Negacionismo da COVID-19

políticas e protocolos sanitários errados causados pela sociedade durante a pandemia de COVID-19

A expressão Negacionismo da COVID-19[1][2][3][4][5] ou negacionismo do novo coronavírus[6] (ou negacionismo viral[7]) refere-se ao pensamento daqueles que negam[8][9][10] a realidade da pandemia de COVID-19[11][12][13][14][15] ou, ao menos, negam que as mortes não estão acontecendo da maneira ou nas proporções cientificamente reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde.[16][17] Essas alegações são consideradas pseudocientíficas e o atual consenso científico apoia os dados emitidos pelos órgãos de saúde dos países.[18][19][20]

Narrativa de que a pandemia se trate de uma conspiração políticaEditar

Muitas entidades governamentais têm encarado a pandemia de COVID-19 como uma farsa relacionada a uma conspiração política[21] para derrubar os governos. Inicialmente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, posicionou-se sobre o COVID-19 como uma doença não pior que a gripe sazonal e que a cobertura do vírus pela mídia fazia parte de uma conspiração política para destruir sua presidência.[22] Em outro episódio durante a pandemia, o presidente pregou uma rebelião contra o confinamento social, ainda que seu país tivesse virado o principal foco do novo coronavírus.[23] Porém, pouco tempo depois o presidente negou que tenha relacionado a pandemia como massa de manobra política.[24][25]

Pronunciamento oficial do presidente brasileiro Jair Bolsonaro sobre a COVID-19 no país.

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, também emitiu pronunciamentos polêmicos com posições diferentes sobre a gravidade da COVID-19 e que proporcionaram enorme repercussão negativa nacional e internacionalmente, gerando críticas até mesmo de apoiadores e de ex-apoiadores.[26][27][28][29] No dia 19 de março, através de um pronunciamento em rede nacional, o presidente se referiu à Pandemia de COVID-19 no Brasil como uma "gripezinha" e que o surto não iria derrubá-lo da presidência.[30] Logo depois, no dia 24 de março, o presidente emitiu outro pronunciamento onde minimizou a gravidade da pandemia para a população mais jovem e saudável, sugeriu o fim da quarentena sob justificativa de manter empregos, e mencionou novamente a COVID-19 como "gripezinha" e "resfriadinho".[31][28] Durante a quarentena, o presidente emitiu mais outras declarações polêmicas tratando as restrições emitidas pelos Governos Estaduais em prol do isolamento social como ações de manobra política.[32]

ArgumentosEditar

Urnas funerais sepultadas vaziasEditar

No Brasil, durante a pandemia, denúncias falsas planejadas para fazer o establishment científico parecer apresentar viés político-partidário, como se ele estivesse tentando asfixiar e suprimir dados e informações que desafiam o status quo sobre a letalidade da doença causada pelo Sars-Cov-2 em busca de inflar a taxa de mortalidade[33][34][35] para afetar políticos contrários ao isolamento social foram feitas.[10][11][12] As denúncias falsas variaram desde a alegação de que inúmeras mortes por acidente estariam sendo registradas como por causa da COVID-19[33][36] até mesmo que caixões funerários estariam sendo sepultados vazios.[37][38][39][40][41][42][43][44] A Deputada Federal e ativista política Carla Zambelli protagonizou uma dessas denúncias[45][46] em entrevista à Rádio Bandeirantes em 2020:

Ceará e São Paulo, o senhor tem que falar com Camilo Santana e com Dória porque no Ceará tem caixão sendo enterrado vazio. Já viu isso!? Tem uma foto de uma moça carregando um caixão com um dedinho. Eu nunca vi uma mulher carregando um caixão com um dedinho (...) Tente o Camilo Santana também Datena, porque você é muito bom com essas coisas Datena, você é um cara que leva o Jornalismo à sério.

Laudos médicos falsosEditar

A veracidade dos números oficiais das mortes em decorrência da COVID-19 no Brasil têm sido questionada sobre a alegação que os óbitos nos Estados não estariam ocorrendo nas proporções reconhecidas e aceitas pelas Secretarias da Saúde dos Estados[47] e que estaria havendo uma "supernotificação" dos casos.[32][12][48] Notícias falsas endossando que as entidades de saúde estariam formulando laudos falsos e enganosos sobre as causas dos óbitos em busca de inflar a taxa de mortalidade.[33][34][49][50] por viés político-partidário foram disseminadas nas redes sociais[48][33] Em contraste, estudos indicaram uma subnotificação nos casos[51][52] pela insuficiência de exames, podendo haver 12 vezes mais casos de COVID-19 do que os que foram registrados em números oficiais para o Brasil.[53][54]

