Edward Jenner

Médico criador da Vacina

Edward Jenner FRS[1] (Berkeley, 17 de maio de 174926 de janeiro de 1823) foi um naturalista e médico franco-inglês pioneiro no conceito de vacinas incluindo a invenção da vacina contra a varíola, em 1796.[2][3]

Edward Jenner
Eduard Jenner, 1824
Conhecido(a) por criador da vacina contra varíola
Nascimento 17 de maio de 1749
Berkeley, Gloucestershire, Inglaterra
Morte 26 de janeiro de 1823 (73 anos)
Berkeley, Gloucestershire, Inglaterra
Nacionalidade britânico
francês
Cônjuge Catherine Kingscote
Alma mater Universidade de St Andrews
Campo(s) Medicina e biologia

Os termos vacina e vacinação são derivados de Variolae vaccinae (varíola das vacas), termo usado por Jenner para descrever a varíola. Ele usou o termo pela primeira vez em 1798, no título de seu trabalho Inquiry into the Variolae vaccinae known as the Cow Pox, no qual descreve o efeito protetor da varíola bovina quando comparada com a varíola humana.[4]

No Ocidente, Jenner é conhecido como o "pai da imunologia" e seu trabalho é reconhecido como um "salvador de vidas, mais do que qualquer outra pessoa". Na época de Jenner, a varíola aniquilou 10% da população, com a porcentagem chegando até 20% nas cidades onde a doença se espalhava mais facilmente.[5] Em 1821, ele foi indicado como médico extraordinário pelo rei Jorge IV, além de ter sido eleito prefeito de Berkeley e juiz de paz. Membro da Royal Society na área de zoologia, ele foi a primeira pessoa a descrever o parasita de ninhada. Em 2002, seu nome foi incluído na lista de 100 maiores britânicos da BBC.[6]

BiografiaEditar

Jenner nasceu em 6 de maio de 1749, em Berkeley. Era o oitavo entre os nove filhos do reverendo Stephen Jenner, vigário de Berkeley, e sua esposa, Sarah Jenner. Jenner recebeu uma rígida educação quando criança, tendo estudado em Wotton-under-Edge e Cirencester. Por volta dessa época, ele passou pela variolização, processo de inoculação contra a varíola, o que lhe causou problemas de saúde para o resto da vida. Quando Jenner tinha 14 anos, tornou-se aprendiz por sete anos de Daniel Ludlow, um cirurgião de Chipping Sodbury, onde ganhou a experiência necessária para se tornar um cirurgião.[7]

Em 1770, aos 21 anos, Jenner se tornou aprendiz de cirurgia e anatomia do cirurgião John Hunter, tendo também trabalhado com outros especialistas do Hospital de St. George, em Londres. Hunter se tornou um bom amigo nos anos seguintes, com quem Jenner trocou várias correspondências ao longo dos anos. Hunter também o indicou para a Royal Society. Jenner retornou para sua cidade em 1773, onde se tornou um médico da família e cirurgião famoso na região.[3][7]

Junto de outros médicos, Jenner formou a Sociedade Médica de Fleece ou de Gloucestershire, chamada das duas formas porque as reuniões geralmente aconteciam no salão de Fleece Inn, em Rodborough, em Gloucestershire. Os membros jantavam juntos e liam artigos da área médica. Jenner contribuiu com artigos sobre a angina, oftalmia e doença cardiovascular, tecendo comentários também sobre a varíola bovina. Em 30 de dezembro de 1802, ele se tornou mestre maçom.[8][9]

ZoologiaEditar

Edward Jenner foi eleito membro da Royal Society em 1789, depois de sua publicação descrevendo um estudo cuidadoso sobre a antes incompreendida vida do cuco-canoro, incluindo observação, experimentação e dissecação. Jenner descreveu como o cuco recém-nascido empurrava os ovos de seu hospedeiro e os filhotes novatos para fora do ninho (ao contrário da crença existente de que o cuco adulto é que fazia isso). Tendo observado esse comportamento, Jenner demonstrou uma adaptação anatômica para o filhote, que tem uma depressão nas costas, não presente após 12 dias de vida, que lhe permitia pegar ovos e outros filhotes. O adulto não permanece tempo suficiente na área para realizar esta tarefa. As descobertas de Jenner foram publicadas em Philosophical Transactions of the Royal Society em 1788. [10][11]

Sua compreensão sobre o comportamento do cuco não foi inteiramente aceito até que a pintora escocesa, Jemima Blackburn, observadora da vida selvagem, viu o cuco recém-nascido empurrando os ovos de seu hospedeiro para fora do ninho. Sua descrição e ilustração do evento foram suficientes para convencerem Charles Darwin a revisar uma edição posterior de A origem das espécies.[12]

