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Localização das Pedras de Inguar

As Pedras de Inguar (em sueco: Ingvarsstenarna) são pedras rúnicas feitas em memória de víquingues que pereceram na desastrosa Expedição de Inguar, comandada por Inguar, o Viajado em 1036-1041 à Serclândia, na região do Mar Cáspio.[1][2] Existem cerca de 26 de pedras rúnicas no conjunto e a expedição é o único assunto da maioria delas.[3] Em número, só são superadas pelas cerca de 30 pedras da Grécia e 30 pedras da Inglaterra.[4] Foram descobertas perto ao lago Malar (a maioria na Sudermânia, algumas na Uplândia e uma na Vestmânia) na chamada Terra dos Suíones ou Suídia e no cabo de Vikbolandet da Gotalândia Oriental (duas).[5][6]

Para além da pedra de Tillinge na Uplândia e uma pedra na Gotlândia, as pedras de Inguar são as únicas que citam a Serclândia.[7] As transcrições em nórdico antigo estão no dialeto sueco e danês para facilitar a comparação com as inscrições, mas a tradução lusófona feita a partir do inglês da Rundata dá os nomes no dialeto padrão de facto (islandês e norueguês).

Índice

UplândiaEditar

U 439Editar

 
U 439

A pedra U 439 era a única de Atundalândia, a região inferior da Uplândia.[8] João Bureu fez o registro de sua inscrição numa xilografia da pedra em 8 de maio de 1595, mas ela não sobreviveu e há um desenho a tinta feito a partir dela no terceiro volume da Monumenta de Johan Peringskiöld. Em sua primeira menção Bureu citou apenas que a pedra estava em Steninge, enquanto em sua Monumenta Sveogothica Hactentus Exculpta de 1624 especificou que ela estava na ponte de Widh Steninge. Ela sumiu em meados do século XVII. Johan Hadorph, provavelmente baseado em Bureu, confirma a localização em Steninge. Não há qualquer outra imagem da pedra nas coleções de antiguidades subsequentes, sendo possível que tenham utilizado-a num molhe situado abaixo do Palácio de Steninge.[9]

A inscrição contêm um poema nórdico antigo. Dos nomes do texto, Sebiorno (Sæbiorn) significa "urso do mar",[10] Herleivo (Hærlæif) significa "relíquia do amor do guerreiro" ou "guerreiro amado",[11] e Torgerdo (Þorgerðr) é o nome de uma deusa que combina o nome do deus Tor e gerðr, que significa "cercado".[12] Inguar, o líder da expedição, tem nome que significa "o guerreiro do [deus] Ingo (Freir)". [13] A pedra rúnica é atribuída ao mestre rúnico Ésquilo (Äskil).[14]

Transliteração:[15]

[harlaif × auk × þurkarþr × litu × raisa × stain × þina at × sabi faþur sin × is||sturþi × austr × skibi × maþ ikuari a/a| |askalat-/skalat-]

Transcrição nórdica antiga:[15]

Hærlæif ok Þorgærðr letu ræisa stæin þenna at Sæbiorn, faður sinn. Es styrði austr skipi með Ingvari a Æistaland(?)/Særkland[i](?).[16]

Tradução:[15]

"Herleivo e Torgerdo fizeram erguer essa pedra em memória de Sebiorno, seu pai, que conduziu um navio a leste com Inguar à Estônia(?)/Serclândia(?).

U 644Editar

 
U 644

Essa pedra rúnica está localizada em Equila Bro. Foi erguida em memória do mesmo homem da da U 654, abaixo.[17] A mesma família também ergueu a pedra rúnica U 643 que relata a morte de Andveter. Omeljan Pritsak sugeriu que faleceu na investida de Vladimir de Novogárdia contra Constantinopla em 1043.[18] A inscrição é finalizada com uma oração cristã, o que indica que a família era cristã. É de se notar que andinni ("o espírito") está na forma definitiva, pois essa é a categoria gramatical que aparece no nórdico antigo no fim da Era Viquingue. Permaneceria raro mesmo nas leis provinciais suecas medievais. A mesma forma foi usada numa pedra rúnica perdida das proximidades, que, porém, não foi feita pelo mesmo mestre rúnico, o que sugere que havia dois mestres rúnicos na região usando a mesma inovação linguística.[19]