Hospitais vaziosEditar

No Brasil, as autoridades de saúde têm defendido as medidas de isolamento social como forma de fazer com que menos casos de COVID-19 surjam a cada dia para "achatar a curva" de modo a evitar que um aumento repentino no número de casos leve a um colapso na capacidade de atendimento dos hospitais.[55] Contudo, alguns dos grupos contrários ao isolamento social têm defendido nas redes sociais que os números de casos reconhecidos e aceitos pelas Secretarias da Saúde dos Estados são fraudulentos com base nas alegações de que muitos hospitais encontram-se vazios[56][57] ainda que a imprensa brasileira reporte situações alarmantes. Diversos vídeos endossando esse argumento e tentando desacreditar dos números reais da pandemia circularam nas redes sociais[58][59] mas foram desmentidos pelas plataformas que combatem as fake news.[60][61][62] Em 2 de abril de 2020, o presidente Jair Bolsonaro questionou a quarentena afirmando não ter identificado nenhum hospital lotado em virtude do novo coronavírus,[63][55] mas esse questionamento foi respondido horas depois pelo Ministro da Saúde, que disse que se hospitais ainda se encontram vazios é uma evidência clara do sucesso do isolamento social.[55]

Vacinas causam alteração genéticaEditar

No Brasil, o presidente Jair Bolsonaro criticou o imunizante Coronavac, da empresa chinesa Sinovac, reiteradas vezes,[64] questionando sua eficácia[65] e associando a sua origem chinesa a um tipo de conspiração relacionada com a origem do vírus.[66] Em dezembro de 2020, Bolsonaro, criticando o contrato para aquisição da vacina da Pfizer, afirmou que se a vacina transformasse pessoas em crocodilos ou mulheres barbadas, a empresa não teria nenhuma responsabilidade.[67][68][69][70] De acordo com o New York Post, a declaração foi acompanhada de palavrões contra a vacina COVID-19[71] e chocou até mesmo seus partidários mais leais.[67]

A empresa se isentou de responsabilidade em caso de efeitos colaterais da vacina - que Bolsonaro disse retoricamente poderia transformar alguém em um crocodilo e eles não seriam responsáveis. "Lá no contrato da Pfizer, está muito claro que nós (Pfizer) não somos responsáveis por nenhum efeito colateral. Se você se tornar um crocodilo, o problema é seu ... E o que é pior, adulterar o sistema imunológico das pessoas."
— Bolsonaro, em discurso em Porto Seguro.[67][71]

Notícias falsas endossando que as empresas produtoras de vacina contra a COVID-19 estariam formulando informações falsas e enganosos sobre as eficácias dos bioimunizantes e efeitos colaterais, e que estariam escondendo que as vacinas causam alteração genética, circularam pelas redes sociais.[72][73][74][75] Em janeiro de 2021, o cientista Marcos Eberlin endossou essa fake news através de declarações equivocadas em um áudio enviado pelo aplicativo WhatsApp. Ele questionou a eficácia e a segurança das vacinas contra o coronavírus. No áudio ele criticou a vacina AZD1222, que começou a ser distribuída no Brasil na mesma época, e também a vacina Gam-COVID-Vac, à época em análise pela Anvisa.[76][77] De acordo com o cientista, estas vacinas seriam arriscadas por usarem um adenovírus que carregaria uma informação genética para dentro da célula e poderia editar o DNA da pessoa. Ele levantou essa hipótese sem qualquer evidência científica.[76]

A declaração causou polêmica entre os cientistas brasileiros e a comunidade científica brasileira emitiu notas de repúdio.[77][78][79][80][81]

Imunidade de rebanho por infecçãoEditar

No início da pandemia de COVID-19, a tese de imunidade de rebanho causada por infecções, baseada no pensamento de que os anticorpos possam ser adquiridos pela infecção natural e a imunidade coletiva atingida sem vacinas, chegou a ser cogitada por autoridades brasileiras e um grupo minoritário de cientistas em alguns países, como no Reino Unido e nos Estados Unidos.[82][83] No Brasil, a estratégia foi dissimulada como uma via, supostamente racional, de obtenção da imunização natural.[84][85][86]Ainda em abril de 2020, o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, fez alusão à tese da imunidade de rebanho sem vacinas usando a chuva como exemplo[87][88][89], para seus apoiadores em frente ao Palácio do Planalto:

"Olha só, deixa eu falar para vocês aqui o que eu vejo que está acontecendo com as informações que eu tenho. Esse vírus é igual uma chuva, vai molhar 70% de vocês, tá certo? Isso ninguém contesta, que toda nação vai ficar livre de pandemia depois que 70% [da população] for infectada e conseguir os anticorpos. Ponto final. Agora desses 70%, uma pequena parte, que são os idosos e quem tem problema de saúde, vai ter problema sério, vai passar por isso também. O que estão fazendo é adiar para ter espaço nos hospitais. Mas tem um detalhe: a sociedade não aguenta ficar dois, três meses parada, vai quebrar tudo."
— Bolsonaro, para apoiadores no Palácio do Planalto.

Em abril de 2020, Osmar Terra emitiu declarações sobre a imunização de rebanho e defendendo que o vírus, já em curso, não seria barrado pelo isolamento, e que a epidemia só terminaria depois que 70% da população estiver contaminada.[90] Em fevereiro 2021, Terra voltou a defender em suas redes sociais que as vacinas não influenciam na redução de casos e óbitos e que a pandemia poderia ser vencida sozinha pela imunidade de rebanho por infecção.[91][92][93] Em declarações à CPI da Covid-19, o general Eduardo Pazuello confirmou ter sido contatado superficialmente por Osmar Terra sobre a tese de que a crise sanitária cessaria naturalmente após essa porcentagem de pessoas ser infectada.[94][95]

Narrativa da pandemia ser farsa para implantação do sinal 5GEditar

Ativistas do anti-5G e teóricos da conspiração tentaram estabelecer paralelos entre a pandemia e o lançamento global do 5G (Quinta Geração de internet móvel),[96][97][98][99] deixando de lado o fato de o parasita Sars-Cov-2 ter sido identificado por infectologistas em pessoas com COVID-19.[100][101][102] Embora os cientistas digam que o 5G não representa relação com a pandemia de COVID-19,[103][104] alguns ativistas declararam publicamente acreditar que a doença seja uma conspiração planejada com intuito de proporcionar uma aceleração colaborativa da implementação de 5G em todo o mundo. Esta hipótese falaciosa foi defendida por celebridades[99] como, por exemplo, Carlos Villagrán[105] que interpretava o personagem Quico no seriado Chaves:

Para mim, a Covid-19 é um engano. Não existe.(...) Depois de ficarmos em casa, eles começaram a colocar antenas para o 5G, que se conectam a milhares de antenas colocadas em universidades, escolas, em todos os lugares, e também em satélites de baixo alcance, mais de 6 mil satélites. Eles querem fazer uma rede para que em 2030 controlem o que se chama de população mundial (...) É um culto da maçonaria, e quem está por trás de tudo isso é Bill Gates, e tem muita gente por trás dele.
 
Torres 5G foram queimadas por pessoas culpando-as erroneamente por envenenamento celular

Argumento das células envenenadas por radiaçãoEditar

Em fevereiro de 2020, a BBC News relatou que os teóricos da conspiração em grupos de mídia social alegaram um vínculo entre o coronavírus e as redes móveis 5G com o argumento de que a pandemia do novo coronavírus foi uma farsa projetada para o encobrimento de uma doença relacionada ao sinal da rede.[106] Em março de 2020, alegações de um médico holístico californiano, chamado Thomas Cowan, circularam nas redes sociais[107] alegando falsamente que não estaria havendo surto viral e que a doença que estaria acometendo as pessoas se tratava na verdade de resíduos de células envenenadas por campos eletromagnéticos oriundos da tecnologia de rádio da rede 5G.[108][109] As alegações foram criticadas nas mídias sociais e desmentidas pela Reuters,[110] USA Today,[111] Full Fact[112] e pelo diretor executivo da Associação Americana de Saúde Pública, Georges C. Benjamin.[108]

Negacionismo entre pessoas notáveisEditar

Elon MuskEditar

O engenheiro, designer industrial e empreendedor Elon Musk, fundador da CEO e engenheiro-chefe / designer da SpaceX, emitiu opiniões e realizou ações polêmicas relacionadas à pandemia da COVID-19[113][114][115] de maneira que se tornou o ícone do negacionismo da COVID-19 entre os líderes populistas que menosprezam os riscos do novo coronavírus.[2] Em 31 de janeiro, ele comparou alguns aspectos do COVID-19 ao resfriado comum e chamou o pânico da pandemia de "burro".[114][115] Quando o fechamento de todas as empresas não essenciais foi ordenado, Musk inicialmente refutou a ordem.[116][117]

