / Nós sabemos que aquilo não é real, façam parar" e "Eu não serei a sua Barbie magra e siliconada".[nota 8][46] Sua mensagem lírica foi comparada com as das canções "We R Who We R", de Kesha, "Fuckin' Perfect", de Pink, "Brave", de Sara Bareilles e "Blurred Lines", de Robin Thicke.[47][48] Chris Molanphy, da Slate, comentou que a música foi percebida por americanos como "um tipo particular de canção de protesto".[37] L.V. Anderson, da mesma revista, destacou seu conteúdo lírico como "um pacote do poder feminino".[35] A obra foi comparada com "Baby Got Back", de Sir Mix-A-Lot, "Anaconda", de Nicki Minaj, e "Booty", de Jennifer Lopez, por também referenciar o traseiro de uma mulher.[49] Sullivan observou que o número servia como "o desafio de uma mulher que foi feita para sentir que seu tamanho é ruim, mas decidiu aprovar seu corpo como um recurso e não um defeito", e descreveu-o como uma versão de 2014 de "Beautiful", de Christina Aguilera.[12]

RecepçãoEditar

Críticas profissionaisEditar

Críticas profissionais
Avaliações da crítica
Fonte Avaliação
About.com      [50]
Digital Spy      [32]

Paul Grein, do Yahoo! Music, descreveu-a como "uma das maiores e melhores canções de 'mensagem' dos últimos tempos".[51] Críticos denominaram-na como a "Canção do Verão" de 2014,[nota 1][16][33][34] cujo título foi entregue para esta em uma enquete promovida pelo programa Today em setembro de 2014.[52] Caroline Sullivan, do The Guardian, declarou que a faixa foi "fundamental em subverter a noção propagada pela mídia que o único bumbum sexy é pequeno", e notou que possuía a "aura de uma vitória duramente conquistada contra a autodúvida".[12] Beejoli Shah, do mesmo jornal, declarou que a música apresentava letras "instantaneamente memoráveis" e uma linha do baixo "viciante", porém descreveu-a como uma "canção cômica".[53] Jon Caramanica, do The New York Times, partilhou o pensamento de Shah, chamando-a de "um hit insolente" e comentou: "Ela canta 'vou trazer o bumbum de volta',[nota 7] embora provavelmente exista uma linha de formação para assegurá-la de que [o bumbum] nunca saiu de lugar nenhum".[40] Escrevendo para a Entertainment Weekly, Miles Raymer definiu-a como "uma das mais charmosas concorrentes para [o] título de 'Canção do Verão' [de 2014]".[54] Evan Sawdey, da PopMatters, prezou o conteúdo lírico da obra por apresentar a personalidade de Trainor "em apenas pouco mais de três minutos", e analisou que "All About That Bass" era "a candidata mais forte [para o título de] 'Canção do Verão'" e "uma das músicas mais divertidas" de 2014.[39] Dan Reilly, resenhando para a Spin, descreveu o número como "bum-tástico (junção de bumbum com fantástico)".[55] Erik Ernst, jornalista do Milwaukee Journal Sentinel, disse que a faixa era "universalmente cativante" e "prontamente [feita para] dançar sem vergonha".[56]

O apelo da faixa foi notado pelos repórteres da Billboard Erin Strecker e Peters Mitchell.[57][58] Gary Trust, da mesma publicação, sentiu que a canção "não soa como qualquer coisa que está [tocando] nas rádios pop atualmente", e elogiou sua batida "infecciosa" e sua imagem "divertida".[59] Lewis Corner, do Digital Spy, atribuiu à obra três estrelas e meia de cinco permitidas, e disse que ela "é a prova substancial de que, se você comemorar o que tem, em vez de se concentrar no que não tem, você pode percorrer um longo caminho, de fato".[32] Kevin O'Keeffee, do periódico The Atlantic, descreveu o tema como "divertida" e "muito cativante", e partilhou o pensamento de Trust em relação ao seu som único, dizendo que sua reminiscência aos estilos retrô dos anos 50 soava como uma "raridade" nas rádios pop contemporâneas.[47] Tehrene Firman, da Teen Vogue, definiu o single como "insanamente cativante" e "uma das melhores canções de verão [já ouvidas] há um bom tempo".[60] Escrevendo para a revista New York, Lindsey Weber chamou a canção de "realmente cativante", "imparável" e "verdadeiramente repetitiva", acrescentando que "foi colocada nas listas de reprodução de mulheres da Lululemon".[61] Emma Garland, da publicação Vice, descreveu a faixa como "inegavelmente cativante" e a "'Big Girl (You Are Beautiful)' da geração Candy Crush".[48] Hugh McIntyre, da Forbes, disse que o tema era "insanamente cativante", "fácil de gostar" e "emocionante", adicionando: "Embora soe como algo que você deveria tocar para seus filhos, [a canção] possui algumas letras que mostram que Meghan não é uma criança".[62] Peter Robinson, da Popjustice, descreveu a canção como um "hino de traseiro agradavelmente absurdo" e "brilhantemente carismática".[13]

Stacy Lambe, da publicação Out, escreveu que Trainor "acerta em cheio com uma música viciante", definindo a faixa como "deliciosa".[33] Chris DeVille, da Stereogum, comentou: "Como uma canção pop projetada para infectar sua consciência e encantar as pessoas, é boa", acrescentando: "Você dançará [ao som dessa música] em casamentos, e vai amar".[38] DeVille prezou os vocais de Trainor e definiu o número como uma "atualização moderna inteligente nos sucessos [do gênero] doo-wop", e sentiu que, liricamente, ele infundiu uma ideia existente com uma perspectiva "leve".[38] A obra foi descrita como um "hino atrevido do orgulho corporal" por Shaun Dreisbach, da Glamour, ao passo em que James Sullivan, do The Boston Globe, chamou-a de "contagiosa" e "uma última candidata para o título de 'canção do verão'".[63] Bill Lamb, do portal About.com, deu para a canção quatro estrelas de cinco atribuíveis, e disse que "seu som a torna muito irresistível".[50] Em uma análise mista, Chris Molanphy, da Slate, prezou o andamento da faixa e a melodia usada nas linhas "Cada centímetro seu é perfeito da cabeça aos pés", sentindo que o verso era "facilmente memorável".[nota 9][37] Molanphy elogiou a produção de Kadish e analisou que ele havia criado uma "música delgada em uma alma feminina ítalo-latina, branca e vintage, habitualmente imitando o som [das épocas de maior sucesso] de Rosemary Clooney e Eydie Gormé".[37] Entretanto, o profissional criticou o uso da palavra "agudo" como uma metáfora e comentou: "Devemos ter esperanças de que o mau uso de Trainor da palavra 'agudo' como uma metáfora não destrua a definição do mundo para uma geração".[37] Em uma análise negativa, a revista Time nomeou "All About That Bass" como a quinta pior canção de 2014, com um editor escrevendo que ela "possui problemas mais do que fundamentais".[64]

