Berta Zemel

actriz brasileira


Berta Zemelmacher, nome artístico Berta Zemel, (São Paulo, 6 de agosto 1934Rio de Janeiro, 25 de fevereiro de 2021), foi uma atriz, diretora de teatro e tradutora brasileira.[1]

Berta Zemel
A atriz Berta Zemel e o diretor Geraldo Vietri nos sets de gravação de Vitória Bonelli (1972).
Nascimento 6 de agosto de 1934
São Paulo, São Paulo
Morte 25 de fevereiro de 2021 (86 anos)
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
Nacionalidade brasileira
Ocupação atriz, diretora de teatro e tradutora

BiografiaEditar

Primeiros anosEditar

Berta Zemel é filha de imigrantes poloneses. Sua mãe, Rajzla Szulman, nasceu em Varsóvia, e seu pai é de uma cidadezinha limítrofe entre a Polônia e a Rússia chamada Myszyniec, que quando os russos invadiam se transformava em Myshinetz. O local mudava de nome a cada invasão da Rússia e da Polônia e assim o povoado sobrevivia. Os nomes deles Rajzla (a mãe) e Naftula (o pai) tem origem hebraica e no Brasil passaram a ser chamados de Rosa e Natan.[2] Seus pais se conheceram em São Paulo, no carnaval de 1933, e casaram-se alguns meses depois.[3] Do casamento, nasceu Berta, no Instituto Baronesa de Limeira, na Rua Frei Caneca, em São Paulo, no dia 6 de agosto de 1934. Teve uma infância pobre.[4]

TeatroEditar

Já adulta, trabalhou em um escritório, fazendo contabilidade e datilografando correspondências até que optou pela carreira de atriz ao assistir, no TBC, a peça O Mentiroso, de Carlo Goldoni, com Sérgio Cardoso. Esse mesmo ator lhe sugerir seu nome artístico quando ela saiu da Escola de Arte Dramática e foi trabalhar ao lado dele no Teatro Bela Vista. O ator perguntou se ela iria ficar com o nome Bertha Zemelmacher. Disse que era muito comprido e sem eufonia "e nos cartazes de publicidade fica maior que o meu", brincou. A atriz lhe perguntou o que deveria fazer. "Berta Zemel ou Zemél" (...). O Zemel foi o escolhido, Berta Zemel.[5]

 
Teatro Sérgio Cardoso em São Paulo, antigo Teatro Bela Vista

Berta Zemel cursou, então, a Escola de Artes Dramáticas da Universidade de São Paulo (EAD/USP) e estreou profissionalmente com a peça Hamlet, Princípe da Dinamarca, de Shakespeare, que marcou a inauguração do Teatro Bela Vista no dia 15 de maio de 1956. Depois da morte do ator em 1972 o Teatro passou a se chamar Teatro Sérgio Cardoso.[6]

Dentre seus trabalhos mais importantes no teatro destacam-se: Yerma, de Garcia Lorca, Romanoff e Julieta, de Peter Ustinov, A Menina sem Nome, de Guilherme Figueiredo - sua única peça infantil - Mãe Coragem, de Bertolt Brecht, O Tempo e os Conways, de J. B. Priestley e outras que lhe garantiram diversos prêmios como o Prêmio Saci, instituído pelo jornal O Estado de S. Paulo e o Prêmio Moliére.[7]

Em 1961 conheceu o ator Wolney de Assis no teatro Bela Vista. O ator encenava Romeu e Julieta no Rio Grande do Sul quando foi convidado para integrar a Companhia Nydia Lícia. Segundo ela mesma, Berta se apaixonou a primeira vista, mas teve de lutar por quase dois anos pela atenção do ator, até conseguir e enfim começarem a namorar. Logo se casaram, e mantiveram juntos um curso de formação de atores no Centro de Cultura de Israel (S.P.) durante vários anos.[8]

O marido era engajado na Aliança Libertadora Nacional (ALN) no período militar e Berta "lutava na espera e na ajuda que pudesse fazer". "Eu vi que estavam prendendo, mergulhando e matando gente".[9]

Isso fez com a que a atriz não visse motivo de levar ao palco a bondade e os relacionamentos humanos. Então ela se afastou dos palcos para lecionar. O que animou a atriz a voltar  a atuar foi o sucesso de Wolney no cinema. Anos depois aceitou um convite para atuar na televisão e aos poucos foi voltando ao cinema e ao teatro.[10]

