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Balacobaco (telenovela)

Telenovela brasileira
Balacobaco
Tricky Business (Título internacional)[1][2]
Los Tranposos (ES)

Informação geral
Formato Telenovela
Gênero Comédia romântica
Duração 60 minutos
Criador(es) Gisele Joras
País de origem  Brasil
Idioma original (português brasileiro)
Produção
Diretor(es) Edson Spinello
Diretor(es) de criação Edson Spinello
Leonardo Miranda
Guto Arruda Botelho
Rogério Passos
Elenco
Tema de abertura "No Balacobaco", Brasil Company[3]
Empresa(s) de produção RecordTV
Localização Rio de Janeiro, RJ
Exibição
Emissora de televisão original Brasil RecordTV
Formato de exibição 1080i (HDTV)
Transmissão original 4 de outubro de 2012 – 20 de maio de 2013
N.º de episódios 163

Balacobaco é uma telenovela brasileira produzida e exibida pela RecordTV entre 4 de outubro de 2012 e 20 de maio de 2013 em 163 capítulos, sucedendo Máscaras e precedendo Dona Xepa.[4] É a 20.ª novela exibida pela emissora desde a retomada da dramaturgia em 2004, sendo também a nona telenovela das dez.[5] Foi criada e escrita por Gisele Joras, com a colaboração de texto de Alessandra Colasanti, Ana Clara Santiago, Camilo Pellegrini, Carla Piske e Rodrigo Nogueira, trazendo a direção geral de Edson Spinello e a direção de criação de Spinello, Leonardo Miranda, Guto Arruda Botelho e Rogério Passos.[6][7]

Contou com Juliana Silveira, Victor Pecoraro, Bárbara Borges, Roberta Gualda, Simone Spoladore, Leandro Léo, Rodrigo Phavanello e Bruno Ferrari nos papéis principais.[8][9]

Índice

AntecedentesEditar

Novela das dezEditar

Em abril de 2006, Cidadão Brasileiro, que originalmente havia estreado como novela das oito, é transferida para o horário das 22h em seu segundo mês de exibição, se tornando a primeira telenovela das dez da emissora.[10] A decisão de alterar sua exibição ocorreu por dois motivos distintos, sendo o principal deles o desejo de manter um horário para produções mais densas sem esbarrar na classificação indicativa.[11] Além disso, a Record buscava uma maior audiência para a telenovela, que havia estreado com 15 pontos e, após a alteração, chegou a alcançar 23 pontos, firmando este horário para telenovelas seguintes.[12][13] Vidas Opostas estreou em 21 de novembro de 2006, tendo a história centralizada em uma favela do cidade do Rio de Janeiro.[14] O primeiro capítulo teve média de 16 pontos e o último 25 pontos, deixando a emissora na liderança.[15][16] Em 28 de agosto de 2007 estreia Caminhos do Coração, que mudaria de horário em sua reta final com Amor e Intrigas, indo para as nove, enquanto a trama de Gisele Joras era promovida para telenovela das dez, visando um maior alcance do público – Caminhos do Coração era direcionada ao público adolescente, o que culminaria em um melhor resultado mais cedo, enquanto Amor e Intrigas era uma trama adulta e de linguagem explícita, que adequava-se melhor no público que a emissora tinha fundamentado para o horário mais tardio.[17]

Chamas da Vida, estreada em 8 de julho de 2008, se tornou a novela de maior sucesso no horário, com uma audiência que atingia 22 pontos e conquistava a primeira colocação.[18] Além disso, as temáticas abordadas na trama, incluindo a cena do estupro de uma adolescente por seu professor, garantiram boas críticas dos jornalistas especializados em televisão.[19] Logo após, em 14 de abril de 2009, é lançada Poder Paralelo, trazendo a temática da máfia italiana e um protagonista ambíguo, que variava entre o perfil bom e mau.[20] Após o fim da novela, Bela, a Feia, foi transferida para o horário em seus últimos três meses.[21] Em 18 de maio de 2010 entra no ar Ribeirão do Tempo, que foi bem recebida pelo público, atingindo capítulos de 19 pontos de audiência, mas foi refutada pela crítica especializada, que notou o andamento devagar da trama.[22][23] Vidas em Jogo, que estreia em 3 de maio de 2011, trazia um clima diferente, ousando ao colocar uma protagonista que, apenas na última semana, se revelaria a grande antagonista da história, culpada dos crimes misteriosos que ocorriam durante a história.[24] Vidas em Jogo chegou ao fim com 20 pontos, repetindo a repercussão de Chamas da Vida, também de Cristianne Fridman.[25]