ReconhecimentoEditar

"All About That Bass" foi elogiada por diversos artistas, incluindo Beyoncé,[65] Becky G,[66] Colbie Caillat,[9] Maejor Ali,[67] Miranda Lambert[68] e T-Pain. A agência Associated Press posicionou-a na quarta colocação entre as cem melhores canções de 2014, comentando: "A canção mais viral e colorida do ano ainda parece boa meses após o seu lançamento".[69] A revista Cosmopolitan listou-a como a 17ª melhor em uma lista que compilou as cem melhores do mesmo período,[70] ao passo em que a PopMatters incluiu-a o 73º posto entre as 75 melhores do mesmo ano. Colin McGuire, escritor desta última, opinou: "'All About That Bass' é a prova sonora de que o pop simples sempre encontrará uma maneira de brilhar através de qualquer tendência da cultura popular, de qualquer mudança do cenário de negócios, e de qualquer tipo de apatia que obriga os esnobes a torcer o nariz para essa música descaradamente divertida".[71] Na edição de 2014 da lista anual Pazz and Jop, "All About That Bass" foi posicionada na 23ª colocação, juntamente com "Uptown Funk", de Mark Ronson e Bruno Mars.[72] Foi ainda indicada em categorias de diversas premiações, como Best Song with a Social Message nos MTV Europe Music Awards de 2014 e Favorite Song nos People's Choice Awards de 2015, perdendo para "Pretty Hurts", de Beyoncé, e "Shake It Off", de Taylor Swift, respectivamente.[73][74] Durante os Grammy Awards de 2015, a canção recebeu indicações nas categorias Record of the Year e Song of the Year,[75] perdendo em ambas para "Stay with Me", de Sam Smith.[76][77] Nos Billboard Music Awards do mesmo ano, o número foi indicado nas categorias de Top Hot 100 Song, Top Digital Song e Top Streaming Song (Video), vencendo as duas primeiras.[78]

ControvérsiasEditar

Alegações de antifeminismoEditar

Bem, eu não critico as pessoas magras! Eu nunca iria envergonhar uma pessoa magra! Eu não sei quem gostaria [de envergonhar uma pessoa magra]. Eu acho que elas param de ouvir imediatamente depois que eu digo 'vadias magrelas'[nota 10] e desligam. Mas eu digo: 'Não, estou brincando, eu sei que se acham gordas'.[nota 11] Por exemplo, eu tenho amigas magras e algumas delas ficam na frente do espelho e dizem: 'puxa, eu sou grande'. E eu fico na frente do espelho e digo: 'Jesus! Se vocês são grandes, o que eu sou?'. Isso não é certo. Eu estava tentando dizer isso. Houve uma conta no Twitter que fez um blog dizendo: 'Esta é uma canção de humilhação corporal'. Eu fiquei tipo, 'Oh meu Deus, tudo bem'. Eu não entendo. Eu nunca iria envergonhar uma pessoa magra. Não faz sentido.

—A artista defendo o conceito da canção em entrevista para a página Popjustice.[13]

Parte do conteúdo lírico da canção tornou-se centro de controvérsia entre críticos musicais, que sentiram que a faixa não promovia uma imagem corporal positiva como Trainor esperava.[47][79] A cantora foi acusada de antifeminismo, apropriação cultural e de envergonhar as mulheres magras na canção, especificamente nas linhas "Vou trazer o bumbum de volta / Vá contar isso àquelas vadias magrelas" e "Minha mãe me disse para não me preocupar sobre o tamanho / Ela diz: 'os rapazes gostam de mais bumbum para abraçar à noite'".[nota 12][79][3] Em uma publicação do The Daily Telegraph, Olivia O'Niell analisou: "Se as 980 mil curtidas da canção no YouTube e os 90 mil seguidores de Meghan no Twitter significam qualquer coisa, parece que a mensagem que a maioria das pessoas estão deduzindo a partir do hit é positiva".[80] Entretanto, O'Niell destacou que as letras da música "ultrajaram alguns ouvintes, com comentários do YouTube criticando Trainor por sua 'hipocrisia velada'".[80] Kris Ex, da Complex, disse que a faixa "levantou as prioridades corporais da beleza negra e os códigos das gírias urbanas".[81] Naomi Schaefer Riley, do New York Post, descreveu a canção como uma "falsa capacitadora" e escreveu: "Meghan Trainor está tentando esconder algo em impressionáveis meninas adolescentes, e feministas querem que ela saiba que ela não conseguirá".[82] Kelsey McKinney, da página Vox.com, sentiu que "alguns versos de 'All About That Bass' levantam ideias de positividade corporal e autoestima enquanto destroem esses ideais em outras pessoas ao criticar outras mulheres".[79] Hilary Crosley, escritora do portal Jezebel, explicou: "Quando você diz que não é manequim 38, mas ainda é desejável para os homens de uma maneira que faz parecer que você está compensando o fato de ser manequim 38, você ainda está aderindo aos padrões de beleza que suas letras pretendem criticar".[83]

Chloe Angyal, do portal Feministing, sentiu que o que fez "All About That Bass" ser problemática foi a definição limitada de aprovar seu próprio corpo, e criticou seu ideal de promover a imagem corporal: "Você pode gostar [de seu corpo] contanto que os homens gostem, e você pode amá-lo ao criticar o corpo de outras mulheres".[84] L.V. Anderson, da revista Slate, sentiu que a canção fez uma "mensagem sexista e falsamente feminista". Anderson negativou as letras da faixa por "reforçarem a ideia de que as mulheres foram feitas para o prazer dos homens, e serem desejadas por homens é crucial para a autoestima de uma mulher", analisando: "Ela diz que com ela é 'só no grave', mas parece ser 'só nos garotos'".[35] Chris Molanphy, da publicação supracitada, partilhou o pensamento de Anderson e disse que a música "elevou o amor do homem pelas partes inferiores das mulheres, [deixando-o] acima da apreciação das mulheres pelos homens".[37] Katie Hasty, da HitFix, sentiu que a execução da mensagem lírica da faixa falhou, notando: 'Minha mãe me disse...' é um clichê que funciona com esse tipo de canção pop. Mas, parafraseando, 'a aceitação corporal vem dos desejos sexuais dos homens, e não de dentro das mulheres' significa que a sua mãe precisa falar algo diferente".[85] Um escritor da página ChicagoNow questionou a tática "perigosa" de Trainor em envergonhar as mulheres magras para elevar as mulheres figuradas com a canção, e opinou: "Insultar qualquer tipo de corpo — mesmo se esse corpo for o 'padrão' — é errado".[86] Yomi Adegoke, jornalista do The Independent, disse que o fato de a música substituir um ideal por outro era uma má representação da positividade corporal, e sentiu que a execução da ideia de que "homens de verdade amam curvas" foi um insulto.[87]

