Baependi

município brasileiro do estado de Minas Gerais
Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre o município do estado de Minas Gerais. Para o rio homônimo, veja Rio Baependi.
Baependi
  Município do Brasil  
Foto: Cachoeira do Caldeirão
Foto: Cachoeira do Caldeirão
Símbolos
Bandeira de Baependi
Bandeira
Brasão de armas de Baependi
Brasão de armas
Hino
Apelido(s) "Terra de lindas paisagens"
Gentílico baependiano
Localização
Localização de Baependi em Minas Gerais
Localização de Baependi em Minas Gerais
Baependi está localizado em: Brasil
Baependi
Localização de Baependi no Brasil
Mapa de Baependi
Coordenadas 21° 57' 32" S 44° 53' 24" O
País Brasil
Unidade federativa Minas Gerais
Municípios limítrofes Aiuruoca, Alagoa, Itamonte, Pouso Alto, Caxambu, Conceição do Rio Verde, Cruzília e São Tomé das Letras[1]
Distância até a capital 330 km
História
Fundação 2 de maio de 1856 (163 anos)
Administração
Prefeito(a) Hilton Luiz de Carvalho Rollo (PDT, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [3] 751,748 km²
População total (IBGE/2010[4]) 18 292 hab.
Densidade 24,3 hab./km²
Clima Não disponível
Altitude 893 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
CEP 37443-000 a 37444-999[2]
Indicadores
IDH (PNUD/2010[5]) 0,681 médio
PIB (IBGE/2008[6]) R$ 134 672,067 mil
PIB per capita (IBGE/2008[6]) R$ 7 222,57
Outras informações
Padroeiro(a) Nossa Senhora do Monte Serrat[7]
Website www.baependi.mg.gov.br (Prefeitura)
www.camarabaependi.mg.gov.br (Câmara)

Baependi é um município do estado de Minas Gerais, no Brasil. De acordo com o censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 2010, sua população é de 18 292 habitantes.[4]

TopônimoEditar

O nome do município é uma referência ao rio Baependi, que atravessa o município. "Baependi" é um termo oriundo do termo tupi mba'eapiny, que significa "rio do monstro marinho" (mba'eapina, monstro marinho indígena + 'y, rio).[8]

HistóriaEditar

 
Baependi, 1932. Arquivo Nacional.

De acordo com relatos sertanistas, a região sul-mineira ficou conhecida pelos europeus a partir de 1601. Até então, a região era habitada pelos índios puris.[9] A conquista europeia de Baependi aconteceu, no entanto, em fins do século XVII, por volta de 1692, quando os paulistas Antonio Delgado da Veiga, seu filho João da Veiga e o tio de Miguel Garcia Velho, o capitão Manoel Garcia Velho, partiram de Taubaté, em São Paulo, em busca de ouro. Transpondo a Serra da Mantiqueira, alcançaram um sítio que chamaram Maependi.

Cidade remanescente do chamado Ciclo do Ouro em Minas Gerais, Baependi se desenvolveu ao longo do caminho da Estrada Real - a primeira grande via de comunicação regular no Brasil -, que ligava a região das minas a Paraty, no Rio de Janeiro, porto de onde saía o ouro em direção à Europa.

O madeirense Tomé Rodrigues Nogueira do Ó (1715), capitão-mor e provedor dos quintos do Registro da Mantiqueira, foi um dos primeiros moradores do local. Foi considerado o fundador da cidade, por ter erguido as suas primeiras construções.

A mineração foi, paulatinamente, substituída pela agricultura e pela criação de gado. Destacou-se a grande lavoura do tabaco, que fez de Baependi o centro produtor da Província de Minas Gerais e que representou importante fonte de riqueza até meados do século XIX.

Atualmente, a economia do município é baseada na agricultura, no comércio, no artesanato, na comercialização de pedras de quartzito e no turismo, já que a beleza natural é o forte da cidade, cercada de montanhas, matas, rios e inúmeras cachoeiras. O artesanato é uma importante atividade econômica em Baependi. As peças feitas em bambu, palha de milho e tronco de cafeeiro são distribuídas em grandes centros urbanos, como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e capitais da Região Nordeste do Brasil.