Lançada em 10 de abril de 2012, Máscaras, porém, se tornou uma grande problemática para a emissora, uma vez que atingiu uma média de apenas 5,9 pontos, perdendo em torno de 70% da audiência trazida por Vidas em Jogo.[26] Segundo a crítica especializada, a trama era fraca e divagava em histórias lentas, o que gerou a demissão do autor, Lauro César Muniz, além do encurtamento dos capítulos, de 220 previstos para apenas 116 levados ao ar.[27] Para recuperar o clima mórbido deixado por Máscaras, a emissora aprovou a sinopse de Gisele Joras, que trazia em Balacobaco uma comédia romântica de clima leve.[28]

Telenovelas de Gisele JorasEditar

Em abril de 2006 Tiago Santiago, até então o principal autor da Rede Record, organizou um concurso para novos autores a pedido da emissora, do qual seria escolhido o melhor roteiro original e a história levada ao ar como uma telenovela.[29] Das 600 inscrições, foram selecionados 70 finalistas, dos quais a vencedora foi Gisele Joras com o roteiro de Amor e Intrigas, levando o prêmio de R$ 20 mil e assinando contrato com o canal por 3 anos iniciais.[30] Em julho de 2007 foi anunciado que Amor e Intrigas começava a ser produzida, tendo previsão de lançamento ainda naquele ano.[31] Durante a produção antes da estreia de sua própria trama, Gisele também trabalhou como colaboradora durante os dois primeiros meses de Caminhos do Coração, tomando base na prática como era o funcionamento da roteirização de uma obra televisiva.[32] A telenovela estreou em 20 de novembro de 2007 com Vanessa Gerbelli e Luciano Szafir como protagonistas e Renata Dominguez e Heitor Martinez como antagonistas.[33] A trama estreou com média de 12 pontos, chegando a 23 pontos de audiência em 16 de maio de 2008.[34][35] No último capítulo, a trama alcançou 18 pontos de média, com picos de 20.[36]

Ainda em 2008 a Record fecha uma parceria com a emissora mexicana Televisa para produzir algumas versões brasileiras de tramas que foram bem recebidas no mercado da América Latina.[37] A primeira produção escolhida foi Yo soy Betty, la fea de Fernando Gaitán e originalmente produzida pelo canal colombiano RCN Televisión, sendo comprado pela Televisa posteriormente, quando realizaram uma versão mexicana intitulada La fea más bella.[38] Gisele foi convocada para produzir a versão brasileira, que ganhou o título de Bela, a Feia.[39] Originalmente Bárbara Borges foi anunciada como a protagonista, porém a direção optou por remanejá-la para um papel mais cômico logo depois, desvencilhando sua imagem dos personagens dramáticos anteriores.[40][41] Gisele Itié foi escolhida após ela ser escalada para o filme estadunidense Os Mercenários, de Sylvester Stallone, visando aproveitar a boa repercussão de sua imagem para a telenovela.[42] Bela, a Feia estreou em 4 de agosto de 2009 com audiência de 10 pontos com picos de 13.[43] Após ser transferida para o horário das 22h30 – a trama estreou como novela das oito –, Bela, a Feia atingiu um maior sucesso, chegando ao último capítulo com 18 pontos e picos de 30, ficando por algum tempo em primeiro lugar.[44]