Em resposta às alegações antifeministas, Trainor disse em entrevista para a Billboard: "Eu não me considero uma feminista, mas estou mal pelo fato de que a minha primeira oportunidade de dizer algo para o mundo fosse tão significativo. Se você me perguntar: 'O que quer dizer?', seria 'amar-se mais'".[5] Em uma entrevista televisionada para o programa Today, ela disse: "Eu não trabalhei duro [escrevendo a canção] para odiar as pessoas magras, eu escrevi-a para ajudar minha confidência corporal — e ajudar os outros".[8] Evan Sawdey, da PopMattters, defendeu a faixa, dizendo: "Essa canção é tão positiva, tão positiva, tão energética e tão universal — é algo pelo qual as pessoas de todas as formas e tamanhos podem gostar".[39] Beejoli Shah, do The Guardian, sentiu que a "humilhação às magras" eram desnecessárias e analisou que a conversa de Trainor sobre seu corpo ajudou a normalizar a anorexia entre adolescentes.[53] Shah elaborou: "Se 'All About That Bass' for um hino de aceitação corporal para as garotas obesas, relaxe: praticamente tudo da música pop das últimas seis décadas têm sido um hino para as garotas magras".[53] Caroline Sullivan, do periódico supracitado, disse que "o fato de que os críticos sentiram-se ofendidos com o conteúdo lírico manifestou a delicadeza da questão da imagem corporal".[12]

Acusações de plágioEditar

Em agosto de 2014, "All About That Bass" foi acusada de ser um plágio de "Happy Mode", canção lançada em 2006 pelo grupo sul-coreano Koyote.[88] Jed Ahern, do Channel V Australia, disse: "As duas faixas possuem uma melodia praticamente idêntica, com a canção de Trainor substituindo aparentemente alguns dos sintetizadores [de 'Happy Mode'] com o doo-wop".[88] Ao descobrir a semelhança entre as duas músicas, Joo Young-hoon, compositor de "Happy Mode", desconsiderou a controvérsia através de seu Twitter, dizendo: "Deve ser coincidência".[88] Entretanto, em 26 de agosto de 2014, Young-hoon comentou na rede social supracitada que estava consultando um juiz especializado em relação ao assunto, relacionado a mensagem com um artigo publicado no portal Naver que destacou que as duas obras são "supreendentemente similares" em termos de melodia, ritmo e andamento.[89] Marah Ekin, do The A.V. Club, escreveu que a semelhança entre as canções era "muito impressionante".[90] Ryan Broderick, escritor da página BuzzFeed, disse que ambas possuíam uma melodia parecida com a de "Contact", de Phish,[89] enquanto James Rettig, da Stereogum, comentou: "Em qualquer caso, ['Happy Mode'] serve como um bom remix [para 'All About That Bass']".[91]

Vídeo musicalEditar

Desenvolvimento e lançamentoEditar

O vídeo musical de "All About That Bass" foi dirigido por Fatima Robinson e coreografado por Charm La'Donna.[92] Foi filmado entre os dias 8 e 9 de maio de 2014.[93][94] Robinson conceituou o estilo do vídeo através de conversas com Trainor: "Eu quero fazê-lo com cores pastel porquê é a nova moda do verão. E acho que seria bonito se você tivesse um estilo de garota inocente, dançando e balançando o traseiro" — um conceito aprovado pela cantora.[4] Robinson e Trainor queriam que o vídeo fosse o mais divertido possível para que ele se relacionasse com os temas líricos da canção.[4] Em entrevista para o Cape Cod Times, a musicista disse: "Eu não sei dançar. [Robinson] me transformou em uma estrela rock em dois dias".[94] Ao receber o vídeo, a artista chorou; em entrevista para a Rolling Stone, ela disse: "Eu não irei fazer isso nunca mais". Como resultado, Trainor fez diversas edições para o vídeo, pois desaprovou certas tomadas e sentiu que seu rosto parecia "estranho" em algumas delas.[2] Posteriormente, aprovou a edição final do projeto e sentiu que esta apresentava-a como uma "estrela pop".[2] Em entrevista para o The Boston Globe, a intérprete disse: "Eu imaginei-o como um desenho animado que iria ser reproduzido ao longo do dia, e seria adorável". Entretanto, o vídeo tornou-se "maior do que alguém esperava, como se eu, infelizmente, tivesse que me vestir daquele jeito agora".[63]

As redes sociais desempenharam um papel importante na forma de como o vídeo musical foi feito e comercializado.[95] Robinson descobriu um dos dançarinos do vídeo, Sione Maraschino, através do serviço de compartilhamento de vídeos online Vine, no qual Maraschino ganhou popularidade. Ele mais tarde compartilhou o vídeo de "All About That Bass" em suas contas no Twitter e no YouTube, um fator que contribuiu para que a gravação se tornasse viral.[95] Em entrevista para a Billboard, Trainor discutiu a coreografia do vídeo musical: "Eu nunca dancei na frente de pessoas, e só queria saber onde posicionar meus braços. Mas, Charm é o prodígio com o qual [Fatima] cresceu, e ela configurou muitos daqueles passos de dança, me ensinou como dançar e 'ter certeza de [que irá] sorrir!'. Fatima aparecia e dizia 'tudo bem, corrija isso' ou 'muito bom'".[66] O trabalho estreou em 10 de junho de 2014 através da página musical Idolator,[34] sendo lançado para download digital dois dias depois na iTunes Store de diversos países, como Austrália,[96] Brasil,[97] Canadá[98] e Estados Unidos.[99]

SinopseEditar

 
Na cena acima, Trainor está sentada em uma mesa cheia de cupcakes e doces ao lado de um homem; ela está caracterizada como Barbie e ele como Ken — namorado da Barbie na linha de brinquedos. Como outras partes do vídeo, esta é uma referência à letra.

