Protestos no Brasil contra a Copa do Mundo FIFA de 2014

Os protestos no Brasil contra a Copa do Mundo FIFA de 2014, conhecidos como "Não vai ter Copa"[1][2], ou "Fifa go Home"[3] foram parte de uma campanha contrária a realização do megaevento esportivo, realizada por diversos movimentos sociais em todo Brasil, principalmente nas capitais onde se realizaram os jogos. Tinham como principal crítica os altos gastos governamentais com a Copa em detrimento do baixo investimento em serviços públicos. Além disso, criticavam as remoções forçadas e falta de politicas em prol de moradia digna, a militarização urbana e a violência policial. Diversas categorias de trabalhadores também somaram reivindicações em prol de melhores condições de trabalho.[4][3][5][6]

Protestos no Brasil contra a Copa do Mundo de 2014
Manifestação contra copa fifa 2014 fifa go home.jpg
Ato "Não Vai Ter Copa/Fifa Go Home", na praça Saens Peña, Rio de Janeiro.
Período Junho de 2013 – Julho de 2014
Local  Brasil — diversas cidades
Causas Altos gastos governamentais com a Copa em detrimento do baixo investimento em serviços públicos.
Objetivos .
Características .

DescriçãoEditar

A Copa da Fifa 2014 esteve inserida em um ciclo de megaeventos esportivos no Brasil, e em especial na cidade do Rio de Janeiro, que acelerou a modelagem da cidade e o dia a dia das pessoas na preparação da cidade enquanto sede. Antes dos megaeventos, o Estado já vinha desenvolvendo um modelo de cidade-empresa nas capitais, cidades em prol do capital, porém usou estes como desculpa para agravar as desigualdades sociais e avançar processos que sem esses seriam mais complexos e demorados.[7][8] Um exemplo, entre muitos outros casos, é a remoção da favela do Metrô-Mangueira[9], ou a desocupação da ocupação "Quilombo das Guerreiras" e da ocupação "Zumbi dos Palmares".[10] Em todos os casos houve protestos e mobilizações, e seus moradores seguiram resistindo por vários anos as medidas repressivas e pelo direito a moradia digna.[11][12][13][14][15]

Não houve grandes manifestações contrárias à realização do evento em 2007, quando o país foi escolhido como sede.[16] Porém, com a aproximação do evento e o levante popular de 2013 (conhecidos como Jornadas de Junho),[3][17][18][19] surgiu a palavra de ordem "Não vai ter copa".[20] Já durante a Copa das Confederações, movimentos sociais passaram a se organizar para esta pauta, inclusive através da Internet. A página Movimento Anti-Copa de Decoração de Ruas foi criada no Facebook, atingindo mais de 15 mil curtidas em aproximadamente um mês.[21]

Alguns protestos tiveram como um dos principais focos o abuso do gasto de dinheiro público, como com o estádio Itaquerão, onde o valor dos gastos foram inicialmente de 820 milhões de reais mas depois passou para 1,2 bilhões de reais, e obras públicas em hospitais e escolas não tiveram o mesmo investimento. Segundo a Pew Research, 61% dos entrevistados na época achavam que sediar a Copa teria impactos negativos.[22]

Os protestos foram convocados por redes sociais e panfletagens. No dia 26 de maio de 2014, as manifestações se aproximaram pela primeira vez da delegação da Seleção Brasileira de Futebol no Rio de Janeiro, quando professores grevistas colaram adesivos escritos "Não vai ter copa" no ônibus oficial da seleção que se dirigia para a Granja Comary, em Teresópolis. "Pode acreditar, educador vale mais do que o Neymar" gritavam os professores em greve.[23] O veículo teve que pegar uma rota alternativa para fugir do bloqueio dos manifestantes. Houve uma correria, mas sem registro de algum grande incidente.[23]

Pichações foram um tipo de ação direta realizado pela campanha "Não vai ter copa". Um painel gigante com grafites feitos em alusão a copa do mundo de propriedade do Metrô de São Paulo, próximo ao estádio Itaquerão, foi pichado no dia 6 de junho.[24]

O movimento social denominado Frente Independente Popular (FIP)[25], no Rio de Janeiro, foi um dos poucos grupos organizados capazes de realizar de forma mais efetiva uma campanha nas ruas contra a Copa da Fifa 2014, não a toa a partir de então sofreu uma grande criminalização midiática e violenta repressão, o que acarretou sua desmantelação após a Copa.[26][27][28][29]