Seu interesse em zoologia teve grande papel em seu primeiro experimento com a inoculação. Ele não apenas tinha um conhecimento profundo da anatomia humana devido ao seu treinamento médico, como também entendia a biologia animal e seu papel nas fronteiras transespécies na transmissão de doenças. Na época, não havia como saber a importância dessa conexão para a história e a descoberta das vacinas. Tal conexão é vista hoje, onde muitas vacinações atuais incluem partes de animais de vacas, coelhos e ovos de galinha, o que pode ser atribuído ao trabalho de Jenner e sua vacinação contra a varíola bovina e varíola humana.[13]

Casamento e medicinaEditar

Jenner se casou com Catherine Kingscote (morta em 1815 devido à tuberculose), em março de 1788. Ele provavelmente a conheceu enquanto ele e seus colegas faziam experimentos com balões. O balão usado por Jenner desceu em Kingscote Park, na propriedade do pai de Catherine, Anthony Kingscote.[14]

Jenner obteve o diploma de médico pela Universidade de St Andrews, em 1792.[15]

Invenção da vacinaEditar

 
Os passos tomados por Edward Jenner para criar a vacinação. Jenner inoculou James Phipps com varíola bovina, vírus similar ao da doença humana, para criar imunidade, ao contrário da variolização, que usava a varíola humana para criar imunidade.

A inoculação já acontecia na Ásia e era uma prática padrão, ainda que envolvesse riscos sérios. Um deles era o medo de que os inoculados passassem a transmitir a doença aos que os cercavam, por se tornarem portadores da doença.[16] Em 1721, Lady Mary Wortley Montagu importou a técnica da variolização para a Grã-Bretanha depois de observar o procedimento em Constantinopla. Ainda que Johnnie Notions tenha tido sucesso com sua auto-inoculação[17], que alegava não ter perdido nenhum paciente[18] seu método era limitado às Ilhas Shetland.[3]

Voltaire escreveu que nessa época 60% da população se contaminou com varíola e 20% da população morreu por causa dela.[19] Também escreveu que os circassianos usavam a inoculação desde tempos imemoriais e que o costume tinha sido emprestado dos turcos.[20] Em 1766, Daniel Bernoulli analisou a mortalidade da varíola e as taxas de mortalidade para demonstrar a eficiência da inoculação.[21]

Em 1768, o médico inglês John Fewster percebeu que uma infecção prévia pela varíola bovina levava à uma imunidade da pessoa para a varíola.[22][23] Na década de 1770, pelo menos cinco pesquisadores da Inglaterra e da Alemanha (Sevel, Jensen, Jesty 1774, Rendell, Plett 1791) fizeram testes em humanos, com sucesso, utilizando a vacina bovina contra varíola humana.[24] Por exemplo, o fazendeiro Benjamin Jesty, de Dorset, foi vacinado com sucesso e teria gerado imunidade na esposa e em seus dois filhos na epidemia de 1774, mas não foi até o trabalho de Jenner que o processo foi compreendido. É provável que Jenner tivesse conhecimento dos procedimentos de Jesty.[25] Uma observação similir sobre o processo de inoculação foi feito na França, por Jacques Antoine Rabaut-Pommier, em 1780.[26]

 
Dr. Jenner aplicando a vacinação em James Phipps, um menino de 8 anos, em 14 de maio de 1796

Jenner notou que as jovens ordenhadeiras eram, geralmente, imunes à varíola. Assim ele supôs que o pus das bolhas das ordenhadeiras, infectadas com a varíola bovina (doença similar, porém menos virulenta), poderia proteger contra a varíola humana. A hipótese de Jenner é que a doença começava com cavalos, que transmitiam para as vacas, que depois transmitiam para os trabalhadores da fazenda, manifestando-se como varíola bovina. Em 14 de maio de 1796, Jenner testou sua hipótese, inoculando o menino James Phipps, de 8 anos, filho do jardinheiro da propriedade. Ele raspou o pus das bolhas de uma das ordenhadeiras, Sarah Nelmes, que tinha contraído a varíola bovina de uma vaca chamada Blossom[8] e inoculou os dois braços do menino no mesmo dia. James teve febre e algum mal-estar, mas não desenvolveu a varíola. Depois que o menino se recuperou, Jenner então injetou material da varíola humana no menino, no processo de variolização comum da época e nenhuma doença se desenvolveu. Ele foi testado com vários materiais contendo varíola humana vindas de outras pessoas e nunca desenvolveu a doença. O caso de James Phipps foi o 17º caso descrito no primeiro artigo de Jenner sobre a vacinação.[27]

 
Manuscrito de Jenner sobre a primeira vacinação, no Royal College of Surgeons, em Londres

.

