Sergio Moro

jurista brasileiro, ex-Ministro da Justiça e Segurança Pública do Brasil
Sergio Moro
Abertura do ano judiciário - Supremo Tribunal Federal (STF) (cropped).jpg
Sergio Moro em fevereiro de 2020
Ministro da Justiça e Segurança Pública do Brasil
Período 1 de janeiro de 2019
a 24 de abril de 2020
Presidente Jair Bolsonaro
Antecessor Raul Jungmann /
Torquato Jardim
Sucessor André Mendonça
Juiz federal do Tribunal Regional Federal da 4ª Região
Período 26 de junho de 1996
a 19 de novembro de 2018
Juízo
(último)
13ª Vara Federal de Curitiba
Sucessor Luiz Antônio Bonat
Dados pessoais
Nome completo Sergio Fernando Moro
Nascimento 1 de agosto de 1972 (48 anos)
Maringá, PR
Nacionalidade brasileiro
Alma mater Universidade Estadual de Maringá
Universidade Federal do Paraná
Prêmio(s)
Profissão jurista
professor universitário.
Assinatura Assinatura de Sergio Moro

Sergio Fernando Moro[nota 1] GCRBGOMMDMJM[1] (Maringá, 1 de agosto de 1972) é um jurista, ex-magistrado e professor universitário brasileiro. Foi juiz federal, professor de direito processual penal na Universidade Federal do Paraná (UFPR)[2] e ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Jair Bolsonaro. Atua como advogado e, desde o final de 2020, é consultor na empresa estadunidense de consultoria Alvarez & Marsal.[3] [4]

Graduado em Direito pela Universidade Estadual de Maringá em 1995, concluiu o mestrado e o doutorado na UFPR. Especializou-se em crimes financeiros e tornou-se juiz federal em 1996. Nessa função, trabalhou em casos como o escândalo do Banestado e a Operação Farol da Colina. Também auxiliou, no Supremo Tribunal Federal (STF), a ministra Rosa Weber durante o julgamento dos crimes relativos ao escândalo do mensalão. Moro ganhou notoriedade nacional e internacional por comandar, entre março de 2014 e novembro de 2018, o julgamento em primeira instância dos crimes identificados na Operação Lava Jato que, segundo o Ministério Público Federal, é o maior caso de corrupção e lavagem de dinheiro já apurado no Brasil, envolvendo grande número de políticos, empreiteiros e empresas, como a Petrobras, a Odebrecht, entre outras. Em 2017, condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva,[5] mas a decisão foi anulada pelo STF em 2021.[6]

Em novembro de 2018, aceitou ser titular do Ministério da Justiça e Segurança Pública no governo do então presidente eleito Jair Bolsonaro, tendo pedido exoneração da magistratura. Em 20 de novembro de 2018, foi nomeado Coordenador do Grupo Técnico de Justiça, Segurança e Combate à Corrupção do Gabinete de Transição Governamental e tomou posse como ministro em 1° de janeiro de 2019. O Ministério da Justiça acumulou responsabilidades do Ministério do Trabalho. Em 24 de abril de 2020, Moro pediu demissão em entrevista coletiva após exoneração do diretor-geral da Polícia Federal pelo presidente Jair Bolsonaro.

Sua atuação na condução da Lava Jato rendeu-lhe prêmios e críticas. Após o vazamento de mensagens trocadas entre o até então juiz e os procuradores da Operação Lava Jato, a quantidade de apoiadores tem caído enormemente. No dia 23 de março de 2021, em julgamento de um habeas corpus, a Segunda Turma do STF considerou que Moro agira com parcialidade em relação ao ex-presidente Lula e anulou seus atos no processo,[7] declarando a suspeição do ex-magistrado.[8]

BiografiaEditar

 
Rosangela e Sergio Moro em junho de 2019

Sergio Fernando Moro nasceu em 1 de agosto de 1972 em Maringá, no Paraná.[9] Descendente de italianos de Vêneto, é filho de Odete Starke Moro e Dalton Áureo Moro, naturais de Ponta Grossa. O pai era professor de Geografia da Universidade Estadual de Maringá, falecido em 2005; a mãe, professora de Português e Literatura, hoje é aposentada. O casal se mudou para Maringá, onde tiveram dois filhos.[10][11] Seu irmão, César Fernando Moro, é proprietário de uma empresa de tecnologia.[12] Apenas Moro deixou a cidade natal, quando foi a Curitiba para iniciar sua carreira de magistrado.[13] É descrito como alguém com estilo reservado e discreto.[14][15]

Casamento e filhosEditar

Moro é casado com Rosangela Wolff de Quadros Moro[nota 2], advogada e atual procuradora jurídica da Federação Nacional das APAEs.[16] Rosangela estava no último semestre da Faculdade de Direito de Curitiba, quando, por motivos de saúde, o professor de Direito Constitucional não pôde dar aula, ficando a turma sem professor por um tempo, até que Moro foi designado como professor interino. Seus alunos o consideraram um professor exigente. Meses depois de se formar, Rosangela encontrou Moro em um bar, onde se conheceram melhor e iniciaram o namoro.[17]

 
Moro com sua esposa e filhos em 2006

Depois de casados, Rosangela interrompeu a carreira de advocacia para morar com o marido em Cascavel, cidade do interior do Paraná, onde ele assumiria um cargo.[18] O casal teve seu primeiro filho, a Julia, em agosto de 2000, quando a família já morava em Joinville (SC), após um ano em Cascavel.[19] Em 2002, a família voltou a Curitiba, onde moram desde então. Lá, tiveram o segundo filho, o primeiro menino, e, para cuidar dele, Rosangela interrompeu novamente sua carreira.[20]

Formação acadêmicaEditar

Moro graduou-se em Direito na Universidade Estadual de Maringá.[21] Durante seus estudos, estagiou em um escritório de advocacia por dois anos.[21] Formou-se em 1995.[14] Recebeu o título de mestre em direito do Estado em 2000 pela Universidade Federal do Paraná[22][23] com a dissertação Desenvolvimento e efetivação judicial das normas constitucionais, orientado pelo professor Clèmerson Merlin Clève.[24][25] Em 2002, concluiu o doutorado, também em direito do Estado, na mesma instituição com a tese Jurisdição constitucional como democracia, orientado por Marçal Justen Filho.[14][26][27] Moro também cursou o programa de instrução de advogados da Harvard Law School em 1998 e participou de programas de estudos sobre lavagem de dinheiro promovidos pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos.[14]

CarreiraEditar

Magistratura e docênciaEditar

Em 1996, teve início sua carreira como magistrado, que duraria vinte e dois anos. Ingressou na magistratura como juiz substituto em Curitiba.[28][14][29][30] No mesmo ano, começou também a lecionar na Universidade Federal do Paraná[21], Em 1998, a família se mudou para Cascavel (PR), onde Moro assumiu cargo de juiz titular.[31] Lá, lecionou no curso de Direito da faculdade União Educacional de Cascavel (Univel).[28] Moro ficou apenas um ano naquela cidade. Em seguida, mudou-se para Joinville, em Santa Catarina. Foi a segunda mudança de cidade em sua carreira.[32] De 1999 a 2002, chefiou a 3ª Vara Federal de Joinville, em Santa Catarina.[33] Em 2001, uma lei transformou a Vara de Moro em Juizado Especial Federal, e ele passou a cuidar dos direitos ambientais e previdenciário, época em que recebeu a alcunha de "juiz dos velhinhos", por favorecer-lhes nas ações contra o INSS.[34][35]

 
Juiz Sergio Moro em 2015

Em 2002, Moro teve a oportunidade de voltar a Curitiba para ocupar a titularidade da 2ª Vara, que estava disponível — a terceira mudança.[36] A 2ª Vara Federal de Curitiba titularizada por Moro foi, então, convertida em vara especializada em lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro nacional:

Mais tarde, a 2ª Vara tornou-se a 13ª Vara, que ficaria conhecida, anos mais tarde, por ser onde Moro trabalhava na Lava Jato. A Vara era a mesma; tratava-se apenas de uma mudança de nome.[28][36] Entre 2003 e 2007, trabalhou no caso Banestado,[30] que resultou na condenação de 97 pessoas.[37] O caso Banestado tornou-o conhecido profissionalmente no meio jurídico nacional, mas também lhe rendeu críticas.[28] Em seguida, trabalhou na Operação Farol da Colina,[38] um desdobramento do caso Banestado, no qual decretou a prisão temporária de 103 suspeitos de evasão de divisas, sonegação, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.[30] Tornou-se professor adjunto de direito processual penal da UFPR em 2007.[39]

Em 2012, foi auxiliar da ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, no caso do Escândalo do Mensalão. Weber convocou Moro devido a sua especialização em crimes financeiros e no combate à lavagem de dinheiro.[40][41] Como já foi exposto acima, a vara de Moro havia se tornado especializada em lavagem de dinheiro.[36] Para Moro, foi uma experiência profissional positiva, mas, como contrapartida, teve de se licenciar do cargo de professor da Universidade Federal do Paraná, passando, a partir de então, a ser professor titular do Centro Universitário Curitiba (Unicuritiba),[42] lecionando nos cursos de graduação e mestrado dessa instituição.[43][44][45][46] Em março de 2018, a licença da Universidade Federal do Paraná foi substituída por exoneração, devido à sobrecarga de trabalho na Lava Jato.[47]

Operação Lava JatoEditar

 Ver artigo principal: Operação Lava Jato
 
Sergio Moro na comissão especial de combate a corrupção em agosto de 2016

Desde março de 2014, Moro foi o responsável por julgar em primeira instância[48] os crimes identificados pela força-tarefa da Operação Lava Jato, considerada a maior investigação contra corrupção do país, o que lhe rendeu fama nacional e internacional.[49][50] Contudo, eram responsáveis pela operação inúmeras pessoas:

Mesmo diante de tantos profissionais envolvidos [na Lava Jato], ainda não consigo dizer por qual motivo o nome Sergio Moro ganhou destaque nessa engrenagem toda e por que aquele magistrado, que trabalhava mais de oito horas por dia trancado em seu Gabinete, passou a ser um rosto conhecido e estampado em revistas e jornais nacionais e internacionais.
— Rosangela Moro, em Os Dias Mais Intensos (2020)

Em uma atuação incomum para o padrão da Justiça do país, Moro conduziu os processos em ritmo acelerado.[51] A operação ficou conhecida por combater a corrupção no Brasil,[52][53] com 175 prisões de empresários, políticos, lobistas e doleiros.[54][55] Além das prisões, até 19 de dezembro de 2016, houve 120 condenações, com pena total de 1 257 anos, dois meses e um dia de pena.[55] Em 5 de novembro de 2016, Moro deu sua primeira entrevista pública como juiz da referente operação, na qual defendeu a limitação do foro privilegiado, sugerindo que poderia ser limitada aos presidentes dos três poderes.[56] Em 12 de abril de 2017, seguiu a mesma decisão do Supremo Tribunal Federal e retirou o sigilo das delações da Odebrecht que citam pessoas que não possuem foro privilegiado.[57][58]

As decisões de Moro sobre prisões preventivas e provisórias suscitaram polêmicas,[59][60][61][62][63] porém elas têm sido quase totalmente confirmadas por todas as instâncias superiores do judiciário, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) ao Supremo Tribunal Federal.[51][61][64] Segundo a força-tarefa da Lava Jato, desde o começo da operação em 2014 até outubro de 2016, dos 453 recursos das defesas em instâncias superiores, apenas 22 deles tiveram decisões favoráveis às defesas, isto é, 95,2% das decisões de Sergio Moro foram mantidas.[65]

Com relação a reformas de sentenças por julgamentos de apelações criminais em instâncias superiores, as condenações de Moro têm sido reformadas parcial ou integralmente, como é natural que aconteçam em julgamentos colegiados.[66][67][68] Até 18 de dezembro de 2016, a 8ª Turma do TRF-4 julgou sete apelações envolvendo 28 condenados por Moro em primeira instância — três destas apelações já transitaram em julgado no tribunal.[69] As penas de nove deles foram aumentadas no total de 78 anos e sete meses. Por outro lado, quatro réus tiveram a pena reduzida e outros quatro foram absolvidos - juntos, a diminuição das penas foi de 34 anos. Os 11 condenados restantes tiveram as penas mantidas. Em outras palavras, o TRF-4 ratificou ou subiu a pena de 71% dos condenados por Moro.[70][71]