Visualmente, o vídeo é composto por cores vivas e coreografias,[6] e possui um tema retrô dos anos 50.[40] Trainor vestiu um figurino incaracteristicamente vintage, formado por blusas azuis e meias brancas.[63] O trabalho inicia-se com a artista dançando na frente de um cenário de cor rosa pastel. Ela está caracterizada com um suéter azul escuro, o qual é sobreposto em uma blusa azul, e usa uma tiara em sua cabeça. Em seguida, o vídeo alterna-se para uma cena na qual a cantora está usando em sua cabeça uma tiara composta por rosas, e usando um vestido rosa que possui uma gola da mesma cor.[34] O vídeo retorna à cena original na qual Trainor pratica passos de dança com quatro dançarinas que usam figurinos semelhantes ao seu. As cinco mulheres mais tarde são vistas dançando enquanto sentam em cadeiras.[34] Esta rotina de dança é intercalada com tomadas nas quais Maraschino usa uma camisa branca e uma bermuda de cor azul escuro e faz diversos tipos de dança, incluindo acrobacias split. No segundo gancho, são intercaladas cenas em que são vistas três mulheres batendo palmas; elas usam perucas de cor loiro platinado que cobrem suas testas e olhos.[34]

Em outras sequências, Trainor é vista com o cabelo solto e usa uma blusa branca, enquanto canta na frente de diversos balões coloridos, bem como deitada em uma variedade de cortinas coloridas. A cantora também aparece em uma mesa de jantar com diversos doces, oferecendo um cupcake para um homem infeliz e fazendo-o sorrir com suas mãos.[34] Em uma cena separada, duas crianças aparecem brincando com bonecas em uma casa de bonecas, além de também dançarem em um quarto e andarem em bicicletas. Trainor também é vista ao lado da casa de bonecas e, durante a linha "Eu não serei a sua Barbie magra e siliconada",[nota 13] ela joga uma boneca para o outro lado do quarto. Em certas tomadas, outras mulheres são vistas sorrindo enquanto seguram revistas que apresentam suas faces nas capas.[34]

RecepçãoEditar

O sucesso do vídeo musical fez com que "All About That Bass" se tornasse um hit viral.[6] Jim Farber, do New York Daily News, observou: "Abaixo do vídeo de 'All About That Bass' no portal YouTube, a seção de comentários 'debatendo' o tamanho [de Trainor] — ela é muito grande? muito pequena? — conquistou vida própria".[8] Foi o vídeo musical mais visto no YouTube durante os meses de setembro e outubro de 2014,[35] sendo o nono mais visto no site em 2014.[100] Adicionalmente, converteu-se no segundo vídeo musical mais visto na plataforma Vevo em 2014, ficando apenas atrás de "Fancy", parceria de Iggy Azalea e Charli XCX.[101] Consequentemente, em agosto de 2015, alcançou um bilhão de visualizações na página, fazendo de Trainor a quinta artista a obter tal marca, depois de Justin Bieber, Katy Perry, Taylor Swift e Enrique Iglesias.[102] O vídeo foi recebido de forma predominantemente positiva por críticos musicais, com Paul Grein, escritor do Yahoo! Music, opinando que ele seria indicado na categoria de Best Song with a Social Message nos MTV Video Music Awards de 2015.[51] Joanna Coles, da publicação Cosmopolitan, declarou que os leitores e os editores da revista visualizaram Trainor como uma "embaixadora que abraça a criatividade a individualidade".[95] Evan Sawdey, da PopMatters, descreveu o projeto como "divertido e dinâmico".[39] Jon Caramanica, do The New York Times, comentou que o vídeo "reforçou" a canção e chamou-o de "vívido".[40] Robbie Daw, do portal Idolator, elogiou a rotina de dança "memorável" e a estética vintage do clipe.[66] Kevin O'Keeffee, do The Atlantic, e A. Pawlowski, do programa Today, sentiram que o vídeo era "divertido".[47][46] Stacy Lambe, da Out, definiu-o como "um mundo pop retrô que faz você querer dançar no sofá".[33] De acordo com Erin Kean, do site Salon.com, o vídeo musical ofereceu grandes vendas para a canção.[103]

Lauren Valenti, da revista Marie Claire, sentiu que o vídeo acabou com os padrões inatingíveis da indústria de beleza.[104] Marlow Stern, do The Daily Beast, adjetivou-o de "entusiasmante",[15] ao passo em que Brian Mansfield, do USA Today, descreveu-o como "um encontro entre 'Baby Got Back' e Beauty School Dropout'".[36] Chris DeVille, da Stereogum, comentou que "o vídeo, entre todos os pontos fracos, é bonito e eficaz".[38] Katie Hasty, da HitFix, definiu o vídeo como "adorável", mas criticou Trainor por "moldar sua bem intencionada letra de 'eu sinto sua luta' contra outro estereótipo e a representação de 'vadia magra' como uma garota insípida, divertida e vaidosa".[85] Hasty adicionou: "As meninas binárias e distintivas com [coisas] graves tornam-se agudas, em meio a uma música que propositalmente celebra as garotas maiores como superiores".[85] Andrew Hampp, repórter da Billboard, descreveu o clipe como "maliciosamente satírico".[105] Julie Zeilinger, da mesma publicação, analisou o vídeo de forma negativa, e disse que Trainor estava "imitando vídeos musicais da 'Barbie magra' que sua canção referencia".[106] Zeilinger opinou que a imagem corporal do trabalho deveria ter transmitido uma mensagem diferente, e opinou que a intérprete "aponta o foco sobre a aparência das mulheres (...) ao focar-se na aparência das mulheres".[106] Emma Garland, da Vice, resenhou que o vídeo era divertido, seguro e facilmente saboroso. Entretanto, ela sentiu que o clipe não precisava de muitos pensamentos e criticou sua coreografia, analisando-a como "o que as estudantes do segundo inventariam".[48] A revista The Fader posicionou o vídeo como o terceiro melhor ato musical que praticou apropriação cultural em 2014, em uma lista que compilou os oito melhores.[107]

Apresentações ao vivoEditar

 
Trainor apresentando "All About That Bass" durante o Jingle Ball 2014.