Jenner continuou sua pesquisa e a relatou à Royal Society, que não publicou seu artigo inicial. Após revisões e pesquisas adicionais, ele publicou suas descobertas sobre os 23 casos de inoculação, incluindo seu filho de 11 meses, Robert. Algumas de suas conclusões estavam corretas, outras erradas; métodos microbiológicos e microscópicos modernos tornariam seus estudos mais fáceis de reproduzir. A comunidade médica deliberou longamente sobre suas descobertas antes de aceitá-las. Eventualmente, a vacinação foi aceita e, em 1840, o governo britânico proibiu a variolação - o uso da varíola para induzir imunidade - e providenciou a vacinação com varíola bovina gratuitamente[29]

O sucesso de sua descoberta logo se espalhou pela Europa e foi usado "em massa" na Operação Balmis, na Espanha (1803-1806), uma missão de três anos às Américas, Filipinas, Macau e China, liderada pelo médito Francisco Javier de Balmis com o objetivo de dar a milhares de pessoas a vacina contra a varíola, iniciativa que foi elogiada pelo prório Jenner.[30]

Napoleão, que na época estava em guerra contra a Grã-Bretanha, vacinou todas as suas tropas, concedeu uma medalha a Jenner e ainda libertou dois soldados ingleses, permitindo que voltassem para casa, dizendo que não recusaria nada do "salvador da humanidade".[31][32]

O trabalho contínuo de Jenner com a vacinação o impediu de continuar sua prática médica normal. Ele foi apoiado por seus colegas e pelo rei em sua petição ao Parlamento e recebeu £10.000 em 1802 por seu trabalho de vacinação. Em 1807, ele recebeu mais £20.000 depois que o Royal College of Physicians confirmou a ampla eficácia da vacinação.[33]

Últimos anosEditar

Jenner foi eleito membro honorário da American Academy of Arts and Sciences, em 1802, membro da American Philosophical Society, em 1804 e membro estrangeiro da Royal Swedish Academy of Sciences, em 1806.[34] Jenner se tornou membro da Medical and Chirurgical Society desde sua fundação, em 1805 (hoje a Royal Society of Medicine), onde apresentou vários artigos. Em 1808, com ajuda do governo o Programa Nacional de Vacinação foi fundado, mas Jenner se sentiu ofendido pelos homens escolhidos para dirigi-lo e renunciou ao cargo de diretor.[35]

Retornando a Londres, em 1811, Jenner notou um número significativo de casos de varíola após a vacinação. Ele descobriu que, nesses casos, a gravidade da doença diminuía notavelmente com a vacinação anterior. Em 1821, ele foi nomeado médico especial do rei Jorge IV e também foi nomeado prefeito de Berkeley e juiz de paz.[3][7]

MorteEditar

Jenner foi encontrado em um estado de apoplexia, em 25 de Janeiro de 1823, com o lado direito de seu corpo paralisado. Ele não se recuperou e morreu no dia seguinte devido a um AVC, o segundo que sofreu, em 26 de Janeiro de 1823, aos 73 anos. Ele foi sepultado no jazigo da família Jenner, na Church of St. Mary, Berkeley.[36]

LegadoEditar

Em 1979, a Organização Mundial da Saúde declarou a varíola como uma doença erradicada.[37] Isto se deveu, sobretudo, aos esforços coordenados de saúde pública, sendo que, indubitavelmente, a vacina foi um componente essencial. Apesar de ser declarada erradicada, algumas amostras de pus contaminado com o vírus causador da doença são mantidas em laboratórios, no Centro de Controle e Prevenção de Doenças, em Atlanta, nos Estados Unidos, e no Centro Estadual de Pesquisa em Virologia e Biotecnologia VECTOR, em Koltsovo, na Rússia.[38]

HomenagensEditar

 
Museu Edward Jenner, na Inglaterra
  • Em 2002, o nome de Jenner foi incluído na 100 Greatest Britons, uma lista que apresenta os nomes dos cem maiores britânicos da História, segundo votação do público britânico.
  • A cratera Jenner, na Lua, foi assim batizada em sua homenagem.
  • A banda de Heavy metal Jenner, de Belgrado, capital da Sérvia, foi assim batizada em homenagem a Edward Jenner.
  • No episódio “TS-19”, a série de televisão The Walking Dead é mostrado um personagem de nome Edwin Jenner, em homenagem a Edward Jenner.[39]
 
