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Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil

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A Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) é uma denominação protestante de base teológica luterana, fazendo parte da Federação Luterana Mundial. A presidência é exercida pela Pastora Silvia Beatrice Genz. Sua sede localiza-se em Porto Alegre, RS.

Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil
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Classificação Protestante
Orientação Luterana
Moderador Pa. Silvia Beatrice Genz
Associações Federação Luterana Mundial

Conselho Mundial de Igrejas[1]Conselho Latino-Americano de Igrejas

Área geográfica  Brasil
Origem 1824 (195 anos)
Membros 643.534 (2016)[2]
O maior templo da IECLB, em Timbó
Igreja da IECLB em Carambeí
Igreja da IECLB em Bonfim, Santa Maria / RS.
Igreja da IECLB em Getúlio Vargas, Rio Grande do Sul.
Igreja da IECLB em Fortaleza, capital do Ceará.

HistóricoEditar

A IECLB é originária principalmente da imigração de alemães protestantes luteranos, com formações das congregações suíça em maio de 1824 em Nova Friburgo, RJ; e de alemães em São Leopoldo, RS, em julho de 1824; Blumenau, SC, em 1854; na cidade do Rio de Janeiro 1827; em Domingos Martins, ES, em 1846; Teófilo Otoni - MG em 1862; Limeira - SP em 1873 e Ponta Grossa, PR, em 1877.

Estas comunidades começaram a organizar-se com apoio da Igreja Territorial da Alemanha. Em 1886, fundou-se o Sínodo Rio-Grandense da Igreja Evangélica Alemã, sob a liderança do Pastor Wilhelm Rotermund. Em 1968, esse Sínodo, com o Sínodo Protestante Luterano de Santa Catarina, Paraná e outros Estados da América do Sul (1905), a Associação de Comunidades Protestantes de Santa Catarina e Paraná (1911) e o Sínodo Evangélico do Brasil Central, formaram a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB). A Migração de sulistas e capixabas luteranos a partir de 1970 por outras áreas do Brasil, notavelmente em Rondônia fez surgirem novas comunidades.

Em 2004 a IECLB contava com 713.502 membros, distribuídos em 18 Sínodos, 413 paróquias, 1.770 comunidades, 1.162 Pontos de Pregação, 46 Escolas, 13 Ancionatos, 20 Hospitais e 12 Casas de Retiro, 577 pastores e pastoras, 34 diaconisas, 98 obreiros e obreiras diaconais e 135 catequistas. Possui organizações étnicas, como a Comunidade Escandinava, Comunidade Húngara, uma Congregação Japonesa e o Grupo de Negros da Escola Superior de Teologia. A IECLB é forte atuante na área diaconal, atividades ecumênicas e missões evangelísticas.

OrganizaçãoEditar

DoutrinaEditar

A IECLB tem por doutrina a base feita pelo reformador Martinho Lutero. Lutero pregava que a salvação vinha pela graça e pela fé, contrariando à ideia das boas obras como salvadoras. A igreja também utiliza os outros livros lançados por Lutero como uma base para o ensino de sua doutrina. O Catecismo Menor é ensinado a pessoas com um básico aprofundamento das principais teologias da Igreja. Um livro semelhante, porém maior e com aprofundamento mais detalhado é conhecido como Catecismo Maior, que é ensinado aos adultos. Além destes documentos, a IECLB também aceita como parte de seu ensino a Confissão de Augsburgo e o Livro de Concórdia. A IECLB utiliza dois sacramentos, o Batismo e a Santa Ceia. São três os credos ecumênicos presentes na IECLB: o Credo Apostólico, o Credo Niceno-Constantinopolitano e o Credo Atanasiano. Em 1580, a Igreja Luterana incorporou os três credos em suas confissões, reunidas no Livro de Concórdia.