 
Ao conhecer Nise da Silveira (imagem), Berta volta aos palcos em uma peça sobre a vida da psiquiatra. Anjo Duro rendeu vários prêmios para a atriz

Depois de quase vinte e cinco anos sem representar, Berta conhece o trabalho da médica Nise da Silveira e resolve montar uma peça sobre a vida da psiquiatra. No ano de 2000, depois de vinte e cinco anos sem atuar no teatro, Berta volta aos palcos com Anjo Duro.[11] A peça estreou em 19 de março de 2000 em Curitiba, sob direção de Luis Valcazaras. A peça lhe rendeu o prêmio APCA de melhor atriz em 2000 e uma indicação ao prêmio Shell como melhor atriz.[12][13]

O Gosto por Contar HistóriasEditar

O pai de Berta gostava de contar histórias. "Quando faltava livros contava a sua própria vida, as vezes fantasiosa". Ao final de uma história contada ele dizia: "Quem tem fé e acredita em si mesmo será jovem a vida inteira!" Berta diz que levou o maior susto quando nas cenas finais da novela Água na Boca, sua personagem Maria Bellini fala a mesma frase que seu pai lhe dizia há setenta anos.[14] As histórias que o pai contava influenciaram sobretudo o futuro da atriz no Teatro. Quando construiu Vitória Bonneli, da novela de mesmo nome, se inspirou na mãe e outras mulheres lutadoras do bairro onde morava.[15]

A Escola de TeatroEditar

Berta e a mãe iam a uma pensão perto de casa almoçar, o filho do dono da pensão era Durval de Souza, que foi ator, comediante, locutor, dublador e pioneiro na apresentação de programas infantis na televisão brasileira. Nos almoços na pensão mãe e filha encontravam Durval. Um dia a mãe de Berta apresentou a filha a Durval que à época já trabalhava na TV. Perto da pensão havia o Teatro Brasileiro de Comédia - TBC. Na parte de cima do TBC ficava a Escola de Arte Dramática, onde Durval de Souza também era aluno. Berta nem sabia que existia um teatro perto da casa dela. Num almoço anterior Dona Rosa já havia falado com Durval : "Minha filha quer muito trabalhar".[16]

Trabalho ele não arrumou, pois não fazia rádio e na TV nada para uma menina da idade de Berta. Mas falou em outro almoço de mãe e filha sobre a Escola de Arte Dramática. Deu-lhe dois ingressos e disse "se você gostar eu te ensino a fazer o teste da Escola (EAD)".[17]

O TBC foi criado por Franco Zampari e a EAD era dirigida por Alfredo Mesquita (membro da família que dirigia o jornal O Estado de S. Paulo (Estadão). Famosos atores faziam o TBC: Bibi Ferreira, Tônia Carrero, Sérgio Cardoso, Cleyde Yáconis, Paulo Autran, Cacilda Becker. Havia também o trabalho dos diretores estrangeiros: Zbigniew Ziembinski, Ruggero Jacobbi, Adolfo Celi, Luciano Salce.[18][19]

Berta assistiu com a mãe ao espetáculo com os ingressos que Durval de Souza havia dado a elas com a mãe e ficou maravilhada com a encenação. Era aquilo que ela queria fazer e até então não sabia. Porém era tímida e tinha a voz quase que escondida. Fora a resistência da família.[20]

Berta covenceu a mãe que teatro era o que queria fazer. Certo dia as dua pediram ajuda ao Durval de Souza. Então, todos os dias durante alguns meses, ele ia a casa de Berta lhe dar aulas. Depois de muitos exercícios, nos ensaios sua voz começou a aparecer.[21]

Depois fez os testes que consistiam em testes de português e de interpretação, com duas leituras, e enfim entrou na EAD, classificada em segundo lugar.[22]

TelevisãoEditar

 
Em 1958, Berta trabalhou com Fernanda Montenegro em À Margem da Vida.