Trainor apresentou "All About That Bass" ao vivo pela primeira vez em Nashville, em um concerto feito por Emily West no dia 16 de julho de 2014, e fez sua estreia televisiva durante o programa Live! with Kelly and Michael em 7 de agosto seguinte, no qual também apresentou a canção.[108] Em 2 de setembro, a artista cantou a faixa de forma acústica para o Entertainment Tonight, acompanhada por seu ukulele.[109] Dois dias depois, interpretou-a no The Tonight Show Starring Jimmy Fallon acompanhada por um triângulo. A apresentação, cuja instrumentação foi composta por materiais para crianças, contou ainda com Jimmy Fallon e The Roots. Dan Reilly, da Spin, descreveu-a como uma "re-produção adorável", e comentou: "É uma aposta segura de que você estará ouvindo essa performance de 'All About That Bass' diversas vezes na sua cabeça ao longo da semana".[55] Ryan Reed, da Rolling Stone, disse: "A interpretação improvável foi boa como a original, com a percussão esparsa e harmonias do doo-wop ancorando as linhas amáveis de Trainor".[110] Escrevendo para o The Wire, Kevin O'Keeffe definiu a apresentação como "leve", "divertida" e o "antídoto perfeito para as sextas-feiras",[111] ao passo em que Samantha Grossman, da Time, sentiu que a performance "levou a canção para outro nível" e resenhou que o uso de um kazoo fez a música ser "muito melhor".[112] Em 11 de setembro, Trainor cantou a obra no The Ellen DeGeneres Show, no qual ela foi presenteada com uma placa de platina feita pela Recording Industry Association of America (RIAA), denotando vendas de um milhão de unidades da canção nos Estados Unidos.[113] Quatro dias depois, a artista fez a sua estreia na televisão australiana, apresentando o número no The X Factor do país.[114] Em 18 de setembro, a Billboard divulgou uma mistura de "All About That Bass" e "Shake It Off", de Taylor Swift, a qual havia sido previamente apresentada por Trainor para a rádio australiana 2Day FM. Um jornalista da revista, Erin Strecker, escreveu: "O resultado não é uma grande surpresa — misturar duas faixas super-cativantes, e o resultado é, com certeza, uma faixa cativante".[115]

Em 5 de novembro de 2014, Trainor apresentou "All About That Bass" em forma de dueto com a cantora country Miranda Lambert durante a premiação Country Music Association Awards.[68] Lambert havia regravado a canção ao vivo previamente.[116] Para a performance, a dupla vestiu saias estilísticas dos anos 50.[117] Joe Lynch, da Billboard, analisou: "Não foi a releitura mais country [da canção], mas [foram] acrescentados violinos e guitarras suficientes para [a apresentação] ser apropriada para o CMA Award".[117] Andrew Unterberger, escritor da Spin, sentiu que o dueto e sua respectiva dança era "estranha", e comentou: "Não foi divertido para ninguém, com a notável exceção do marido de Lambert Blake Shelton, que foi bombeado".[118] Whitney Self, da Country Music Television, disse que a performance da dupla foi "uma das apresentações mais comentadas entre a mídia de massa".[68] Self descreveu o concerto como "elétrico" com um "certo estilo", e observou que "a multidão aprovadora aplaudiu, dançou e cantou junto [com Trainor] e Lambert".[68] Natalie Finn, do E!, definiu o dueto como "feroz" e declarou que "as vozes de Trainor e Lambert encaixavam-se perfeitamente". Após a apresentação, o cantor Brad Paisley caminhou até a plateia e disse para Trainor que sentiu que ela pertencia à música country.[119] Em 26 do mesmo mês, a intérprete cantou um medley formado por "All About That Bass" e "Lips Are Movin" durante a final da nona temporada de Dancing with the Stars USA.[120] Ela também incluiu a primeira como parte de seu repertório do show no Jingle Ball 2014, feito em 10 de dezembro.[121] Em 13 de dezembro seguinte, apresentou a faixa durante o último episódio da décima primeira temporada do The X Factor UK, com os finalistas Andrea Faustini, Fleur East e Ben Haenow. A performance recebeu aplausos de pé dos jurados da competição.[122]

Impacto culturalEditar

Juntamente com "Booty", de Jennifer Lopez (esquerda), e "Anaconda", de Nicki Minaj (direita), "All About That Bass" foi reconhecida por fazer parte do que foi descrito pela Vogue como a "Era do Bumbum Grande".[81]

Josh Duboff, da Vanity Fair, escreveu que "All About That Bass" havia alcançado "o estado de marco essencial na cultura pop".[123] O periódico The New York Times descreveu-a como "um fenômeno cultural".[7] O Yahoo! publicou que a música foi o assunto mais procurado no website em 2014. De acordo com o The Guardian, a canção fez com que Trainor fosse vista como "a garota propaganda para as mulheres obesas" e "o emblema do pop de auto-aceitação".[3] Repórteres da Billboard analisaram que o sucesso da faixa fez com que a cantora se transformasse em "uma estrela virtual do dia para a noite" e uma das "maiores revelações" de 2014.[105][124] Em uma outra publicação, a revista analisou que a canção tornou-se "um assunto frio entre meninas jovens e [seus] pais".[11] Em um comunicado de imprensa, Trainor disse: "Algumas garotas ficam tipo: 'Eu me odiava. Eu odiava a vida. Eu não queria ir à escola. Eu me intimidava. E então eu ouvi sua música e chorei".[11] Com o sucesso da obra, seu co-compositor e produtor Kevin Kadish foi contratado pela Sony/ATV Music Publishing em outubro de 2014.[124] Martin Bandier, chefe executivo da empresa, declarou: "'All About That Bass' é claramente uma das maiores canções do ano, e sabemos que virá muito mais dele [Kadish]".[125] De acordo com a Billboard, o sucesso do número "também trouxe elogios" para a gravadora Epic Records, tornando-se o primeiro número um da editora na Billboard Hot 100 desde "Beautiful Girls", lançada em 2007 por Sean Kingston.[126]