DemografiaEditar

Ano Paróquias Membros Crescimento
1968 - 643.917 - [4]
1978 - 736.901 14,44%[4]
2002 - 712.316 -3,33%[4]
2010 - 700.000 -2,22% [5]
2012 - 671.389 -4,08%[2]
2014 481 666.309 -0,75%[2]
2016 483 643.693 -3,39%[2]

Conforme estatísticas da denominação, seu número de membros está em declínio desde 2002, quando a igreja voltou a registrar seu número de membros.[4][2]

As maiores causas do declínio de membros, conforme a própria denominação são o ingresso em outras denominação e emigração.[2] Todavia, conforme estudo realizado em 2004, a queda de natalidade e da taxa de batismo também são causas do declínio.[4]

Perfil dos membrosEditar

Segundo dados do Censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 2010, 51,73% da população luterana era de mulheres e 48,27% eram homens. 68,66% do luteranos residiam no meio urbano e 31,332% no meio rural. 90,51% dos luteranos eram brancos, 7,71% eram pardos , 1,32% negros, 0,31% amarelos e 0,14% indígenas. Assim sendo, a população luterana tem o percentual de brancos 43% maior que a média nacional, enquanto todos os demais grupos étnicos são menos representados entre os luteranos. A uniformidade étnica do grupo religioso deve-se sobretudo a origem dos seus membros, sendo a maioria descendentes de imigrantes alemães, concentrado a Região Sul do Brasil.[6]

Nos demais assuntos o Censo agrupou os luteranos com os demais protestantes históricos. No quesito sobre escolaridade, 14,61% do protestantes históricos tinham nível superior completo, acima da média nacional de 11,26%, da média dos católicos romanos, pentecostais, evangélicos sem denominação e pessoas sem religião.[6]

Na renda nominal mensal, 3,12% dos protestantes históricos tinham a renda superior a 10 salários mínimos, número superior a média nacional de 3%, da média dos católicos romanos, pentecostais e evangélicos sem denominação.[6]

Não existem pesquisas específicas sobre a renda da população luterana na Brasil, mas nos Estados Unidos, conforme estudo do Pew Research Center, as duas maiores denominações luteranas naquele país (Igreja Evangélica Luterana na América e Igreja Luterana - Sínodo de Missori) estavam entre a população com maior renda per capita, quando a pesquisa foi realizada em 2016.[7] Além disso é um dos grupos religiosos com maior escolaridade naquele país.[8]

Missão ZeroEditar

A IECLB possui uma organização missionária chamada Missão Zero, dentro do Movimento Encontrão o qual organiza, desde 2001, projetos missionários no Meio-Norte e no Sertão Nordestino, cujo objetivo, além de alcançar as pessoas daquela região para Cristo, almeja fundar comunidades luteranas.

A Missão Zero teve seus primeiros projetos na década de 90 no oeste de São Paulo e leste do Mato Grosso do Sul. Seu primeiro projeto em 1989 em Três Lagoas/MS, tendo sequencia nas cidades de Araçatuba, Andradina, Birigui, Castilho, Santa Fé do Sul e São José do Rio Preto, todas no oeste do estado de São Paulo, embora nem todos os projetos tenham prevalecido. Em 2007 também foi criado um projeto em Butiá/RS.

Assim, a Missão Zero com foco na missão urbana, também pretende alcançar cidades e bairros de outras regiões do Brasil e do Mundo.

Juventude da IECLBEditar

A IECLB organiza seu trabalho com jovens através da formação de grupos cujos objetivos são o aprofundamento bíblico-teológico, a comunhão cristã e vivência da fé. Os e as participantes dos grupos da Juventude Evangélica, além de um espaço para a reflexão bíblica, buscam também interagir socialmente.

Os grupos em seus encontros refletem sobre a Bíblia e a vivência cotidiana, fazem brincadeiras, praticam esportes, interagem com a sua comunidade e com a sociedade por meio de atividades sociais. Em 2004 havia mais de 700 grupos de jovens, sendo que o número de membros jovens da IECLB (14-25 anos) era de 122 mil.[9] Os 18 sínodos da IECLB e outras entidades paraeclesiásticas (Movimentos internos da IECLB e ONGs principalmente) desenvolvem atividades para os grupos,como acampamentos, congressos, encontrões, retiros, olimpíadas, eventos culturais e musicais.

A Juventude Evangélica da IECLB se organiza com um Conselho Nacional da Juventude Evangélica (CONAJE), Coordenações Sinodais (COSIJE) e grupos de comunidades e paróquias. A cada dois anos acontece o Congresso Nacional na JE (CONGRENAJE), sendo o último, em Timbó/SC, em julho de 2016, reuniu 1.600 pessoas.

Há mais de uma década, o CONAJE tem promovido intercâmbios internacionais, tendo como parceiras as igreja luteranas da Baviera (Alemanha), ELCA (Estados Unidos), Noruega, Suécia, Austrália e IERP (ConeSul).