HistóricoEditar

Antes do início da Copa do MundoEditar

Prisão de manifestantes no dia 25 contra a Copa do Mundo de 2014 da FIFA que se escondiam em hotel no centro de São Paulo[30]

Em 25 de Janeiro, em São Paulo, uma manifestação contra a copa foi violentamente reprimida. Manifestantes atacaram e depredaram símbolos do capítal e poder: agências de bancos, concessionária de automóveis, lanchonete do Mc Donalds, carro de polícia. O confronto foi noticiado internacionalmente. Videos foram publicados na mídia mostrando a polícia militar atirando com balas de borracha em jovens detidos deitados no chão.[30] 128 pessoas foram detidas.[31]

 
Grafite em São Paulo criticando os gastos com a Copa do Mundo.

Em 27 de maio, um protesto terminou em confronto com a Polícia Militar na área central de Brasília - DF. Os manifestantes chegaram a fechar as seis faixas do Eixo Monumental, no sentido Torre de TV, o que gerou um grande congestionamento.[32] Segundo a PM, cerca de 2,5 mil pessoas participaram da manifestação, entre as quais um grupo de 300 indígenas que desembarcou na capital federal para protestar contra mudanças nas regras de demarcação de terras indígenas. Para evitar que a manifestação chegasse na Arena, a polícia iniciou o confronto atirando bombas de gás lacrimogênio e efeito moral. Indígenas cercaram a cavalaria da policia e a impediram de atacar os manifestantes. Ao menos um policial foi atingido com uma flecha na perna. O ato ocorreu durante o encerramento da visitação pública à Taça da Copa do Mundo, que teve que ser interrompida e encerrada antecipadamente.[33]

Em 31 de maio, em um ato em São Paulo, a Polícia Militar usou pela primeira vez o exoesqueleto - armadura apelidadada de "Robocop", e a "Tropa do Braço" - policiais treinados em artes marciais, para reprimir a manifestação.[34]

 
Em protesto contra a Copa, manifestantes seguram cartaz pedindo fim das Unidades de Polícia Pacificadoras - UPP e desmilitarização das favelas.

Milhares de soldados do exército brasileiro foram enviados para as cidades-sede, fornecidos pela então presidente Dilma Rousseff (Partido dos Trabalhadores) para atuação integrada com as polícias locais.[35]

 
Em ato contra a Copa, manifestantes exibem faixa com os dizeres "Copa de Sangue: futebol e novelas para ocultar a opressão e genocídios nas favelas".

Em 3 de junho de 2014, um novo protesto em frente ao hotel onde a seleção se concentrou em Goiás para um amistoso contra o Panamá, gerou um momento de tensão quando a polícia tentou expulsar os manifestantes do canteiro central. Os manifestantes, ligados a grupos sindicais e partidos de esquerda, ergueram faixas contra a organização do Mundial no Brasil e pediram a mesma valorização a professores e profissionais da saúde.[36]

Em 4 de junho, cerca de 25 mil manifestantes fecharam várias ruas principais na capital de São Paulo, em protesto chamado pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), com o apoio do Movimento Passe Livre e outros movimentos sociais. A campanha foi denominada "Copa Sem Povo, tô na Rua de Novo", reivindicando que fosse destinado para moradia popular o terreno da "Ocupação Copa do Povo", em Itaquera. Após este, outros protestos semelhantes foram organizados.[37][38]

Um dia antes da abertura da Copa do Mundo, em 11 de junho, na cidade de Belo Horizonte, uma manifestação se dirigiu à praça da Liberdade, onde se encontrava o relógio da Copa. Entretanto, a Polícia Militar fez um cerco de proteção em volta deste, impedindo a aproximação e que o relógio fosse atacado. Iniciou-se um confronto e manifestantes depredaram agências bancárias, lojas e prédios comerciais próximos. Ao menos um carro de polícia também foi depredado. Após, seguiram para a Sede da prefeitura, a qual também atacaram e picharam. Desde então, a polícia passou a praticar uma estratégia chamada de "envelopamento", que consiste em colocar um número superior de policiais em relação ao de manifestantes já na concentração do ato, fazendo revistas e detenções, assim como impedindo o ato de sair do local incial.[39]