Exoneração da magistraturaEditar

Foi juiz da 13.ª Vara Criminal Federal de Curitiba[72] até pedir exoneração da magistratura em 2018,[73][74] para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a convite de Jair Bolsonaro. Era uma decisão irreversível — não era permitido a Moro exercer outra atividade que não a de professor e não havia a possibilidade de obter licença de seu cargo, trabalhar no governo e depois retornar. Encerraram-se assim vinte e dois anos de magistratura desde que ele fora aprovado em concurso, em 1996.[75]

Ainda em 2014, Gabriela Hardt foi nomeada como juíza substituta na 13.ª Vara Federal, assumindo assim os trabalhos de Moro durante sua ausência.[76][77] A respectiva juíza substituta foi designada pelo TRF-4 para a titularidade do posto, no período de 19 de novembro de 2018 até 30 de abril de 2019, sucedendo, portanto, temporariamente o ex-juiz.[78][79][80]

Após a exoneração de Moro, começou o processo de seleção para a vaga na 13ª Vara Federal de Curitiba.[81] 232 juízes da Justiça Federal da 4ª Região puderam se inscrever e o critério de escolha é feita por antiguidade como juiz federal.[82] O juiz Luiz Antônio Bonat, da 21ª Vara da Justiça Federal do Paraná foi o mais cotado para assumir a vaga, já que era o primeiro na lista de vinte e cinco interessados em substituir definitivamente Moro,[83] o que se confirmou em 8 de fevereiro de 2019, quando Bonat foi nomeado.[84]

Ministro da JustiçaEditar

 
Jair Bolsonaro e Moro durante a solenidade de assinatura da MP para confisco de bens de traficantes.

Nas eleições de 2018, seu nome passou a ser cotado para ocupar o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) ou de ministro da Justiça. O presidenciável Álvaro Dias declarou que o nomearia ao Ministério da Justiça se eleito.[85][86][87] O então candidato Jair Bolsonaro declarou em várias oportunidades que nomearia Moro ao STF ou ao Ministério da Justiça. Logo que eleito, confirmou essa possibilidade em rede nacional.[88][89] Em 1º de novembro, Moro, após encontrar-se com Bolsonaro na casa do presidente eleito, aceitou seu convite para comandar o Ministério da Justiça, sendo o quinto ministro anunciado por Bolsonaro para compor seu futuro governo.[90]

Para ocupar o ministério, parte do poder Executivo e subordinado ao presidente da República, Moro pediu exoneração do cargo de juiz federal, devido à impossibilidade de magistrados em atividade exercerem cargos políticos, vedação prevista na Lei Orgânica da Magistratura Nacional.[91] Em seguida à sua exoneração do Poder Judiciário, Moro foi nomeado pelo ministro Onyx Lorenzoni para a função de Coordenador do Grupo Técnico de Justiça, Segurança e Combate à Corrupção do Gabinete de Transição Governamental.[92] A Associação dos Magistrados Brasileiros elogiou a escolha de Sergio Moro para o Ministério.[93] Por outro lado, a decisão gerou reação adversa da imprensa internacional porque Moro havia condenado Luiz Inácio Lula da Silva, um dos principais adversários políticos de Bolsonaro, por lavagem de dinheiro e corrupção.[94]

O Ministério da Justiça projetado pelo presidente e oferecido a Moro acumula as funções do Ministério da Segurança Pública criado por Michel Temer.[95] O ministério também incorporou responsabilidades do Ministério do Trabalho, que foi extinto no governo Bolsonaro, como as competências para a concessão de cartas sindicais e fiscalização de condições de trabalho.[91] Em sua atuação no Ministério, destacaram-se a lançamento de programas como o Em Frente, Brasil e o Vigia, que buscava maior segurança nas fronteiras.[96]

ExoneraçãoEditar

 
Decreto presidencial de exoneração de Sergio Moro

Em 24 de abril de 2020, Moro pediu demissão do ministério após intervenção de Bolsonaro na Polícia Federal, alegando que o presidente não cumpriu com as promessas estabelecidas na ocasião do convite para ocupar o cargo no governo. Moro alegou que

o problema é a violação de uma promessa quem me foi feita, de carta branca. Em segundo lugar, mostraria uma interferência política na PF, o que gera um abalo na credibilidade, não só minha, mas também do governo.[97][98]

Mais tarde, no mesmo dia, Moro entregou provas do que havia dito em suas declarações para o Jornal Nacional da Rede Globo que consistiam de imagens de conversas que ele trocou com Jair Bolsonaro no aplicativo WhatsApp.[99]

  Como esposa, achei injusta tamanha falta de consideração [se referindo aos ataques a Moro]. Afinal, meu marido havia abandonado uma carreira de vinte e dois anos a fim de aceitar o convite para ingressar no Governo  

— Rosangela, [100]

Em 2 de maio de 2020, em depoimento a Policia Federal,[101] o ex-ministro Moro fez menção a uma reunião ministerial realizada dia 22 de abril de 2020 para acusar o Presidente Jair Bolsonaro de interferência na Policia Federal. O vídeo da reunião foi anexo ao inquérito aberto pelo STF para apurações, e em 22 de maio de 2020 foi autorizada a divulgação do mesmo pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Celso de Mello.[102] O vídeo mostra que Moro é supostamente ameaçado de demissão por Jair Bolsonaro durante a reunião.[103]

Iniciativa privadaEditar

Após sua saída do governo, Moro voltou seu trabalho para a iniciativa privada, já que não poderia reverter sua exoneração da magistratura.[104] Em setembro de 2020, inscreveu-se como advogado na seccional paranaense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).[105] Seu primeiro parecer favoreceu o controverso empresário israelense Beny Steinmetz, em uma disputa contra a mineradora Vale S.A. relacionada à mina de Simandou na Guiné.[106]

