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Sistema de Trens Urbanos de João Pessoa

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Sistema de Trens Urbanos de João Pessoa
TUDH Bom Sinal Maceio-AL 27.06.2012 - ELIAS VIEIRA.png
Mobile 3, que está em operação no sistema.
Informações
Local Região Metropolitana de João Pessoa
Tipo de transporte Estação de VLT VLT (Veículo Leve sobre Trilhos)
Número de linhas 1
Número de estações 12
Tráfego 10,1 mil/dia
Sede Praça Napoleão Laureano, 1
Varadouro, João Pessoa - PB
Website Portal CBTU - João Pessoa
Funcionamento
Início de funcionamento 11 de março de 1985
Operadora(s) CBTU Logo2.svg CBTU - STU/JOP
Dados técnicos
Extensão do sistema 30 km
Bitola Bitola métrica (1000 mm)
Velocidade média 24,5 km/h
Mapa do Sistema

Joao Pessoa metro geografic map.png

O Sistema de Trens Urbanos de João Pessoa é o sistema de trens metropolitanos da Região Metropolitana de João Pessoa. É operado pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) através da Superintendência de Trens Urbanos de João Pessoa.

É composta atualmente por 12 estações em uma única linha de 30,03 quilômetros de extensão, que interliga os municípios de Santa Rita, Bayeux, João Pessoa e Cabedelo, transportando uma média de 11.6 mil passageiros por dia (ou seja, décimos de por cento da região metropolitana - o que também se explica pela excessiva concentração da linha a margem do município principal que acaba sendo o menos beneficiado; pontos cruciais tais como ligações entre as mesetas sedimentares urbanas da zona setentrional e meridional atravessando o médio Jaguaribe, entre zona Norte e Oeste atravessando a meso-alta bacia e ligando também estes platôs a oeste da maior reserva de Floresta Atlântica do Mundo rodeada por uma densa sede; ligações entre latitudes divergentes da zona oriental costeira no sopé da meseta centro-ocidental a leste do afluente Sanhauá, facilitando inclusive a locomoção para quem está a movimentar a economia da zona hospedados em hotéis, etc - basicamente não houve nenhuma expansão da linha em zonas chaves aproveitando mesmo o vale da bacia principal cujo projecto urbanizatório nunca foi iniciado nem as desfavelização, não se sabe se por motivos ambientais ou descaso já que tais comunidades são até mais prejudiciais a estas bacias em tal aspecto).[1]

Índice

HistóriaEditar

Período Imperial (1871-1889)Editar

Em 15 de novembro de 1871, a Princesa Isabel assinou o decreto nº 4838, concedendo aos conselheiros Diogo Velho Cavalcanti de Albuquerque, deputado geral Anísio Salatiel Carneiro da Cunha e André Rebouças, o privilégio de construir e explorar a estrada de ferro Conde D’Eu, ligando a sede da Província à vila de Alagoa Grande, com ramais para as de Ingá e Independência (antigo nome da cidade de Guarabira). Essa concessão não foi adiante.

No ano de 1880 a concessão é entregue a Companhia Estrada de Ferro Conde D’Eu, do Brasil Imperial que dá início à construção de um trecho de 40 km ligando João Pessoa à localidade de Entroncamento, em Sapé, que foi inaugurado em 1881. Em Entroncamento a estrada de ferro se bifurcava, sendo que ao norte foram construídos os trechos de Mulungu, em 1882, Guarabira em 1884, prosseguindo para Nova Cruz, no Rio Grande do Norte e daí, até a capital do estado do Rio Grande do Norte, Natal. O trecho sul chegou apenas em Pilar, em 1883. A ligação entre a capital do estado, Parahyba do Norte (atual João Pessoa) com o porto de Cabedelo, se deu em 1889 com a construção de um trecho de 35 km. Nesse mesmo ano acontece proclamação da república, parando os trabalhos de construção da estrada de ferro.

Great Western Railway (1901-1957)Editar

O governo republicano administrou a estrada de ferro por onze anos, e retomou as obras construindo em 1901 o trecho Mulungu a Alagoa Grande com aproximadamente 36 km de extensão. Em julho do mesmo ano, o governo republicano arrendou a ferrovia para a companhia inglesa Great Western Railway (que atuava no país desde 1873, em Pernambuco), que ampliou o trecho sul de Pilar a Timbaúba e completou o trecho norte de Guarabira a Nova Cruz, no Rio Grande do Norte. No ano de 1907 a Great Western Railway chega a Campina Grande.