Em documentos sigilosos, divulgados somente em 2021, o Estado evidencia receio de uma aproximação entre os "rolezinhos"- movimento cultural onde jóvens periféricos se encontravam para se divertirem em estacionamentos de shopping centers - e os black blocs, tática de autodefesa usada por manifestantes. O principal receio era da identificação desses jóvens com movimentos sociais contra a Copa da Fifa 2014, transformando os rolezinhos em um movimento também politico-ideológico. Esse temor surgiu com os disturbios ocorridos após um rolezinho ter sido reprimido em São Paulo, e posterior publicização do ocorrido, fato que fez com que esse termo em questão tivesse uma grande alta nas buscas na internet. A exacerbada vigilância aos rolezinhos, ocorrida após este fato, pode ser diagnosticada como pertencente a um capitalismo de vigilância.[40]

Durante a Copa do MundoEditar

 
Em protesto contra a Copa, manifestantes seguram uma faixa com os dizeres "Vandalismo é bater em professor", denunciando as agressões sofridas por professores em um ato contra a copa convocado pelo SEPE, sindicato de profissionais da educação do Rio de Janeiro.

Apesar de membros do governo, como o ministro do esporte, Aldo Rebelo, alegarem que as manifestações de 2013 não iriam durar até a Copa do Mundo,[41][42] os protestos ocorreram em diversas cidades-sedes do torneio.[43][44] Esse cenário já era previsto pelas forças de segurança do mundial, sendo que este foi um dos maiores focos de treinamento e investimento.[44] As manifestações populares tiveram uma dimensão muito menor em relação aos protestos de junho de 2013, mas houve conflitos com as forças policiais em quase todas as cidades-sede, como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre e Fortaleza. Não houve confrontos em Salvador e Manaus.[43][43][44][45] Entre 5 de junho a 6 de julho de 2014, foram agendadas 144 manifestações, a maioria no Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte.[46]

Em 15 de junho de 2014, no Rio de Janeiro, no dia do primeiro jogo da copa nesta cidade, uma manifestação que saiu da praça Saens Peña, após "driblar" os cercos policiais no entorno do Maracanã, chegou a uma quadra do estádio, sendo recebida com bombas de gás lacrimogênio e bombas de efeito moral, sprays de pimenta e balas de borracha, lançadas e atiradas por um bloqueio da tropa de choque. Em resposta, pedras e coqueteis molotvs teriam sido jogados contra o bloqueio, barricadas foram improvisadas no meio da rua e vidraças e caixas de bancos teriam sido destruidos.[47][48]

Na capital paulista, a cidade-sede do jogo inaugural do campeonato, houve uma forte e violenta repressão contra os manifestantes por parte da Polícia Militar. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) prometeu investigar essas ilegalidades.[49] As manifestações ganharam repercussão na mídia internacional, como na BBC[50] e na CNN.[51]

Na primeira semana da Copa, houve mais de 20 protestos e 180 detidos, boa parte terminando com repressão policial.[52]

 
Manifestante segurando uma placa ironizando o contraste de qualidade entre os estádios de futebol, feitos sobre o padrão estabelecido pela FIFA, com os serviços públicos

Em Porto Alegre, no dia 23 de Junho de 2014,[53] manifestantes se reuniram no Camelódromo e de lá tomaram a Avenida Borges de Medeiros, sendo acompanhados por um contingente de cerca de mil policiais militares (PMs), conforme a Brigada Militar. Sempre entoando cânticos contra a Copa, o bloco seguiu até o bairro Cidade Baixa, encerrando a manifestação sem maiores conflitos com a polícia ou depredações. Apenas um manifestante foi preso por esvaziar os pneus de uma viatura.[54]

Ainda no dia 23 de Junho, em São Paulo, manifestantes reuniram-se na Avenida Paulista (ponto tradicional de protestos)[55] Durante os protestos, um policial não identificado atirou para o alto durante prisão de um jovem. Denominado 11º ato contra a Copa em São Paulo, ao menos três pessoas foram presas no ato, entre elas o manifestante Rafael Lusvarghi, de 29 anos que, em protesto em 12 de julho, recebeu um jato de spray de pimenta nos olhos.[55] A PM paulista através do tenente coronel José Eduardo Bexiga, comandante da operação, disse que não sabia sobre os disparos e que tampouco havia sido informado sobre os disparos efetuados por um suposto policial civil. "Pergunta para a Polícia Civil", limitou-se a responder, aos ser questionado sobre o incidente.[55]