ProduçãoEditar

Originalmente a telenovela se chamaria Passado Próximo, em decorrência ao fato da protagonista se casar com o assassino de sua irmã, porém, logo depois, a direção decidiu mudá-lo para Balacobaco, expressando de forma mais humorada a temática de comédia da trama.[45] A autora entregou a sinopse da telenovela em 2010, logo após o fim de Bela, a Feia, porém esta só foi aprovada e recebeu o aval para ser produzida dois anos depois.[46] As gravações começaram em 8 de agosto de 2012.[47] Gisele Joras declarou que buscou escrever um folhetim tradicional, fundamentando-se na comédia e trazendo "atrativos bem populares".[46] A autora escreveu a telenovela diretamente de Londres, no Reino Unido, onde estava morando para estudar sobre televisão.[48] O diretor da telenovela explicou que a intenção era fugir das dramaticidades e de histórias densas, visto que o país passava por um momento assim politicamente, buscando por uma dramaturgia mais leve e sem correr os riscos de cair em algo incompreensível como a antecessora, Máscaras: "Ela tem um humor leve que bebe em várias fontes. Queremos que as pessoas cheguem em casa e relaxem em seus sofás, esquecendo os problemas do dia a dia. É uma telenovela diferente dos moldes da que vai sair do ar".[49] Juliana Silveira se machucou durante a gravação de uma cena onde a personagem Alice Assef lhe dava uma surra.[50] As gravações do último capítulo se encerraram em 27 de abril, um mês antes de ser levado ao ar.[51] A abertura da telenovela foi inspirada nas intervenções artísticas urbanas do artista plástico britânico Banksy, sendo que três empresas de animação ficaram responsáveis por criar a vinheta com efeitos sob as obras citadas.[52]

Cenografia e figurinosEditar

 
O bairro do Catete, no Rio de Janeiro, foi o cenário principal da telenovela.

O bairro do Catete, Zona Sul do Rio de Janeiro, foi utilizado como cenário principal da telenovela, centralizando a maior parte das histórias cômicas.[53] Já a parte nobre da telenovela, onde se passa a trama dos protagonistas, foi ambientada na Barra da Tijuca, bairro nobre na Zona Oeste da capital carioca.[54] Nos estúdios do RecNov foi construída uma cidade cenográfica de 3.000m² que reproduziu os dois bairros, trazendo quarenta cenários diferentes.[55] O diretor de cenografia Daniel Clabunde e a cenógrafa Fabiana Massariol foram responsáveis pela ambientação e pela criação artística do cenário, tendo apenas três meses para erguer toda a estrutura.[56] Além disso, o cenógrafo também revelou que cada moradia dos personagens foi construída de acordo com sua personalidade, exemplificando que o apartamento de Arthur e Lígia, por serem um casal mais velho, trazia vários móveis de madeira maciça e antigo.[56] Ao todo a cenografia foi orçada em R$ 5 milhões.[56] Segundo Daniel, a ideia dos artistas não foi reproduzir uma cópia fiel do bairro, mas sim juntar alguns pontos principais da arquitetura colonial proveniente do final do século XIX".[56]

Sobre os figurinos, Edson Spinello, diretor da novela, revelou que buscou expressar o tom cômico e irreverente da história, optando por roupas e cenários mais coloridos e tropicais, expressando o Rio de Janeiro mais festivo.[57] O estilista Claudio Carpenter ficou responsável pela escolha dos figurinos, optando por opções encontradas em lojas populares, uma vez que a trama se passava em sua maior parte em um bairro de classe média, trazendo inspiração também no estilo tropical utilizado pelo diretor cinematográfico Pedro Almodóvar: "A intenção é ser uma coisa bem popular. Criei para a novela um figurino um tom acima, com muita cor, maxi-color. O exagero nas cores e nos detalhes é de propósito, para que o figurino sobressaia. É um estilo kitsch".[58] Houve uma distinção entre os figurinos do núcleo cômico, que trouxe um tom mais exagerado e colorido, e do núcleo principal, optando por tons pastéis mais sóbrios para não contrastar com as cenas de dramaticidade.[58]

