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Luís Gonçalves do Amaral
Cardeal da Igreja Católica
Bispo de Viseu
Ordenação e nomeação
Ordenação episcopal 1427 ?
Bispo de Lamego
Cardinalato
Criação 6 de abril de 1444, pelo Antipapa Félix V
Brasão
CardinalCoA PioM.svg
Dados pessoais
Nascimento PortugueseFlag1385.svg Viseu
Morte PortugueseFlag1385.svg Portugal
10 de fevereiro de 1444
Cardeais
Categoria:Hierarquia católica
Projeto Catolicismo

Luís Gonçalves do Amaral, ou simplesmente Luís do Amaral (Viseu, c. 1381 - 10 de Fevereiro de 1444),[1] foi um prelado português.

BiografiaEditar

D. Luís Gonçalves do Amaral era filho unigénito de Pedro Anes da Costa e de sua segunda mulher, da qual foi segundo marido, Maria Anes do Amaral, a Escassa.[2] Eleito bispo de Lamego a 5 de Junho de 1426, foi transferido para a diocese de Viseu[1] em 25 de Setembro de 1430, tendo tomado posse em 1431.

D. João I de Portugal designou-o e enviou-o em 1432 como Embaixador de Portugal ao Concílio de Basileia[1] em 1433, etc.

Tomou o partido dos adversários do Papa Eugénio IV e apoiou, contra ele, o segundo Antipapa Bento XIV, e foi, em representação dele, a Constantinopla, para apressar a vinda do Imperador Bizantino João VIII Paleólogo a Basileia, a fim de se realizar a reunião da Igreja Ortodoxa com a Igreja Católica. Eugénio IV enviara, ao mesmo tempo, como seu Embaixador, o também português Bispo do Porto D. Antão Martins de Chaves, a fim de conseguir que o Imperador viesse a Florença, onde estava, então, o Papa, e onde se havia reunido um novo Concílio. Os dois Prelados Portugueses encontraram-se, então, em Constantinopla, um a convidar o Imperador para o Concílio Ortodoxo, e o outro para o atrair ao Partido Cismático. O Bispo do Porto foi quem venceu, convencendo o Imperador a encontrar-se em Florença com o Pontífice.[1]

Os Padres do Concílio de Florença teimaram em se separar, e elegeram o Bispo D. Luís do Amaral por Legado a latere ao Imperador Alberto II da Germânia, ao Duque Filipe III da Borgonha, e ao Duque Francisco I da Bretanha. Mas, no regresso, D. Luís do Amaral foi preso por ordem de Eugénio IV, deposto e destituído da cátedra do Bispado de Viseu e, a 9 de Setembro de 1439, excomungado em 1440, por tudo isto e por denúncias de mau comportamento feitas contra si no Concílio, que entretanto se mudara para Ferrara e Florença.[1]

Como consequência, foi um dos bispos que não acatou as decisões conciliares. Tempos depois, D. Luís do Amaral conseguiu evadir-se da prisão, indo para Basileia, e reuniu-se num Conclave a 5 de Novembro de 1439, onde os Padres estavam deveras irritados contra Eugénio IV: o Papa foi deposto, sendo substituído, então e depois da sua morte, como Antipapa, pelo Duque de Saboia Amadeu VIII, sob o nome de Félix V.[1]

Foi, depois, readmitido pela Igreja como Cardeal, e reconciliado com ela pouco antes de falecer.[1]

Embora falecido a 10 de Fevereiro de 1444, o Antipapa Félix V, desconhecedor do facto, elevou-o ao Cardinalato, elegeu-o e fê-lo Pseudo-Cardeal-Presbítero (não reconhecido como tal pelo Papa oficial) no consistório de 6 de Abril do mesmo ano. Seria, decerto, confirmado como tal pelo Papa Nicolau V, se a sua morte o não viesse surpreender pouco depois da sua eleição. Nicolau V reconheceu todos os Cardeais eleitos por Félix V, por terem abjurado o Cisma.[1]

BibliografiaEditar

FontesEditar

  • Manuel Abranches de Soveral, Ascendências Visienses. Ensaio genealógico sobre a nobreza de Viseu. Séculos XIV a XVII, Porto 2004, ISBN 972–97430–6–1.

Referências

  1. a b c d e f g h Vários. Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira. [S.l.]: Editorial Enciclopédia, L.da. pp. Volume 2. 272 
  2. Marquês de Alegrete, XLII

Ligações externasEditar


Precedido por
Garcia de Meneses
 
Bispo de Lamego

14261431
Sucedido por
João Vicente
Precedido por
Garcia de Meneses
 
Bispo de Viseu

14311439
Sucedido por
Luís Coutinho