Belo Horizonte teve manifestações após o desmoronamento de um viaduto na Avenida Dom Pedro I no dia 3 de julho, matando duas pessoas e ferindo 23. O site da construtora responsável foi derrubado por hackers,[56] e no dia 5 de julho manifestantes protestaram na sede da empresa.[57] No dia 9, as famílias das vítimas marcharam em passeata após a missa de sétimo dia.[58]

Em 13 de Julho, o polícia feriu ao menos dez jornalistas por estilhaços de bombas de gás lacrimogênio e golpes de cassetete durante uma manifestação no Rio de Janeiro marcada para coincidir com a final da Copa do Mundo. O protesto foi violentamente reprimido pela Polícia Militar[59], com um método conhecido internacionalmente como kettling, que sonsiste em cercar totalmente os manifestantes e impedir que saíssem ou entrassem da Praça Saens Peña, na Tijuca, a menos de dois quilômetros do estádio do Maracanã, para onde queriam marchar. A Polícia Militar afirmou à BBC Brasil que encaminharia à Corregedoria denúncias de abusos de policiais.[59] A BBC Brasil e o restante da imprensa nacional e internacional presentes à manifestação testemunharam cenas de violência contra ativistas e jornalistas.[59] No dia anterior, 19 pessoas foram presas em suas casas e mais 7 ficaram foragidas, acusadas pela polícia de organizarem atos violentos. Estas, foram soltas alguns dias depois, sendo beneficiadas por um habeas corpus, porém até 2021, a maior parte ainda respondia a processos.[60][61][62]

CríticasEditar

Declarações de personalidades públicasEditar

 
O ex-jogador de futebol brasileiro Pelé chegou a afirmar sobre as manifestações: "Faltam 10 meses para começar a Copa. Não vai dar tempo para ver o que foi gasto. Então vamos aproveitar para arrecadar com turismo e compensar o dinheiro que foi roubado dos estádios."[63]

No dia 19 de junho de 2013, Pelé declarou, em vídeo gravado para a Globo[63] (TV Tribuna, afiliada[64]) e divulgado na internet, onde afirmou que os brasileiros deveriam deixar de lado as manifestações e apoiar a seleção.[65] Ao invés de acalmar, gerou mais indignação, como por exemplo, a de Romário, que mandou o Pelé calar a boca.[63][66] No dia 20 de junho de 2013, manifestantes da cidade-natal de Pelé, Três Corações, "amordaçaram" a estátua do ex-jogador, amarrando um cartaz na boca dela com os dizeres "Sou Tricordiano, mas Pelé não me representa".[67]

Pelo Facebook, no dia seguinte,[68] Pelé disse, em inglês e português, ter sido mal-interpretado: disse ser 100% a favor da manifestação e que solicitou apenas que não se descontasse na seleção o descontentamento, vaiando a eles.[69][70]

Ronaldo foi outro alvo de críticas pelos manifestantes[71] após uma declaração sua de 2011 ser relembrada na internet, aonde ele dizia que "com hospitais não se faz Copa do Mundo".[72] Manifestantes levaram cartazes com dizeres, entre outros "Ronaldo, sem hospitais como os travestis vão operar?", em alusão à confusão de alguns anos atrás entre travestis e o ex-jogador.[72] Em Fortaleza, o ex-jogador foi chamado de babaca pelos manifestantes.[73] No dia 20, Romário postou um vídeo resposta em seu Facebook gravado pelo pai de uma filha deficiente física supostamente por causa de falhas no sistema de saúde.[74][75] Disse, entre outras coisas, que um bom atendimento ao turista inclui também ter hospital, e que por isso também pode ser considerado parte da Copa do Mundo.[74][75]

Ronaldo se defendeu das críticas dizendo que o vídeo está fora de contexto, e que a edição é tendenciosa ao removê-lo e fazer o vídeo parecer daquela semana.[76][77] Disse também que, como o país não sedia Copa do Mundo desde 1950 e que nem por isto atingiu-se excelência em nenhuma causa social prioritária, como educação, saúde, transportes, etc, ao passo que a Copa é chance de atrair investimento.[76][77] Afirmou sentir orgulho de ver os protestos e que espera que se espalhem, cobrando todos os anos uma gestão melhor do dinheiro público.[76][77]