Escolha do elencoEditar

Balacobaco foi uma das poucas telenovelas que não apresentou grandes mudanças de elenco após sua escalação original, mantendo a maioria de seus nomes quando escolhidos. Paulo Figueiredo, Umberto Magnani, Bruno Ferrari e Juliane Trevisol foram os primeiros nomes à serem confirmados no elenco.[59] Em 25 de junho Bárbara Borges e Roberta Gualda foram anunciadas para o papel das gêmea bivitalina.[60] Juliana Silveira foi um dos últimos nomes à serem anunciados, sendo confirmadas como a protagonista Isabel.[61] Simone Spoladore chegou a ser cogitada pela direção para o papel, porém acabou sendo convidada para interpretar Violeta.[62] Juliana foi escalada após fazer uma solicitação à direção, uma vez que estava incomodada por estar de férias há três anos, desde o final de Chamas da Vida, após Corpos Partidos, trama inédita desenvolvida por Ana Maria Moretzsohn da qual seria protagonista, ter sido cancelada.[63]

Beth Goulart foi confirmada como Lígia, porém acabou pedindo afastamento para se dedicar à peça Simplesmente Eu, Clarice Lispector, sendo substituída por Lu Grimaldi.[60] Thiago Mendonça realizou testes para interpretar Breno, porém a emissora decidiu por Léo Rosa.[64] Originalmente Julianne Trevisol ficaria até o final da telenovela, porém a atriz pediu liberação para estrear o espetáculo teatral Porcos com Asas, tendo sua personagem viajado nas primeiras semanas, se tornando participação especial.[65] Juliana Silveira e Bárbara Borges repetiram a dupla entre protagonista e antagonista dez anos depois da nona temporada de Malhação, na qual tinham desenvolvido o mesmo perfil dos personagens.[66] Foi a primeira telenovela em que Antônia Fontenelle e Joana Balaguer integraram o elenco principal, uma vez que antes as atrizes haviam apenas feito participações especiais e estado no elenco do seriado Malhação.[67] Além disso, foi a última telenovela completa de Umberto Magnani, que viria à morrer quatro anos depois, durante as primeiras semanas de gravações de Velho Chico, da Rede Globo.[68][69]

EnredoEditar

  Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

Isabel (Juliana Silveira) é uma arquiteta bem sucedida que vê sua vida ruir quando descobre que seu marido, Danilo (Roger Gobeth), perdeu tudo em jogos de azar e esquemas ilegais, além de sua irmã morrer em um acidente misterioso, deixando-a com a guarda da sobrinha Taís (Letícia Medina). O dono do cassino clandestino que Danilo deve, Norberto (Bruno Ferrari), fica obcecado por Isabel, fazendo tudo para tê-la, até mesmo esconder sua verdadeira face ao fingir ser um empresário sério e o responsável pela morte de sua irmã. Ele namora Diva (Barbara Borges), gêmea bivitalina de Dóris (Roberta Gualda), que querem se vingar de Isabel, já que a arquiteta foi responsável por mandá-las para a cadeia quando tentaram roubar seu carro dez anos antes. Quem acaba se mostrando o grande amor da vida de Isabel é Eduardo (Victor Pecoraro), dono da agência de turismo ecológico Aventura Radical, construída com a herança de seu falecido pai. Sua mãe, Lígia (Lu Grimaldi), se casou novamente com o mulherengo Arthur (Luiz Guilherme), pai de Norberto do primeiro casamento, o que sempre gerou grande confusão, já que o mau-caráter cultiva inveja e raiva por Eduardo há muito tempo, tanto pelo fato de ser sócio minoritário em sua empresa, quanto pelo sucesso do bom rapaz.