BairrosEditar

Baependi possui diversos bairros, sendo os mais conhecidos Lavrinha, Ponte, Lava Pés, Cohab, Palmeira, São Pedro, Índia, Gamarra, Piracicaba, Belém, Roseveelt, Vargem Grande, Barro Vermelho, Vale Formoso, Seival, Pinhal, Itaúna, Rosetinha, Moreiras, Casa Branca, Serra da Paula (Serra da Careta), Chapéu, entre outros.

ReligiosidadeEditar

Baependi já era paróquia com funções eclesiásticas desde 1723. O sentimento de profunda religiosidade marca a história da cidade desde os primeiros tempos, traduzido pelos costumes de seu povo. A cerimônia da Semana Santa em Baependi acontece há mais de duzentos anos, sendo uma das mais tradicionais de Minas Gerais. As procissões diárias acompanhadas de banda de música e coro, a representação da Paixão e Morte de Jesus Cristo, o canto da Verônica, o soar dos sinos e o som das matracas, revelam a fé e a tradição baependianas.

Os templos, debruçados pelas ladeiras esguias, parecem guardar a cidade e seus habitantes. O Santuário de Nossa Senhora da Conceição, mais conhecido como Igreja de Nhá Chica, é o mais visitado pelos fiéis, que também se encantam com a arquitetura e o acervo da Igreja Matriz Nossa Senhora do Montserrat (1754). As igrejas baependianas - da Matriz, de Nossa Senhora da Boa Morte (1815) e de Nossa Senhora do Rosário (1820) - tombadas pelo Patrimônio Histórico e Artístico, representam bens de grande valor para um povo que considera Nhá Chica o seu maior patrimônio espiritual.

Atualmente, o pároco é o Cônego Marcos Menezes, natural de Guapé, em Minas Gerais. O vigário paroquial é o padre Cleiton ambos administra a paróquia Santa Maria de Baependi.Já Padre Noel administra a igreja de Nha Chica na qual se encontram os restos mortais de Nhá Chica.

Baependi possui ainda várias igrejas evangélicas, tanto reformadas como a Presbiteriana, quanto pentecostais, sendo a de maior destaque a Assembleia de Deus Ministério de Madureira.

As demais são a Metodista Wesleyana, Batista da Restauração, Evangelho Pleno,Assembleia de Deus do Bom Retiro, Centro Mundial de Missões, Igreja CEO,Assembleia de Deus Ministério de Taubaté, entre outras.

FutebolEditar

Inspirado nos clubes cariocas, Baependi conta hoje com dois tradicionais clubes de futebol. São eles: o Botafogo (fundado em 1951, alvinegro) e o América Futebol Clube (clube fundado também nos anos 1950, alvirrubro).

TurismoEditar

O município faz parte do Circuito das Águas[10] e é servido pelas rodovias federais BR-267, BR-354 e BR-383.[11] O acesso à sede do município é feito pelas rodovias estaduais AMG-1030 e AMG-1045.[12]

Referências

  1. IBGE (2009). «Mapa Político do Estado de Minas Gerais» (PDF). Consultado em 8 de janeiro de 2011 
  2. Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. «Busca Faixa CEP». Consultado em 1 de fevereiro de 2019 
  3. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  4. a b «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  5. «Ranking IDHM Municípios 2010». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2013. Consultado em 15 de junho de 2015 
  6. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  7. Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC). «Lista por santos padroeiros» (PDF). Descubra Minas. p. 22. Consultado em 14 de setembro de 2017. Cópia arquivada (PDF) em 14 de setembro de 2017 
  8. NAVARRO, E. A. Dicionário de tupi antigo: a língua indígena clássica do Brasil. São Paulo. Global. 2013. p. 546.
  9. Blog-do-netuno.blogspot.com http://blog-do-netuno.blogspot.com/2009/10/populacao-indigena-de-minas-gerais.html  Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  10. «Circuito Turístico das Águas». Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais. Consultado em 25 de janeiro de 2011 
  11. Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais. «Mapa Rodoviário de Minas Gerais - quadro 23». Consultado em 14 de janeiro de 2011 
  12. «Rodovias estaduais de acesso». DER-MG. Consultado em 25 de janeiro de 2011 

Ligações externasEditar

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