BibliografiaEditar

Ver tambémEditar

Referências

  1. Paula Bianchi (2 de junho de 2014). «Valcke ironiza "não vai ter Copa": já está tendo». Portal Terra. Consultado em 3 de junho de 2014 
  2. Ciro Barros (20 de fevereiro de 2014). «Conheça os ativistas que gritam "não vai ter Copa"». UOL. Consultado em 2 de junho de 2014 
  3. a b c SILVA, Geraldo (2013).‘Call me the World Cup and invest in me’†. A commentary on Brazil’s recent street protests against the World Cup and the Olympic Games. Taylor e Francis.
  4. FIP (2014). Por que gritamos "Não Vai ter Copa"?.
  5. SILVA, Selmo Nascimento de (2018). O ciclo de greves contemporâneas no Brasil: o levante proletário de 2013 e a experiência da greve negra dos garis do Rio de Janeiro de 2014 numa perspectiva anarquista. Revista Eletrônica Espaço Acadêmico, v.18, p.89-101.
  6. Jennings, Andrew (org). Brasil em Jogo: o que Fica da Copa e das Olimpíadas?. Editora Boitempo. São Paulo.
  7. VAINER, Carlos (2014). “Como serão nossas cidades após a Copa e as Olímpiadas”. In: Jennings, Andrew (org). Brasil em Jogo: o que Fica da Copa e das Olimpíadas?. Editora Boitempo. São Paulo.
  8. MARICATO, Ermínia (2014). “A Copa do Mundo no brasil: tsunami de capitais aprofunda a desiguladade urbana”. In: Jennings, Andrew (org). Brasil em Jogo: o que Fica da Copa e das Olimpíadas?. Editora Boitempo. São Paulo
  9. VIEIRA, Isabela (2014). Moradores da Metrô-Mangueira resistem em favela que está sendo desapropriada desde 2010. EBC.
  10. FALBO, Ricardo Nery; LIMA, Monique Falcão (2016). Quilombo das guerreiras e Zumbi dos Palmares: movimentos sociais pelo direito à moradia na cidade do Rio de Janeiro. Revista de Direito da Cidade. UERJ. Rio de Janeiro.
  11. MAJCEN, Katja (2016). Liderança do Quilombo das Guerreiras Compartilha Memórias de Ocupação, Luta e Resistência. Rio on Watch.
  12. JUNIA, Raquel (2020). MPF cobra providências sobre projeto de habitação popular no Rio. EBC. Rio de Janeiro.
  13. CATETE, Letícia (2013). Quilombo das Guerreiras: futuros à deriva e a reivindicação de um porto. Passa Palavra.
  14. PASSE LIVRE RIO DE JANEIRO (2014). A Ocupação Quilombo das Guerreiras foi despejada. Fundação Casa de Rui Barbosa: memoriadasolimpiadas.rb.gov.br.
  15. NITAHARA, Akemi. Justiça do Rio suspende processo de reintegração de posse de prédio chamado de Quilombo das Guerreiras. EBC.
  16. «Fifa oficializa Brasil como sede da Copa do Mundo-2014 - 30/10/2007 - Esporte - Folha de S.Paulo». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 14 de julho de 2015 
  17. PINHEIRO, Ari Leme Junior (2016). Narrativas de Protesto: a copa das black blocs. Dissertação  apresentada ao Programa de Pós Graduação em Educação, Centro de Ciências Humanas e Biológicas, UFSC. Sorocaba.
  18. MORAES, Wallace dos Santos de (2016). A revolta dos governados do inverno-primavera de 2013 no Brasil e suas interpretações. Em: "Pensamentos e Práticas Insurgentes", FERREIRA, Andrey Cordeiro (org). Editora: Alternativa. Niterói.
  19. FERREIRA, Andrey Cordeiro (2018). Ecos de Junho: Insurgências e crise política no Brasil (2013-2018). Le Monde Diplomatique Brasil.
  20. NETO, Francisco Paulo de Melo (2015). Uma análise dos protestos de rus na Copa 2014: o legado político que não aconteceu. Revista Arquivos em Movimento. UFRJ. ISSN 1809-9556
  21. TEMPO, O. (2 de junho de 2014). «Movimento reúne pichações e arte contra a Copa do Mundo no Brasil». Copa do Mundo 2014 
  22. PEX RESEARCH CENTER (2014). Brazilian Discontent Ahead of World Cup: President Rousseff Gets Poor Marks on Key Issues. pewresearch.org