Na TV, participou de várias peças do Grande Teatro Tupi dirigida, entre outros, por Sérgio Brito, a partir de 1955 até o começo da década de 60.[23] O Morro dos Ventos Uivantes, novela baseada no livro de Emily Brontë, marcou sua primeira aparição em televisão.[24] Com Fernanda Montenegro fez, para a TV, À Margem da Vida, de Tennessee Williams, em dezembro de 1958.[25]

Em 1965, fez o papel de uma tia meio louca do personagem de Vicente Celestino em O Ébrio, na TV Paulista, a atual TV Globo São Paulo.[26] Foi uma brevíssima aparição representando a personagem Adélia.

Entre 1972 e 1973, Berta protagonizou a novela Vitória Bonelli, escrita por Geraldo Vietri. A novela fez estrondoso sucesso chegando a alterar o horário de missas e de sessões de cinema entre setembro de 1972 e julho de 1973.[27] É considerado seu melhor trabalho para a TV. Entre 1993 e 1996 o Núcleo de Teledramaturgia do SBT cogitou produzir um remake de Vitória Bonelli. À época, Nilton Travesso havia chegado ao SBT para remontar o núcleo de dramaturgia e os remakes eram a aposta inicial. Vietri morreu em 1996, o que prejudicou um provável remake de Vitória Bonelli no SBT.

Outro papel que Berta relembra com carinho é o da professora Berenice, personagem de Os Apóstolos de Judas, de 1976.[28]

Em 1979 fez a Raquel de Gaivotas, trama em que o protagonista reúne os amigos do colégio trinta anos depois de um trágico acontecimento na formatura deles.[29]

 
O roteiro da novela Renúncia, que Berta Zemel fez parte, foi adaptada do romance homônimo psicografado por Chico Xavier

Na rede Bandeirantes fez Madalena, na novela Renúncia, de 1982. A novela também foi escrita e dirigida por Geraldo Vietri, adaptada do romance do espírito Emmanuel, psicografado por Chico Xavier. Essa novela ficou no ar por apenas 12 dias e retirada da grade de programação da emissora sem maiores explicações.[30] A essa altura a Tupi já havia se transformado em TVS (depois SBT).[31]

Jogo do Amor foi transmitida pelo SBT entre março e agosto de 1985. Berta Zemer interpretou Viviane nessa novela escrita por Aziz Bajur.[32] Depois dessa novela, Berta passou a se dedicou mais ao teatro, a sua grande paixão. Além disso, ela morava em São Paulo e normalmente as gravações eram no Rio de Janeiro.[33]

Em 1997 a atriz fez uma participação especial na terceira temporada de Malhação, entre 31 de março de 1997 e 2 de janeiro de 1998, como a professora Penny.[34]

De volta à TV Bandeirantes,em 2008, foi a personagem Maria Bellini em Água na Boca, novela de Marcos Lazarini: a história do amor entre dois jovens de famílias rivais: os Bellini e os Cassoulet.[35]

CinemaEditar

A estreia no cinema foi em O Quarto, filme de 1968 escrito e dirigido por Rubem Biáfora. No longa, Berta interpreta Júlia. A atriz teve muita dificuldade de passar do teatro para o cinema. Havia uma frase que era difícil para ela: "Quanto menos você fizer é melhor. O menos é mais". A atriz aparece no filme apenas uma vez. "Foi um dos bons filmes daquela época."[36][37]

 
Rubem Biáfora escreveu e dirigiu O Corpo (1968)

Em 1977, no filme Que Estranha Forma de Amar, baseado no romance Iaiá Garcia, de Machado de Assis, volta à trabalhar com Geraldo Vietri, diretor das novelas Vitória Bonelli e Renúncia.[38]

Em Desmundo, de 2002, dirigido por Alain Fresnot, deu vida à dona Branca e acabou conquistando o Troféu Candango de melhor atriz coadjuvante na 35ª edição do Festival de Brasília.[39]

Em O Casamento de Romeu e Julieta, de Bruno Barreto, gravado em 2004 e lançado em 2005 interpretou a Nenzica. Em A Casa de Alice, de 2007, fez Dona Jacira, a mãe da protagonista Alice.[40][41]

Além do Candango por Desmundo, a atriz ganhou inúmeros prêmios ao longo da carreira. "Ganhei todos" "Tenho uma meia dúzia de Sacis, vários Governador do Estado e mais alguns, entre os quais o da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) e o Padre Ventura, no Rio", contabiliza.[42]