Em novembro de 2020, foi divulgada sua contratação como sócio-diretor da Alvarez & Marsal, empresa estadunidense que presta serviços de recuperação judicial e assessoria jurídica,[107][108] para atuar na área de disputas e investigações.[109] Entre os clientes da consultora estão empresas envolvidas na Lava Jato, como as construtoras Odebrecht e a OAS.[110][111][112] Em abril de 2021, a Alvarez & Marsal informou nos autos de processo de recuperação judicial do grupo Odebrecht que Moro foi contratado como consultor, não sendo sócio da empresa nem atuando em casos de empresas com as quais ele tenha tido contato prévio como ministro ou como juiz.[4]

Outra atividade do ex-juiz é como palestrante sobre direito, corrupção, economia e outros assuntos que marcaram sua biografia.[113] Para a carreira de palestrante, Moro contratou Dody Sirena, empresário responsável pela carreira do cantor Roberto Carlos.[114][115]

PosiçõesEditar

 
Moro concedendo entrevista em 2015

Prisão em segunda instânciaEditar

Em setembro de 2015, Moro disse que o Judiciário precisava punir mais rápido e que o sistema penal brasileiro é "muito moroso”, defendendo que réus sejam presos logo depois de decisões condenatórias em segunda instância.[116]

Em 2018 voltou a defender a prisão em segunda instância como um instrumento legal contra a impunidade, e que mudar este entendimento seria um "desastre".[117]

Foro privilegiadoEditar

Em agosto de 2016, em uma audiência na Câmara dos Deputados, Moro defendeu o fim do foro privilegiado que garante a autoridades julgamento em tribunais superiores. Na visão do magistrado, esse princípio "fere a ideia básica da democracia de que todos devem ser tratados como iguais."[118][119]

Lei de abuso de autoridadeEditar

Em outubro de 2016, Moro posicionou-se contra o projeto de lei sobre abuso de autoridade.[120] Segundo ele, era preciso criar salvaguardas para deixar claro que a norma não pode punir juízes pela forma como interpretam as leis em suas decisões.[121]

Dez medidas contra a corrupçãoEditar

Em novembro de 2016, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Moro disse apoiar as dez medidas contra a corrupção, um projeto de autoria do Ministério Público Federal no combate à corrupção.[122]

Em 2017, se posicionou sobre a questão da imparcialidade judicial afirmando: "Os questionamentos sobre a imparcialidade deste julgador constituem mero diversionismo e, embora sejam compreensíveis como estratégia da Defesa, não deixam de ser lamentáveis já que não encontram qualquer base fática e também não têm base em argumentos minimamente consistentes".[123] A imparcialidade de Moro foi defendida pela Procuradoria-Geral da República e pelo ministro Felix Fischer.[124] O subprocurador-geral da República Nívio de Freitas Silva Filho[125] e a procuradora-geral Raquel Dodge deram parecer de que "Moro se manteve imparcial durante toda a marcha processual".[126]

 
Moro, ao centro, participando dos debates da CCJ em 2015.

Liberdade de imprensaEditar

Moro declara que acredita na liberdade de expressão e na de imprensa. Ele declarou, em 5 de maio de 2019, que “o debate de assuntos públicos deve ser sem inibições, robusto, amplo e pode incluir ataques veementes, cáusticos e algumas vezes desagradáveis ao Governo e às autoridades governamentais.”[127] Ele diz que "A resposta às críticas injustas da imprensa ou das redes sociais não pode jamais ser a censura ou o controle da palavra", e recomenda: "Deve ser o aprofundamento do debate, o livre intercâmbio da ideias. O esclarecimento e não o silêncio".[128] Ele ressalta que "..., tal liberdade não abrange ameaças. Não significa também que concordo com excessos ou ofensas a quem quer que seja, mas apenas que, para essas, não acredito que o remédio seja a censura."[129] Entretanto, em setembro de 2019, ele proibiu a entrada de jornalistas com celulares, gravadores e câmeras de filmagem em evento do qual foi um dos palestrantes.[130]

Habeas corpusEditar

Em 2 de abril de 2020, durante a pandemia de COVID-19 no Brasil, Moro defendeu o isolamento social como medida para combater o avanço do novo coronavírus no país. "Medidas de isolamento e quarentena devem ser aplicadas [...] É importante seguir as regras de isolamento, mas também é importante manter a calma. Vamos todos nós, juntos, sair bem disso. Vai sair até um país mais solidário e mais forte", disse Moro em entrevista a Rádio Gaúcha.[131] Ainda durante a entrevista, Moro disse do trabalho nos presídios em meio à pandemia e afirmou: "A prioridade agora é o coronavírus, proteção de agentes penitenciários e próprios presos". No entanto, Sergio Moro se opõe ao uso em massa de habeas corpus para soltura de presos perigosos,[132] igualmente defendido pelo ministro do STF Luiz Fux.[133][134][135]

Prêmios e honrariasEditar

Moro recebeu diversos prêmios e honrarias, nacionais e internacionais, ao longo de seu trabalho frente à 13ª Vara. Recebeu também reconhecimento de seus pares no âmbito jurídico.

NacionaisEditar

 
João Doria Jr e Moro durante cerimônia da entrega da medalha da Ordem do Ipiranga.
 
Bolsonaro e Moro durante cerimônia de imposição de insígnias da Ordem de Rio Branco em abril de 2019.

JurídicasEditar

 
Moro recebe do Min. José Coelho comenda da Ordem do Mérito Judiciário Militar em 2017.

Em 2014, a Associação dos Juízes Federais do Brasil sugeriu Moro para ser indicado à vaga aberta pela aposentadoria de Joaquim Barbosa no Supremo Tribunal Federal.[147] Porém, em 2015, Edson Fachin preencheu a vaga.[148]

Em 2015 o Tribunal do Trabalho da Paraíba condecorou-o com a Medalha de Honra ao Mérito, concedida a juristas que se destacam no Direito do Trabalho ou que prestaram relevantes serviços à Justiça do Trabalho.[149]

Também em 2015, o Tribunal Regional do Trabalho do Paraná concedeu-lhe a Ordem das Araucárias.[150] e a Ordem do Mérito Cívico, concedida pela Liga de Defesa Nacional,[151] mas recusou a Medalha do Mérito Legislativo oferecida pela Câmara dos Deputados em Brasília, alegando que não se sentiria confortável uma vez que alguns parlamentares federais haviam sido denunciados na Lava Jato.[152]

Em março de 2017, a Justiça militar da União, durante a comemoração de seus 209 anos, o condecorou com o grau de Distinção da Ordem do Mérito Judiciário Militar.[153]

InternacionaisEditar

  • Em março de 2016, a Fortune considerou-o o 13º maior líder mundial. A lista tinha cinquenta nomes e Moro era o único brasileiro.[154]
  • Em abril de 2016, a revista Time o considerou uma das cem pessoas mais influentes do mundo,[155] sendo o único brasileiro na lista.[156]
  Os brasileiros o chamam de Super Moro, entoando seu nome pelas ruas do Rio como se ele fosse uma estrela do futebol. [...] Moro foi acusado de ignorar o devido processo e demonstrou que deseja submeter seus casos à Corte da opinião pública, mas a maioria dos brasileiros sente que essas táticas drásticas justificam como troca por um país mais honesto.  

