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Mário José dos Reis Emiliano

futebolista brasileiro

Mário José dos Reis Emiliano, mais conhecido como Marinho, (Belo Horizonte, 23 de maio de 1957), é um treinador e ex-futebolista brasileiro que atuava como Ponta. Atualmente, assistente do Bangu.

Marinho
Marinho do Bangu.jpg
Informações pessoais
Nome completo Mário José dos Reis Emiliano
Data de nasc. 23 de maio de 1957 (62 anos)
Local de nasc. Belo Horizonte (MG),  Brasil
Apelido Marinho
Informações profissionais
Equipa atual Brasil Bangu
Posição Assistente
Ex-Ponta
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos)
1975-1979
1979-1982
1983–1987
1988–1989
1989–1990
1991
1991
1991-1992
1993-1994
1994-1995
1996
Brasil Atlético
Brasil América-SP
Brasil Bangu
Brasil Botafogo
Brasil Bangu
Brasil América-SP
Brasil Pavunense
Brasil Entrerriense
Brasil Bangu
Brasil Americano
Brasil Bangu
Seleção nacional
1976
1986
Brasil Seleção Olímpica
Brasil Brasil
Times/Equipas que treinou
2008-2009
2009
2009-2010
2012
2013-
Brasil Céres (sub-17)
Brasil Bangu (assistente)
Brasil Juventus-RJ
Brasil Juventus-RJ
Brasil Bangu (assistente)

Índice

BiografiaEditar

Nascido na capital mineira, de origem muito pobre, o ponta direita foi revelado pelo Atlético Mineiro em meados da década de 70 pelo técnico Barbatana. Lançado pelo Galo, em 1976, Marinho já se destacava, dois anos antes, nas categorias de base da Seleção Brasileira. No mesmo ano foi convocado para disputar as Olimpíadas de Montreal, no Canadá.

Chegou ao Bangu, em 1983, numa troca por Dreyfuss, Vilmar e mais quarenta mil cruzeiros com o América-SP. Permaneceu no clube até 1987. No ano seguinte, foi atuar no Botafogo. Voltou ao time da Zona Oeste em 1989, 1990, 1993, 1994 e 1997, mas sem ostentar o mesmo brilho dos anos 80.

No time de Moça Bonita, Marinho era um dos principais destaques daquele elenco que conquistou o vice-campeonato brasileiro de 1985, perdendo a polêmica e discutida final para o Coritiba. No mesmo ano se sagrou vice-campeão carioca numa outra contestada decisão em que seu time foi derrotado por 2 a 1 pelo Fluminense, cuja arbitragem de José Roberto Wright beneficiou o clube tricolor ao não aplicar penâlti claro de Vica em Cláudio Adão ao final da partida. O empate dava o título ao Bangu.

Em 1988, o ponta foi negociado junto com Paulinho Criciúma e Mauro Galvão para o Botafogo, mas a sua carreira já entrava em declínio por conta de inúmeros problemas pessoais, entre os quais, uma tragédia familiar. O jogador viveu derradeiro episódio a 12 de fevereiro de 1988, quando seu filho Marlon, de um ano e sete meses, morreu afogado na piscina de sua mansão, enquanto ele concedia uma entrevista a uma emissora de televisão a poucos metros dali. Quando tinha 12 anos de idade já acontecera outro episódio fatídico. Perdeu a irmã Irene, atropelada, quando o levava a um treinamento nas divisões de base do Atlético Mineiro. Ainda jogou pelo América-SP, e novamente no Atlético Mineiro. Foi duas vezes campeão mineiro pelo Galo. Foi o último jogador do Bangu a ser convocado para a Seleção Brasileira, em 1986, num amistoso contra a Finlândia, quando marcou um gol.

Na Seleção Brasileira, Marinho fez quinze partidas. Era um jogador veloz, com facilidade para o drible, eficiente nas finalizações e de uma impulsão e talento acima da média. Foi eleito o melhor jogador do Campeonato Brasileiro de 1985 pela Revista Placar, que lhe concedeu a Bola de Ouro.

Após encerrar a carreira de jogador, passou a se dedicar a de treinador. Treinou a equipe juvenil do Céres, trabalhou como auxiliar-técnico do Bangu, durante a participação do clube na Copa Rio 2009, passando no mesmo ano a treinar o Juventus Futebol Clube, na Terceira Divisão do Estado do Rio de Janeiro, pelo qual ganhou a Liga dos Campeões do Globo Esporte, disputada por times pequenos cujos nomes são de clubes europeus. depois coordenou o Projeto Social "Reconhecer e Oportunizar" da ONG CIG 7 de Abril, em Paciência, que visa resgatar a dignidade de ex-jogadores e oportunizá-los no mercado de trabalho. Em maio de 2012, retornou ao comando técnico do Juventus Futebol Clube. em 2013, retornou como auxiliar-técnico do Bangu.

Seleção BrasileiraEditar

Disputou pela Seleção Brasileira Olímpica as Olimpíadas de 1976. Jogou quinze jogos pela Seleção e fez parte do grupo pré-relacionado para a Copa do Mundo de 1986. Foi cortado na relação final dos 22 jogadores inscritos.

PrêmiosEditar

Ganhador da Bola de Prata, como melhor ponta-direita, e da Bola de Ouro da “Revista Placar”, em 1985, como melhor jogador do Campeonato Brasileiro.

TítulosEditar

TreinadorEditar

Juventus-RJ
  • Liga dos Campeões do Globo Esporte: 2011

Referências

FontesEditar