MorteEditar

Morreu em 25 de fevereiro de 2021, aos 86 anos de idade, de broncopneumonia.[1]

FilmografiaEditar

TelenovelasEditar

Ano Título Personagem Notas
2012 É a Vovozinha Narradora [43]
2008 Água na Boca Maria Bellini
1997 Malhação Professora Penny Participação Especial
1985 Jogo do Amor Viviane
1982 Renúncia Madalena
1979 Gaivotas Raquel
1976 Os Apóstolos de Judas Berenice
1972 Vitória Bonelli Vitória Bonelli
1965 O Ébrio Adélia [44]
1955 Grande Teatro Tupi Vários Personagens 1955-1959
Vários Episódios[45]

CinemaEditar

Ano Título Personagem
2013 Lembranças de Maura Maura [46]
2010 Onde Você Vai? Sônia [47]
Senhoras Dona Isabel [48]
Revertere Ad Locum Tuum Matriarca [49]
2009 O Imaginante Quarto da Vovó Vovó [50]
2008 Fronteira Tia Emiliana
Os Sapatos de Aristeu Dona Clélia [51]
Recomeço Tia Val
2007 A Casa de Alice Dona Jacira [41]
2005 O Casamento de Romeu e Julieta Nenzica [40]
2003 Umas Velhices Simone
2002 Desmundo Dona Branca [39]
2001 Bípedes Senhora
1978 Diário da Província
1977 Que Estranha Forma de Amar Estela [38]
1968 O Quarto Júlia [37]


Prêmios e indicaçõesEditar

Ano Prêmio Indicação Trabalho Resultado ref
2008 6º Curta Santos Melhor Atriz Recomeço Venceu [52]
7º Festival de Cinema de Juiz de Fora Melhor Atriz Os Sapatos de Aristeu Venceu [52]
13º Festival de Cinema Universitário Menção Honrosa Os Sapatos de Aristeu Venceu [52]
2007 Festival de Cinema de Goiânia Melhor Atriz Coadjuvante A Casa de Alice Venceu [52]
2002 Troféu Candango Melhor Atriz Coadjuvante Desmundo Venceu [52]
2000 Prêmio APCA de melhor atriz Melhor Atriz Anjo Duro Venceu [52]
1970 Melhor Atriz A Vinda do Messias Venceu [52]
1967 Prêmio APCA de melhor atriz Melhor Atriz O Milagre de Anne Sullivan Venceu [52]
Prêmio Molière Venceu [52]
Prêmio Governador do Estado Venceu [52]
1961 Prêmio Saci Melhor Atriz Coadjuvante O Elefante no Caos
Esta Noite Improvisamos
Guerra de Alecrim e Manjerona
O Tempo e os Conways
Venceu [52]
Prêmio Governador do Estado Venceu [52]
Prêmio APCA Venceu [52]
1960 Prêmio Saci Melhor Atriz Coadjuvante Mãe Coragem Venceu [52]
Críticos Independentes do Rio de Janeiro Venceu [52]
Prêmio Governador do Estado Venceu [52]
Prêmio APCA Venceu [52]

