Vitória (2014)

Telenovela brasileira produzida pela RecordTV
Vitória
Victory! (Título Internacional)[1]
Informação geral
Formato Telenovela
Gênero
Duração 60 minutos
Criador(es) Cristianne Fridman
País de origem  Brasil
Idioma original (em português brasileiro)
Produção
Diretor(es) Edgard Miranda
Câmera Multicâmera
Roteirista(s) Alexandre Teixeira
Jussara Fazolo
Carla Piske
Gabriel Carneiro
Elenco
Tema de abertura "Tente Outra Vez", Raul Seixas
Empresa(s) produtora(s) RecordTV
Localização Rio de Janeiro, RJ
Exibição
Emissora original Brasil RecordTV
Formato de exibição 1080i (HDTV)
Transmissão original 2 de junho de 201420 de março de 2015
Episódios 208

Vitória é uma telenovela brasileira que foi produzida e exibida pela RecordTV entre 2 de junho de 2014 e 20 de março de 2015 em 208 capítulos como "novela das nove", substituindo Pecado Mortal e antecedendo Os Dez Mandamentos. Foi a última produção exibida neste horário, uma vez que a novela seguinte, Os Dez Mandamentos, retomaria o horário das "novela das oito". Escrita por Cristianne Fridman, com colaboração de Alexandre Teixeira, Jussara Teixeira, Carla Piske e João Gabriel Carneiro, direção de Daniel Ghivelder, Michele Lavalle e Rudi Lagemann e direção geral de Edgard Miranda.[2][3][4]

Bruno Ferrari, Gabriel Gracindo e Juliana Silveira interpretam os três personagens centrais – Artur, Iago e Priscila – em busca de vingança em suas respectivas vidas. Conta com Thaís Melchior, Beth Goulart, Lucinha Lins, Maytê Piragibe, Cláudio Gabriel, Antônio Grassi, Paulo César Grande e Jonas Bloch nos demais papéis principais.[5]

ProduçãoEditar

Após o fim de Vidas em Jogo, em 9 de abril de 2012, Cristianne Fridman entregou outra sinopse para a Rede Record, intitulada Maré Alta, a qual foi aprovada em novembro daquele ano e contaria a história de uma vila de pescadores que guardava um grande segredo. Na mesma época a autora recebeu uma proposta da Rede Globo, porém decidiu ficar no canal em que estava. A novela seria lançada em setembro de 2013 após Dona Xepa, porém acabou sendo adiada e substituída por Pecado Mortal, de Carlos Lombardi, uma vez que a emissora pediu algumas alterações no enredo, evitando soar similar ao de Luz do Sol, exibida em 2007.[6] Em 2 de fevereiro de 2013 foi revelado que a trama agora se chamaria Vitória e traria um enredo diferente, sendo agendada para 2014.[7]

Cristianne Fridman explicou que abordaria temas que outras emissoras não permitiram – como neonazismo, incesto e um protagonista cadeirante –, além de dispensar o maniqueísmo, ou seja, não delinear os traços dos personagens entre "vilão" e "mocinha", deixando o equilíbrio entre os dois pontos em cada um deles para soar mais real, colocando nas mãos do público a opção de escolher se o perfil é agradável para o bem ou para o mau: "Trataremos inovação para o público. Não temos vilão e mocinha".[8] Edgard Miranda foi anunciado como diretor, repetindo a parceria com a autora antes realizada em Chamas da Vida, além da direção criativa de Rudi Lagemann, Daniel Ghivelder e Michele Lavalle.[9] Vitória foi lançada com uma margem de 30 capítulos gravados à frente do que era exibido.[10] Leonardo Vieira, Heitor Martinez e Sílvio Guindane passaram por aulas de dança e orientações de striptease para criar o perfil de seus personagens.[11]Ricky Tavares teve que aprimorar-se com motos para dar vida a um competidor de motocross.[12]

Escolha do elencoEditar

 
Marcos Pitombo, Juliana Silveira e Raphael Montagner caracterizados como os neonazistas.

