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Poço Branco, município no estado do Rio Grande do Norte (Brasil). De acordo com o censo realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no ano 2015, sua população é de 15.139 habitantes. Área territorial de 169 km². Foi criado em 1963.

Município de Poço Branco
Bandeira de Poço Branco
Brasão de Poço Branco
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 26 de julho
Fundação 1963
Gentílico poço-branquense
Prefeito(a) Waldemar de Góis (DEM)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Poço Branco
Localização de Poço Branco no Rio Grande do Norte
Poço Branco está localizado em: Brasil
Poço Branco
Localização de Poço Branco no Brasil
05° 37' 22" S 35° 39' 46" O05° 37' 22" S 35° 39' 46" O
Unidade federativa Rio Grande do Norte
Região intermediária

Natal IBGE/2017[1]

Região imediata

Natal IBGE/2017[1]

Municípios limítrofes Pureza, Taipu, Ielmo Marinho, Bento Fernandes e João Câmara
Distância até a capital 59 km
Características geográficas
Área 230,370 km² [2]
População 15,280 hab. (RN: 33º) –  IBGE/2012[3]
Densidade 0,07 hab./km²
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,587 baixo PNUD/2010[4]
PIB R$ 44 907,610 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 3 551,41 IBGE/2008[5]

História: O município de Poço Branco foi criado no dia 26 de julho de 1963, pela Lei nº. 2.899, desmembrando-se do município de Taipu e se tornando uma cidade do RN. O ato foi assinado pelo então governador em exercício do RN, Roberto Pereira Varela (ex-deputado estadual e ex-prefeito de Ceará Mirim). Para concluir este processo, o poçobranquense Cícero Freitas foi indicado como o primeiro prefeito da cidade. Até o governo de Aluízio Alves (1961-1966) já havia se tentado desmembrar Poço Branco de Taipu por algumas vezes, mas todas sem sucesso. A origem de seu nome está datada por volta de 1890, quando os primeiros moradores do povoado deram este nome ao lugar devido aos poços de água cristalina que existiam à margem do rio Ceará Mirim.

A história da cidade começa, de fato, com a construção da Barragem Engenheiro José Batista do Rego Pereira, iniciada em julho de 1959 e inaugurada em Dezembro de 1969. Durante esses dez anos foi concluído o processo de indenização das famílias que moravam no curso do rio Ceará Mirim e passaram a habitar a nova cidade. A obra foi executada pela construtora Nóbrega & Machado que também planejou a cidade, suas ruas e avenidas. Por muitos anos, Poço Branco foi, junto com Brasília/DF, uma das poucas cidades planejadas do país. A sua população foi formada basicamente pela miscigenação entre os antigos moradores de Poço Branco Velho e os funcionários da construtora da barragem, já que muitos deles constituíram família em solo poçobranquense.

O processo de emancipação de Poço Branco teve início no final dos anos 50, tendo à frente os senhores José Francisco de Souza (Zé Igapó) e Ivan Cardoso de Carvalho. Outros nomes como Cícero de Freitas, Manoel Targino, Eráquio Alves, Raimundo Rodrigues, Antonio Pereira, Raimundo Nonato, João Teixeira, Sebastião Rodrigues, dentre alguns outros, encabeçaram o movimento que separou Poço Branco de Taipu. Como em todo movimento separatista, este também teve alguma oposição. A população de Taipu não chegou a se insuflar contra a separação, mas os políticos taipuenses eram contrários.

Não há documentos oficiais que comprovem, de fato, quais foram os verdadeiros fundadores de Poço Branco, enquanto povoado. O que há são apenas suposições. O livro do ilustre poçobranquense Raimundo Rodrigues da Silva (Raimundo Caxiado) é uma das poucas “fontes vivas” da história da cidade, embora a publicação mencione, com maior ênfase, o período pós-povoado. Antes de 1900, existia um pequeno aglomerado de casas, pouco urbano, às margens de um pequeno rio. “Era uma casa aqui, outra acolá e muitos serrotes de pedra e mata”, conta o morador José Cícero de Oliveira (Ciço de Filó).

Aos poucos, o pequeno povoado foi ganhando novos moradores devido, principalmente, às grandes secas por que passava o sertão potiguar. Para Poço Branco Velho vieram e passaram alguns viajantes, famílias nômades (ciganos) e boiadeiros em busca de um bom lugar pra se estabelecer. Nesse período, o povoado ainda não tinha um nome de consenso, mas acabou sendo chamado inicialmente de Jacaré. No inverno, as cheias do rio criavam belas fontes cristalinas d’água: as cachoeiras e os poços. Talvez tenha vindo daí a origem mais aceita do nome que deu origem ao atual município.

Referências

  1. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Base de dados por municípios das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias do Brasil». Consultado em 29 de março de 2019 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010 
  3. «ESTIMATIVAS DA POPULAÇÃO RESIDENTE NOS MUNICÍPIOS BRASILEIROS COM DATA DE REFERÊNCIA EM 1º DE JULHO DE 2012» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 30 de agosto de 2011. Consultado em 31 de agosto de 2012 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 04 de setembro de 2013  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010 
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