Nome de Edward Jenner na fachada do prédio da London School of Hygiene & Tropical Medicine, em Keppel Street
  • A casa de Jenner, em Berkeley, Gloucestershire, transformada no Edward Jenner Museum.[40]
  • Uma estátua de Jenner, criada por Robert William Sievier, foi erguida na nave da Catedral de Gloucester.
  • Outra estátua foi erguida na Trafalgar Square e, posteriormente, levada para o Kensington Gardens.
  • Nas imediações de Gloucestershire, vila de Uley, Downham Hill, é localmente conhecida como "Smallpox Hill" por ser o possível local de estudos de Jenner sobre a varíola.[41]
  • Em Londres, o St. George's Hospital Medical School possui um pavilhão batizado como Jenner.
  • Um grupo de vilarejos no Condado de Somerset, na Pensilvânia, Estados Unidos, foi batizado em homenagem a Jenner, ainda no século XIX, havendo também, no mesmo estado, um cruzamento de rodovia batizado em sua homenagem[42]
  • Jennersville, na Pensilvânia, é localizada no Condado de Chester (Pensilvânia)[43]
  • O Instituto Edward Jenner Para Pesquisa de Vacinas é um centro de pesquisas de doenças infecciosas, parte da Universidade de Oxford.
  • Uma seção do Gloucestershire Royal Hospital foi batizada como Edward Jenner Unit.
  • Uma divisão do Northwick Park Hospital é batizada como Jenner Ward.
  • Jenner Gardens at Cheltenham, Gloucestershire, é um jardim e cemitério na Inglaterra.[44]
  • Uma estátua de Jenner foi erguida no Museu Nacional de Tóquio em 1896, para comemorar o centenário da descoberta da vacina de Jenner.[45]
  • Um monumento na parte externa dos muros da cidade de Bolonha Sobre o Mar, na França, foi erguido em homenagem a Jenner.
  • Uma rua em Stoke Newington, Londres: Jenner Road, N16 51° 33′ 31″ N, 0° 04′ 03″ O.
  • O nome de Edward Jenner é apresentado na sacada da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres.[46]

Referências

  1. «Jenner, Edward (1749–1823)». Royal College of Physicians of Edinburgh. Consultado em 3 de agosto de 2021 
  2. Riedel, Stefan (2005). «Edward Jenner and the history of smallpox and vaccination». Baylor University Medical Center. Proceedings (Baylor University. Medical Center). 18 (1): 21–25. PMC 1200696 . PMID 16200144. doi:10.1080/08998280.2005.11928028 
  3. a b c d Derrick Baxby (ed.). «Jenner, Edward (1749–1823)». Oxford Dictionary of National Biography. Consultado em 3 de agosto de 2021 
  4. Baxby, Derrick (1999). «Edward Jenner's Inquiry; a bicentenary analysis». Vaccine. 17 (4): 301–07. PMID 9987167. doi:10.1016/s0264-410x(98)00207-2 
  5. «How did Edward Jenner test his smallpox vaccine?». The Telegraph. Consultado em 3 de agosto de 2021 
  6. «BBC TWO reveals the nation's top 100 Greatest Britons of all time». BBC. Consultado em 3 de agosto de 2021 
  7. a b c «About Edward Jenner». The Jenner Institute. Consultado em 3 de agosto de 2021 
  8. a b «Young Edward Jenner, Born in Berkeley». Edward Jenner Museum. Consultado em 3 de agosto de 2021 
  9. «Edward Jenner biography». Grand Lodge of British Columbia and Yukon. Consultado em 3 de agosto de 2021 
  10. «Portrait silhouette of Edward Jenner (1749-1823)». Royal Society. Consultado em 3 de agosto de 2021 
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  12. Ewan, Elizabeth (2016). The New Biographical Dictionary of Scottish Women. Edimburgo: Edinburgh University Press. p. 544. ISBN 978-1474436281 
  13. Stern, Alexandra Minna; Markel, Howard (2005). «The History of Vaccines and Immunization: Familiar Patterns, New Challenges». Health Affairs. 24 (3): 611–21. PMID 15886151. doi:10.1377/hlthaff.24.3.611 
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  40. Baxby, Derrick (2009) [2004]. «Jenner, Edward». Oxford Dictionary of National Biography online ed. Oxford University Press. doi:10.1093/ref:odnb/14749  (Requer Subscrição ou ser sócio da biblioteca pública do Reino Unido.)
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  44. "Jenner Gardens". Cheltenham.gov.uk. Acesso em 8 de Dezembro de 2017
  45. "Top 10 Tokyo". p. 27. Dorling Kindersley Ltd, 2017
  46. «Behind the Frieze». LSHTM. Consultado em 21 de Fevereiro de 2017. Arquivado do original em 21 de Fevereiro de 2017 

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