No bairro do Catete mora Violeta (Simone Spoladore), uma instrutora de autoajuda completamente desequilibrada e que também trabalha no bar do pai, Osório (André Mattos), escrevendo mensagens bizarras dentro dos pasteis, inspirada pelos biscoitos da sorte, variando de acordo com seu humor. Ela namora o radialista Plínio Policarpo (Rodrigo Phavanello), mas morre de ciúmes das mulheres que assediam ele por seu programa romântico. Na rádio também trabalha Josefina (Cristina Pereira), que comanda um programa sobre sexo sob o nome de Marcelona Garanhona sem que ninguém saiba sua verdadeira identidade. No bairro também mora a mãe das gêmeas Paranhos, Cremilda (Solange Couto), uma cômica charlatã que sobrevive de golpes com seu ajudante Zé Maria (Sílvio Guindane) e nunca deu uma chance para Osório por querer um homem rico. O ajudante ainda realiza filmagens publicitárias precárias de gosto duvidoso com a ajuda dois amigos homossexuais, Patrick (Thierry Figueira) e Breno (Léo Rosa) – que se apaixona por Vitor, sem saber que ele na verdade é Violeta disfarçada para vigiar Plínio. É nesta confusão que entra Vinagre (Leandro Léo), garçom do bar de Violeta e que sempre foi apaixonado por ela, mas também se sente atraído por Vitor sem entender o por que.

Ainda há outras histórias, como de Lucas (Wagner Santisteban), um rapaz frágil que encontra o pai, Arthur, na cama com sua noiva no dia do casamento. Revoltado, ele conta com a ajuda da amiga Catarina (Joana Balaguer) para seduzir Arthur e acabar com o casamento dos pais como vingança, porém acaba se apaixonando pela parceira de plano. Mirela (Thaís Pacholek) e André (Rômulo Estrela) vivem um namoro falido, mas ambos acabam redescobrindo o amor com outros: ele se envolve num triângulo com Catarina e Luiza (Mariah Rocha), enquanto ela se vê como amante de Vicente (Rafael Calomeni), que também vivia um casamento infeliz com Celina (Ingra Liberato). A sobrinha de Isabel, Taís, se torna alvo da disputa entre o universitário Rafael (Vitor Facchinetti) e o inexperiente Marcos (Lucas Cotrim) – que nunca se quer tinha beijado – e se torna rival de Vitória (Giullia Buscacio), que também deseja os dois. Norberto ainda precisa lidar com Arnaud (André Di Mauro), seu principal capanga que passa a tentar derruba-lo do posto com o passar do tempo, e Fabiana (Alice Assef), sua amante que se revoltada ao perceber que ele nunca vai assumi-la e decide se tornar a pior inimiga do rapaz.

  Aviso: Terminam aqui as revelações sobre o enredo.

ElencoEditar

Ator Personagem
Juliana Silveira Isabel Vilela
Victor Pecoraro Eduardo Sampaio Corrêa Júnior
Bruno Ferrari Noberto Botelho
Barbara Borges Diva Paranhos
Roberta Gualda Dóris Paranhos
Simone Spoladore Violeta Osório / Vitor Margarida
Leandro Léo Ivaldo Batista (Vinagre)
Rodrigo Phavanello Plínio Policarpo
Roger Gobeth Danilo Godoy
Solange Couto Cremilda Paranhos
André Mattos Antônio Osório / Deodoro
Sílvio Guindane José Maria Nunes (Zé Maria)
André Di Mauro Arnaud Bittencourt
Rômulo Estrela André Aragão
Wagner Santisteban Lucas Sampaio Botelho
Mariah Rocha Luiza Leite Oliveira
Joana Balaguer Catarina Fortunato
Luiz Guilherme Arthur Botelho
Lu Grimaldi Lígia Sampaio Corrêa Botelho
Alice Assef Fabiana Travassos
Léo Rosa Breno Pedrosa
Thierry Figueira Patrick Pimenta
Thaís Pacholek Mirela Jordão
Rafael Calomeni Vicente Sampaio Corrêa
Letícia Medina Taís Vilela Corrêa
Lucas Cotrim Marcos Viegas
Vitor Facchinetti Rafael Fortunato Corrêa
Giullia Buscacio Vitória Travassos Porto
Ingra Liberato Celina Fortunato Corrêa
André Segatti Magno Moura
Gabriela Moreyra Joana Veloso
Rafael Zulu Mauro Barreto
Renato Góes Josias da Silva
Cristina Pereira Josefina Barros / Marcelona Garanhona
Paulo Figueiredo Adamastor Campos Moura
Umberto Magnani Genivaldo Aragão (Gãogão)
Antônia Fontenelle Marlene Leite Aragão
Ricardo Petraglia Horácio Pedrosa
Manoelita Lustosa Etelvina Pedrosa
Stella Freitas Hilda Batista
Daniel Aguiar Jaime Lemos
Júlia Fajardo Adriana Padilha
Antônio Pompêo Álvaro Amaral
João Camargo Duílio Osório (Fuílio)
Nina de Pádua Vetusa
Roberta Almeida Norma Dias (Norminha)
Roberta Santiago Lurdes Pinto
Marcelo Borghi Paulo Brito (Lito)
Malu Pizatto Mariana
Bia Abreu Laura Moura
Ana Cecília Banal Gabriela Fortunato Corrêa (Gabi)

