Mário José dos Reis Emiliano

futebolista brasileiro

Mário José dos Reis Emiliano, mais conhecido como Marinho, (Belo Horizonte, 23 de maio de 1957Belo Horizonte, 15 de junho de 2020), foi um treinador e futebolista brasileiro que atuava como ponta.

Marinho
Marinho do Bangu.jpg
Informações pessoais
Nome completo Mário José dos Reis Emiliano
Data de nasc. 23 de maio de 1957
Local de nasc. Belo Horizonte (MG), Brasil
Falecido em 15 de junho de 2020 (63 anos)
Local da morte Belo Horizonte, (MG)
Apelido Marinho
Informações profissionais
Posição assistente
Ex-ponta
Clubes profissionais
Anos Clubes
1975-1979
1979-1982
1983–1987
1988–1989
1989–1990
1991
1991
1991-1992
1993-1994
1994-1995
1996
Atlético
América-SP
Bangu
Botafogo
Bangu
América-SP
Pavunense
Entrerriense
Bangu
Americano
Bangu
Seleção nacional
1976
1986
Seleção Olímpica
Brasil
Times/Equipas que treinou
2008-2009
2009
2009-2010
2012
2013-2020
Céres (sub-17)
Bangu (assistente)
Juventus-RJ
Juventus-RJ
Bangu (assistente)

BiografiaEditar

Nascido na capital mineira, de origem muito pobre, o ponta direita foi revelado pelo Atlético Mineiro em meados da década de 70 pelo técnico Barbatana. Lançado pelo Galo, em 1976, Marinho já se destacava, dois anos antes, nas categorias de base da Seleção Brasileira. No mesmo ano foi convocado para disputar as Olimpíadas de Montreal, no Canadá.

Chegou ao Bangu, em 1983, numa troca por Dreyfuss, Vilmar e mais quarenta mil cruzeiros com o América-SP. Permaneceu no clube até 1987. No ano seguinte, foi atuar no Botafogo. Voltou ao time da Zona Oeste em 1989, 1990, 1993, 1994 e 1997, mas sem ostentar o mesmo brilho dos anos 80.

No time de Moça Bonita, Marinho era um dos principais destaques daquele elenco que conquistou o vice-campeonato brasileiro de 1985, perdendo a final para o Coritiba. No mesmo ano se sagrou vice-campeão carioca na decisão seu time foi derrotado por 2 a 1 pelo Fluminense,

Em 1988, o ponta foi negociado junto com Paulinho Criciúma e Mauro Galvão para o Botafogo, mas a sua carreira já entrava em declínio por conta de inúmeros problemas pessoais, entre os quais, uma tragédia familiar. O jogador viveu derradeiro episódio a 12 de fevereiro de 1988, quando seu filho Marlon, de um ano e sete meses, morreu afogado na piscina de sua mansão, enquanto ele concedia uma entrevista a uma emissora de televisão a poucos metros dali. Quando tinha 12 anos de idade já acontecera outro episódio fatídico. Perdeu a irmã Irene, atropelada, quando o levava a um treinamento nas divisões de base do Atlético Mineiro. Ainda jogou pelo América-SP, e novamente no Atlético Mineiro. Foi duas vezes campeão mineiro pelo Galo. Foi o último jogador do Bangu a ser convocado para a Seleção Brasileira, em 1986, num amistoso contra a Finlândia, quando marcou um gol.

Na Seleção Brasileira, Marinho fez quinze partidas. Era um jogador veloz, com facilidade para o drible, eficiente nas finalizações e de uma impulsão e talento acima da média. Foi eleito o melhor jogador do Campeonato Brasileiro de 1985 pela Revista Placar, que lhe concedeu a Bola de Ouro.

Após encerrar a carreira de jogador, passou a se dedicar a de treinador. Treinou a equipe juvenil do Céres, trabalhou como auxiliar-técnico do Bangu, durante a participação do clube na Copa Rio 2009, passando no mesmo ano a treinar o Juventus Futebol Clube, na Terceira Divisão do Estado do Rio de Janeiro, pelo qual ganhou a Liga dos Campeões do Globo Esporte, disputada por times pequenos cujos nomes são de clubes europeus. depois coordenou o Projeto Social "Reconhecer e Oportunizar" da ONG CIG 7 de Abril, em Paciência, que visa resgatar a dignidade de ex-jogadores e oportunizá-los no mercado de trabalho. Em maio de 2012, retornou ao comando técnico do Juventus Futebol Clube. em 2013, retornou como auxiliar-técnico do Bangu.

Seleção BrasileiraEditar

Disputou pela Seleção Brasileira Olímpica as Olimpíadas de 1976. Jogou quinze jogos pela Seleção e fez parte do grupo pré-relacionado para a Copa do Mundo de 1986. Foi cortado na relação final dos 22 jogadores inscritos.

MorteEditar

Morreu em 15 de junho de 2020 em Belo Horizonte, aos 63 anos, devido a uma infecção no pâncreas.[1]

PrêmiosEditar

Ganhador da Bola de Prata, como melhor ponta-direita, e da Bola de Ouro da “Revista Placar”, em 1985, como melhor jogador do Campeonato Brasileiro.

TítulosEditar

JogadorEditar

Atlético Mineiro
Botafogo
Bangu
  • Vice-campeão Brasileiro em 1985
  • Taça Rio – 1987

TreinadorEditar

Juventus-RJ
  • Liga dos Campeões do Globo Esporte: 2011

Referências

  1. «Morre Marinho, ex-Seleção e destaque do Bangu na década de 1980». globoesporte.com. 15 de junho de 2020. Consultado em 16 de junho de 2020 

Ligações externasEditar