Abrir menu principal

Manhã Submersa (filme)

filme de 1980 dirigido por Lauro António
Manhã Submersa
Portugal Portugal
1980 •  cor •  131 min 
Realização Lauro António
Produção Lauro António
Baseado em Manhã Submersa
de Vergílio Ferreira
Elenco Eunice Muñoz, Vergílio Ferreira, Canto e Castro, Jacinto Ramos, Joaquim Manuel Dias
Género drama
Música Carlos Alberto Lopes
Cinematografia Elso Roque
Distribuição Sonoro Filme
Lançamento 13 de junho de 1980
Idioma português
Página no IMDb (em inglês)

Manhã Submersa é um filme português de drama e ficção de Lauro António, baseado em uma adaptação do romance homónimo de Vergílio Ferreira. A obra traça o retrato de uma época e de um país em que jovens de fracos recursos, procurando melhorar o seu estatuto social pela educação, se vêem forçados a entrar para um seminário.

Estreou nos cinemas Quarteto e Cinebloco, em Lisboa, a 13 de junho de 1980. Existe uma versão televisiva do filme em quatro episódios.

SinopseEditar

A experiência desencantada de um jovem seminarista, vindo da aldeia e de modestas origens, sob a protecção de uma senhora austera que, assim, se propõe arrancá-lo a um ambiente de miséria e ignorância. Sem vocação, António cederá à subtil prepotência de D. Estefânia, sacrificando-se pela promoção social da família» Citação: José de Matos-Cruz em O Cais de Olhar do Olhar, ed. Cinemateca Portuguesa, 1990.

ElencoEditar

Enquadramento históricoEditar

Manhã Submersa, com outros filmes portugueses do mesmo ano (Cerromaior (filme), de Luís Filipe Rocha, A Culpa, de António Vitorino de Almeida, Verde por Fora, Vermelho por Dentro, de Ricardo Costa, Oxalá de António Pedro Vasconcelos, Kilas, o Mau da Fita, de José Fonseca e Costa e o documentário Bom Povo Português, de Rui Simões marcam uma viragem importante na história do cinema português e inauguram uma «década de ouro».

Esse processo de renovação foi iniciado na década anterior com a Revolução dos Cravos, mas só em 1980 alcança expressão significativa. Trata-se de filmes inovadores, quer como obras de conteúdo político, sem se deixarem classificar como cinema militante, quer como experiências formais que rompem com a tradição anterior ao Novo Cinema português, em cuja continuidade se afirmam.

De notar, e falta explicar por que motivo isso sucedeu, que quatro dos cineastas fortes desse ano (Lauro António, Vitorino d'Almeida, Ricardo Costa e Rui Simões) ficariam impedidos de filmar por largos anos devido à recusa de atribuição para projectos seus dos financiamentos oficiais que mantêm vivo o cinema português (entrevista com Lauro António no jornal Correio da Manhã de 12 de setembro de 2004).

Festivais e prémiosEditar

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar

  A Wikipédia tem o