Foram presidentes do CONAJE: Claudio Becker, Patrícia Ferreira, Alexander Stahlhoefer, Aline Pacheco (Tapes/RS), Viviane Kussler (Entre-Ijuis/RS), Sheila Potin (Santa Maria de Jetibá/ES), Katilene Willms(Blumenau/SC), Rodolfo Fuchs (Porto Alegre/RS) e como atual coordenadora (2016/2018), Martina Wrasse Scherer (Candelária/RS).

DiaconiaEditar

Comunhões DiaconaisEditar

Na IECLB existem duas comunhões: a comunhão das diaconisas, que formam a Irmandade Evangélica Luterana, e a Comunhão Diaconal, mais conhecida por COD[10].

Irmandade DiaconalEditar

Nos meados da década de trinta, surge a necessidade de criar uma casa de formação diaconal brasileira. Em 1938, no congresso da Ordem Auxiliadora de Senhoras Evangélicas do Sínodo Riograndense, ocorrido em Santa Cruz do Sul, foi decidido fundar a Casa Matriz de Diaconisas, em São Leopoldo, RS. Dessa forma, no dia 17 de maio de 1939 foi dado início a formação diaconal nessa instituição. Para essas jovens abriu a possibilidade de exercerem uma profissão e, ao mesmo tempo, uma chance de ocuparem um ministério eclesiástico. Elas foram chamadas de diaconisas, mas, por formarem irmandades, também se tornaram conhecidas como irmãs[10].

Comunhão de Diaconal - CODEditar

A fundação da segunda comunhão diaconal brasileira aconteceu no dia 31 de outubro de 1976, na Associação Diacônica Luterana (ADL) , quando ex-alunas do Seminário Bíblico-Diaconal se uniram com ex-alunos e ex-alunas da ADL, na Comunhão de Obreiros e Obreiras Diaconais, hoje denominado Comunhão Diaconal.[10].

Rede de DiaconiaEditar

A Rede de Diaconia é uma proposta de articulação das instituições diaconais da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), com foco no fortalecimento da atuação, formação, incidência pública e sustentabilidade.

Coordenada pela Fundação Luterana de Diaconia FLD, em parceria com a Secretaria Geral da IECLB, a Rede de Diaconia recebe apoio da Federação Luterana Mundial e de Pão para o Mundo, bem como também da Secretaria Geral da IECLB.

A Rede de Diaconia é um espaço de construção da identidade coletiva das instituições diaconais da IECLB, por meio da articulação, da parceria na caminhada, da partilha de experiências e da maior proximidade com as comunidades.

MovimentosEditar

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Na IECLB, encontram-se ativos vários movimentos, com diversas ênfases de trabalho:

A Missão Evangélica União Cristã (MEUC) é uma entidade missionária evangélica que se reconhece na tradição da reforma e do pietismo, inserida no contexto da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), com atividades realizadas em diversas cidades do Brasil.

O trabalho da MEUC é desenvolvido por meio de diversas comunidades cristãs, departamentos com foco específico, através de trabalhos sócio-missionários, e do ensino e formação teológica.

História da MEUC:

  • 1926

Sra. Johanna Michel envia carta a Alemanha solicitando um missionário ao Brasil.

  • 1927

Chega ao Brasil 1º missionário alemão Alfred Pfeiffer em São Bento do Sul - SC.

  • 1929

Pfeiffer fixa residência em Blumenau O trabalho é focado em Evangelizações e formação de grupos de Estudo Bíblico. Cidades atendidas: Blumenau, Rio do Sul, Timbó, Ibirama, Jaraguá do Sul, Joinville entre outras.

  • 1931

Chega ao Brasil o 2º missionário alemão Friedrich Jakob Dietz. Dietz se instala em Blumenau e Pfeiffer volta a São Bento do Sul.

  • 1936

Fundação legal da Missão Evangélica União Cristã (MEUC) – originalmente MarkusVerein.

  • 1937

Construída a 1ª sede da MEUC em Blumenau - SC.

  • 1938

Chega ao Brasil o 3º missionário alemão Willy Steenbock.

  • 1950

Joinville - SC.

  • 1957

Rio do Sul - SC.

  • 1958

Ijuí - RS. Dietz inicia trabalho no Rio Grande do Sul.

Por quase 30 anos a MEUC contou apenas com os 3 missionários pioneiros alemães.

Instalados os primeiros missionários brasileiros – João Brückeimer e Sigfried Müller.

  • 1956

Fundação da (Evangelisch-Lutherische Bibelschule von Espírito Santo (Escola Bíblica Evangélica Luterana do Espírito Santo), atual Associação Diacônica Luterana[10].

  • 1960

Fundada a Escola Bíblica em São Bento do Sul – 5 alunos.

  • 1961

Fundado o Lar Filadélfia.

  • 1969

Ibirama - SC.

  • 1973

1º Retiro de Crianças da MEUC.

  • 1979

Maripá - PR. R. Voigt inicia trabalho no Paraná.

  • 1980

1º Congresso de Jovens da MEUC, em São Bento do Sul - SC.

Palmitos - SC.

1ª Edição do "Caminho e Testemunho".

  • 1984

Paraguai (Casilla Dos) / 1992 - UNEPA - Paraguai.

  • 1985

Bom Amigo (Blumenau - SC).

  • 1988

Escola Bíblica passa a ser CETEOL - Centro de Ensino Teológico.

  • 1989

Fundação CERENE – Centro de Recuperação Nova Esperança. Tratamento de dependentes químicos (alcoolismo e drogadição).

1º Missionário da MEUC no Paraguai.

  • 1990 Devocionário "Surpresas para Hoje".
  • 1993 Marechal Candido Rondon - PR.

MEAME - Ijuí - RS.

  • 1994

IECLB reconhece curso de Bacharelado em Teologia do CETEOL para ordenação de pastores.

  • 1995

Cascavel - PR.

  • 1997

1º Banda e Louvor.

  • 1998

Ecos da Esperança.

Projetos Casa Lar.

Joinville - SC

  • 1999

1ª edição do Congresso de Famílias.

Reconhecimento do curso de teologia como graduação pelo MEC (Ministério de Educação e Cultura).

  • 2000

CETEOL se torna FLT – Faculdade Luterana de Teologia, com credenciamento de Instituição de Ensino Superior.

  • 2002

PEAL Timbó (Projeto Espaço Alternativo).

  • 2006

Concórdia - SC.

  • 2009

São Gabriel do Oeste - MS.

  • 2014

Sidrolândia - MS.

Fundação da Associação dos Programas Educacionais e Assistenciais – PEAL. [11]

  • Movimento Encontrão - O Encontrão é movimento de renovação e despertamento espiritual que afirma e se firma na Palavra de Deus. Com raízes na Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) e vinculação inquestionável, tem a vontade de renovação canalizada pela evangelização, discipulado e capacitação. A partir de 1955 começaram a chegar ao Paraná e Rio Grande do Sul vários pastores pietistas e missionários luteranos do evangelicalismo dos Estados Unidos e Canadá. Em 1965 chegou em Novo Hamburgo, RS, o missionário estadunidense John Aamot, pregando que Deus é um Senhor amoroso que habita em nosso corações (não na estrutura física da igreja) e que quer se relacionar conosco todos os dias (não apenas no domingo). Muitos jovens luteranos foram impactados com sua mensagem e decidiram formar um movimento que aplicasse o modelo bíblico de igreja, ou seja, um movimento que aplicasse a lei do amor, a comunhão e a evangelização de todas as pessoas. Assim nasceu o Movimento Encontrão dentro da IECLB. [12].

Na década de 1960-70 o Brasil recebeu inúmeros impulsos de avivamento e graças a Deus o vento do Espírito Santo também soprou sobre a IECLB. Entre as diversas formas do agir de Deus, alguns evangelistas foram os instrumentos para um trabalho de evangelização que mais tarde resultou no Movimento Encontrão.

A partir do ano de 1965 chegaram missionários norte-americanos que falavam de um Deus que está perto, próximo de nós. A proposta de evangelizar, discipular e capacitar fez com que o trabalho transcendesse os limites da membresia tradicional e formal da comunidade luterana e, assim, também da germanidade. O despertamento nas comunidades passou a agregar leigos, pastores e estudantes de teologia também de outras origens a este movimento que se reunia informal e espontaneamente.