Time, sobre Moro[157]

  • Em setembro de 2016 a Bloomberg o considerou o 10º líder mais influente do mundo.[158]
  • Em outubro de 2017, foi premiado pela Universidade de Notre Dame pela dedicação exemplar aos ideais pela qual a Universidade preza desde 1992, segundo afirmou a própria instituição americana.[159]
  • Em 15 de maio de 2018, recebeu o prêmio de "Pessoa do Ano" em Nova Iorque, Estados Unidos. O prêmio foi entregue pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos. A honraria é concedida todos os anos, desde 1970, a uma personalidade brasileira e uma americana.[160][161][162]
  • A Universidade de Notre Dame lhe concedeu em maio de 2018 o título de Doutor em Leis Honoris Causa "por ser um exemplo claro de alguém que vive os valores e que luta pela justiça sem medo ou favor". A mesma instituição já lhe havia dado um prêmio no ano anterior.[163]
  • Em junho de 2018, foi homenageado na quarta edição do Brasil Mônaco Project, festa anual organizada em Mônaco por Luciana de Montigny, da qual a renda é revertida para projetos sociais. Em discurso, Moro agradeceu às autoridades do país pela cooperação internacional com as investigações da Lava Jato.[164]
  • Em dezembro de 2019, foi eleito pelo jornal britânico Financial Times como uma das cinquenta personalidades mundiais que moldaram os anos 2010, sendo o único brasileiro da lista.[165]

PopularidadeEditar

 
Manifestante em defesa de Lava Jato com cartaz de apoio a Sergio Moro.

Em 2016, foi o principal personagem nos protestos antigovernamentais que aconteceram em 13 de março.[166] De acordo com um levantamento do Paraná Pesquisas, em julho de 2016, em eventual disputa entre Lula e Moro, 57,9% dos participantes disseram que votariam no juiz federal, contra 21,3% do petista.[167] Em nova consulta do Instituto Paraná Pesquisas, em agosto de 2016, 54% dos entrevistados disseram que votariam em Moro caso fosse candidato à Presidência da República.[168] Seguindo as pesquisas de 2016, em 2020 em uma pesquisa realizada pela consultoria política Atlas Político que excluiu eleitores sem acesso a internet,[169] Moro apareceu com 54% das intenções de votos em um cenário onde Lula não aparece.[170]

ControvérsiasEditar

Divulgação de dados sigilososEditar

 
Dilma Rousseff empossa Lula como Ministro Chefe da Casa Civil, em 17 de março de 2016

Os críticos de Moro o acusam de conduzir a Operação Lava Jato com decisões controversas,[60][171] como algumas relacionadas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em que divulgou os áudios de grampos telefônicos da Polícia Federal que interceptaram conversas da então presidente Dilma Rousseff com Lula.[172][173] O grampo nos diálogos telefônicos entre Dilma Rousseff e Lula não tinham autorização legal. As gravações foram feitas após o próprio Moro pedir a interrupção dos grampos, ou seja, fora do período permitido.[174] Moro pediu desculpas ao STF, dizendo que a divulgação não teve motivação político-partidária e que "não havia reparado antes no ponto", mas que não via relevância naquilo.[175] Entretanto, a corregedora do Conselho Nacional de Justiça arquivou oito representações, de um total de quatorze,[176] e a Procuradoria Geral da República, em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), considerou as gravações legais.[177]

 
Protesto espontâneo contra a nomeação do ex-presidente Lula como Ministro da Casa Civil, em 16 de março de 2016

Em abril de 2016, o ministro do STF Marco Aurélio Mello criticou a divulgação dos áudios de grampos da Lava Jato que envolveram o ex-presidente Lula e Dilma Rousseff, dizendo que "são condenáveis a todos os títulos" e que "Temos lei que impõe sigilo".[178][179] Em meados de junho, o ministro do STF Teori Zavascki invalidou parte das gravações em que Dilma avisa Lula que está mandando o termo de posse como ministro, e enviou para Moro os processos envolvendo Lula.[180] Em julho, o então presidente do STF, Ricardo Lewandowski determinou que os grampos permaneçam preservados sob guarda do juiz federal Sergio Moro e indeferiu pedido liminar da defesa do ex-presidente Lula para que as gravações de conversas entre ele e autoridades com foro no STF não sejam utilizadas nas investigações e em eventual ação penal perante a 13.ª Vara Federal de Curitiba.[181]

No dia 1 de outubro de 2018, a menos de uma semana do primeiro turno das eleições, o então juiz Sergio Moro retirou o sigilo da delação premiada de Antonio Palocci. O depoimento havia sido tomado em abril, mas Moro só teve acesso a ele em junho, depois que a delação foi homologada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região. No despacho, Moro justificou a atitude tendo em vista a “ampla defesa dos coacusados” — embora a defesa de nenhum dos acusados tivesse solicitado o depoimento como parte do processo. O colunista Elio Gaspari escreveu sobre a decisão: "Foi uma ofensa à neutralidade da Justiça, porque o juiz Sergio Moro deu o tiro a seis dias do primeiro turno da eleição presidencial".[182][183][184]

Acusações de desvio de condutaEditar

 
Manifestantes penduraram efígie do magistrado, como “traidor”, em frente ao prédio da 13.ª Vara da Justiça Federal em São Paulo