O sucesso de "All About That Bass" fez com que a Vogue afirmasse: "Nós estamos oficialmente na 'Era do Bumbum Grande'".[81] Em 23 de setembro de 2014, Steven J. Horowitz, da Billboard, escreveu que "músicas de traseiro" haviam "retornado [ao] mainstream graças à canções como 'Booty', de Jennifer Lopez, e 'All About That Bass', de Meghan Trainor".[49] Erika Ramirez, da revista supracitada, classificou a faixa como o quinto maior momento do ano de 2014 no bumbum, e definiu-a como "a música de amor próprio mais cativante" de 2014.[127] O lançamento aproximado de "Anaconda", de Nicki Minaj, e de "All About That Bass" no Reino Unido resultou em uma batalha nas tabelas musicais descrita por periódicos britânicos como "a luta das canções de traseiro".[128][129] Steve Knopper, escritor da Rolling Stone, comentou: "Se assumirmos que a mais recente tendência 'cante sobre seu bumbum' na música pop finalmente alcançou sua, bem, conclusão, a vencedora inquestionável é 'All About That Bass', de Meghan Trainor".[130] Sullivan opinou que as três canções "sinalizaram uma mudança de pensamento na história da música pop, onde artistas femininas frequentemente sofreram 'controle' da sociedade por seus tamanhos".[12] O jornal The Independent analisou que as faixas ajudaram as "curvas" a alcançarem a vanguarda da cultura pop.[87] Em 11 de novembro de 2014, foi noticiado que a companhia estadunidense Booty Pop obteve um aumento de 47% em sua demanda como resultado.[131] Matthew Schulman, médico de Nova Iorque, disse para a Billboard que o número de cirurgias plásticas no traseiro feitas no Brasil cresceu cerca de 25% em 2014.[131] Kelly Brabants, empresária de Boston e instrutora de ginástica, comentou em entrevista para a revista que ela enfrentou uma lista de espera em sua classe Booty by Brabants. Barbants opinou: "Não se trata mais de ser magra e fina, agora toda garota quer ter um bumbum".[131] O tema também foi incluído na trilha sonora da telenovela brasileira I Love Paraisópolis (2015)[132] e no jogo eletrônico Just Dance 2016.[133]

ParódiasEditar

De acordo com a Billboard, "o estado de grande sucesso [da canção] iniciou uma série de vídeos virais e homenagens musicais".[67] Em 1º de dezembro de 2014, o elenco da série humorística canadense This Hour Has 22 Minutes fez um vídeo parodiando a música, lançando-o como um anúncio político apoiando o partido conservador do pais e criticando o líder do partido liberal Justin Trudeau; esta gravação foi intitulada de "Just a Pretty Face".[134] Em 7 do mesmo mês, a Nerdist Industries lançou uma paródia da canção, intitulada "All About That Base: No Rebels". Com um tema de Star Wars, a paródia apresentou homens, representados como stormtroopers, fazendo coreografias ao lado de líderes de torcida vestidas em roupas inspiradas pelo personagem Darth Vader.[58] Mitchell Peters, da Billboard, opinou que esta versão era "cativante" e "hilária".[58] Cinco dias depois, a NASA divulgou uma paródia intitulada "All About That Space", que tornou-se viral. O vídeo apresentou estagiários da NASA dançando no Johnston Space Center, situado em Houston. A paródia também apresentou letras alteradas, que foram escritas por Sarah Schilder.[135] Considerada "maravilhosamente idiota" por Lee Moran, do New York Daily News, a versão da NASA obteve mais de um milhão de visualizações em quatro dias.[135] As paródias levaram a revista Time a publicar um artigo intitulado "No More 'All About That Bass' Parodies, Please"[nota 14] em 15 de dezembro seguinte.[136]

Outras versõesEditar

Em 4 de agosto de 2014, a banda masculina estadunidense Emblem3 apresentou uma regravação acústica de "All About That Bass".[137] Em 13 do mesmo mês, o grupo The Roots regravou a faixa durante o programa The Tonight Show With Jimmy Fallon, cuja versão foi descrita como "angelical" por Chris Payne, da Billboard.[138] No mesmo mês, o cantor canadense Michael Bublé divulgou uma regravação da música em sua conta no Instagram.[139] As regravações feitas por Meghan Tonjes e Power Music Workout conseguiram alcançar as colocações de número 70 e 13, respectivamente, na tabela britânica UK Singles Chart, em setembro de 2014.[140][141] Em 7 de outubro seguinte, o executivo musical inglês Simon Cowell lançou sua regravação da canção na Internet.[142] Oito dias depois, o canadense Justin Bieber postou sua versão de "All About That Bass" em sua conta no SoundCloud.[143] Esta foi produzida por Maejor Ali e apresenta as novas linhas "Comigo é só no grave, nada de agudo / Vamos levar isso para um outro nível" e "Nós sabemos que aquilo não real / Sabemos que está com Photoshop".[nota 15][143] Antes do lançamento desta versão, Ali divulgou em seu Instagram um vídeo no qual Bieber dançava ao som da original.[143] Adicionalmente, o produtor havia desenvolvido em agosto de 2014 seu próprio remix da canção, o qual era derivado da house music.[143] Em entrevista para a Billboard, Ali disse: "Eu havia divulgado essa música como um remix produzido por mim. Pouco depois que Meghan ouviu [esta versão], Justin [também] ouviu, e rapidamente eles me pediram para tirar a minha versão para que a colaboração [entre eles] pudesse acontecer. E essa é a parte mais louca".[67]

Em setembro de 2014, Kate Davis fez uma regravação de "All About That Bass" tocando contrabaixo, contando com a participação do pianista Scott Bradlee. Em três meses, esta versão, intitulada "All About That (Upright) Bass", obteve oito milhões de visualizações no canal de vídeos de Bradlee, Postmodern Jukebox.[144] Em 24 de outubro seguinte, Avi Kaplan, do grupo Pentatonix, divulgou sua regravação na Internet.[145] Sua versão foi positivamente recebida por James Grebey, da revista Spin, que escreveu que "a canção de Meghan Trainor soa muito diferente com algumas oitavas mais baixas", e acrescentou: "Nós achamos que isso possa ser apenas uma melhoria".[145] Mais tarde, a obra foi regravada pela cantora jamaicana-estadunidense Anita Antinette, participante da sétima temporada da competição musical The Voice.[146] Sua versão foi prezada pelos jurados do programa Pharrell Williams e Adam Levine, e segundo Ashley Lee, da Billboard, a versão de Antoinette deu "um toque reggae" para a original.[146] Amber Riley e Noah Guthrie também apresentaram a faixa durante o episódio "Transitioning" da sexta temporada da série Glee, exibido em 13 de fevereiro de 2015.[147][148]

Faixas e formatosEditar

O download digital de "All About That Bass" apresenta apenas a faixa,[21] enquanto o CD single contém esta e "Title".[30] Um extended play (EP) contém ambas as canções, além de "Dear Future Husband" e "Close Your Eyes".[27]