  23. a b «Manifestantes cercam ônibus em saída da seleção». cbnfoz.com.br. Consultado em 3 de junho de 2014. Arquivado do original em 6 de junho de 2014 
  24. GANDOLPHI, Sergio (2014). «Muro com grafite da Copa do Mundo vira alvo de protestos contra a Fifa - globoesporte.com». Globo Esporte 
  25. FRENTE INDEPENDENTE POPULAR. Side Oficial
  26. VENTURINI, Federico. Social Ecology and Contemporary Urban Struggles (2015). In: Eiglad, E. ed. Social Ecology and Social Change. Porsgrunn: New Compass Press. Disponível em https://www.researchgate.net/publication/337294018_Social_Ecology_and_Contemporary_Urban_Struggles
  27. COELHO, Henrique (2014). Ativistas presos pretendiam incendiar Câmara do Rio, diz denúncia do MP. G1Rio. Disponível em http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2014/07/ativistas-presos-pretendiam-incendiar-camara-do-rio-diz-denuncia-do-mp.html
  28. MENDES, Igor (2014). As entranhas do inquérito político contra os ativistas do Rio. Jornal AND. Disponível em https://anovademocracia.com.br/no-136/5517-as-entranhas-do-inquerito-politico-contra-os-ativistas-do-rio
  29. FOLHA DE SÃO PAULO (2014). 'Black blocs' do Rio reúnem anarquistas e grupos de esquerda. Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/02/1412871-black-blocs-do-rio-reunem-anarquistas-e-grupos-de-esquerda.shtml
  30. a b «Vídeo mostra prisão de manifestantes que se escondiam em hotel no centro». 26 de janeiro de 2014. Consultado em 23 de Janeiro de 2015 
  31. «Grupos protestam pelo Brasil contra a realização da Copa do Mundo - Esportes». Estadão 
  32. «entre PMs e manifestantes marca protesto contra Copa no DF». ig.com.br [ligação inativa]
  33. Moreira, Ricardo; Morais, Raquel; Facchina, Luiza; DF, Lucas Nanini e Fabiano CostaDo G1 (27 de maio de 2014). «Protesto contra a Copa termina em confronto com a polícia no DF». Distrito Federal 
  34. Paulo, Do G1 São (31 de maio de 2014). «Protesto contra a Copa reúne 500 pessoas no Centro de São Paulo». São Paulo 
  35. «Exército não deve atuar em protestos em São Paulo». R7.com. 3 de junho de 2014 
  36. «Protesto contra Copa leva confusão à rua de hotel do Brasil». terra.com.br 
  37. Paulo, Marcelo Mora Do G1 São (4 de junho de 2014). «Sem-teto fazem protesto contra a Copa na Zona Leste de São Paulo». São Paulo 
  38. TEMPO, O. (4 de junho de 2014). «Protesto contra gastos no Mundial reúne 12 mil pessoas no Itaquerão». Brasil 
  39. «BH tem mortes, protestos "abafados" e Savassi enlouquecida». Terra 
  40. DUARTE, André (2021). Governo Dilma monitorou rolezinhos antes da Copa do Mundo de 2014. Agência Fiquem Sabendo.
  41. «Governo brasileiro acredita que não haverá manifestações durante a Copa». Terra. 28 de outubro de 2013 
  42. «Mas, afinal, haverá protestos na Copa?». BBC. 13 de dezembro de 2013 
  43. a b c «Na abertura da Copa, protestos pelo país tiveram bombas de gás e detidos». G1. 12 de junho de 2014 
  44. a b c O POVO (2014). Protestos atraem menos gente, mas voltam a registrar violência.
  45. Protestos marcam 1º dia de Copa. Exame. Página acessada em 13/06/2014
  46. Magalhães, Mario (9 de julho de 2014). «Rio, São Paulo e BH lideram ranking de cidades com mais protestos na Copa». UOL 
  47. COELHO, Henrique (2014). Manifestação contra a Copa perto do Maracanã tem tumulto. G1 Rio.
  48. FRENTE INDEPENDENTE POPULAR (2014). Avaliação da FIP sobre as primeiras manifestações durante a copa e próximos passos.
  49. El País, ed. (13 de junho de 2014). «Bombas de gás e spray nos olhos: é assim que a polícia reage aos protestos» 