Cristianne Fridman convidou pessoalmente Ana Paula Arósio para interpretar Diana, porém a atriz alegou que permaneceria afastada da televisão, seguindo seu retiramento iniciado em 2010.[13] Thaís Melchior acabou ficando com o papel, sendo anunciada em janeiro de 2014, logo após fechar contrato com a emissora. Caio Junqueira interpretaria Artur, porém pediu desligamento da trama, pois naquela época havia confirmado que protagonizaria a futura A Terra Prometida e precisaria se dedicar aos workshops.[14] Victor Pecoraro chegou a ser cogitado para o personagem, porém acabou sendo reservado para outra produção da emissora, ficando a cargo de Bruno Ferrari interpretar Artur.[15] Giselle Itié chegou a ser anunciada como Renata e recebeu os primeiros capítulos para leitura, porém a atriz sofreu um acidente de moto e teve que ser afastada por licença-médica, sendo substituída por Maytê Piragibe.[16]

O ator português Diogo Morgado foi sondado para interpretar Leonardo, que formaria o triângulo amoroso principal, porém as negociações acabaram não avançando.[17] Leonardo Brício foi escalado para o papel, porém o ator foi deslocado para o elenco de Os Dez Mandamentos.[18] O personagem ficou para Dado Dolabella, que originalmente interpretaria Paulão, passando este para Marcos Pitombo.[19] Dado, porém, agrediu um produtor logo nas primeiras gravações e o personagem foi cortado da novela, aparecendo apenas no primeiro capítulo.[20] Verônica Debom chegou a realizar os primeiros ensaios como a policial Kátia, porém a direção decidiu substituí-la por Karen Marinho.[21]

CenografiaEditar

   
Vitória teve cenas gravadas em Curaçao, no Caribe (esquerda), e em Petrópolis, no Brasil (direita).

Em março de 2014 foram gravadas as primeiras cenas da novela em Curaçao, pequeno país do conglomerado do Caribe, onde estiveram envolvidos os personagens de Bruno Ferrari, Beth Goulart, Antônio Grassi, Dado Dolabella, Flávia Monteiro e Thaís Melchior.[8] Ao todo 50 pessoas, entre equipe e elenco, viajaram para as gravações, que ocorreram no Santa Barbara Beach & Golf Resort, que serviram como moradia da personagem de Beth Goulart.[22] Originalmente as cenas seriam gravadas em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, porém com a utilização do país como pano de fundo para outras produções pouco tempo antes, optou-se por mudar para o Caribe.[23]

A direção, porém, evitou utilizar territórios caribenhos conhecidos das antilhas, como Aruba ou Ilhas Virgens, optando por Curaçao pelo ineditismo aos olhos do público televisivo.[24] As cenas referentes ao haras da família Ferreira foram gravadas em Petrópolis, no bairro de Itaipava, utilizando um haras real.[25][26] Os cavalos utilizados nas cenas de competição de hipismo foram disponibilizados pelo local de gravação.[27] A cidade cenográfica da novela foi erguida nos estúdios RecNov e utilizaram o bairro da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, como cenário.[28]

EnredoEditar

A trama segue três personagens centrais em busca de vingança. Artur (Bruno Ferrari) acredita que, na infância, foi rejeitado por ter ficado paraplégico pelo próprio pai, Gregório (Antônio Grassi), que foi embora e nunca mais manteve contato. Já adulto ele traça um plano para se vingar, mas a mãe, Clarice (Beth Goulart), tenta impedi-lo ao revelar que ele é fruto de uma traição com Bernardo (Paulo César Grande) e que foi este o motivo para o pai abandona-los, porém o rapaz se revolta ainda mais e interna a mãe em uma clínica clandestina sem acreditar na história, indo atrás do fruto de seu ódio. Sem que ninguém saiba a verdade, Artur seduz Diana (Thaís Melchior), e engravida, filha de Gregório, revelando para o empresário sua identidade, o que o faz ter um derrame, já que ele acredita que os dois são irmãos. O plano não sai do jeito que ele imaginava, uma vez que Artur se apaixona verdadeiramente por Diana, que agora o rejeita, fazendo com que ele tenha que provar seu valor e sua rendição, ainda mais quando ela se reaproxima do ex, Rafael (Rodrigo Phavanello).