Musk também enviou vários tweets contra os bloqueios obrigatórios[118] e publicou alegações controversas em suas redes sociais, incluindo que as crianças eram "essencialmente imunes" à doença (citando o Relatório Semanal de Morbidade e Mortalidade do CDC de 12 de fevereiro a 16 de março de 2020 mostrando 0% de internação na UTI e 0% de casos taxa de mortalidade de 0 a 19 anos).[119] Além disso, Musk promoveu artigos que sugeriam que as empresas de saúde estavam inflando números de casos de COVID-19 por razões financeiras e retweetou um vídeo pedindo o fim imediato das restrições de distanciamento social.[120]

Carlos VillagránEditar

O ator e humorista Carlos Villagrán (Quico do seriado Chaves), disse em abril de 2020, acreditar que a COVID-19 não existe. De acordo com o ator, tudo não passa de uma farsa que envolve a implantação de antenas para a tecnologia 5G, a maçonaria e Bill Gates. A afirmação foi em uma conversa com o programa Sale el Sol, da emissora mexicana Imagen TV. "Para mim, a COVID-19 é um engano. Não existe a COVID-19", afirmou Carlos Villlagrán.[121]

Olavo de CarvalhoEditar

O influenciador digital, jornalista e autoproclamado filósofo, Olavo de Carvalho, emitiu declarações polêmicas em suas redes sociais durante a pandemia de COVID-19, doença causada pelo SARS-CoV-2. Em 22 de março de 2020, afirmou que não havia nenhum caso confirmado de morte pelo referido vírus no mundo e que a pandemia seria "uma invenção" e "a mais vasta manipulação de opinião pública que já aconteceu na história humana". Naquela data, a Organização Mundial da Saúde contabilizava mais de 294.000 casos da doença e 12.784 mortes dela decorrentes.[122][123][124] Em 12 de maio de 2020, Olavo declarou que a pandemia é, na verdade, uma "historinha de terror" criada para "acovardar a população" desdenhando as medidas restritivas tomadas pelo Brasil.[125][126]

Giorgio AgambenEditar

O filósofo Giorgio Agamben, em artigo publicado por Il Manifesto em 26 de fevereiro de 2020, escreveu que a Pandemia de COVID-19 era uma “invenção”,[127] “uma verdadeira necessidade de estados provocarem pânico coletivo, para o qual a epidemia mais uma vez oferece o pretexto ideal. Assim, em um perverso círculo vicioso, a limitação da liberdade imposta pelos governos é aceita em nome de um desejo de segurança que foi induzido pelos próprios governos que agora intervêm para satisfazê-lo.”[128][129]

Por outro lado, há autores que alegam ser essa interpretação dos textos de Agamben, na realidade, uma leitura superficial do pensamento filosófico de citado autor italiano, pois, ele não estaria fazendo uma análise concreta da Covid-19 à luz da epidemiologia e demais ciências naturais, mas que estaria, na realidade, exercendo o seu ofício de filósofo no sentido de criticar a utilização da noção de epidemia em termos gerais pelas instituições governamentais, pois essa noção de epidemia não se limitaria a mero fator sanitário, mas que seria um produto da bio-tanatopolítica praticada pelos Estados Democráticos desde o século XVIII.[130]

Quanto ao fato de as medidas extraordinárias serem imotivadas, no texto "L’invenzione di un’epidemia", publicado em 26 de fevereiro de 2020, Agamben explica que seu posicionamento sobre epidemias, dentre as quais se enquadra o Covid-19, foi baseado nos dados que ele tinha do Consiglio Nazionale delle Ricerche (trad.: Conselho Nacional de Pesquisa), um dos principais órgãos públicos sobre pesquisa científica na Itália, segundo os quais: "[...] non c’è un'epidemia di SARS-CoV2 in Italia" (tradução: "(...) não há nenhuma epidemia de SARS-CoV-2 na Itália").[131]

