Antônio Grassi

ator brasileiro

Antônio Grassi (Belo Horizonte, 12 de junho de 1954) é ator brasileiro e ex-presidente da Funarte. Foi secretário de Cultura do Estado do Rio de Janeiro e presidente do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Atualmente é o Diretor-Presidente do Instituto Inhotim.

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BiografiaEditar

É graduado em Ciências Sociais pela Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Minas Gerais (Fafich/UFMG).[1]

Gestor CulturalEditar

Trabalhou como executivo da TV Brasil em 201,  foi secretário de Cultura do Estado do Rio de Janeiro no governo de Benedita da Silva e diretor do Teatro Municipal do Rio de Janeiro antes de presidir a Funarte.[2]

Em 2019 foi promovido a diretor-executivo do Instituto Inhotim. Antes era diretor executivo do local, posto que ocupou em 2013, ao deixar a presidência da Funarte de 2003 - A 2006.  Com sua promoção em Inhotim a diretoria executiva passou a ser ocupada pela historiadora de arte Renata Bittencourt. Com a nova função fica responsável pela programação cultural e pelas relações internacionais do Instituto.[3]

Participou de diversos projetos internacionais, entre eles a curadoria brasileira em duas edições da Quadrienal de Praga, conquistando a Triga de Ouro, o prêmio máximo da Mostra em 2011.[4]

Tragédia de BrumadinhoEditar

Em janeiro de 2019, ainda como diretor executivo do Instituto Inhotim falou sobre os programas de recuperação de Brumadinho, que passou pela tragédia do rompimento da Barragem do Córrego do Feijão, da Vale, como a disponibilização do seu banco de sementes para reflorestar as áreas comprometidas pelos rejeitos metálicos.[5]

O museu Inhotim transformou Brumadinho em pólo turístico mineiro. À época da tragédia afirmou que nenhum dos relatórios da diretoria ambiental revelou algum sinal de perigo vindo da Mina do Feijão. O rio de rejeitos cobriu toda a área administrativa da Vale, a pousada Nova Estância, parte do terreno da Vila Ferteco e estradas, inclusive a que liga o Instituto Inhotim à casa de Antônio Grassi em Casa Branca.[6]

Chocolate com PimentaEditar

Em 2003, quando era presidente da Funarte no primeiro mandato de Lula foi advertido pela comissão de ética do Planalto sobre ter cargo público e ser parte do elenco da novela Chocolate com Pimenta, onde interpretava Reginaldo, um viciado em jogos. À época Grassi relatou que enviou um documento à Comissão de Ética citando o seu trabalho como ator e a probabilidade de trabalhar com a Globo.[7]

O ator afirmou que os mais prejudicados pelo acumulador funções eram a esposa e os dois filhos, pois ele quase não via a família.

O ator Luís Melo foi a primeira escolha para viver Reginaldo, porém adoeceu e não pôde participar de Chocolate com Pimenta. Então Antônio Grassi foi o escalado pela direção da novela para interpretar Reginaldo. carece de fontes. [carece de fontes?]

Houve pressão para que o ator não fizesse a novela por causa de jogo de interesses, já que o ator era presidente da Funarte e a Globo estava envolvida em questões em que Grassi poderia tomar decisões sobre essas questões. Com isso o então presidente Lula intercedeu pessoalmente no imbróglio. Então, Grassi pôde fazer a novela sem deixar a presidência da Funarte.[8]

TeatroEditar

Integrou o Teatro de Pesquisa, fundado nos anos de 1970 por Pedro Paulo Cava em Belo Horizonte. Trabalhou com diretores Jota D'Ângelo e Eid Ribeiro e o próprio Cava. Ainda na capital mineira junto ao amigo José Mayer faz diversos espetáculos no Teatro Senac. Com o projeto Mambembão, da Funarte, excursiona pelo Brasil ao lado dos atores Bernardo Matta Machado e Kimura Schettino com a peça Cigarro Souza Câncer, de Eid Ribeiro. No final dos anos de 1970 segue para o Rio de Janeiro junto aos amigos José Mayer e Alcione Araújo.[9]

Entre as peças que Antônio Grassi destaca na sua trajetória nas artes cênicas, estão:

A Serpente", de Nelson Rodrigues, "O Inimigo do Povo", de Ibsen, "Sonhos de uma Noite de Verão", de Shakespeare, "O Urso", de Tchecov, "Os Justos", de Albert Camus e "O Interrogatório", de Peter Weiss.[10]

TelevisãoEditar

Seu primeiro trabalho na televisão foi na novela Carmem, na rede Manchete em 1987, onde fez interpretou Petrônio.[11] No mesmo ano foi contratado pela Globo onde fez a novela Mandala (1987).[12]

Trabalhos na MancheteEditar

Carmem (1987)[13]

Heleno na novela Olho por Olho (1988)

Mandacaru (1997)

Trabalhos na GloboEditar

Mandala (1987)[14]

Foi Pedro Santana na minissérie O Pagador de Promessas (1988).

Em Olho por Olho (1988), viveu o Heleno

Em Salvador da Pátria foi Plínio (1989)

Top Model (1989)

Na minissérie Desejo (1990), sobre a Tragédia da Piedade fez Francisco Escobar, amigo de Euclides da Cunha, a quem o autor (vivido por Tarcisio Meira) exibe o livro Os Sertões em primeira mão).

Foi a personagem Cláudio em Meu Marido (1991)”

O Dono do Mundo (1991)

O Mapa da Mina (1993)

Tropicaliente (1994)

Memorial de Maria Moura (1994)

Pátria Minha (1994)

Engraçadinha, Seus Amores e Seus Pecados (1995)

Cara e Coroa (1995)

O Amor Está no Ar (1997)

Em Força de um Desejo (1999) viveu o rude Vitório.

Chiquinha Gonzaga (1999)

Força de Um Desejo (1999)

Malhação (2001)

O Quinto dos Infernos (2002)

Chocolate com Pimenta (2003)  

Como Uma Onda (2004)

Trabalhos na RecordEditar

Estrela de Fogo (1998)

Chamas da Vida (2008)

A Lei e o Crime (2009)

Ribeirão do Tempo (2010)

Trabalhos na BandEditar

Paixões Proibidas (2006)

CinemaEditar

Sua estreia no cinema foi com o filme O Bandido Dó (1980).

No filme Carandiru, dirigido por Hector Babenco, interpretou o diretor da Casa de Detenção, de nome Pires.

FilmografiaEditar

Trabalhos na televisãoEditar

Ano Título Personagem
1987 Carmem Petrônio (Pepê)
Mandala José Mário (Zé Mário)
1988 O Pagador de Promessas Pedro Santana
Olho por Olho Heleno
1989 Jorge, um Brasileiro Fefeu
O Salvador da Pátria Plínio Kohl (Delegado Plínio)
Top Model Doutor Nascimento
1990 Desejo
1991 Meu Marido Cláudio
O Dono do Mundo Darci
1993 O Mapa da Mina César de Oliveira
1994 Memorial de Maria Moura Anacleto
Pátria Minha Carlos
Tropicaliente Conrado
1995 Cara & Coroa Rômulo
Engraçadinha: Seus Amores e Seus Pecados Amado Ribeiro
1997 Mandacaru Glauco Corrêa
O Amor Está no Ar Lacerda
1998 Alma de Pedra Rogério
Estrela de Fogo Duarte
1999 Chiquinha Gonzaga Manuel
Força de um Desejo Vitório
2000 Malhação João Mendes (Jalecão)
2001 Malhação
2002 O Quinto dos Infernos Capitão Vidigal
2003 Chocolate com Pimenta Reginaldo Andrade
2004 Como uma Onda Roberto Augusto (Robusto)
2006 A Diarista Borges (Episódio: "Aquele da Copa")
Paixões Proibidas Tadeu Dias
2007 Mandrake Aurélio Duarte
2008 Chamas da Vida Walter Azevedo de Castro (Dr. Walter)
2009 A Lei e o Crime Adolfo
2010 Ribeirão do Tempo Milton Flores (Professor Flores)
2014 Milagres de Jesus Zebedeu (Episódio: "A Pesca Maravilhosa")
Vitória Gregório Ferreira
2018 Se Eu Fechar os Olhos Agora Gabino[15]
2020 Bom Dia, Veronica Wilson Carvana

Trabalhos no teatroEditar

     “O Inimigo Do Povo” De Henrik Ibsen, Adaptação e Direção_ Domingos Oliveira

    "Lágrimas De Um Guarda-Chuva", Texto e Direção_ Eid Ribeiro

     "Sonhos De Uma Noite De Verão", De William Shakespeare Direção: Werner Herzog

     "A Serpente", De Nelson Rodrigues  Direção _Antonio Abujamra;

     "The Woolgatherer", De William Mastrosimone  Direção_ Paulo Reis

     "O Amigo Da Onça", De Chico Caruso  Direção_ Paulo Betti

     "Ação Entre Amigos" De Marcio de Souza  Direção_Paulo Betti

     "A Irresistivel Aventura", Coletânea De Vários Autores  Adaptação e Direção_Domingos Oliveira

     "O Beijo No Asfalto", De Nelson Rodrigues – Direção_ Buza Ferraz;

     "Serafim Pontegrande", De Oswald de Andrade - Direção _Buza Ferraz

     "Poleiro Dos Anjos", Texto e Direção _Buza Ferraz

     “Cigarros Souza Câncer” , Texto e Direção_Eid Ribeiro

     “Os Justos”, De Albert Camus – Direção _Paulo Cesar Bicalho

     “O Interrogatório” De Peter Weiss – Direção_Jota Dangelo

     “Viva Olegário” De Luiz Carlos Cardoso – Direção_ Eid Ribeiro

     “Bente-Altas: Licença Pra Dois”, De Alcione Araujo – Direção _Aderbal Junior

Gestões culturaisEditar

Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro (2002)

Presidente do Theatro Municipal do Rio de Janeiro (2002)

Vice-Presidente do Forum Nacional de Dirigentes e Secretários Estaduais de Cultura (2002)

Presidente da FUNARTE (Fundação Nacional das Artes) (2003-2006)

Curador do Brasil na XI Quadrienal de Praga (2007)

Curador do Brasil na XII Quadrienal de Praga (2011) - VENCEDOR DA TRIGA DE OURO

Presidente da FUNARTE (2011-2013)

Diretor Executivo do INSTITUTO INHOTIM (2013-2018)

Diretor Presidente do INSTITUTO INHOTIM (no cargo)


Ações internacionaisEditar

Forum Universal das Culturas (Barcelona - 2004) - palestrante

Conselheiro do Forum Cultural Mundial (Brasil -2006)

Idealizador e coordenador do Espaço Brasil no Ano do Brasil na França (Paris-2005)

Realiza o projeto ESTAÇÃO BRASILEIRA NA RUSSIA (Moscou -2005)

Criação do Premio de Dramaturgia Antonio José da Silva (Brasil/Portugal 2005) - parceria FUNARTE / Instituto Camões

Realiza o projeto ESTAÇÃO RUSSA NO BRASIL (2006)

Curador da programação do Ano da França no Brasil em Minas Gerais (2009)

Comissário Geral do Ano do Brasil em Portugal (2012/2013)

Criador do Espaço Brasil em Lisboa (LX Factory 2012)

Presidente do Comitê Gestor de Programação cultural da Feira de Frankfurt (Frankfurt-2013)

Referências

  1. «Assista ao Diálogos Itaú Cultural com Antônio Grassi e Ricardo Piquet». Itaú Cultural. Consultado em 1 de setembro de 2020 
  2. «#SempreUmPapoEmCasa recebe Maurício Tizumba e Antonio Grassi». Sempre um Papo | 2020 | Ano 34. 8 de junho de 2020. Consultado em 1 de setembro de 2020 
  3. «Antonio Grassi é novo diretor-presidente do InhotimDiário da Região». www.diariodaregiao.com.br. Consultado em 1 de setembro de 2020 
  4. «Brasil recebe prêmio máximo da Quadrienal de Praga | Funarte – Portal das Artes». portais.funarte.gov.br. Consultado em 1 de setembro de 2020 
  5. Lacerda, Por Lu. «Cinco perguntas para Antônio Grassi (sobre a reabertura do Inhotim): "Nosso papel é injetar esperança"». Lu Lacerda | iG. Consultado em 1 de setembro de 2020 
  6. «Inhotim quer ajudar Brumadinho com acervo botânico, diz diretor». VEJA. Consultado em 1 de setembro de 2020 
  7. «ISTOÉ Gente». www.terra.com.br. Consultado em 1 de setembro de 2020 
  8. «Folha Online - Ilustrada - Antônio Grassi faz novela e política com aval de Lula - 19/10/2003». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 1 de setembro de 2020 
  9. «ANTÔNIO GRASSI». PRÓ-TV. Consultado em 28 de agosto de 2020 
  10. «Assista ao Diálogos Itaú Cultural com Antônio Grassi e Ricardo Piquet». Itaú Cultural. Consultado em 28 de agosto de 2020 
  11. «Antônio Grassi – Papo de Cinema». Consultado em 1 de setembro de 2020 
  12. «Antônio Grassi – Papo de Cinema». Consultado em 1 de setembro de 2020 
  13. «Antônio Grassi – Papo de Cinema». Consultado em 1 de setembro de 2020 
  14. «Antônio Grassi – Papo de Cinema». Consultado em 1 de setembro de 2020 
  15. Redação (14 de dezembro de 2017). «Exclusivo: Pierre Baitelli fará a minissérie "Se Eu Fechar os Olhos Agora", confira o elenco». Notícias de TV. Consultado em 31 de dezembro de 2018 

Ligações externasEditar

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