A pedra tem mais de dois metros de altura e foi citada pela primeira vez no século XVII na revisão nacional de monumentos históricos. À época estava sob a ponte de pedra que cruza o rio ao norte de Equila. Ficou lá até 1860, quando foi retirada por Richard Dybeck com grande dificuldade. Após tentativa frustrada, uma equipe de 12 homens conseguiu removê-la da água e erguê-la 25 metros ao norte da ponte, onde está hoje. Próximo a ela, há dois túmulos e um monumento de pedras levantadas. Havia anteriormente duas outras pedras rúnicas na ponte, mas foram removidas para Ecolsunda no começo do século XIX. Uma delas fala da mesma família citada em U 644, e foi erguida em honra a Andveter e seus filhos Gunleivo (Gunnleifr) e Caro (Kárr); um deles tem o nome de seu avô, enquanto o outro de seu tio.[19]

Transliteração:[20]

[an(u)(i)(t)r : auk * kiti : auk * kar : auk * blisi * auk * tiarfr * þir * raistu * stain þina * aftiʀ * kunlaif * foþur : sin han : fil * austr : miþ : ikuari kuþ heabi ontini]

Transcrição nórdica antiga:

Andvettr ok <kiti> ok Karr ok Blesi ok Diarfʀ þæiʀ ræistu stæin þenna æftiʀ Gunnlæif, faður sinn. Hann fell austr með Ingvari. Guð hialpi andinni.

Tradução:[20]

Andveter, <kiti>, Car, Blessi e Jarfer ergueram essa pedra em memória de Gunleivo, seu pai. Ele morreu no Oriente com Inguar. Possa Deus ajudar [seu] espírito.

U 654Editar

 
U 654

A pedra rúnica de Varpsund tem quase três metros de altura e está localizada num promontório entre o Grande Fiorde de Ullr (Stora Ullfjärden) e a Baía dos Russos (Ryssviken) de modo a ser bem visível tanto para aqueles que viajam em terra como por aqueles que viajam por água.[21] Ela contém um poema nórdico antigo.[22] Foi descrita em 1599 por João Bureu e no século XVII num desenho de Johan Hadorph e Johan Leitz. Os nomes dos dois irmãos citados na pedra já haviam sido perdidos à época. Os irmãos, no entanto, ergueram uma segunda pedra (U 644, acima), alguns quilômetros ao sul de Varpsund, e é por isso que os estudiosos estão certos de que os eram Andveter e Blessi.[17][21] A mesma família também ergueu a runa U 643 que relata a morte de Andveter. Omeljan Pritsak sugere que pode ter morrido no ataque de Vladimir de Novogárdia contra Constantinopla em 1043.[18]

O nome do mestre rúnico é parcialmente esculpido e a última runa desapareceu, mas provavelmente foi Alarico. É uma característica dele que a runa-r é usada no lugar da runa-R. Além disso, a runa-u é talvez usada para um tremado-a. A inscrição menciona o knorr, que era um grande navio comercial de alto mar com amplo espaço para carga. É citado em outras cinco pedras da Era Viquingue, da Sudermânia (duas) e Uplândia (três). Uma sexta inscrição é encontrada na igreja medieval de Sakshaug no fiorde de Trontêmio, na Noruega, onde alguém esculpiu a imagem de um knarr e escreveu em runas "havia um knarr lá fora".[21]

Transliteração:[22]

+ a--itr : auk * ka(r) auk : kiti : auk : -[l]isi : auk * tiarfr : ris[t]u : stain : þena : aftir : kunlaif : foþur sin is u[a]s nus(t)(r) * m[i](þ) ikuari : tribin kuþ : hialbi : o(t) þaira al-ikr| |raistik * runar is kuni + ual * knari stura

Transcrição nórdica antiga:[22]

A[ndv]ettr ok Karr ok <kiti> ok [B]lesi ok Diarfʀ ræistu stæin þenna æftiʀ Gunnlæif, faður sinn. Es vas austr með Ingvari drepinn. Guð hialpi and þæiʀa. Al[r]ikʀ(?) ræist-ek runaʀ. Es kunni val knærri styra.

Tradução:[22]

Andveter, <kiti>, Car, Blessi e Jarfer ergueram essa pedra em memória de Gunleivo, seu pai, que foi morto no Oriente com Inguar. Possa Deus ajudar [seus] espíritos. Alarico(?), Eu gravei as runas. Ele poderia dirigir um navio de carga bem.

U 661Editar

 
U 661

A pedra está situada cerca de 500 metros a sudoeste da igreja de Råby, num cemitério com cerca de 175 monumentos pré-históricos registrados:[23] muitas pedras elevadas, a maioria em círculos de pedra, 34 túmulos e um monte de pedras triangulares. Nela há um poema nórdico antigo.[24] Foi examinada no início do século XVII por João Bureu e foi incluído em seu livro Monumenta Sveogothica Hactentus Exculpta.[23] A obra de arte da pedra está de acordo com muitas das outras runas de Inguar, mas é debatido se foram feitas pelo mesmo mesmo ou não. É digno de nota que a runa-u parece ser usada para um tremado-u.[24]

Transliteração:[24]

kairui × auk × kula × ristu × stain þina × aftir × onunt × foþur sia is uas × austr × tauþr × miþ × ikuari × kuþ × hialbi ot × onutar

Transcrição nórdica antiga:[24]

Gæiʀvi ok Gulla ræistu stæin þenna æftiʀ Anund, faður sinn. Es vas austr dauðr með Ingvari. Guð hialpi and Anundaʀ.

Tradução:[24]

Geirvé e Gula ergueram essa pedra em memória de Onundo, seu pai, que morreu no Oriente com Inguar. Possa Deus ajudar o espírito de Onundo.

U 778Editar

 
U 778

A pedra foi gravada pelo mestre Ésquilo e nela há um poema nórdico antigo. Está localizada na varanda da igreja de Svinnegarn.[25] O texto se refere ao lið de Inguar. A palavra, traduzida pelo Rundata como "comitiva", é frequentemente usada para se referir ao Þingalið, as forças escandinavas que serviram os reis ingleses entre 1013–1066, e é usada dessa maneira na pedra U 668. Foi sugerido que lið poderia também se referir a "conjunto de navios".[26]

Transliteração:[25]

þialfi × auk × hulmnlauk × litu × raisa × staina þisa × ala × at baka × sun sin × is ati × ain × sir × skib × auk × austr × stu[rþi ×] i × ikuars × liþ × kuþ hialbi × ot × baka × ask(i)l × raist

Transcrição nórdica antiga:[25]

Þialfi ok Holmlaug letu ræisa stæina þessa alla at Banka/Bagga, sun sinn. Es atti æinn seʀ skip ok austr styrði i Ingvars lið. Guð hialpi and Banka/Bagga. Æskell ræist.

Tradução:[25]

Tialfi e Holmlaugo fizeram todas essas pedras serem erguidas em memória de Banqui/Bagui, seu filho, que sozinho detinha um navio e foi para o leste na comitiva de Inguar. Possa Deus ajudar o espírito de Banqui/Bagui. Ésquilo gravou.

U 837Editar

 
U 837

A pedra está localizada em Alsta, Nysätra. Foi descoberta nos anos 40 por um garoto local, e uma pesquisa sem sucesso foi iniciada para encontrar as partes remanescentes. Está numa floresta a cerca de 100 metros da estrada. Sua identidade como uma pedra de Inguar se baseia nas runas remanescentes -rs + liþ, que concordam com ikuars × liþ ("comitiva de Inguar") na runa U 778.[27]

Transliteração:[27]

... ...k × hulmk... ... ...(r)s + liþ × kuþ × hialb(i) ...

Transcrição nórdica antiga:[27]

... [o]k Holmg[æiʀʀ](?) ... [Ingva]rs(?) lið. Guð hialpi ...

Tradução:[27]

e Holmgeir(?) ... comitiva de Inguar(?). Possa Deus ajudar ...

U 1143Editar

 
U 1143

Essa pedra está localizada na Igreja de Tiespe. Embora muito mal preservada hoje, seu texto é conhecido através de um desenho feito por Johan Peringskiöld.[28]

Transliteração:[28]

[klintr auk blikr × ristu stin × þinsi * iftiʀ kunu(i)þ] × faþur × sin + han [× foʀ bort miþ (i)kuari + kuþ trutin hialbi ont ...](r)[a *] kristin[a þu]r[iʀ + --an- × ri]s[ti +]

Transcrição nórdica antiga:[28]

Klintr(?) ok Blæikʀ ræistu stæin þennsi æftiʀ Gunnvið, faður sinn. Hann for bort með Ingvari. Guð drottinn hialpi and [ald]ra kristinna. Þoriʀ [ru]na[ʀ](?)/[Tr]an[i](?) risti.

Tradução:[28]

Klettr(?) e Bleikr ergueu essa pedra em memória de Gunnviðr, seu pai. Ele viajou com Inguar. Possa o Senhor Deus ajudar os espíritos de todos os cristãos. Torir gravou as runas (?) / Torir, o Crane gravou.