CD single[30]
N.º Título Duração
1. "All About That Bass"   3:07
2. "Title"   2:54

CréditosEditar

Lista-se abaixo os profissionais envolvidos na elaboração de "All About That Bass", de acordo com o encarte do EP Title:[18]

Gravação e gestão
  • Gravada e mixada nos estúdios The Carriage House (Nolensville, Tennessee)
  • Masterizada nos estúdios The Mastering Palace (Nova Iorque)
  • Publicada por Year of the Dog Music (ASCAP), uma divisão da Big Yellow Dog, LLC / Over-Thought Under-Appreciated Songs (ASCAP)
Equipe

Desempenho nas tabelas musicaisEditar

A cada ano, a música pop lança uma música que captura a afeição do público. Geralmente, é uma canção que sobe nas tabelas musicais, inicialmente com pouca fanfarra, antes de dominar as rádios, a internet, a televisão e o mundo com sua atitude de se sentir bem. Em 2014, Meghan Trainor conquistou esse feito com seu infeccioso hino bubblegum pop/doo-wop 'All About That Bass', e sua mensagem já conquistou uma escala global, atingindo o top 10 em quase 70 países ao redor do mundo.

—Lewis Corner, do Digital Spy, discutindo o sucesso da faixa.[32]

Um sucesso inesperado,[110] "All About That Bass" atingiu a primeira colocação nas tabelas musicais de 58 países,[149][150] comercializando 11 milhões de unidades ao redor do mundo e tornando-se um dos singles mais vendidos digitalmente em 2014.[150][151] Jacob Bernstein, do The New York Times, observou que a positividade corporal da canção atribuiu, substancialmente, seu sucesso comercial.[95] O profissional escreveu: "Questões de imagens corporal são recursos infinitamente renováveis para estrelas pop e seus fãs adolescentes. Particularmente nesta era centrada no Instagram e no selfie".[95] Nos Estados Unidos, a obra debutou na 84.ª posição da Billboard Hot 100, durante a semana de 26 de julho de 2014.[59] Ascendeu-se no periódico durante quatro semanas consecutivas antes de saltar vinte colocações para o número oito na atualização de 16 de agosto de 2014.[152] Na semana seguinte, pulou para a quarta posição,[153] chegando à vice-liderança na edição de 30 de agosto de 2014 e vindo a retornar ao segundo posto.[154][155] Durante a edição de 20 de setembro, "All About That Bass" conseguiu chegar ao topo da tabela, substituindo "Shake It Off", de Taylor Swift.[126] O jornalista da Billboard Gary Trust analisou que a performance de Trainor durante o programa The Tonight Show Starring Jimmy Fallon na semana anterior ajudou a "agitar a publicidade" para a faixa e ajudou sua ascensão ao primeiro lugar.[126] A ascensão da canção naquela semana foi apoiada por 312 mil vendas digitais, 13.1 milhões de streaming e uma audiência de 103 milhões de espectadores em rádios de todos os gêneros.[126] Consequentemente, Trainor converteu-se na 21ª cantora a atingir o topo da Billboard Hot 100 com seu single de estreia.[156]

Em 20 de setembro seguinte, "All About That Bass" tornou-se a quarta na história da Billboard Hot 100 a ser a mais bem sucedida simultaneamente nas tabelas Digital Songs, Radio Songs e Streaming Songs.[157] Obteve o maior número de downloads digitais durante quatro semanas consecutivas, um êxito que havia sido conquistado pela última vez em 2004 por "Leave (Get Out)", de JoJo.[16] Foi ainda a canção com o maior número de reproduções radiofônicas por cinco edições seguidas,[158] sendo o primeiro single de estreia de uma cantora a conquistar este feito desde "Foolish", lançada por Ashanti em 2002.[126] Em 12 de novembro de 2014, foi noticiado pela Billboard que a canção havia retornado à primeira posição da Digital Songs, devido à um crescimento de 43% em vendas digitais. A revista analisou que o crescimento aconteceu devido ao dueto feito por Trainor e Miranda Lambert no Country Music Association Awards; naquela semana, acumulou 190 mil downloads digitais.[159] Com oito semanas consecutivas no topo da Billboard Hot 100,[160] "All About That Bass" conquistou o maior período em que um single lançado pela Epic Records conseguiu culminar no periódico, superando os recordes anteriormente detidos por "Billie Jean" e "Black or White", lançadas respectivamente em 1983 e em 1991 por Michael Jackson. Ainda marcou o maior tempo que uma artista feminina permaneceu no topo do gráfico em 2014, obtendo o maior período de uma cantora no topo da tabela desde "Royals", lançada no anterior por Lorde.[62]

Tendo ocupado as duas primeiras posições da Billboard Hot 100 por 14 semanas, "All About That Bass" e "Shake It Off" quebraram o recorde de maior permanência nestas colocações, o qual era pertencente aos The Beatles (esquerda) e Lesley Gore (direita).[158]

"All About That Bass" liderou um top cinco feminino da Billboard Hot 100 por seis semanas consecutivas, superando o recorde de quatro semanas detido por Monica, Brandy, Britney Spears, Deborah Cox, Whitney Houston, Faith Evans e Sarah McLachlan em 1999.[161] A canção permaneceu no topo da Streaming Songs, da Digital Songs e da Radio Songs por nove, oito e três edições, respectivamente.[162] A faixa é um dos seis singles — sendo o único de estreia — a permanecer nas duas primeiras ocupações da tabela por 15 semanas.[157] Juntamente com "Shake It Off", "All About That Bass" ocupou as duas primeiras colocações do periódico por 14 semanas, marcando o maior período em que este feito foi conquistado; o recorde anterior de permanência nestas posições, obtido em 1964, pertencia à Lesley Gore e o grupo The Beatles.[158] Como resultado, a obra foi a oitava mais bem sucedida na tabela em 2014[163] e foi certificada como diamante pela Recording Industry Association of America (RIAA).[164] Durante sua estadia no topo da Billboard Hot 100, a música comercializou 1.8 milhões de unidades, tendo vendido 4.38 milhões de cópias em território estadunidense ao final de 2014.[165] Até fevereiro de 2015, acumulou vendas de 4.6 milhões de downloads digitais nos Estados Unidos.[166] No ano seguinte, finalizou na posição 28 como a mais bem sucedida. De acordo com a Billboard, é a 69ª música com melhores resultados já obtidos na parada desde sua estreia, em 1958.[167]