Em dezembro de 2017, em depoimento dado durante a CPI da JBS, o advogado Rodrigo Tacla Duran, acusado de ser operador de propinas da Odebrecht no exterior, alegou ter recebido oferta de benefícios indevidos por parte de Carlos Zucolotto Júnior, advogado e ex-sócio da esposa de Moro e também padrinho de casamento do casal. Duran chegou a ter um mandado de prisão preventiva expedido contra si, mas refugiou-se na Espanha e não foi detido. De acordo com Tacla Duran, a oferta de Zucolotto incluía a redução da multa e garantia de prisão domiciliar, mediante pagamento ilegal de cinco milhões de reais. Por fim, afirmou que a força tarefa fazia uso de documentos adulterados e falsificados, apontando supostas incongruências de nomes e datas. Em resposta, Moro negou veementemente as acusações e afirmou ser "lamentável que a palavra de um foragido da justiça brasileira seja utilizada para levantar suspeitas infundadas."[185][186]

No dia 14 de junho de 2018, o STF proibiu a utilização de conduções coercitivas para levar réus a interrogatório policial ou judicial sem prévia intimação e sem a presença de advogado. Na época, o instrumento já tinha sido utilizado 227 vezes pela força-tarefa da operação Lava Jato em Curitiba.[187] Em 8 de julho de 2018, o desembargador plantonista Rogério Favreto do TRF-4, em sede de habeas corpus, mandou soltar o ex-presidente Lula. Moro despachou no processo e decidiu consultar o presidente do TRF-4, Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, antes de autorizar a soltura do preso, o que desencadeou uma batalha de decisões judiciais.[188] O relator da ação penal que levou Lula a prisão, o desembargador João Pedro Gebran Neto, no próprio domingo reverteu a decisão de Favreto. Diante das decisões conflitantes, o presidente Thompson Flores então decidiu pela validade da decisão do relator em desfavor do habeas corpus. Em 10 de julho, a presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Laurita Vaz, negou novo pedido de liberdade ao ex-presidente e criticou Favreto, elogiando Moro por ter consultado Thompson.[189] Moro foi acusado por advogados de violar o Código de Ética da Magistratura por quebra da hierarquia jurídica, além de estar em período de férias.[190][191] O despacho de Moro recebeu críticas do ministro do STF Marco Aurélio de Mello.[192] Em 10 de dezembro de 2018, o corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), arquivou pedido de providências instaurado contra Moro e os desembargadores do TRF4 Rogério Favreto, João Pedro Gebran Neto e Thompson Flores, por considerar a inexistência de desvio de conduta dos magistrados investigados.[193][194]

Em outubro de 2019, juízes europeus acusaram Moro de parcialidade afirmando que houve "...procedimentos ilegais e imorais adotados contra o ex-presidente Lula, a justiça brasileira hoje está passando por uma verdadeira crise de credibilidade"[195] e em novembro uma pesquisa interna da força tarefa da operação "lava jato" concluiu que Moro foi parcial com Lula.[196]

Segundo uma pesquisa divulgada pela Folha de S.Paulo em agosto de 2020, 97% dos 283 professores de direito que responderam à pergunta disseram considerar que o ex-magistrado não atuou “com a imparcialidade exigida para um julgamento justo no caso”, apesar da manchete da Folha afirmar que "Moro não foi imparcial em julgamento de Lula, dizem 97% de professores de direito em pesquisa".[197]

A decisão de condenação do ex-presidente Lula no julgamento dos casos do tríplex do Guarujá, do sítio de Atibaia e do Instituto Lula estava mantida em segunda e terceira instância, até o ministro do STF Edson Fachin ter decidido em 8 de março de 2021, pela incompetência jurisdicional da 13ª Vara Federal de Curitiba para julgar os processos. Fachin deliberou que o julgamento dos casos pela 13ª Vara Federal de Curitiba, que tinha Sergio Moro como titular na época das condenações, não obedeceu ao princípio do juiz natural. A decisão de Fachin foi vista por juristas e políticos como uma tentativa de anular o julgamento mas preservar a imagem do ex-juiz, anulando os três processos que corriam em Curitiba, sendo determinado a anulação dos atos decisórios e a remessa dos autos para distribuição a um juiz competente em Brasília-DF.[198]

O site JOTA apontou em dezembro de 2020 uma contradição no discurso de Sergio Moro. Segundo o site, a empresa Alvarez & Marsal Brasil, cuja área de Disputas e Investigações passou a ser chefiada por Moro em novembro de 2020,[199] é controlada por uma holding offshore registrada no estado norte-americano de Delaware, considerado um paraíso fiscal. A Alvarez & Marsal Brazil Holdings LLC. detinha na época 85,2% das quotas da Alvarez & Marsal Brasil Participações Ltda., que, por sua vez, detém 99,99% das quotas da Alvarez & Marsal Disputas e Investigações Ltda, sendo impossível se conhecer publicamente quem são os sócios da holding americana. Um dos clientes da Alvarez & Marsal é a Odebrecht, cujos executivos e sócios foram condenados por Moro, quando era magistrado, no âmbito da operação Lava Jato. O fato de Moro prestar serviços para a Alvarez & Marsal Brasil contradiz suas opiniões no livro Crime de Lavagem de Dinheiro, publicado em 2010, em que critica a falta de transparência no uso de offshores, com opiniões como "as offshores podem ser utilizadas tanto para propósitos lícitos como para propósitos ilícitos, mas são reconhecidas internacionalmente como uma das principais técnicas de lavagem de dinheiro". No entanto, Moro ainda acrescenta na obra, que "o uso de offshores para controlar empresas no Brasil não configura um ato ilícito. O expediente pode ser utilizado de forma legal, por exemplo, para elisão fiscal — ou seja, para recolher, dentro dos limites da lei, menos tributos em relação aos que seriam auferidos caso a companhia estivesse registrada no país."[200]

Em 18 de março de 2021, a Primeira Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo emitiu uma ordem judicial para que os pagamentos da Odebrecht à Alvarez & Marsal fossem interrompidos, devendo ser feitos em juízo "até a prestação de informações no processo judicial e desfecho do procedimento instaurado perante o Tribunal de Contas da União". Essa investigação pelo TCU apura um possível conflito de interesses no contrato entre Moro e a Alvarez & Marsal, com possível compra de informações privilegiadas, obtidas de sua atuação na Lava Jato. A Alvarez & Marsal tinha em fevereiro aproximadamente R$ 26 milhões em honorários a receber da Odebrecht. Na decisão judicial, também foram solicitadas as eventuais regras de compliance que deveriam existir para evitar a ingerência de Moro nas atividades relacionadas à Odebrecht.[201]