Rica e pós-graduada, Priscila (Juliana Silveira) esconde o fato de ser líder de uma cédula neonazista violenta – formada por Paulão (Marcos Pitombo), Enzo (Raphael Montagner) e Bárbara (Liége Müller) – que comete atentados terroristas, fabricação de bombas e assassinatos de negros, homossexuais e nordestinos. Bárbara, na verdade, é uma policial disfarçada sob as ordens da delegada Sabrina (Rafaela Mandelli), que quer prender Priscila e desmantelar a rede neonazista, mas nem imagina que seu pai, Ramiro (Jonas Bloch), é um delegado corrupto e que atrapalha seu trabalho. Já Iago (Gabriel Gracindo), filho de Bernardo, foi internado em instituição psiquiátrica quando adolescente após ser diagnosticado como sociopata. Ele tinha Clarice como uma mãe, mas sentia inveja da forma com que o pai tratava Artur com mais amor que ele. Após fugir 10 anos antes, ele retorna sob outra identidade para se vingar de Bernardo, Arthur, Clarice e da família de Gregório – que ajudou em sua internação –, além de ameaçar Priscila, que interferiu em seu caminho.

Anastácia (Roberta Gualda) é uma cozinheira humilde e semianalfabeta, que se apaixona por Bruno (Augusto Garcia), que mente ser pobre para se aproximar dela, ficando revoltada quando descobre que ele é milionário e tendo que enfrentar a fúria da mãe dele, que acredita que ela é uma golpista. Renata (Maytê Piragibe) e Edu (Cláudio Gabriel) perderam tudo que tinham em uma enchente e tem que ir morar com os pais dela, Zuzu (Lucinha Lins) e Manel (César Pezzuoli), tendo que enfrentar outros problemas – ele mergulha no alcoolismo pela perda do que construíram, enquanto ela descobre que a mãe está com Alzheimer e começa a se esquecer dela. Demitidos e sem conseguir um novo emprego, os engenheiros Tadeu (Leonardo Vieira), Caíque (Heitor Martinez) e PH (Sílvio Guindane) se tornam strippers para ganhar a vida. Já Jorge (André Di Mauro) tenta impedir de toda forma que a irmã, Beatriz (Letícia Medina), se envolva com o piloto de motocross Mossoró (Ricky Tavares) por ele ser irmão de Diana, a mulher que arruinou sua carreira. Ainda há Ednaldo (Raymundo de Souza), um pai ausente e alcoólatra que maltrata o filho, Cicinho (Pablo Mothé).

ExibiçãoEditar

A novela seria reprisada a partir de 18 de março de 2019, substituindo Essas Mulheres.[29] Em 14 de março, no entanto, a emissora anunciou que não reexibiria mais a trama, escalando em seu lugar Caminhos do Coração[30] A emissora considerou inapropriado colocar no ar uma novela que abordava o neonazismo poucos dias após o Massacre de Suzano pelo alto teor violento da trama.[31]

ElencoEditar

Ator/Atriz Personagem
Bruno Ferrari Artur Menezes Ramos[32]
Gabriel Gracindo Iago Ramos / Ziggy
Juliana Silveira Priscila Schiller[33]
Thaís Melchior Diana Ferreira[34]
Beth Goulart Clarice Menezes[35]
Lucinha Lins Zulmira Nogueira (Zuzu)[36]
Maytê Piragibe Renata Nogueira Pereira[37]
Cláudio Gabriel Eduardo Pereira (Edu)
Antônio Grassi Gregório Ferreira
Paulo César Grande Bernardo Ramos
Marcos Pitombo Paulo Roberto Lemos Rezende (Paulão)[38]
Raphael Montagner Enzo Aguiar
Jonas Bloch Delegado Ramiro Pessoa
Rafaela Mandelli Detetive Sabrina Pessoa
Leonardo Vieira Tadeu Gorgulho Nogueira
Heitor Martinez Caíque Amarantes[39]
Sílvio Guindane Paulo Henrique Siqueira (PH)
Roberta Gualda Anastácia Rocha Amaral
Augusto Garcia Bruno Amaral Rocha
André Di Mauro Jorge Cunha
Ricky Tavares Mossoró Ferreira
Letícia Medina Beatriz Cunha (Bia)
Luciana Braga Matilde Nogueira Gorgulho
Rodrigo Phavanello Rafael Lemos[40]
Liége Müller Detetive Bárbara Schimidt
Gustavo Leão Joaquim Pereira (Quim)[41]
Aline Borges Laíza Pinto dos Reis[42]
César Pezzuoli Manuel Nogueira (Manel)
Raymundo de Souza Ednaldo Correia do Nascimento[43]
Eliana Guttman Maria Zilda Amaral
Leandro Léo Ricardo Paes (Ricardinho)
Rocco Pitanga Nelito[44]
Bruna di Túllio Luciene de Melo Faria
Karen Marinho Detetive Kátia Rios[45][46]
Nina de Pádua Yone Gusmão
André De Biase Dante[47]
Ricardo Ferreira Virgulino Aparecido[48]
Zeca Carvalho Detetive Fabiano Souza Neto (Netto)
Thelmo Fernandes Detetive William
Gustavo Ottoni Javier Rodriguez
Camila Avancini Rosa Chaves
Henrique Ramiro Alex
Felipe Cunha Dr. Erick Teixeira
Rose Lima Catarina Pinto
Pablo Mothé Cícero Correia do Nascimento (Cicinho)[43]
Letícia Pedro Rebeca Amarantes
Cássio Ramos Pablo Rodriguez
Victória Diniz Gabriela Nogueira Pereira (Gabi)

Participações especiaisEditar

Ator/Atriz Personagem
Patrycia Travassos Valéria Schiller
Flávia Monteiro Rúbia Rodriguez
Eduardo Pires Felipe Ramos
Marcelo Escorel Dr. Fernando Gutierrez
Thierry Figueira Tiago Oliveira (Oliveira)
Dado Dolabella Léo
Roberto Bomtempo Assistente social
Priscila Assum Camila
Bruno Chateaubriand Mariano Morgado (M.M.)
Izak Dahora Sorriso
Roberta Valente Cecília (Ciça)
Alessandra Loyola Analice
Diego Kropotoff Vinicius
Alice Rodrigues Isabele
Zeca Gurgel Orlando (Dinho)
Alex Nader Alberto
Pedro Caetano Pedro I
Créo Kellab Pedro II
Pamela Coto Maria Aparecida
Marcio Ehrlich Ronaldo Gomes
Marcelo Pio Marco Antônio
Mauro Cominato Antonio
Fabio Felipe Guilherme

MúsicaEditar

Vitória
Trilha sonora de Vários artistas
Lançamento 20 de setembro de 2014
Duração 42:02
Idioma(s) Português
Formato(s)
Gravadora(s) Radar Records

Vitória é uma trilha sonora condizente à novela de mesmo título, trazendo Juliana Silveira estampando a capa.[49] Como tema de abertura foi escolhida a gravação original de "Tente Outra Vez", na voz de Raul Seixas. Entre as músicas internacionais executadas durante os capítulos da novela estiveram "Manias", de Thalía, "Quien te dijo eso", de Luis Fonsi, "New York, New York", de Sarah, "My First and Only Love", de Claudio Goldman, e "Cry for Love, de Ivan Busic e utilizado como tema romântico de de Arthur e Diana.[50]

Já entre as de músicos nacionais estiveram a versão de "Anna Júlia", originalmente da banda Los Hermanos e gravada para a novela pelo grupo Sem Reznha, o samba "Oba, Lá Vem Ela", de Adryana Ribeiro, "Eternamente", de Lulli, "Qual É o Andar?", de Micael Borges, "Toda Forma de Poder", da banda Engenheiros do Hawaii, e a faixa-título "Vitória", de Rosemary.[51][52] Entre as temáticas específicas estiveram "Meu Lugar", da banda Onze:20 e tema de Mossoró e Beatriz, "Não Posso Reclamar de Nada", de Fábio Júnior e Tainá e tema de Artur e Diana, e "Sensível Demais", de Jorge Vercillo e tema de Renata e Edu.[53][54]

Lista de faixas
TítuloMúsicaPersonagem tema Duração
1. "Tente Outra Vez"  Raul SeixasAbertura 3:43
2. "Cry For Love"  Ivan BusicArthur e Diana 3:25
3. "Manías"  ThalíaGeral 3:31
4. "Vitória"  RosemaryTadeu e Matilde 3:16
5. "Sensível Demais"  Jorge VercilloRenata e Edu 3:42
6. "Meu Lugar"  Onze:20Mossoró e Beatriz 3:20
7. "Oba, Lá Vem Ela!"  Adryana RibeiroLuciene e Nelito / Luciene e Ricardinho 3:47
8. "Eternamente"  LulliZuzu e Manel 3:45
9. "Na Estrada"  Júlia TavaresCrianças 3:45
10. "Qual É o Andar?"  MicaelTadeu, Caíque e PH 3:20
11. "My First and Only Love"  Cláudio GoldmanClarice 3:24
12. "Anna Júlia"  Sem ReznhaMossoró 3:15
13. "Não Posso Reclamar de Nada"  Fábio Júnior e Tainá GalvãoArthur e Diana 3:31
14. "Quien Te Dijo Eso"  Luis FonsiAnastácia e Bruno 3:38
15. "Toda Forma de Poder"  Engenheiros do HawaiiPriscila 3:27
16. "New York, New York"  SarahLaíza e Jorge 3:31
Outras canções não incluídas

Recepção da críticaEditar

   
Lucinha Lins (esquerda) e Juliana Silveira (direita) foram descritas pelos críticos como os grandes destaques da novela.[55]

Vitória recebeu análises positivas dos críticos especializados em televisão. Emerson Ghaspar, do portal O Planeta TV, elogiou o núcleo neonazista, dizendo que era "um prato cheio para se discutir os próprios preconceitos", e elogiou as atuações de Marcos Pitombo e Juliana Silveira: "Fridmann constrói a trama sem rodeios e medos que qualquer autor poderia ter ao tocar em tal assunto". O jornalista também positivou a forma com que a autora abordou a doença de Alzheimer com sutileza, "sem apelar para o lado emocional, transformando os portadores da síndrome em vitimas".[56] Em outra ocasião o portal acrescentou que Juliana estava dando "shows de interpretação". Maurício Freitas, do portal TV Foco, disse que Lucinha Lins era o grande destaque da novela na pele da portadora de Alzheimer: "A atriz já demonstrou ter muita competência em suas atuações, mas nesse caso especificamente ela está dando um show à parte, por que mais difícil do que ser o bonzinho ou o vilão da novela, é conseguir emocionar o público com um personagem tão rico, talvez um dos melhores de sua carreira".

Raphael Scire, da coluna Notícias da TV, do portal UOL, elogiou as atuações de de Rafaela Mandelli e Beth Goulart, mas destacou principalmente o trabalho de Juliana Silveira, descrito como o melhor da novela e completando que a atriz estava "aproveitando as nuances da personagem e dando show".[55] Nilson Xavierr, da coluna Blogosfera, também do UOL, elogiou o texto de Cristianne, dizendo que era "bem escrito", movimentado e com várias reviravoltas, com tramas que se renovavam ao passar dos capítulos sem cair nos clichês, e citou como os principais pontos de Vitória a história dos neonazistas e as atuações de Leonardo Vieira, Heitor Martinez e Sílvio Guindane na pele dos strippers cômicos.[57] André Lima, do portal PR, elogiou a atuação de Ricardo Ferreira como o professor homossexual Virgulino, dizendo que ele reproduziu um personagem "de modo educado, respeitoso e sem estereotipar", além de destacar as cenas de Roberta Gualda e Raymundo de Souza.[58]

AudiênciaEditar

A estreia de Vitória rendeu 7,5 pontos de audiência, sendo o pior resultado de uma novela da emissora desde a retomada de sua teledramaturgia, em 2004.[59][60] O resultado deve-se ao fato de sua antecessora, Pecado Mortal, ter chegado ao fim com apenas 7,7 pontos. No segundo capítulo, a novela subiu para 8 pontos.[59][61] Em seu último capítulo, a novela registrou 9 pontos, ficando em alguns momentos em terceiro lugar, porém fechando na média geral na vice-liderança.[62] No geral, a trama teve média de 5,8 pontos, sendo o terceiro pior desempenho, superando apenas Alta Estação (2006) e Pecado Mortal (2013), que tiveram média de 5,6 pontos.[63][63] Este foi o pior resultado de novelas de Cristianne Fridman, uma vez que Chamas da Vida e Vidas em Jogo fecharam ambas com 19 pontos e Bicho do Mato com 18.[64][65]

