Terceiro milénio a.C.

milênio
(Redirecionado de 2500 a.C.)
terceiro milênio a.C.
XXX a.C.XXIX a.C.XXVIII a.C.XXVII a.C.XXVI a.C.XXV a.C.XXIV a.C.XXIII a.C.XXII a.C.XXI a.C.

O terceiro milênio a.C. ocorre da antiga para a média Idade do Bronze. Iniciou-se no primeiro dia de 3.000 a.C. e terminou no último dia de 2.001 a.C..

Representa um período de tempo em que o imperialismo, ou o desejo de conquistar, cresceu nas cidades-estados do Oriente Médio e também em toda a Eurásia, com a expansão indo-europeia na Anatólia, Europa e Ásia Central. Estima-se que a população mundial chegou ao número de 30 milhões nesse milênio.

Mapa geral do mundo no final do terceiro milênio a.C., codificado por cores por estágio cultural
  caçadores-coletores
  pastores nômades
  sociedades agricultoras simples
  sociedades agricultoras complexas
  estados-nações (reinos e cidades-estados)

Visão geralEditar

A Idade do Bronze começou, estimativamente, entre 3000 a.C. e 2500 a.C..

O milênio anterior viu o surgimento de técnicas avançadas, civilizações urbanizadas, a nova metalurgia do bronze, extensão da produtividade do trabalho agrícola e alto desenvolvimento dos meios de comunicação por meio da escrita. No terceiro milênio a.C., o crescimento dessas riquezas, tanto fisicamente como intelectualmente, se tornou fonte de discórdia no palco político, e governantes procuravam cada vez mais a acumulação de riqueza e poder. Nesse milênio, também apareceram a mega arquitetura, o imperialismo, o absolutismo organizado e as revoltas internas.

As civilizações da Suméria e Acádia se tornaram numa coleção de cidades-estados voláteis, onde a guerra era algo comum. Conflitos ininterruptos drenavam todo tipo de matéria, energia e população.

No Antigo Egito, as pirâmides foram construídas e seriam as maiores e mais altas construções humanas durante milhares de anos. Ainda no Antigo Egito, faraós começaram a identificarem a si mesmos como deuses vivos, feitos de uma essência diferente dos outros humanos. Mesmo na Europa onde a cultura ainda era neolítica, os construtores de megálitos estavam já construindo gigantes monumentos próprios.

No encerramento do milênio, o Egito passou pela primeira revolta popular registrada na história. Depois de longas guerras, os sumérios reconheceram os benefícios da unificação em uma forma estável de governo nacional; e tornou-se um Estado relativamente pacifico e bem organizado, chamado de 3ª dinastia de Ur. Esta dinastia veio a se tornar, mais tarde, envolvida com uma onda de invasores nômades conhecidos como amoritas, que desempenhariam um papel importante na região durante os séculos seguintes.

EventosEditar

3000 a.C.Editar

2800 a.C.Editar

2700 a.C.Editar

2686 a.C.Editar

2600 a.C.Editar

2500 a.C.Editar

2400 a.C.Editar

  • Os egípcios importam ouro de outras partes da África.

2331 a.C.Editar

  • Fundação do primeiro Império mesopotâmico, por Sargão I.

2300 a.C.Editar

2200 a.C.Editar

2190 a.C.Editar

2100 a.C.Editar

2089 a.C.Editar

2084 a.C.Editar

  • Um povo da Arábia, os hicsos, ou reis pastores, invadem e conquistam o Egito. Seu primeiro rei, Salátis, reina por 19 anos.[2]

2065 a.C.Editar

  • Bnon, segundo rei hicso do Egito; ele reina por 44 anos.[2]

2050 a.C.Editar

  • Fundação da terceira dinastia de Ur pelo rei Ur-Namu.

2049 a.C.Editar

2021 a.C.Editar

  • Apachnan, rei do Egito. Ele reina por 36 anos e 7 meses.[2]

Pessoas importantesEditar

Referências

  1. Sin-léqi-unnínni (2017). Ele que o abismo viu. Traduzido por Jacyntho Lins Brandão. [S.l.]: Autêntica. p. 23. ISBN 978-85-513-0283-5 
  2. a b c d James Ussher, The Annals of the World [em linha]