U Fv1992;157Editar

 
U Fv1992;157

A pedra foi descoberta por trabalhadores na construção de estradas em 6 de abril de 1990. Um runólogo chegou e notou que faltavam algumas partes. Também estava deitada com o texto para cima e provavelmente tinha sido desenterrada e movida por máquinas no inverno anterior de algum lugar nas proximidades. A existência do líquen mostrou que não havia sido completamente coberta pelo solo. No final do mês, uma escavação arqueológica descobriu duas peças perdidas da pedra. No dia 23, foi transferida ao Museu de Sigtuna e em 16 de maio foi transportada para um pedreiro que consertou-a.[29]

A pedra é um granito cinza claro e finamente granulado, com 2,30 metros de altura e 1,73 de largura. O mestre rúnico não parece ter preparado muito a superfície e, portanto, a superfície é bastante grossa, mas ainda assim as runas são legíveis. Foi feito pelo mesmo mestre rúnico da pedra U 439 e provavelmente da U 661. É o único mestre rúnico que fala da construção de uma ponte. A escavação estabeleceu que a pedra foi localizada ao lado de uma estrada, e havia certa vez um riacho no local através do qual a ponte havia passado.[29] A referência à construção de pontes no texto rúnico é bastante comum em pedras rúnicas durante este período de tempo e são interpretadas como referências cristãs relacionadas à passagem da alma para a vida após a morte. Neste momento, a Igreja Católica patrocinou a construção de estradas e pontes através do uso de indulgências em troca de intercessão pela alma. Há muitos exemplos dessas pedras de ponte datadas do século XI, incluindo inscrições rúnicas Sö 101, U 489 e U 617.[30]

Uma vez que não poderia ser reerguida em sua localização original, a Administração Sueca de Aviação Civil providenciou para que pudesse ser instalada no novo terminal 2 para vôos domésticos. Foi inaugurada no terminal com cerimônia solene pela Administração da Aviação Civil em 17 de maio de 1992.[29]

Transliteração:[31]

× kunar : auk biurn : auk × þurkrimr × ra-... ...tain : þina * at þurst... × bruþur sin : is uas austr : tauþr * m... ...ari × auk × karþ... ...u þisi

Transcrição nórdica antiga:[31]

Gunnarr ok Biorn ok Þorgrimʀ ræ[istu s]tæin þenna at Þorst[æin] broður sinn, es vas austr dauðr m[eð Ingv]ari, ok gærð[u br]o þessi.

Tradução:[31]

"Gunar e Biorno e Torgrimir ergueram essa pedra em memória de Torsteino, seu irmão, que foi morto no leste com Inguar e fez essa ponte."

SudermâniaEditar

Sö 9Editar

 
Sö 9

A pedra está localizada em Lifsinge. O mestre rúnico usou a imagem da cruz no centro para enfatizar a salvação; o texto que significa "que Deus ajude a alma de Ulfo" rodeia a cruz.[32]

Transliteração:[33]

barkuiþr × auk × þu : helka × raistu × stain × þansi : at * ulf : sun * sint * han × entaþis + miþ : ikuari + kuþ + hialbi + salu ulfs ×

Transcrição nórdica antiga:[33]

Bergviðr/Barkviðr ok þau Hælga ræistu stæin þannsi at Ulf, sun sinn. Hann ændaðis með Ingvari. Guð hialpi salu Ulfs.

Tradução:[33]

"Bergviðr/Barkviðr e Helga ergueram essa pedra em memória de Ulfo, seu filho. Ele encontrou seu fim com Inguar. Possa Deus ajudar a alma de Ulfo."

Sö 96Editar

 
Sö 96

A pedra está localizada na igreja de Jäder.

Transliteração:[34]

-(t)ain : þansi : at : begli : faþur : sii :: buanta :: sifuʀ :: han : uaʀ : fa... ...

Transcrição nórdica antiga:[34]

[s]tæin þannsi at Bægli, faður sinn, boanda Sæfuʀ. Hann vaʀ fa[rinn](?) ...

Tradução:[34]

"[...] esta pedra em memória Beglir, seu pai, lavrador de Saefa. Ele viajou(?) [...]"

Sö 105Editar

 
Sö 105

A pedra está em Högstena. Foi feita por Holmuidir em memória de seu filho Torbiorno. Com base em outras pedras, as conexões familiares mais amplas das pessoas mencionadas nesta pedra rúnica foram reconstruídas da seguinte forma: Holmuidir era um rico proprietário de terras que também aparece na pedra rúnica Sö 116. Era casado com Giridir, a irmã de Sigfastir, a proprietária da Snottsta, que é mencionada nas runas U 623 e U 331.[35]

Transliteração:[36]

hulmuiþr : -þi-(s)... ...(ʀ) ...ur--(r)- su[n] han : uaʀ : fa-in : m(i)- : ikuari ×+

Transcrição nórdica antiga:[36]

Holmviðr ... ... [Þ]or[bæ]r[n](?) sun [sinn]. Hann vaʀ fa[r]inn me[ð] Ingvari.