No Canadá, "All About That Bass" estreou na posição de número 82 na tabela Canadian Hot 100, durante a edição de 26 de julho de 2014.[168] Atingiu o cume do periódico na semana de 20 de setembro de 2014, antes de ser substituída por "Shake It Off" na semana seguinte.[169] Entretanto, veio a substituir "Shake It Off" no topo da tabela e permaneceu na primeira colocação por oito semanas não-consecutivas.[170] Sétimo single mais vendido no país em 2014,[171] "All About That Bass" foi certificada como platina sêxtupla pela Music Canada, denotando vendas de 480 mil cópias,[172] e comercializou cerca de 408 mil unidades em território canadense até janeiro de 2015.[173] No México, a faixa permaneceu no topo da tabela Mexico Airplay por duas semanas seguidas[174] e foi posteriormente certificada como um disco de platina e um de ouro pela Asociación Mexicana de Productores de Fonogramas y Videogramas (AMRPOFON), denotando 90 mil downloads digitais.[175] A obra debutou na 36.ª posição da tabela de singles australiana da ARIA Charts em 3 de agosto de 2014; no dia 17 chegou ao cume, ficando por um total de quatro semanas não-consecutivas na colocação.[176] Foi certificada como platina sétupla pela Australian Recording Industry Association (ARIA), indicando vendas de 350 mil cópias.[177] Tornou-se a segunda composição mais vendida de 2014 no país.[178] Na Nova Zelândia, estreou na posição 14 em 4 de agosto, chegando à primeira duas semanas depois e acumulando seis semanas não-consecutivas no ápice.[179] Recebeu ainda uma certificação como platina tripla pela Recorded Music NZ (RMNZ), denotando 45 mil exemplares.[180] Foi a segunda faixa mais vendida de 2014 na região.[181]

Na Irlanda, iniciou seu percurso no número 76 da parada de faixas da Irish Recorded Music Association na edição de 14 de agosto de 2014.[182] Em 2 de outubro, substituiu "Prayer in C", de Lilly Wood and the Prick e Robin Schulz, no topo,[183] mantendo-se por quatro semanas consecutivas.[184] "All About That Bass" estreou na posição 75 da UK Singles Chart. Suas vendagens de 4.349 unidades daquela semana foram impulsionadas somente por streaming.[185] Em 13 de setembro de 2014, a Billboard mencionou que a funcionalidade "navegar" do Spotify contribuiu substancialmente para os streamings naquele país. De acordo com a revista, durante suas seis primeiras semanas de disponibilidade em serviços de steaming no Reino Unido, "a música gerou 1.17 milhões de transmissões elegíveis — 90% no Spotify — e pulou para a posição 33 na UK Singles Chart — somente devido à sua popularidade em serviços do tipo".[24] Entrou para a história ao ser a primeira composição a chegar às 40 melhores colocações da tabela apenas com streaming.[186] Após o seu lançamento digital na semana seguinte, chegou à primeira posição com vendas excedentes à 144 mil exemplares. Mais de 9% do seu registro agregado veio dos 1.4 milhões de streams no período.[187] Tornou-se o segundo single mais rapidamente vendido no país em 2014, atrás apenas de "Rather Be" de Clean Bandit e Jess Glynne, que conseguiu 163 mil em janeiro.[188] "All About That Bass" conseguiu manter-se na faixa dos seis dígitos por três semanas consecutivas em território britânico.[189] Sua estadia no topo foi desafiada por "Anaconda", de Nicki Minaj,[190] "Shake It Off", de Swift, e "Steal My Girl", da boyband One Direction.[189] Junto com "Rather Be", foi a canção que ficou por mais tempo no ápice da UK Singles Chart em 2014.[191] Foi certificada como platina dupla pela British Phonographic Industry (BPI).[192] Até 31 de dezembro de 2014, foram compradas 651 mil unidades no país, terminando o ano como o oitavo single mais vendido no país.[193]

"All About That Bass" também obteve um desempenho positivo em outras regiões da Europa, ficando no topo na Áustria e na Alemanha por seis semanas,[194][195] na Dinamarca e na Suíça por cinco,[196][197] na Escócia por quatro,[198] Espanha por três,[199] Polônia por duas[200] e Hungria, Eslováquia e Luxemburgo por uma.[201][202][203]

Histórico de lançamentoEditar

País Data Formato Gravadora
  Alemanha[21] 30 de junho de 2014 Download digital Epic
  Áustria[22]
  Suíça[23]
  Estados Unidos Download digital, streaming[24]
1º de julho de 2014 Rádios mainstream[25]
  Reino Unido 14 de agosto de 2014 Streaming[24]
28 de setembro de 2014 Download digital[26]
  Alemanha[27] 3 de outubro de 2014 EP digital
  Áustria[28]
  Suíça[29]
  Alemanha[30] CD single

Notas

  1. a b Do verão boreal; a estação no hemisfério norte ocorre geralmente entre 21 de junho de 23 de setembro.
  2. No original: "I'm all about that bass, no treble".
  3. No original: "Go ahead and tell them skinny bitches there".
  4. No original: "But I can shake it, shake it, like I'm supposed to do" por "But Imma make it, make it, like I'm supposed to do", "I got that boom boom that all the boys chase / All the right junk in all the right places" por "I got them smooth moves, they say I look great / Yeah, I'll be a star on all them big stages" e "She says, 'Boys like a little more booty to hold at night'" por "Boys like the girls for the beauty they hold inside", respectivamente.
  5. No original: "Bass, bass, bass".
  6. No original: "Because you know I'm all about that bass, 'bout that bass, no treble".
  7. a b No original: "I'm bringin' booty back".
  8. No original: "I see that magazine working on Photoshop / We know that shit ain't real, c'mon and make it stop" e "You know I won't be no stick-figure, silicone Barbie doll".
  9. No original: "Every inch of you is perfect from the boottom to the top".
  10. No original: "Skinny bitches".
  11. No original: "No, I'm just playing, I know even you think you're fat".
  12. No original: "I'm bringin' booty back / Go ahead and tell them skinny bitches there" e "She says: 'boys like a little more booty to hold at night'".
  13. No original: "You know I won't be no stick-figure, silicone Barbie doll".
  14. Em tradução livre, "Sem mais paródias de 'All About That Bass', por favor".
  15. No original: "I'm all about that bass, no treble / We gonna take it to a whole another level" e "We know that shit ain't real / We know it's Photoshopped".

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