Logo se viu a importância de juntar as pessoas das mais diversas localidades e comunidades para celebrarem os feitos de Deus em suas vidas e juntos buscar por novas estratégias a fim de que isto se espalhasse com maior força por todos os rincões do nosso país. Grandes encontros reuniam estas pessoas e nascia assim o Movimento Encontrão, informal, horizontal, transparente, estando a serviço da ação de Deus na prática da evangelização, na vivência do discipulado e no objetivo da edificação da Igreja.

Os Encontrões foram multiplicando-se e em 1985 aconteceu o primeiro Encontrão Nacional, que passou a se repetir a cada quatro anos.

No final da década 1980, insatisfeitos com os rumos da educação teológica convencional na IECLB, resolveu-se investir em um centro de formação. Assim, no início dos anos 90 foi fundado o CPM (Centro de Pastoral e Missão) em Curitiba-PR que hoje é Centro de Pastoreio e Missão, nome da casa do Movimento Encontrão. Ela abriga a FATEV (Faculdade de Teologia Evangélica em Curitiba), a secretaria da Missão Zero e os Ministérios. O CPM é um braço de um movimento que acontece em cada comunidade envolvida e através de cada pessoa que se identifica com esse chamado. [13]

  • Pastoral Popular Luterana - PPL - Uma pastoral é essencialmente testemunho e ação. Tem suas raízes na mensagem bíblica. Esse testemunho e ação motivada pela mensagem bíblica ganha enorme relevância na atualidade por seu conteúdo e propostas de mudança da realidade. A ação pastoral é um agir evangélico no meio popular.

A pastoral popular tem sua origem na luta de libertação na América Latina, onde o povo reconhece a atuação de Deus na história pela prática da justiça. Esta sua origem também define o seu público e tarefa específica que o cuidado para com aqueles/as que se encontram em situação de fragilidade devido a desigualdade social e de todas as demais consequências de tal desigualdade. A pastoral popular eficiente é aquela que,conforme Jesus fez, consegue ler e interpretar a sociedade do seu tempo, a fim de detectar os problemas que fazem com que o povo sofra. E, a partir de então, sejam denunciados, tendo em seu horizonte a mudança, a realização da justiça.

Assim nasceu a Pastoral Popular Luterana (PPL), formada a partir da atuação de membros, lideranças e ministros/as vinculados à Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB). A Pastoral Popular Luterana não possui uma data certa para seu surgimento. Ela aparece num momento histórico compreendido entre o final da década de 1970 e início da década de 1980, em algumas comunidades do sul do Brasil, espalhando-se depois por vários estados do sul até o Espírito Santo, Mato Grosso, Rondônia, Pará. Seus participantes inicialmente eram somente pastores, pastoras, mas logo de início, em torno de 1984, ela contou com a participação de leigos engajados em lutas sociais.Conforme consta em ata do seminário da Pastoral Popular Luterana ocorrida em Palmitos no ano de 1990, a sigla PPL teve origem numa reunião ocorrida em Esteio/RS, sendo seu principal objetivo “motivar as pessoas para um trabalho popular”.

Também consta nesta ata que uma das importantes características da PPL é ser ecumênica e somar forças nas ações concretas com grupos e movimentos sociais organizados.

A PPL aparece nos momentos finais de uma violenta etapa da história brasileira, em que o país viveu sob a ditadura militar (1964 a 1985), gerando repressão, opressão, violência e desigualdade. Por isto é extremamente significativo entender como a PPL, um movimento eclesial com opções de esquerda, conseguiu ir se estabelecendo numa igreja minoritária e historicamente vinculada à imigrantes alemães.

Em oposição à experiência da ditadura, a PPL sempre deu muito valor à formação, organização e protagonismo popular, a partir de uma visão de fé motivado pela Teologia da Libertação e pela confessionalidade luterana, e de testemunho evangélico das comunidades lá na sua base. Foi o exercício da missão profética de denúncia e anúncio em vista do Evangelho de Jesus Cristo.

A PPL assim se definiu conforme os seus estatutos:

Pastoral Popular Luterana, a seguir denominada PPL, é uma associação civil, sem fins lucrativos, de cunho religioso, autônoma em relação ao Estado e aos Partidos Políticos, comprometida com o movimento social e comunitário, de caráter assistencial, educacional e de assessoria, composta por pessoas ligadas organicamente à Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil – IECLB. Conforme consta em ata do seminário da Pastoral Popular Luterana ocorrida em Palmitos no ano de 1990, a sigla PPL teve origem numa reunião ocorrida em Esteio/RS, sendo seu principal objetivo “motivar as pessoas para um trabalho popular”. Também consta nesta ata que uma das importantes características da PPL é ser ecumênica e somar forças nas ações concretas com grupos e movimentos sociais organizados. A PPL aparece nos momentos finais de uma violenta etapa da história brasileira, em que o país viveu sob a ditadura militar (1964 a 1985), gerando repressão, opressão, violência e desigualdade. Por isto é extremamente significativo entender como a PPL, um movimento eclesial com opções de esquerda, conseguiu ir se estabelecendo numa igreja minoritária e historicamente vinculada à imigrantes alemães.

