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Myriam Nogueira Portela Nunes

política brasileira
Myriam Portela
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Myriam Portela
Primeira-dama do Piauí
Período 1979-1983
Antecessor Eutália Veloso
Sucessor Tânia Napoleão
Deputada federal pelo Piauí
Período 1987-1991
Dados pessoais
Nascimento 15 de dezembro de 1932 (86 anos)
Rio de Janeiro, RJ
Nacionalidade brasileira
Cônjuge Lucídio Portela (divorciados)
Partido PDS, PSDB
Profissão advogada

Myriam Nogueira Portela Nunes (Rio de Janeiro, 15 de dezembro de 1932) é uma advogada e política brasileira. Foi a primeira mulher a ser eleita deputada federal pelo estado do Piauí em 1986.[1]

BiografiaEditar

 
Assinatura de Myriam Portela, a última de cima para baixo, como constituinte na Constituição 1988. Arquivo Nacional

Filha de Olavo Nogueira e Iracema Azevedo. Advogada formada pela Universidade Federal do Piauí em 1978 e funcionária do Tribunal Regional Eleitoral no respectivo estado. Presidente da Federação das Bandeirantes do Brasil, foi primeira-dama do Piauí durante o governo de Lucídio Portela presidindo a Comissão de Assistência Comunitária (CAC), precursora do Serviço Social do Estado (SERSE) e da Secretaria de Ação Social e Cidadania. Disputou sua primeira eleição como candidata à prefeitura de Teresina pelo PDS em 1985, ficando em terceiro lugar.[2]

Em 1986 Myriam Portela viu seu marido ser eleito vice-governador do estado na chapa de Alberto Silva e ela própria foi eleita deputada federal[1] com cerca de setenta por cento de sua votação oriunda de Teresina, o que não impediu uma nova derrota na disputa pela prefeitura da cidade em 1988 quando, inicialmente cotada para ser vice-prefeita na chapa de Heráclito Fortes, terminou novamente na terceira posição. Pouco antes das eleições presidenciais de 1989 anunciou seu apoio à candidatura do senador Mário Covas e se filiou ao PSDB. Em seu novo partido foi eleita suplente de deputado federal em 1990 e perdeu a eleição para vereadora de Teresina em 1992. Nomeada secretária da Criança e do Adolescente na terceira administração Wall Ferraz em 1993, permaneceu no cargo por oito anos. Presidiu também o PSDB Mulher no estado do Piauí.

Sogra do senador Ciro Nogueira Lima Filho e mãe da deputada federal Iracema Portela.

PioneirismoEditar

Myriam Portela figura entre as pioneiras femininas na política do estado pois foi a primeira mulher a obter o mandato de deputado federal pelo Piauí[1] em 15 de novembro de 1986 com 27.490 votos, dos quais 18.803 (68,40%) obtidos em Teresina, sendo que a primeira deputada estadual do Piauí foi a professora Josefina Costa, eleita pela ARENA em 1970.[1] Desde então o eleitorado piauiense sufragou o nome de mais duas deputadas federais e dez deputadas estaduais,[3] sendo que o recorde de votação absoluta para a Assembleia Legislativa do Piauí foi estabelecido por Lilian Martins com 66.529 votos (3,99% do total) em 2010.[3]

Museu do PiauíEditar

Em 1981, como primeira-dama do estado, se engajou na criação da Associação de Amigos do Museu do Piauí juntamente com a professora Lourdinha Brandão, esposa do então secretário de cultura do estado, Wilson de Andrade Brandão.[4]

Referências

  1. a b c d SANTANA, Raimundo Nonato Monteiro de (org.). Piauí: formação, desenvolvimento, perspectivas. Teresina, Halley, 1995.
  2. «Câmara dos Deputados do Brasil: deputada Myriam Portela». Consultado em 3 de setembro de 2015 
  3. a b «Banco de dados do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí». Consultado em 3 de setembro de 2015 
  4. Jornal Memória, ano I, número 1. publicação institucional do Museu do Piauí

Fontes de pesquisaEditar

SANTOS, José Lopes dos. Política e Políticos: Eleições 86. v. II. Teresina, Gráfica Mendes, 1988.
SANTOS, José Lopes dos. A Força do Poder Municipal. v. I. Teresina, Gráfica Mendes, 1989.
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