Envolvimento políticoEditar

Em dezembro de 2016, fotos de Moro com Aécio Neves tiveram grande divulgação nas redes sociais.[202][203] A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva incluiu as fotos para reforçar a tese de suspeição contra Moro.[204]

Em maio de 2018, durante viagem em Nova Iorque, onde fez palestra num evento do Grupo Lide, que pertence à família de João Doria, Moro tirou foto com sua esposa e a esposa de Dória num jantar oferecido pela Câmara de Comércio, tornando-se alvo de críticas.[205] Moro respondeu às críticas: "Estou num evento social e tiro uma foto, isso não significa nada. É uma bobagem isso."[206] A defesa de Lula pediu o afastamento de Moro de dois processos da Lava Jato em função da foto, o que o TRF-4 rejeitou.[207]

A decisão do presidente Jair Bolsonaro de nomear o ex-juiz para o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública provocou reação negativa da imprensa internacional, pois ele havia condenado Lula, o principal adversário do presidente na eleição, pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção.[94]

A Associação dos Magistrados Brasileiros elogiou a escolha do ex-magistrado para ocupar a pasta.[93] Moro é responsável por ter emplacado 18 ligados à Operação Lava Jato para exercer cargos de confiança vinculados a sua pasta no governo Jair Bolsonaro.[208]

Segundo o cientista político Alberto Vannucci, que estudou a Operação Mãos Limpas, a entrada de Sergio Moro na política pode alimentar a polarização que existe no Brasil e causar uma "poluição" na imagem das instituições democráticas. Sobre a justificativa de Moro para entrar para política, Vannucci declarou:

É um argumento muito ingênuo e populista. Liderar uma operação judicial contra corrupção, com as habilidades de um juiz, não é garantia de que você saiba como políticas efetivas anticorrupção devam ser formuladas e aplicadas. São duas habilidades e dois trabalhos completamente diferentes. Pensar que ser um "herói" anticorrupção vai lhe dar a habilidade de ser um Ministro da Justiça é bobagem. [...] O trabalho anticorrupção não é feito por heróis, ele é feito por um entendimento profundo da administração pública, da economia, da política.
— Alberto Vannucci

Vannucci também apontou que Sergio Moro criou "argumentos muito fortes contra a operação [lava jato], já que Moro parece ter capitalizado sua visibilidade pública e notoriedade para chegar ao poder. É um elemento de profunda debilitação da atividade da magistratura."[209]


Vazamento de conversas pelo The InterceptEditar

 Ver artigo principal: Vaza Jato
 
Deltan Dallagnol durante coletiva em 2015.

O Intercept Brasil publicou mais de 100 artigos[210] mostrando, entre outras coisas, que Moro coordenou indevidamente com o Ministério Público e trouxe evidências de fontes externas que não passaram pelos canais legais adequados.[211]

Em junho de 2019, o periódico virtual The Intercept publicou matéria com vazamento, de fonte anônima, de conversas no aplicativo Telegram na qual orientava a promotoria, sugerindo modificação nas fases da operação Lava Jato. Também mostram cobrança de agilidade em novas operações, conselhos estratégicos, e antecipação de pelo menos uma decisão.[212][213]

Moro teria ainda fornecido pistas informais e sugestões de recursos ao Ministério Público. Segundo juristas, tal prática viola o código de ética da magistratura e a Constituição brasileira, por desrespeitar os princípios da imparcialidade, independência e equidistância entre defesa e acusação.[214]

As transcrições demonstrariam ainda que a promotoria teria receio da fragilidade das acusações feitas contra o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva e que teria buscado combinar previamente elementos do caso.[214][215] Moro não reconheceu a autenticidade das mensagens.[216]

Após os vazamentos, Sergio Moro disse no Twitter que o Intercept é um "site aliado a hackers criminosos". A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) divulgou uma nota de repúdio dizendo que é "uma manifestação preocupante de um ministro que já deu diversas declarações públicas de respeito ao papel da imprensa e à liberdade de expressão. (…) [Sergio Moro] erra ao insinuar que um veículo é cúmplice de crime ao divulgar informações de interesse público."[217]

Cobertura na imprensaEditar

Em junho de 2019, Lúcio de Castro da Agência Sportlight disse em rede social que a grande mídia brasileira recusou uma pauta jornalística que aponta um possível caso de corrupção sobre uma offshore em paraíso fiscal de Paulo Henrique, filho do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC). Lúcio de Castro disse que tinha a pauta em mãos desde 2016, mas só conseguiu publicar a reportagem em junho de 2019, na CartaCapital, quando o The Intercept Brasil vazou um áudio no qual Sergio Moro, ao conversar com Dallagnol sobre o que estava sendo reportado na imprensa sobre os investigados na Lava Jato, Moro diz que não queria "melindrar" FHC.

Não interessou à grande imprensa. Não interessou aos investigadores. E agora sabemos, via The Intercept Brasil, que não só não interessou ao juiz Moro como ele pediu para evitar ”melindrar” FHC. A matéria tava lá. Só quem não quis deixou de saber que Moro era seletivo. E cometia crime
— Lúcio de Castro

[218][219][220]

Ao comentar sobre a estreia da CNN Brasil para a Folha de S.Paulo em março de 2020, Nelson de Sá apontou que o editorial da Rede Globo é adulador de Sergio Moro, e a CNN o copia.[221]

Em abril de 2020, ao publicar um levantamento sobre a cobertura das crises do governo Bolsonaro feita pelo Jornal Nacional e o Fantástico, o colunista Maurício Stycer, do Uol observou que só foram entrevistados FHC e José Sarney, sendo ignorados políticos notórios da oposição.[222]

Colaboração com o FBIEditar

Em 2020, a Agência Pública revelou que Sergio Moro, ao assumir o Ministério da Justiça junto do ex-diretor da PF, Maurício Valeixo, assinou acordos supostamente indevidos com o FBI para o combate ao crime. Suspeita-se que esses acordos poderiam ser utilizados de mudo abusivo, promovendo o uso irrestrito dos dados e informações compartilhadas, o que é proibido, pois o FBI não tem jurisdição no Brasil ou em outros territórios estrangeiros.[223][224]