Em oposição à experiência da ditadura, a PPL sempre deu muito valor à formação, organização e protagonismo popular, a partir de uma visão de fé motivado pela Teologia da Libertação e pela confessionalidade luterana, e de testemunho evangélico das comunidades lá na sua base. Foi o exercício da missão profética de denúncia e anúncio em vista do Evangelho de Jesus Cristo. A PPL assim se definiu conforme os seus estatutos:

Pastoral Popular Luterana, a seguir denominada PPL, é uma associação civil, sem fins lucrativos, de cunho religioso, autônoma em relação ao Estado e aos Partidos Políticos, comprometida com o movimento social e comunitário, de caráter assistencial, educacional e de assessoria, composta por pessoas ligadas organicamente à Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil – IECLB

Com fundamentos na teologia luterana assim como na teologia da libertação, a PPL visa contribuir com suas ações para a transformação social, por meio de uma leitura crítica das realidades que se apresentam e da própria fé cristã. Esta tarefa é realizada por meio de objetivos que são:

  • Promover a reunião e organização de pessoas e grupos de comunidades cristãs engajadas em instituições da sociedade civil, visando prepará-las para ações transformadoras na sociedade, desde uma perspectiva eclesial, bíblico-teológica e sociocultural;
  • Implementar a ação pastoral junto a comunidades eclesiais e organizações do movimento social, considerando as dimensões celebrativa, de animação, conscientização e formação;
  • Buscar a transformação da sociedade numa perspectiva libertadora e ecumênica, junto com outros grupos, comunidades eclesiais e segmentos sociais;
  • Animar a promoção humana através de ações de solidariedade, de formação teológica e política, e de preparação de lideranças eclesiais e comunitárias;
  • Incentivar a organização social, educacional, cultural e recreativa de pessoas associadas e grupos com os quais a PPL trabalha;
  • Realizar atividades filantrópicas que visem atender carências do público com o qual a PPL trabalha, especialmente de grupos empobrecidos, comunidades eclesiais e setores do movimento social;
  • Realizar encontros nacionais, regionais e locais, em forma de seminários, cursos, congressos, retiros, fóruns, debates e conferências, visando o aprimoramento pessoal e comunitário do público alvo da PPL, a interligação de atividades, a análise da realidade e o aprofundamento bíblico-teológico.

É por meio desta voz profética, que não somente denuncia, mas também anuncia, e que evidentemente não se restringe ao grupo de pessoas ligadas à PPL, que as pessoas podem perceber que o Reino de Deus já se manifesta aqui neste mundo, na prática da justiça, na vivência do amor e da solidariedade. [14].

  • CAPA - Centro de Apoio e Promoção da Agroecologia - É uma organização da sociedade civil, vinculada à Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, com atuação nos três estados do sul do Brasil – Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Criado em 1978, iniciou suas atividades em 15 de junho de 1979, na cidade de Santa Rosa (RS), com o nome de Centro de Aconselhamento ao Pequeno Agricultor.

O CAPA nasceu no momento em que agricultoras e agricultores familiares eram expulsas e expulsos do campo, pelo modelo de desenvolvimento chamado “Revolução Verde” – um pacote de modernização baseada na produção agrícola em grande escala, no uso intensivo de agrotóxicos e na mecanização, rompendo com a lógica da agricultura familiar. Já ali, a proposta do CAPA se fundamentava na disseminação de práticas econômica e ecologicamente sustentáveis, entre famílias produtoras rurais, oferecendo alternativas para a permanência no campo.[15] O CAPA é um serviço da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) que, como igreja de Cristo, tem o compromisso de não se conformar com injustiças sociais e a agressão à Natureza. O CAPA foi colocado à disposição das agricultoras e dos agricultores familiares para, em conjunto, e com base nos princípios da agroecologia e da cooperação, desenvolver experiências de produção, beneficiamento, industrialização e comercialização, de formação e capacitação, de saúde comunitária, que sirvam de sinais de que o meio rural pode ser um espaço de vida saudável e de realização econômica para todas e todos. [16]


