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Paderne (Melgaço)

freguesia de Melgaço, Portugal
Portugal Portugal Paderne 
  Freguesia  
Igreja de Paderne
Igreja de Paderne
Localização no concelho de Melgaço
Localização no concelho de Melgaço
Paderne está localizado em: Portugal Continental
Paderne
Localização de Paderne em Portugal
Coordenadas 42° 05' 21" N 8° 16' 34" O
País Portugal Portugal
Concelho MLG.png Melgaço
Administração
- Tipo Junta de freguesia
- Presidente José Bento Alves Garelha (PS)
Área
- Total 13,56 km²
População (2011)
 - Total 1 160
    • Densidade 85,5 hab./km²
Orago Divino Salvador

Paderne é a freguesia portuguesa mais populosa do concelho de Melgaço, com 13,56 km² de área e 1 160 habitantes (2011)[1]. A sua densidade populacional é 85,5 h/km².

PopulaçãoEditar

População da freguesia de Paderne [2]
1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
1 898 1 980 1 894 1 910 1 878 1 950 2 000 2 279 2 185 2 168 2 103 1 738 1 343 1 235 1 160
Distribuição da População por Grupos Etários
Ano 0-14 Anos 15-24 Anos 25-64 Anos > 65 Anos 0-14 Anos 15-24 Anos 25-64 Anos > 65 Anos
2001 125 130 586 394 10,1% 10,5% 47,4% 31,9%
2011 106 95 518 441 9,1% 8,2% 44,7% 38,0%

GeografiaEditar

A freguesia de Paderne é composta por 39 localidades e dista três quilómetros da Vila. Confronta com Remoães, Prado e o rio Minho (fazendo fronteira com Espanha) a norte, São Paio, a nascente, Cousso e Cubalhão, a sul, e Alvaredo e Penso, a poente.

HistóriaEditar

Privilegiado pela sua localização, entre as montanhas e o rio, com ricos terrenos de cultivo, caça e pesca, o território da freguesia de Paderne foi ricamente povoado e utilizado como lugar de passagem em tempos remotos, desde a Pré-História, à Idade do Ferro e Bronze, seguindo-se o Império Romano, as Invasões bárbaras e muçulmanas, e a fundação do Condado Portucalense, existindo na sua região vários monumentos ou ruínas de cada período histórico e civilizações, tais como ruínas megalíticas, castros celtas ou pontes romanas.

Durante a Idade Média, no século XII, a povoação pertencia ao antigo concelho de Valadares. Teria inicialmente o nome de Paterna, por parte do seu território, nomeadamente o lugar de São Salvador de Paderne, pertencer ao antigo convento de invocação do Salvador e de Santa Maria Virgem, sendo a sua fundação atribuída, anos antes, a Dona Paterna, viúva do conde Hermenegildo, senhor de Tui, que nestas terras possuía, entre outras propriedades e aldeias, uma grande quinta.[3]

Em 1141, D. Afonso Henriques concedeu o estatuto de couto a Paderne, atribuindo-o às freiras beneditas do convento de Paderne, também então conhecido por Convento da Paterna, por estas lhe terem prestado auxílio e apoio na tomada do castelo de Castro Laboreiro.

No século XIII, durante o reinado de D. Afonso III, o convento e as suas povoações passaram a estar sob a tutela dos cónegos regrantes de Santo Agostinho, tendo como prior D. João Pires, aliado e protegido do monarca, que ficou encarregue da construção da igreja paroquial, concluída e sagrada em 1264.

Durante o século XVI, o convento tornado mosteiro e o seu couto passaram novamente de mãos para o prior de Santa Cruz de Coimbra, por determinação de D. Sebastião ou, ainda segundo outras versões, de D. Filipe I de Portugal, após a emissão da bula “pro apostolicae servitutis” do Papa Clemente VIII, até 1770, quando a ordem foi extinta pelo Papa Clemente XIV, .

Em 1855, o concelho de Valadares foi extinto e a actual freguesia de Paderne passou a fazer parte do concelho de Melgaço.

Durante o século XIX e XX, foram realizadas várias escavações e estudos arqueológicos no concelho de Melgaço. Datado da Idade do Ferro, na povoação de Cividade, pertencente à freguesia, foi encontrado um antigo castro de origem celta, que apesar de pequeno, em comparação com outros encontrados na mesma região peninsular, era dotado de um sistema defensivo com uma única linha de muralha, constituída por blocos graníticos, e um fosso. No mesmo lugar foram também encontrados fragmentos de cerâmica romana, que comprovaram a reutilização destes povoados durante a ocupação romana.[4] Curiosamente, ao mesmo lugar era também atribuído o nome de Cidade dos Mouros, devido passagem destes por aquela terra durante a invasão muçulmana. Hoje em dia, é ainda frequente ouvir falar das lendas de mouras encantadas, perto do regato ou das antigas minas de ouro e prata, apesar de estarem a cair no esquecimento.

PatrimónioEditar

GaleriaEditar

Referências

  1. «População residente, segundo a dimensão dos lugares, população isolada, embarcada, corpo diplomático e sexo, por idade (ano a ano)». Informação no separador "Q601_Norte". Instituto Nacional de Estatística. Consultado em 3 de Março de 2014. Cópia arquivada em 4 de dezembro de 2013 
  2. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
  3. «Paderne – Portal Municipal de Melgaço». www.cm-melgaco.pt. Consultado em 21 de abril de 2019 
  4. «DGPC | Pesquisa Geral». www.patrimoniocultural.gov.pt. Consultado em 21 de abril de 2019 
 
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