  50. «Brazil World Cup: Clashes at Sao Paulo and Rio protests». BBC. 12 de junho de 2014 
  51. CNN STAFF (2014).Brazilian police fire tear gas at World Cup protesters. CNN. Original com vídeo.
  52. «Com mais de 20 protestos, 1ª semana de Copa tem 180 detidos em atos». G1. 19 de junho de 2014 
  53. «Bloco de Luta realiza novo protesto contra a Copa no Centro». GaúchaZH. 23 de junho de 2014 
  54. «Protesto contra a Copa reúne mais policiais do que manifestantes». GaúchaZH. 23 de junho de 2014 
  55. a b c Paulo, Do G1 São (23 de junho de 2014). «Protesto contra Copa termina com detidos na Avenida Paulista». São Paulo 
  56. «Site de construtora de viaduto que desabou é hackeado». Terra 
  57. «BH: protesto contra construtora de viaduto reúne 30 pessoas». Terra 
  58. Kington, Afp Photo/Ian. «Nos pênaltis, Arsenal supera Wigan e vai à final da Copa da Inglaterra». Home 
  59. a b c «Notícias do Brasil - política e corrupção, trânsito e mais». MSN 
  60. BRITO, Diana (2014). Doze ativistas presos na véspera da final da Copa são liberados no Rio. Folha de São Paulo.
  61. BRITO, Diana (2014). Polícia do Rio prende 19 manifestantes na véspera da final da Copa. Folha de São Paulo.
  62. BRASIL, Cristina Indio do (2014). Desembargador concede habeas corpus para 23 ativistas no Rio. EBC. Rio de Janeiro.
  63. a b c «Pelé reconhece 'dinheiro roubado' em obras e sugere investir no turismo». UOL Copa do Mundo 2014 
  64. «Pelé cobra apoio à Seleção: "vamos esquecer essa confusão"». Terra. 19 de junho de 2013. Consultado em 22 de junho de 2013 
  65. «Estátua de Pelé é "amordaçada" na cidade natal do jogador». Jornal do Brasil. 21 de junho de 2013. Consultado em 22 de junho de 2013 
  66. «Romário manda calar Pelé sobre as manifestações no Brasil». RTP. 20 de junho de 2013. Consultado em 22 de junho de 2013 
  67. «Manifestantes "amordaçam" estátua de Pelé em Três Corações-MG». Terra. 21 de junho de 2013. Consultado em 22 de junho de 2013 
  68. «Tá nas redes: Pelé volta atrás e diz que é '100% a favor dos protestos'». Jornal do Brasil. 20 de junho de 2013. Consultado em 22 de junho de 2013 
  69. «Pelé se explica sobre declaração e diz: "sou 100% a favor do movimento"». Terra. 20 de junho de 2013. Consultado em 22 de junho de 2013 
  70. «Pelé diz que foi 'mal interpretado' e defende protestos no Brasil». 21 de junho de 2013. 20 de junho de 2013. Consultado em 22 de junho de 2013 
  71. «Pelé e Ronaldo são alvo de manifestantes em protesto no Rio». Terra. 20 de junho de 2013. Consultado em 22 de junho de 2013 
  72. a b «BH: protesto ataca Pelé e indaga Ronaldo: "como travesti opera sem hospital?"». Terra. 20 de junho de 2013. Consultado em 22 de junho de 2013 
  73. «Ex-atacante Ronaldo é chamado de "babaca" em protesto no CE». Terra. 19 de junho de 2013. Consultado em 22 de junho de 2013 
  74. a b «Romário critica Ronaldo por vídeo polêmico: "essa não dá para segurar"». Terra. 20 de junho de 2013. Consultado em 22 de junho de 2013 
  75. a b «Romário publica vídeo em que pai de deficiente critica Ronaldo por comentário sobre hospitais». Yahoo!. 20 de junho de 2013. Consultado em 22 de junho de 2013. Arquivado do original em 24 de junho de 2013 
  76. a b c «Ronaldo se defende após ser massacrado na Internet por vídeo de 2011». R7. 19 de junho de 2013. Consultado em 22 de junho de 2013 
  77. a b c «Ronaldo se defende de vídeo na internet: "edição bastante tendenciosa"». Terra. 19 de junho de 2013. Consultado em 22 de junho de 2013