ComunicaçõesEditar

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A IECLB é bastante conhecida, especialmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, devido a suas emissões de rádio através da Rede União FM que, diferente de outras fundações evangélicas, propõe-se a levar programação de música ambiente, adulto-contemporânea e de MPB, intercalado com notícias e frases de reflexão, além dos cultos luteranos. Em Blumenau, Santa Catarina, já houve uma União FM que já foi afiliada a Rede Antena 1 de 2004 até 2016. E em Novo Hamburgo, a União FM é a primeira emissora FM, e também a primeira a irradiar em FM estéreo, na região do Vale do Sinos, inaugurada em 1980.

Centros de formaçõesEditar

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Faculdades ESTEditar

Faculdades EST história da Faculdades EST, em especial do Bacharelado em Teologia, está intimamente relacionada com a imigração alemã no sul do Brasil. A partir de 1824, um número expressivo de alemães de confessionalidade luterana chegou ao sul do país, iniciando o trabalho de edificação de comunidades. Inicialmente, esse trabalho era feito por pessoas leigas, ou por pastores vindos do exterior. Logo, sentiu-se a necessidade de uma formação teológica em terra brasileira. Num artigo publicado em 1920, já se constatava a necessidade, segundo o pastor Hermann Dohms, de pastores familiarizados com a situação do país, que conferissem à igreja o caráter de uma instituição arraigada no povo. Para tanto, foi criado, em 1921, um curso de formação humanística de ensino médio que se tornou, a partir de 1931, o Instituto Pré-Teológico - com sede própria no Morro do Espelho, São Leopoldo. Nesse Instituto, em 1940, iniciou-se um "curso teológico propedêutico", que teve que ser interrompido em 1942, com a declaração de guerra à Alemanha pelo Brasil.

Terminada a Segunda Guerra Mundial, fundou-se o primeiro curso oficial de Teologia. Em 26 de março de 1946 foi constituída a primeira "Escola de Teologia" da IECLB. Esta foi transferida, em 1948, de uma modesta casa no Morro do Espelho para a Casa Sinodal, o prédio que abrigou o sínodo Rio dos Sinos e, mais recentemente, passou a ser a Secretaria Acadêmica da Faculdades EST. Em 1956, foi inaugurada a "Casa dos Estudantes", cujas dependências são conhecidas hoje por "prédio velho". Anteriormente pertencente ao Sínodo Rio-Grandense, a Faculdade de Teologia passou a ser, a partir de 1958, uma instituição da Federação Sinodal (hoje, IECLB - Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil), com abrangência nacional. Nessas primeiras décadas, o corpo docente da Faculdade era constituído, em sua maioria, por docentes provenientes da Alemanha. A partir de 1968, no entanto, o processo de abrasileiramento foi acelerado. 

Em 1984, a Faculdade de Teologia passou a constituir a Escola Superior de Teologia (EST). A EST surgiu abrigando cinco institutos: Faculdade de Teologia, Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa ( atual Programa de Pós-Graduação em Teologia), Instituto de Educação Cristã, Instituto de Capacitação Teológica Especial e Instituto de Pastoral. Posteriormente, foram criados o Instituto de Música e o Instituto de Formação Diaconal, a Escola Sinodal de Educação Profissional (Esep) e o Instituto Superior de Música de São Leopoldo (ISMSL).

O conjunto de atividades desenvolvidas por esses diferentes institutos ao longo dos anos fez com que a EST passasse a ser uma instituição que atua em diferentes níveis: graduação, pós-graduação, extensão e técnico. O Regimento Geral, aprovado em 2002, substituiu os antigos institutos por pró-reitorias, permanecendo a Escola Sinodal de Educação Profissional (Esep) e o Instituto Superior de Música de São Leopoldo (ISMSL).