Osmar TerraEditar

O médico e deputado federal Osmar Terra declarou durante a pandemia de COVID-19, mais de uma vez, que o isolamento social aumentava o número de casos, contrariando grande parte da comunidade científica.[132][133][134] Contra as medidas restritivas, em 8 de abril de 2020 — quando a Organização Mundial da Saúde contabilizava mais de 82 mil mortes no mundo em decorrência da doença[135] — Osmar minimizou o potencial do Sars-Cov-2 e afirmou que morreriam mais pessoas de gripe sazonal no Rio Grande do Sul do que em decorrência da COVID-19 no Brasil inteiro.[136][137] Posteriormente, em 13 de abril de 2020, Osmar usou dados sem comprovação científica para endossar sua oposição ao isolamento social implementado pelo Ministério da Saúde, o qual classificou como "inútil".[138][139] Osmar Terra têm sido o parlamentar que mais divulgou notícias falsas sobre a COVID-19, segundo um levantamento feito pelo Aos Fatos lançado em abril de 2020.[140][141]

Líderes religiososEditar

Proprietário da RecordTV e fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, o bispo evangélico Edir Macedo apareceu em vídeo endossando um médico que desacredita da gravidade da COVID-19. Acusando a mídia e Satanás de espalharem o medo, o líder religioso afirmou: "Meu amigo e minha amiga, não se preocupe com o coronavírus. Porque essa é a tática, ou mais uma tática, de Satanás. Satanás trabalha com o medo, o pavor. Trabalha com a dúvida. E quando as pessoas ficam apavoradas, com medo, em dúvida, as pessoas ficam fracas, débeis e suscetíveis. Qualquer ventinho que tiver é uma pneumonia para elas".[142][143] O vídeo foi removido após tomar repercussão negativa.[144][145] Assim como Macedo, o pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo também minimizou a COVID-19[146][147] manifestando recusa para a interrupção dos cultos presenciais pelo país.[148]

Durante a pandemia de COVID-19 nos Estados Unidos, um pastor evangélico norte-americano que havia contestado as orientações para manter distanciamento social durante a pandemia no país e manteve os cultos na sua igreja morreu vitimado pela doença. Gerald Glenn era o líder da igreja evangélica New Deliverance, na cidade de Chesterfield, no estado da Virgínia.[149]

Jair BolsonaroEditar

Pronunciamento oficial de Jair Bolsonaro sobre a COVID-19 no país, em 24 de março de 2020

O Presidente da República, Jair Bolsonaro, ex-deputado federal, emitiu declarações controversas que vão desde o negacionismo e a omissão do número de mortes alegando que não estão nas proporções cientificamente reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde, até mesmo alegações consideradas pseudocientíficas sobre as medidas de proteção como o uso de máscara, distanciamento social e bioimunização com uso de vacinas[150] questionando sua eficácia[151] e sua origem chinesa,[152] assim como comemorando quando os testes foram suspensos em decorrência de um suicídio.[153]

Em novembro de 2020, quando o país ultrapassou a marca de 160 mil mortes, Bolsonaro voltou a proferir declarações controversas, ao afirmar que Brasil "tem que deixar de ser um país de maricas" e enfrentar a doença.

Tudo agora é pandemia, tem que acabar com esse negócio, pô. Lamento os mortos, lamento. Todos nós vamos morrer um dia, aqui todo mundo vai morrer. Não adianta fugir disso, fugir da realidade. Tem que deixar de ser um país de maricas.[154]
— Bolsonaro em cerimônia do Palácio do Planalto

Sikêra JúniorEditar

O jornalista, apresentador e humorista Sikêra Júnior emitiu declarações controversas ao longo da pandemia de COVID-19 sobre o potencial do Sars-CoV-2 e sobre as medidas sanitárias como o isolamento social. Em novembro de 2020, Sikêra disse que não tomaria a vacina CoronaVac:

Meu corpo, minhas regras. Queria que vocês [que criaram a campanha] se juntassem a mim. É uma campanha bacana que a gente quer fazer, dizendo: 'Olha, tenho direito a não querer, a não ser vacinado'. Não tenho direito? O corpo não é meu? Meu corpo, minhas regras.[155]
— Sikêra Jr. durante programa Alerta Nacional

Na noite do dia 22 de abril de 2020, Sikêra passou mal antes de apresentar o Alerta Nacional e foi substituído às pressas, reaparecendo somente no dia seguinte. Ao vivo, pela internet e de sua casa, afirmou que seu teste de COVID-19 havia dado negativo e que era apenas uma "gripe".[156] Contudo, depois de 6 dias, no dia 29 de abril, Sikêra apareceu novamente em seu programa, dizendo que a contraprova de seu teste havia dado positivo e que ele contraiu a doença. Após se arrepender do que disse, afirmou para as pessoas não "subestimarem a doença como ele subestimou", além de desmentir boatos de que ele havia sido internado em estado grave por estar com os dois pulmões comprometidos.[157][158]

Ver tambémEditar

Referências

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