Tradução:[36]

"Holmuidir ... ... Torbiorno(?), seu filho. Ele viajou com Inguar."

Sö 107Editar

 
Sö 107

A pedra foi originalmente localizada em Balsta. Foi transferido para Esquiltuna no século XVII e depois mudou-se para Gredby em 1930, adjacente a Sö 108 e Sö 109.

Transliteração:[37]

rulifʀ : raisti : stein : þnsi : at : faþur : sin : skarf : ha[n] uaʀ : farin : miþ : ikuari :

Transcrição nórdica antiga:[37]

Hroðlæifʀ ræisti stæin þennsi/þannsi at faður sinn Skarf. Hann vaʀ farinn með Ingvari.

Tradução:[37]

"Rodeleivo ergueu essa pedra em memória de seu pai Escarfir. Ele viajou com Inguar."

Sö 108Editar

 
Sö 108

Esta pedra está em Gredby. O nome do pai Ulfo significa "lobo", enquanto o nome de seu filho Gunulfo combina gunnur para fazer "lobo de guera".

Transliteração:[38]

: kunulfʀ : raisti : stein : þansi : at : ulf : faþur : sin : han : uaʀ i : faru : miþ : ikuari :

Transcrição nórdica antiga:[38]

Gunnulfʀ ræisti stæin þannsi at Ulf, faður sinn. Hann vaʀ i faru með Ingvari.

Tradução:[38]

"Gunulfo ergueu essa pedra em memória de seu pai Ulfo. Ele viajou com Inguar."

Sö 131Editar

 
Sö 131

A pedra cita a Serclândia, e está em Lundby. Quando Richard Dybeck visitou o cemitério local em meados do século XIX, alguém lhe contou sobre uma pedra que subia apenas oito centímetros acima do solo e que se dizia ser "escrita". Dybeck escavou-a e descobriu que era uma pedra rúnica. Na época de Dybeck, havia também os restos de um navio de pedra ao lado dela.[39]

Escardo (Skarði) é um nome bastante incomum, mas aparece em inscrições rúnicas na Suécia, Noruega e Dinamarca. Talvez deriva de uma palavra para "incisão" e provavelmente se refere a alguém que tem lábio leporino. O nome Spjóti também é incomum e é achado apenas nas proximidades da pedra rúnica de Kjula. A palavra heðan ("daqui") é encontrada apenas numa única inscrição rúnica da Era Viquingue. A última parte da inscrição é um poema aliterativo. Esse tipo de verso aparece em várias pedras rúnicas e é bem conhecido da poesia nórdica do Velho Oeste.[39]

Transliteração:[40]

: sbiuti : halftan : þaiʀ : raisþu : stain : þansi : eftiʀ : skarþa : bruþur sin : fur : austr : hiþan : miþ : ikuari : o sirklanti : likʀ : sunʀ iuintaʀ

Transcrição nórdica antiga:[40]

Spiuti, Halfdan, þæiʀ ræisþu stæin þannsi æftiʀ Skarða, broður sinn. For austr heðan með Ingvari, a Særklandi liggʀ sunʀ Øyvindaʀ.

Tradução:[40]

"Spjóti e Haldano ergueram essa pedra em memória de Escardo, seu irmão. Daqui viajou ao leste com Inguar; na Serclândia fica o filho de Eivindir."


Referências

  1. Orrling 1995, p. 123.
  2. Weinreder 1991, p. 286.
  3. Pritsak 1981, p. 424.
  4. Jansson 1980, p. 34.
  5. SBL 2018.
  6. Logan 1992, p. 202.
  7. Pritsak 1981, p. 451–53.
  8. Wessén 1958, p. 44.
  9. Wessén 1943, p. 232.
  10. Ferguson 1883, p. 63.
  11. Yonge 1884, p. lxxv.
  12. Orchard 1997, p. 54.
  13. Yonge 1884, p. lxxix.
  14. Jansson 1987, p. 44.
  15. a b c SPSMA 2018.
  16. SPSMA 2018.
  17. a b Pritsak 1981, p. 452.
  18. a b Pritsak 1981, p. 457.
  19. a b RAA 2014.
  20. a b SPSMA 2018a.
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  26. Jesch 2001, p. 190–91.
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  30. Gräslund 2003, p. 490–92.
  31. a b c SPSMA 2018g.
  32. Andrén 2003, p. 413–14.
  33. a b c SPSMA 2018h.
  34. a b c SPSMA 2018i.
  35. Pritsak 1981, p. 455–57.
  36. a b c SPSMA 2018j.
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BibliografiaEditar

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Ligações externasEditar