Repercussão internacionalEditar

Em 2014 o jornalista francês Martin Weill esteve nos estúdios do RecNov para gravar entrevistas com os atores e cenas dos bastidores de Vitória para o programa Le Petit Journal, exibido na emissora fracesa Canal+.[66] A novela foi descrita pela reportagem como "uma das mais importantes do Brasil", alegado pelos "temas abordados e pela interpretação dos atores".[67] Logo após reportagens na Rússia e na Alemanha foram realizadas sobre a novela.

ControvérsiasEditar

Agressão nos bastidoresEditar

Em 3 de abril de 2014, durante as primeiras gravações em Curaçao, Dado Dolabella se envolveu em uma confusão ao agredir verbalmente a equipe de gravação e fisicamente um dos produtores da novela, identificado como Carlos Henrique Andrade de Araújo.[68] Segundo o relato, o ator começou agredir verbalmente uma outra produtora da equipe, que não quis se identificar, após solicitar uma xícara de café, bebida esta a qual não havia nas locações na ocasião, passando a distribuir xingamentos e ameaças aos demais membros da equipe ali presentes.[20][69] Logo após, Dado se dirigiu até Carlos quando ele pediu que a equipe continuasse seu trabalho e o jogou de uma escada: "Eu estava no patamar de uma escada. Sem eu menos esperar, ele ficou cara a cara comigo. Jamais ia imaginar que ele ia me agredir. Só que ele me empurrou lá de cima e voei até o chão", explicou.[20] Ao retornar ao Brasil, o produtor abriu um processo contra o ator no 42ª DP do Recreio dos Bandeirantes por lesão corporal e ameaça.[70] Dado negou que tivesse agredido o produtor, porém a direção de Vitória preferiu mantê-lo afastado das gravações – a partir de 16 de abril – até que o caso fosse investigado e a polícia dessem um parecer sobre o acontecimento.[71][72] Em 24 de abril, após constatar a veracidade dos fatos, a direção da Record demite o ator, rescindindo seu contrato.[68] Seu personagem, que seria um dos centrais da trama, formando o triângulo amoroso principal, acabou sendo transformado em apenas uma participação especial.[73] Rodrigo Phavanello foi incluído no elenco antes do início da novela, interpretando um antigo namorado da personagem Diana, podendo assim formar o triângulo proposto.[74]

Desfalques no elencoEditar

Além do retiramento inicial do personagem de Dado Dolabella, a autora teve que alterar a história de uma série de outros atores que foram deslocados pela direção da emissora para outros trabalhos. Flávia Monteiro pediu afastamento nos primeiros dias de gravação quando descobriu que estava grávida – uma vez que, por ter mais de 40 anos, era uma gravidez de risco – e sua personagem acabou não tendo uma explicação exata para desaparecer da trama. Apenas dava a entender que ela e seu filho Pablo continuaram morando em Curaçau.[75] Em novembro de 2014 Heitor Martinez deixou a novela após aceitar o convite para integrar o elenco da sucessora, Os Dez Mandamentos, tendo como destino seu personagem a proposta de um trabalho fora do país.[76] Como consequência a atriz Letícia Pedro, que interpretava a filha de Heitor, teve que deixar a novela para seguir o mesmo rumo do pai.[77] Em dezembro é a vez de Gustavo Leão deixar a trama após ser confirmado no elenco do seriado Sem Volta e seu personagem, que estava se envolvendo com os neonazistas e tinha um amor obsessivo por Beatriz, acabou se mudando para Londres sem maiores explicações.[78] Na mesma época Rodrigo Phavanello também pediu dispensa do elenco para se dedicar aos workshops de A Terra Prometida, que estrearia apenas em 2016, mas que começava a ser preparada no início de 2015.[79] Seu personagem, Rafael, foi embora para São Paulo após receber uma proposta de emprego. Assim, seu romance com a personagem de Rafaela Mandelli não teve uma história concluída.[77] O jornalista Fabio Maksymczuk, do portal Você Faz TV, notou que a debandada de atores para outras novelas da emissora prejudicou a obra de Cristianne Fridman, fazendo com que algumas histórias perdessem o sentido e outros personagens, que dependiam dessas tramas, ficassem aleatórios.[77]

