Operação Polimento

A Operação Polimento foi realizada pela Polícia Judiciária em Lisboa, capital portuguesa, em conjunto com as autoridades brasileiras, através da Polícia Federal, que prendeu, em 21 de março de 2016, o operador financeiro Raul Schmidt Felippe Junior, que estava foragido desde julho de 2015, quando havia sido deflagrada a 10.ª fase da Operação Lava Jato. Esta foi a primeira operação internacional realizada pela Lava Jato, representuando sua 25.ª fase.[1]

InvestigaçãoEditar

A operação contou com a presença de um procurador do Ministério Público português, uma equipe de procuradores do MP brasileiro ligada à Lava Jato e um juiz de instrução criminal português. As autoridades brasileiras foram, de acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), autorizadas a acompanhar a operação em Lisboa "ao abrigo dos instrumentos legais de cooperação".[2] Segundo a PGR, além do pedido de cooperação judiciária internacional recebido das autoridades brasileiras que deu origem a esta operação.[2]

AlvosEditar

Schimidt é alvo da 10ª fase da operação e é tido como sócio de Jorge Luiz Zelada, que está preso no Complexo Médico-Penal em Pinhais, no Paraná. As investigações apontam que Raul é suspeito de envolvimento em pagamentos de propinas à Zelada, Renato de Souza Duque e Nestor Cerveró.[1]

Segundo o Ministério Público Federal, além do Schimitd atuar como operador, também aparece como preposto de empresas internacionais na obtenção de contratos de exploração de plataformas da Petrobras. Raul Schmidt tem dupla nacionalidade, brasileira e portuguesa, e se mudou para Portugal após a deflagração da Operação Lava Jato.[1] A pedido do juiz Sergio Moro A filha de Schimidt foi coagida, como “elemento de pressão”, pela Polícia Federal a dizer onde o pai estava, apesar de não haver provas muito claras de que Nathalie tinha ciência "de que os valores tinham origem ilícita e/ou eram fruto de atos de corrupção”.[3]

A polícia deteve Raul Schmidt em seu apartamento em Lisboa, registrado em uma offshore da Nova Zelândia.[4]

ExtradiçãoEditar

As autoridades brasileiras pediram a extradição do luso-brasileiro em 48 horas (23 de março), em razão do tempo em que ficou foragido.[5] A extradição de Raul foi arquivada pela justiça portuguesa em janeiro de 2019, e o Ministério Público do país recorre da sentença desde então. Nathalie foi denunciada pela Lava Jato por lavagem de dinheiro pela compra do imóvel em Paris.[3]

Ver tambémEditar

Referências

  1. a b c Ana Zimmerman (21 de março de 2016). «Polícia portuguesa prende operador da Lava Jato em Lisboa». Jornal Hoje. Consultado em 21 de março de 2016 
  2. a b Pedro Sales Dias (21 de março de 2016). «Apreendidas centenas de obras de arte a suspeito da Lava Jato em Lisboa». Consultado em 21 de março de 2016 
  3. a b Neves, Rafael; Demori, Leandro (11 de setembro de 2019). «'Intercepta ela': Moro autorizou devassa na vida de filha de investigado da Lava Jato para tentar prendê-lo». The Intercept (em inglês). Consultado em 15 de outubro de 2019 
  4. «Suspeito do caso Lava Jato detido em apartamento de luxo em Lisboa». DN Mundo. 21 de março de 2016. Consultado em 21 de março de 2016 
  5. Reuters (21 de março de 2016). «Brasil quer resposta a pedido de extradição do suspeito do caso Lava Jato em 48 horas». Consultado em 21 de março de 2016 

Ligações externasEditar