Participações especiaisEditar

Ator Personagem
Juliana Baroni Teresa Vilela Brandão
Victor Fasano Nestor Brandão Vilela
Julianne Trevisol Betina Pontes
Eduardo Pires Lúcio Vilar
Silvia Bandeira Abigail Teixeira Vilela
Ângela Leal Heloísa Amaral
Íris Bruzzi Horácia Pedrosa
Nill Marcondes Darley
Daniel Alvim Bernardo
Gonçalo Diniz João Paulo Antunes
Mateus Rocha Delegado Neném
Anna Markun Carcereira
Giordanna Forte Lola
Julia Duarte Teresa Vilela Corrêa
Mariana Duarte
Rafael Cortez Ele mesmo

MúsicaEditar

Balacobaco
Trilha sonora de Vários artistas
Lançamento 11 de novembro de 2012
Duração 42:02
Idioma(s) português
Formato(s)
Gravadora(s) Radar Records

Balacobaco é uma trilha sonora condizente à novela de mesmo título, exibida pela Rede Record.[70] O álbum foi lançado em 11 de novembro de 2012.[71]

Lista de faixas
N.º TítuloMúsicaPersonagem tema Duração
1. "No Balacobaco"  Brasil CompanyAbertura 3:43
2. "Zum Zum Zum"  Caviar com RapaduraDiva e Doris 3:25
3. "Quem Ama não Deixa de Amar"  Banda Calypso e Amado BatistaVioleta e Vinagre 3:31
4. "Pingos de Amor"  Papas da LínguaLucas e Luiza / Lucas e Catarina 3:16
5. "Presente de Aniversário"  Eduardo Costa e Alexandre PiresOsório e Cremilda 3:42
6. "País Tropical"  Adryana RibeiroBreno e Patrick 3:20
7. "Arrasta a Sandália"  Mart'nália e Jair RodriguesCremilda 3:47
8. "Elas Ficam Loucas"  Diego FariaVioleta 3:45
9. "Céu Azul"  Charlie Brown Jr.Isabel e Eduardo 3:45
10. "On My Way"  Brothers of BrazilMirela e Vicente 3:20
11. "Once Upon a Time"  Bernardo FalconeTaís e Marcos 3:24
12. "Coleção"  Maurício ManieriIsabel e Eduardo 3:15
13. "Cansei de Chorar"  Wilsson & SoraiaVioleta e Plínio 3:31
14. "Um Dia Pra Vadiar"  Antonio VilleroyCelina e Magno 3:38
15. "Garçom"  Reginaldo RossiOsório 3:27
16. "Além da Nova Ordem"  Júlio SerranoNorberto 3:31
17. "Ela Pode Meter Gaia"  Nildo Reis & CristianoDoris e Zé Maria 3:44
18. "Eu E Vocé"  Léo & JuniorAndré e Luiza 3:22
19. "Vai Rolar um Auê"  Tuca FernandesDiva e Norberto 3:44
20. "Em Balacobaco"  Eduardo DussekTema geral 3:15
Outras canções não incluídas na trilha sonora

Recepção da críticaEditar

   
Juliana Silveira (esquerda) e Rodrigo Phavanello (direita) foram elogiados por suas atuações em Balacobaco – ela pela trama densa da protagonista Isabel, enquanto ele pelo humorado locutor Plínio.[72]

Balacobaco recebeu críticas positivas dos profissionais especializados. Nilson Xavier, da coluna Blogosfera do UOL, disse que a telenovela "afastou o fantasma" de Máscaras ao apostar em uma abordagem totalmente oposta, elogiando a proposta "colorida, espalhafatosa e com trilha popularíssima" e acrescentando que foi louvável manter a mesma temática do início ao fim.[73] O jornalista comparou Balacobaco à Cheias de Charme e Avenida Brasil, por abordarem o cotidiano nos bairros de classe C, elogiando a atuação de Bruno Ferrari.[73] Heloísa Tolipan, do Jornal do Brasil, elogiou o apelo popular da trama, destacando as atuações de Bárbara Borges e Roberta Gualda como os elementos chaves da telenovela, das quais foram citadas como personagens bem construídos.[74] Geraldo Bessa, do portal Terra, disse que Balacobaco conseguiu se despedir com dignidade depois de receber a difícil missão de suceder o fracasso de Máscaras, elogiando as atuações de Juliana Silveira, dita como madura, e Simone Spoladore e André Mattos: "Entre disfarces e nuances, pai e filha protagonizam sequências divertidas e bem construídas, onde a dupla mostra-se versátil e à vontade".[75] O jornalista criticou a escalação de Victor Pecoraro como protagonista, descrito como inexpressivo, analisando que Bruno Ferrari acabou roubando a cena com "maldades e da boa atuação" em seu antagonista.[75]

A redação da coluna Na Telinha, do UOL, disse que a atuação de Juliana Silveira era o ponto forte da telenovela, elogiando também a atuação cômica de Antonia Fontenelle, descrita como "um papel parecidíssimo com a imagem que tem perante a opinião pública", além da trilha sonora, dita como caprichada e adequada ao público alvo da classe C, a que a telenovela mirava.[76] Foi analisado, porém, que alguns atores estavam sendo mal utilizados com personagens sem real importância, como Léo Rosa e Simone Spoladore e que Bárbara Borges, citada como "se destacando por sua ótima atuação", estava repetindo os trejeitos de sua personagem Elvira em Bela, a Feia.[76] Fábio Mariano, do Olhar na TV, disse que a telenovela cumpriu o que prometia o título, sendo "realmente do balacobaco" e descrevendo-a como uma "uma montanha russa de emoções" pela narrativa ágil e pela mistura de humor e ação, tornando-a uma história "consistente e coerente", que conseguiu não chocar as tramas paralelas humoradas com a trama principal densa.[72] Dentre as atuações destacadas como as melhores estiveram a protagonista Juliana Silveira, as cenas cômicas entre Phavanello e Simone Spoladore, as gêmeas de Bárbara e Roberta e a dupla de homossexuais interpretados por Thierry Figueira e Léo Rosa.[72]

AudiênciaEditar

A estreia de Balacobaco obteve 8 pontos de audiência com picos de 13, representando um aumento de dois pontos em relação ao último capítulo de sua antecessora, Máscaras.[77][78] No final da primeira semana, porém, a trama havia perdido uma parcela da audiência, finalizando os cinco primeiros dias com 4,8 pontos, fato justificado pela inconstante mudança de horário de um dia para o outro, uma vez que em cada dia Balacobaco estava entrando no ar em uma hora diferente até se estabilizar.[79] Duas semanas depois, fixada às 22h30, a trama conseguiu recuperar-se e, em 26 de outubro, marcou 14 pontos com picos de 19.[80] O último capítulo da telenovela, exibido no dia 20 de maio, obteve média de 8 pontos com picos de 11 pontos e share de 15%.[81] A média final da telenovela foi de 7 pontos, a segunda menor de novelas da emissora desde a retomada da teledramaturgia, em 2004, sendo maior apenas que a antecessora, Máscaras.[82]

Prêmios e indicaçõesEditar

Ano Prêmio Categoria Indicação Resultado Ref.
2013 Banff World Media Festival Melhor Telenovela Balacobaco Venceu [83]
Festival y Mercado de TV-Ficción Internacional Melhor Obra de TV de Ficção / Comédia [84]
Prêmio Contigo! de TV Melhor Atirz de Novela Juliana Silveira Indicado [85]
Melhor Ator de Novela Victor Pecoraro
Bruno Ferrari
Melhor Atriz Coadjuvante Solange Couto
Melhor Ator Coadjuvante Silvio Guindane
Melhor Novela Balacobaco
Melhor Autor de Novela Gisele Joras
Melhor Diretor de Novela Edson Spinello
Melhor Atriz Infantil Bia Abreu
Ciça Banal

Referências

  1. Lima, Thiago (12 de junho de 2013). «Novela Balaco Baco foi destaque no Banff World Media, no Canadá». Correio de Uberlândia. Consultado em 1 de junho de 2014 
  2. «Tricky Business». Record TV Network. Consultado em 6 de julho de 2014 
  3. Flávio Ricco (21 de setembro de 2012). «Filme do SBT leva Record a mudar data de estreia de sua nova novela - Tema de abertura». UOL 
  4. «Nova novela da Record estreia dia 4 de outubro». Boa Informação. Consultado em 29 de agosto de 2016 
  5. Fernando Oliveira (15 de agosto de 2012). «Mudanças na programação: confira os dias e horários das novas atrações da Record». iG. Consultado em setembro de 2012  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  6. Fernando Oliveira (6 de agosto de 2012). «Confirmado: 'Balacobaco' é o título da próxima novela da Record». iG 
  7. Flávio Ricco; José Carlos Nery (18 de julho de 2012). «Juliana Silveira volta às novelas após mais de três anos». UOL. Consultado em 7 de setembro de 2012 
  8. «Esquenta Balacobaco: Na trama, o ator Victor Pecoraro dá vida a Eduardo Corrêa Jr.». R7. Consultado em 24 de agosto de 2016 
  9. «Balacobaco: quem é quem na novela da Record». M de Mulher. Consultado em 24 de agosto de 2016 
  10. «Balacobaco: quem é quem na novela da Record». M de Mulher. Consultado em 24 de agosto de 2016 
  11. Padiglione, Cristina (11 de julho de 2005). «Novela de Lauro César na Record será gravada em SP». São Paulo. Estado de S. Paulo. Consultado em 31 de janeiro de 2011 
  12. Redação Folha Online (5 de agosto de 2008). «Estreia de "Bela, A Feia" perde para saga dos "Mutantes"». Ilustrada. Folha de S. Paulo. Folha.com. Consultado em 18 de janeiro de 2011 
  13. «Estréia de "Cidadão Brasileiro" agrada na audiência». 14 de março de 2006. Consultado em 26 de janeiro de 2011 
  14. «Record estréia hoje Vidas Opostas, nova novela das 22h». A Tarde. 21 de novembro de 2006. Consultado em 18 de fevereiro de 2016 
  15. «Final de 'Vidas Opostas' bate recorde de audiência». Estadão. 29 de agosto de 2007. Consultado em 18 de fevereiro de 2016 
  16. «Audiência de estréia de Vidas Opostas bate recorde na Record». O Fuxico. 22 de novembro de 2006. Consultado em 18 de fevereiro de 2016 
  17. «Exclusivo: "Amor e Intrigas" bate recorde de audiência». O Planeta TV. 1 de julho de 2008. Consultado em 28 de novembro de 2015 
  18. «Audiência: Último capítulo de "Chamas da Vida" atinge a liderança por 9 minutos». O Planeta TV. 28 de abril de 2009. Consultado em 2 de outubro de 2015 
  19. «André Di Mauro e a repercussão de seu polêmico vilão». M de Mulher. 1 de dezembro de 2008. Consultado em 2 de outubro de 2015 
  20. Teledramaturgia. «Poder Paralelo». Consultado em 21 de agosto de 2011 
  21. Teledramaturgia. «Bela, a Feia». Consultado em 21 de agosto de 2011 
  22. Blog do Daniel Castro - R7.com (19 de maio de 2010). «Ribeirão do Tempo tem estreia tímida no Ibope de São Paulo». R7.com. Consultado em 21 de dezembro de 2010 
  23. «"Ribeirão" está parada no tempo». O Planeta TV. Consultado em 29 de agosto de 2016 
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