Prêmios e indicaçõesEditar

Ano Prêmio Categoria Indicado Resultado Ref.
2014 Prêmio F5 Atriz do Ano: Novela Juliana Silveira Indicado [80]
Novela do Ano Vitória [81]
Retrospectiva UOL Melhor Novela [82]
2015 Prêmio Contigo! de TV Melhor Ator de Novela Bruno Ferrari [83]
Melhor Novela Vitória
Melhor Autor de Novela Cristianne Fridman
Melhor Diretor de Novela Edgard Miranda
Melhor Atriz Infantil Letícia Pedro
Victoria Diniz
Melhor Ator Infantil Cássio Ramos
Diego Kropotoff

Referências

  1. «Victory!». Record TV Network. Consultado em 18 de julho de 2016 
  2. Oliveira, Fernando. «Record define dia do desfecho de 'Pecado Mortal' e marca estreia de 'Vitória' para a primeira segunda-feira de junho». Blog Mundo da TV. R7. Consultado em 18 de julho de 2016. Arquivado do original em 4 de maio de 2014 
  3. «Autora de Vitória fala sobre a relação com os colaboradores: "Tem que estar todo mundo ajustado"». R7 - Vitória. Consultado em 18 de julho de 2016 
  4. «Vitória (2014) - Teledramaturgia». Teledramaturgia. Consultado em 18 de julho de 2016 
  5. «Time de atores de 'Vitória', próxima novela da Record, está praticamente fechado. Veja os nomes já confirmados!». Blog Mundo da TV. R7. Consultado em 18 de julho de 2016. Arquivado do original em 21 de fevereiro de 2014 
  6. «Record engaveta sinopse de Cristianne Fridman». Mundo Positivo. Consultado em 18 de julho de 2016 
  7. «"Vitória" é título de nova novela na Record». UOL. Consultado em 18 de julho de 2016 
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  9. «Record reserva mais dois nomes para "Vitória", de Cristianne Fridman». UOL. Consultado em 18 de julho de 2016 
  10. «Nova novela da Record, 'Vitória' terá elenco de peso». IG. Consultado em 18 de julho de 2016 
  11. «Heitor Martinez faz aulas de striptease para encarar nova fase em Vitória». R7. Consultado em 18 de julho de 2016 
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  34. «"Estou sendo surpreendida a cada capítulo que chega", diz Thaís Melchior, protagonista de Vitória». R7 - Vitória. Consultado em 18 de julho de 2016 
  35. «Beth Goulart será Clarice em Vitória: "É um personagem símbolo do sentimento maternal"». R7 - Vitória. Consultado em 18 de julho de 2016 
  36. «Lucinha Lins comenta papel em Vitória: "Por que um casal mais velho não pode viver cenas quentes?"publicado=R7 - Vitória». Consultado em 18 de julho de 2016 
  37. «"As pessoas vão se identificar muito", diz Maytê Piragibe, sobre sua personagem em Vitória». R7 - Vitória. Consultado em 18 de julho de 2016 
  38. «Após Pecado Mortal, Marcos Pitombo será neonazista em Vitória: "Sai dos anos 70 para os dias de hoje"». R7 - Vitória. Consultado em 18 de julho de 2016 
  39. «Heitor Martinez será Caíque em Vitória: "O público pode esperar muitos conflitos"». R7 - Vitória. Consultado em 18 de julho de 2016 
  40. «"Foi um presente", diz Rodrigo Phavanello sobre personagem Rafael, de Vitória». R7 - Vitória. Consultado em 18 de julho de 2016 
  41. «"O bicho vai pegar", revela Gustavo Leão sobre personagem em Vitória». Rede Record - Notícias. Consultado em 18 de julho de 2016 
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