Reestatização e administração pela RFFSA (1957-1982)Editar

Em 1957 termina a concessão da Great Western Railway, e o governo cria a Rede Ferroviária Federal, que administra o sistema com trens de longo percurso, abandonando o trecho urbano de João Pessoa. Em 1982 a maior parte das ferrovias do estado é desativada.

Criação da CBTU (1984-Atualmente)Editar

O sistema de trens urbanos para transporte de passageiros foi reativado na Paraíba, e em 22 de fevereiro de 1984, surgiu à Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) com o Decreto-lei nº 89.396, vinculada à Secretaria Nacional de Transportes do Ministério dos Transportes que administra o trem urbano de João Pessoa. Em 1996 o governo federal privatizou o transporte de carga atualmente operado pela Companhia Ferroviária do Nordeste. Em 2007 a RFFSA é extinta. Atualmente o sistema de trens urbanos de João Pessoa opera apenas 30 km em bitola métrica.

Características do SistemaEditar

Este sistema atualmente possui 30,03 km de extensão, dividido em uma única linha e é servido por 12 estações. Os veículos deste sistema possuem uma velocidade comercial de 30 km/h. A bitola é métrica em via singela e os trens são movidos a diesel.

Tabela do SistemaEditar

Terminais Inauguração Comprimento
(km)
Estações Duração das
viagens (min)
Funcionamento
Santa RitaCabedelo A partir de 1984 30 12 56 Diariamente, das 04:30 às 19:30

EstaçõesEditar

Nome Município Latitude Longitude
  Santa Rita   Santa Rita 7° 7' 29" S 34° 58' 48" O
  Várzea Nova 7° 7' 12" S 34° 57' 20" O
  Bayeux   Bayeux 7° 7' 38" S 34° 55' 40" O
  Alto do Mateus   João Pessoa 7° 7' 48" S 34° 54' 45" O
  Ilha do Bispo 7° 7' 37" S 34° 54' 4" O
  João Pessoa 7° 6' 54" S 34° 53' 26" O
  Mandacarú 7° 5' 59" S 34° 51' 49" O
  Renascer   Cabedelo 7° 4' 30" S 34° 51' 18" O
  Jacaré 7° 2' 10" S 34° 51' 1" O
  Poço 7° 1' 9" S 34° 50' 29" O
  Jardim Manguinhos 6° 59' 25" S 34° 49' 57" O
  Cabedelo 6° 58' 27" S 34° 50' 8" O

FrotaEditar

Este sistema conta atualmente com uma frota de 4 locomotivas ALCo, diesel de bitola métrica e 24 carros Pidner, semelhantes aos dos sistemas de Maceió, Natal e Rio de Janeiro compostas por aço carbono formando duas composições que realizam 28 viagens diárias.

Modelo/Série Potência (kW) Bitola (m) Fabricante Origem Ano de Fabricação Adquirente Inicial Frota Ativa Frota Inativa Frota Total
RSD-8/6000* 671 1,00 ALCO EUA 1958 RFFSA 3 1 4
UC** --- 1,00 Pidner Brasil 1978 --- 16 8 24
Mobile 3 2x338 1,00 Bom Sinal Brasil 2008 --- 5 0 5
TOTAL 24 9 33

(*) Locomotivas • (**) Carros de Passageiros

ProjetosEditar

 
Este artigo ou seção é sobre uma construção futura.
A informação apresentada pode mudar com frequência. Não adicione especulações, nem texto sem referência a fontes confiáveis.
 

Um projeto de modernização do sistema começou em 2014 e, atualmente (2018), está em andamento. Foram adquiridas cinco unidades do VLT mobile 3, semelhantes as dos VLTs de Maceió, Recife e Natal, e mais três composições entrarão em operação até 2020[2]. Além disso, quatro novas estações estão planejadas para serem construídas[3].

TarifaEditar

Referências

  1. «Portal CBTU - João Pessoa». Consultado em 27 de outubro de 2014 
  2. Portal T5. «VLT João Pessoa é um dos três melhores do país, segundo Revista Ferroviária - Portal T5». Portal T5. 20 de junho de 2018 
  3. «Portal CBTU - mapa da linha». www.cbtu.gov.br. Consultado em 19 de julho de 2018 
  4. «Portal CBTU - tarifa». www.cbtu.gov.br. Consultado em 19 de julho de 2018 

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar