Engelbert Kaempfer

naturalista, explorador e médico alemão

Engelbert Kaempfer (Lemgo, 16 de setembro de 1651 — Lemgo, 2 de novembro de 1716) foi um médico e viajante alemão.

Engelbert Kaempfer
Nascimento 16 de setembro de 1651
Lemgo
Morte 2 de novembro de 1716 (65 anos)
Lieme
Cidadania Alemanha
Irmão(s) Maria Magdalena Meyer
Ocupação explorador, médico, biólogo, botânico
Empregador Companhia Holandesa das Índias Orientais
Obras destacadas The history of Japan, Amoenitatum exoticarum

Nasceu em Lemgo, principado de Lipa, na Vestfália, onde seu pai era pastor. Estudou em Hamelin, Luneburgo, Hamburgo, Lubeque e Danzigue, e após obter o doutorado em Cracóvia, passou quatro anos em Königsberg na Prússia, estudando medicina e história natural.

ViagensEditar

PérsiaEditar

Em 1681, visitou Uppsala, na Suécia, onde lhe ofereceram estímulos para permanecer; porém, seu desejo de viajar ao estrangeiro levou-o a aceitar a secretaria de uma embaixada que Carlos XI enviou através da Rússia ao Império Safávida, em 1683. Kaempfer alcançou a Pérsia por Moscou, Kazan e Astrakhan, chegando em Nizabad, na Daguestão, após uma viagem pelo Mar Cáspio; de Shemakha, em Shirvan, fez uma expedição até a Península Baku, sendo talvez o primeiro cientista moderno a visitar esta região. Em 1684, chegou em Isfaão, que na época era a capital persa. Depois de uma estadia de mais de um ano a embaixada sueca se preparou para retornar, porém, Kaempfer juntou-se à frota da Companhia Neerlandesa das Índias Orientais no Golfo Pérsico como cirurgião-chefe e, apesar da febre que o acometeu em Bandar Abbas, encontrou oportunidade de visitar à Arábia e a região da costa ocidental da Índia.

JapãoEditar

Em setembro de 1689 viajou para Jacarta. Passou o inverno seguinte estudando a história natural javanesa e, em maio de 1690, viajou para o Japão como médico. O navio em que viajou atracou no Sião, cuja capital visitou, posteriormente, em setembro de 1690, chegou à costa de Nagasáqui, na época o único porto aberto aos estrangeiros.

Kaempfer permaneceu dois anos no Japão, durante os quais visitou duas vezes Tóquio, e lá o xogun Tokugawa Tsunayoshi. Quando revisitou Nagasaki, em fevereiro de 1691, tornou-se o primeiro cientista ocidental a descrever a árvore Ginkgo biloba, que os cientistas daquela época acreditavam estar extinta. Trouxe algumas sementes quando do seu retorno à Europa, plantando no jardim botânico da cidade de Utrecht, Holanda, onde ainda podem ser vistas até hoje. Durante sua estadia no Japão utilizou as suas habilidades médicas para superar a discrição habitual dos nativos, permitindo-lhe obter muitas informações valiosas. Em novembro de 1692, saiu do Japão para Java e daí para a Europa, chegando em Amesterdão, em outubro de 1693. Recebeu o grau de doutor em medicina (M.D.) em Leiden, e passou a residir na sua cidade natal, exercendo a profissão de médico no condado de Lippe. Morreu em Lemgo, em 1716.

Foi ele que introduziu a acupuntura na Europa

ManuscritosEditar

Com a morte de Kaempfer, a maioria dos seus manuscritos não publicados foram comprados por Sir Hans Sloane, e levados para Inglaterra. Entre eles, um era sobre a História do Japão. Este manuscrito foi traduzido para o inglês por J.G. Scheuchzer e publicado em Londres em dois volumes , em 1727. O original em alemão nunca foi publicado. Além da história japonesa, este livro contém uma descrição do estado político, social e físico do país no século XVII. O livro ainda não é obsoleto, sendo ainda uma fonte importante de informações para o leitor em geral. Os manuscritos originais de Kaempfer são mantidos atualmente sob os cuidados do Museu Britânico, em Londres.

Ligações externasEditar


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