Em 2007, o regimento geral foi reformulado, visando integrar o IEPG, a ESEP, o ISM e a EST numa única instituição de ensino superior, sob a marca Faculdades EST, com seus respectivos cursos. A partir daí a instituição oferta o curso de Educação Cristã, que acontecia na Escola Evangélica de Ivoti, o curso de diaconia, que era ofertado na Associação Diacônica Luterana. [17]

Faculdade Luterana de Teologia - FLTEditar

Desde 1960 pessoas encontram na instituição hoje chamada de “Faculdade Luterana de Teologia – FLT” uma boa formação, pautada numa sólida teologia bíblica, bem como no resgate da teologia da Reforma e das contribuições do Pietismo protestante. Esta teologia tem se mostrado ao longo das décadas como consistente e inovadora para o trabalho missionário, a edificação de comunidades, o preparo teológico de leigos, pastores e missionários e para o aprofundamento de cada pessoa que passa por aqui em sua vida de fé.

Já a partir dos primórdios do trabalho da MEUC – Missão Evangélica União Cristã no Brasil (meuc.org.br), entidade que criou a IES, os missionários pioneiros assumiram conscientemente a tarefa de preparar leigos para o trabalho missionário, capacitando-os para desenvolverem atividades, tais como: estudos bíblicos, conferências bíblicas e retiros. Começaram a ser organizados cursos com o objetivo de capacitar leigos para o serviço cristão. Tais cursos tinham como meta a criação de uma escola bíblica. Esta escola bíblica realizou suas atividades de 1960 a 1977. Em 1986 a Escola Bíblica foi reaberta, sob o nome de Instituto Bíblico Mato Preto. Em 1988 foi criado o CETEOL - Centro de Ensino Teológico.

Hoje a FLT é uma Instituição de Ensino Superior, de confissão luterana, sem fins lucrativos, com sede e foro na Rua Walli Malschitzky, 164, cidade de São Bento do Sul, Estado de Santa Catarina. É voltada ao ensino, à pesquisa e à extensão, tendo como objetivo a formação de uma cultura cristã que se destaque pela reflexão teológica e que leve ao exercício contextual da piedade e do ministério cristão.[18]

Faculdade de Teologia Evangélica - FATEVEditar

Já na década de 1980 surgem movimentos na IECLB perguntando por novos modelos de formação teológica. A preocupação estava em diversificar a representação teológica na Igreja bem como buscar por uma teologia e uma liderança mais focada no contexto brasileiro e seus desafios. A forte migração da população brasileira para os centros urbanos atingiu fortemente também a IECLB. Estava posto o desafio de aprender a ser igreja na cidade. Assim, com uma proposta de formação de lideranças capacitada a lidar com os desafios da missão urbana surge a Faculdade de Teologia Evangélica em Curitiba (FATEV).

Referências

  1. «Concílio Mundial das Igrejas: Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil». Consultado em 16 de março de 2018 
  2. a b c d e f «Estatística da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil com base no ano de 2016» (PDF). Consultado em 16 de março de 2018 
  3. | Constituição da IECLB
  4. a b c d e «IECLB–O Declínio do Crescimento Natural, 2004». Consultado em 16 de março de 2018 
  5. «Mission Eine Welt: luteranismo no mundo». Consultado em 16 de março de 2018 
  6. a b c «Perfil por religião, no Censo de 2010» (PDF). Consultado em 16 de março de 2018 
  7. «Pew Research Center:Como a renda varia entre os grupos religiosos nos Estados Unidos». Consultado em 16 de março de 2018 
  8. «Times Magazin:Fé, educação e renda». Consultado em 16 de março de 2018 
  9. BOBSIN, Oneide, KUNH JUNIOR, Norberto, BECKER, Claudio G. Sociabilidade Juvenil, In: Protestantismo em Revista. [1][ligação inativa]
  10. a b c d Beulke, Gisela (Janeiro de 2007). «A história do ministério diaconal na IECLB» (PDF). Estudos Teológicos. Consultado em 29 de julho de 2019 
  11. Empresadois, MEUC - Website by. «História - Quem somos | MEUC». Missão Evangélica União Cristã 
  12. «Portal Luteranos - IECLB». Consultado em 17 de janeiro de 2013. Arquivado do original em 13 de novembro de 2010 
  13. «História | Movimento Encontrão». me.org.br. Consultado em 25 de outubro de 2017 
  14. http://pastoral.org.br/quem-somos/
  15. http://www.capa.org.br/page/historia/
  16. http://www.capa.org.br/page/missao/
  17. http://www.est.edu.br/conheca-a-est/historia
  18. «As Origens da FLT». Consultado em 3 de novembro de 2018 

Ligações externasEditar