Simone Gold

médica e ativista antivacinas

Simone Gold é uma médica americana, ativista antivacina, escritora e fundadora da America's Frontline Doctors, uma organização política de extrema-direita que se tornou conhecida por disseminar desinformação na pandemia de COVID-19.[2][3][4] Em julho de 2020, Simone se reuniu com outros membros da organização em frente ao prédio da Suprema Corte dos Estados Unidos, em Washington, D.C., para se manifestar na "White Coat Summit", uma coletiva de imprensa organizada em colaboração com o Tea Party Patriots, na qual foi promovido o uso da hidroxicloroquina e defendido que os efeitos dos lockdowns sobre a saúde mental das pessoas superaram o número de mortes por COVID-19. Os vídeos desta manifestação foram vistos mais de 14 milhões de vezes, apesar de terem sido rapidamente removidos das plataformas Facebook, Twitter e YouTube, sob alegação de disseminação de informações falsas a respeito da COVID-19.

Simone Gold
Gold durante discurso em 2020
Nascimento Estados Unidos
Ocupação médica emergencista
Conhecido por Fundadora da America's Frontline Doctors
Participação na invasão do Capitólio dos Estados Unidos em 2021
Educação Chicago Medical School
Stanford University Law School
Religião Judaísmo[1]

Em 5 de janeiro de 2021, Gold discursou negativamente sobre as vacinas contra a COVID-19, em um comício em Washington. Uma palestra que estava programada para ocorrer no dia seguinte, durante o Rally for Health Freedom, foi cancelada porque Gold preferiu participar da invasão do Capitólio dos Estados Unidos em 2021. Ela discursou na rotunda do Capitólio, e mais tarde foi presa por sua participação na insurreição, tendo admitido que invadiu o Capitólio.

EducaçãoEditar

Gold formou-se na Chicago Medical School e obteve seu doutoramento em Direito pela Stanford University Law School. Ela é uma médica emergencista certificada.[5]

AtivismoEditar

Carta aberta a Donald TrumpEditar

Em maio de 2020, Gold escreveu uma carta aberta ao então presidente dos Estados Unidos Donald Trump. A carta exortava Trump a encerrar a "paralisação do país", classificando o lockdown como um incidente causador de vítimas em massa.[6] Ela disse que os pacientes estavam evitando os cuidados médicos, aumentando o abuso de substâncias e causando maior instabilidade financeira. A carta foi coassinada por mais de 600 médicos, sendo Gold sua principal signatária.[7][8]

Ativismo antivacinaEditar

Um dia antes da distribuição da Tozinameran, a vacina contra a COVID-19 desenvolvida pela Pfizer, Gold discursou na sede dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças em Atlanta, dizendo repetidas vezes que a vacina era "experimental" e que havia supostas ações que obrigariam as pessoas a se vacinarem, mas não forneceu exemplos de quais ações seriam estas. Tal ato atraiu críticas de médicos e pesquisadores. Peter Hotez, um pesquisador de vacinas da Baylor College of Medicine, disse que não havia nenhum ato mandatório de vacinação em andamento, e complementou: "Nenhum médico na linha de frente se opõe a esta vacina, apenas o movimento antivacina, associado à extrema direita".[2]

Opiniões sobre a COVID-19Editar

Gold tem sido criticada na área médica por conta de suas opiniões sobre as vacinas e a pandemia da COVID-19. Jeffrey Koplan, epidemiologista e vice-presidente de Saúde Global da Emory University, disse: "Ela e sua organização mostram uma ignorância intencional a respeito da ciência e do método científico, bem como um desrespeito pelas conquistas das instituições científicas e de cientistas brilhantes".[9] O diretor da Pandemic Resource and Response Initiative, Irwin Redlener, disse que Gold era uma "disseminadora tóxica de desinformação, agora contribuindo ativamente para a retórica da extrema direita que continua a atrapalharas pessoas determinadas em se opor às mais flagrantes mentiras de Donald Trump".

PublicaçõesEditar

Em 2020, Gold publicou o livro "I Do Not Consent: My Fight Against Medical Cancel Culture", no qual detalha suas experiências com pacientes que contraíram a COVID-19 e expõe suas opiniões acerca da pandemia e vacinas.[2]

Ver tambémEditar

Referências

  1. Mencimer, Stephanie (6 de maio de 2021). «Doctor, lawyer, insurrectionist: The radicalization of Simone Gold». Mother Jones (em inglês). Consultado em 31 de maio de 2021. Cópia arquivada em 24 de maio de 2021 
  2. a b c D'Ambrosio, Amanda. «'America's Frontline Doctors' Continue to Misinform on COVID». MedPage Today. Consultado em 13 de fevereiro de 2021 
  3. Grenkel, Sheera; Alba, Davey. «Misleading Virus Video, Pushed by the Trumps, Spreads Online». New York Times. Consultado em 13 de fevereiro de 2021 
  4. D'Ambrosio, Amanda. «Controversial Physician Joined in Storming the Capitol». MedPage Today. Consultado em 13 de fevereiro de 2021 
  5. «About the Founder». America's Frontline Doctors. Consultado em 14 de fevereiro de 2021 
  6. Kaplan, Talia. «Doctor who raised alarm about health effects of shutdown says 'rest of the story' must be heard». FOX News 
  7. Weixel, Nathaniel; Chalfant, Morgan. «Doctors push Trump to quickly reopen country in letter organized by conservatives». The Hill. Consultado em 14 de fevereiro de 2021 
  8. Dazio, Stefanie. «Capitol photos, videos lead to California doctor's arrest». ABC News. Consultado em 15 de fevereiro de 2021 
  9. Stone, Peter. «'Wilful ignorance': doctor who joined Capitol attack condemned for Covid falsehoods». The Guardian. Consultado em 13 de fevereiro de 2021 

Ligações externasEditar