Acusações de corrupçãoEditar

Ao comentar ao Deutsche Welle os vazamentos do The Intercept em junho de 2019 com as conversas de Sérgio Moro e Daltan Dallagnol, o cientista político Sérgio Praça, da Fundação Getúlio Vargas, disse que o teor das conversas são "as mais estarrecedoras desde o mensalão, em 2005":

Isso é um absurdo. Se isso é normal no Brasil, eles são corruptos, pois isso é um crime no Brasil. O juiz é imparcial e não pode aconselhar ou construir provas junto com as outras partes. [...] Mas isso não torna Lula inocente, mesmo que Sérgio Moro e Daltan Dallagnol tenham combinado etapas da investigação [...] Os fatos criminosos não mudam. Mas é claro que são problemas do rito processual. [...] É um horror descobrir que, para prender corruptos, foi necessária muita corrupção. Você não pode fazer conluio entre poderes para prender corruptos.
— Sérgio Praça[225]

Escrevendo para o Poder360 em abril de 2020, Cezar Bitencourt, doutor em Direito Penal pela Universidade de Sevilha, apontou que Sergio Moro cometeu crime de "corrupção passiva", quando foi informado sobre a negociação feita com o presidente Jair Bolsonaro para um cargo para o STF.[226] No dia 8 de outubro de 2020, o presidente Jair Bolsonaro disse que teria indicado Sergio Moro para o STF, se ele não tivesse saído do seu governo.[227]

Cronologia sumáriaEditar

PublicaçõesEditar

LivrosEditar

  • Crime de Lavagem de Dinheiro. Editora Saraiva, 2010 ISBN 978-85-0209139-9.
  • Jurisdição Constitucional Como Democracia. Editora Revista dos Tribunais, 2004 ISBN 85-2032529-7.
  • Legislação Suspeita? Afastamento de Presunção de Constitucionalidade da Lei. Editora Juruá, 2003, 2ª ed ISBN 85-0362564-4
  • Desenvolvimento e Efetivação Judicial das Normas Constitucionais. Editora Max Limonad, 2001. ISBN 85-8630079-9
  • BALTAZAR JÚNIOR, José Paulo; MORO, Sérgio Fernando (Org.). Lavagem de Dinheiro – comentários à lei pelos juízes das varas especializadas em homenagem ao Ministro Gilson Dipp. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2007. 199 p.

OutrasEditar

Ver tambémEditar

Notas

  1. O nome Sergio deve ser grafado sem acento, conforme sugerem as seguintes fontes: as redes sociais do biografado; o livro Os Dias Mais Intensos (2020), escrito por sua esposa; a Folha de S. Paulo, jornal de maior circulação no Brasil; o sítio eletrônico do Ministério das Relações Exteriores e Segurança Pública; entre outras.
  2. O nome de Rosangela também deve ser grafado sem acento

Referências

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    Este não foi questionado sobre as revelações da Vaza Jato. Pelo contrário, ouviu perguntas sobre a resistência do Congresso aos seus projetos, sobre como está "difícil combater a corrupção".
    O que levou a respostas como "eu me vejo ainda mais como um técnico aqui no Ministério da Justiça" ou, manchete pela manhã no site do canal, seu ataque a "essa oposição que não é tão racional".
    A postura editorial da franquia em relação às ações afinal reveladas de Moro e da Lava Jato é a mesma da Globo e da GloboNews, de recusa e supressão. Com o acréscimo de uma veneração intermitente ao poder, não só do governo Jair Bolsonaro.
     
  222. Maurício Stycer (26 de abril de 2020). «Globo ignora Lula, Haddad e Ciro ao repercutir crises do governo Bolsonaro». TV e Famosos. UOL. Consultado em 22 de abril de 2020. Cópia arquivada em 26 de abril de 2020. Os ex-presidentes Lula (PT), Temer (MDB) e Dilma (PT) e os ex-candidatos presidenciais Fernando Haddad (PT) e Ciro Gomes (PDT), segundo e terceiro colocados na última eleição presidencial, não foram ouvidos pela Globo em nenhum momento. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi ouvido em três destas ocasiões e o ex-presidente José Sarney em uma. 
  223. Natalia Viana. «No Ministério da Justiça, Sergio Moro abriu as portas para o FBI». Agência Pública. Consultado em 31 de janeiro de 2021. Cópia arquivada em 1 de novembro de 2020 
  224. «Ministro Sergio Moro se reúne com FBI nos Estados Unidos». Governo Federal. 18 de março de 2019 
  225. «Para prender corruptos, foi necessária muita corrupção». DW. 11 de junho de 2019. Consultado em 9 de fevereiro de 2021. Cópia arquivada em 30 de julho de 2019 
  226. Cezar Bitencourt (27 de abril de 2020). «Sergio Moro cometeu crime de corrupção passiva, escreve Cezar Bitencourt». Poder360. Consultado em 6 de janeiro de 2021. Cópia arquivada em 6 de janeiro de 2021. De um modo geral as pessoas têm memória curta e esquecem rapidamente os precedentes dos fatos. Referimo-nos à negociação de Moro com o Presidente Bolsonaro por um cargo no STF.
    Essa história não se iniciou com a troca de mensagens com a deputada paulista e a negativa de Moro sobre o pedido de vaga no STF, como se fez crer em reportagem recente. Na verdade, a “negociação” teria ocorrido muito antes, ou seja, logo após anunciado o resultado das eleições, quando Sergio Moro foi à residência do candidato vencedor, senhor Jair Messias Bolsonaro, cuja visita foi divulgada pela mídia. Posteriormente, no dia das mães (12.05.19), noticiou-se que o Presidente da República comentou que “negociou” com seu Ministro da Justiça a sua indicação para o STF.
     
  227. «Se Moro não tivesse saído, teria pressão para colocá-lo no STF, diz Bolsonaro». Poder360. 8 de outubro de 2020. Consultado em 6 de janeiro de 2021. Cópia arquivada em 22 de outubro de 2020 

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