Referências

  1. a b «Atriz e professora de teatro, Berta Zemel morre aos 86 anos». www.uol.com.br. Consultado em 27 de fevereiro de 2021 
  2. Corrêa, Rodrigo Antunes. A Alma das Pedras. [S.l.]: Imprensa Oficial. p. 19 
  3. A Alma das Pedras. [S.l.: s.n.] p. 22 
  4. A Alma das Pedras. [S.l.: s.n.] p. 31 
  5. A Alma das Pedras. [S.l.: s.n.] p. 31 
  6. «Revista Crescer - NOTÍCIAS - Teatro Sérgio Cardoso». revistacrescer.globo.com. Consultado em 6 de setembro de 2020 
  7. «Berta Zemel continua firme e forte no teatro Gazeta Digital». Gazeta Digital. Consultado em 6 de setembro de 2020 
  8. «Berta Zemel - Trabalhos e Carreira Famosos - Cultura Mix». Famosos Culturamix. Consultado em 6 de setembro de 2020 
  9. A Alma das Pedra. [S.l.: s.n.] pp. 271 – 272 
  10. A Alma das Pedras. [S.l.: s.n.] p. 274 
  11. Londrina, Folha de. «ANJO DURO». Folha de Londrina. Consultado em 6 de setembro de 2020 
  12. «Folha de S.Paulo - Panorâmica: Berta Zemel reestréia "Anjo Duro", peça inspirada na vida de Nise da Silveira - 11/08/2000». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 6 de setembro de 2020 
  13. «Anjo Duro». centrodaterra.org.br. Consultado em 6 de setembro de 2020 
  14. «Água na Boca». Teledramaturgia. Consultado em 6 de setembro de 2020 
  15. A Alma das Pedras. [S.l.: s.n.] 
  16. A Alma das Pedras. [S.l.: s.n.] p. 57 
  17. A Alma das Pedras. [S.l.: s.n.] pp. 57 – 58 
  18. A Alma das Pedras. [S.l.: s.n.] p. 59 
  19. Cultural, Instituto Itaú. «Teatro Brasileiro de Comédia (TBC)». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 6 de setembro de 2020 
  20. A Alma das Pedras. [S.l.: s.n.] p. 60 
  21. A Alma das Pedras. [S.l.: s.n.] pp. 62 – 63 
  22. A Alma das Pedras. [S.l.: s.n.] p. 65 
  23. «Grande Teatro Tupi Sergio Britto». www.sergiobritto.com. Consultado em 11 de setembro de 2020 
  24. Xavier, Nilson. «O Morro dos Ventos Uivantes». Teledramaturgia. Consultado em 11 de setembro de 2020 
  25. «BERTA ZEMEL». PRÓ-TV. Consultado em 12 de setembro de 2020 
  26. «Berta Zemel continua firme e forte no teatro». Gazeta Digital. Consultado em 23 de agosto de 2020 
  27. Xavier, Nilson. «Vitória Bonelli». Teledramaturgia. Consultado em 14 de setembro de 2020 
  28. «Berta Zemel continua firme e forte no teatro». Gazeta Digital. Consultado em 14 de setembro de 2020 
  29. Xavier, Nilson. «Gaivotas». Teledramaturgia. Consultado em 14 de setembro de 2020 
  30. TV, Notícias da (30 de agosto de 2020). «Em 1982, novela de Chico Xavier deu prejuízo milionário e saiu do ar após 12 dias». Notícias da TV. Consultado em 14 de setembro de 2020 
  31. TV, Notícias da (30 de agosto de 2020). «Em 1982, novela de Chico Xavier deu prejuízo milionário e saiu do ar após 12 dias». Notícias da TV. Consultado em 14 de setembro de 2020 
  32. Xavier, Nilson. «Jogo do Amor». Teledramaturgia. Consultado em 14 de setembro de 2020 
  33. «Berta Zemel continua firme e forte no teatro». Berta Zemel continua firme e forte no teatro. Consultado em 15 de setembro de 2020 
  34. «Tudo Sobre a Novela Malhação». tudosobreanovelamalhacao.blogspot.com. Consultado em 15 de setembro de 2020 
  35. «Água na Boca». Teledramaturgia. Consultado em 14 de setembro de 2020 
  36. Corrêa, Rodrigo (2009). A Alma das Pedras. [S.l.]: Imprensa Oficial. p. 323 
  37. a b «O Quarto». Cinemateca Brasileira. Consultado em 4 de setembro de 2016 
  38. a b «Que Estranha Forma de Amar». Cinemateca Brasileira. Consultado em 5 de setembro de 2020 
  39. a b «Desmundo». Cinemateca Brasileira. Consultado em 5 de setembro de 2020 
  40. a b «O Casamento de Romeu e Julieta». Cinemateca Brasileira. Consultado em 5 de setembro de 2020 
  41. a b «Casa de Alice». Cinemateca Brasileira. Consultado em 5 de setembro de 2020 
  42. «Berta Zemel continua firme e forte no teatro». Gazeta Digital. Consultado em 23 de agosto de 2020 
  43. «Quem é a vovozinha?». TV Brasil. 10 de setembro de 2012. Consultado em 2 de junho de 2018 
  44. «O Ébrio -Ficha Técnica». memoriaglobo.com. Consultado em 6 de março de 2018 
  45. Lola Felix (16 de maio de 2004). «Berta Zemel continua firme e forte no teatro». Gazeta Digital. Consultado em 5 de março de 2018 
  46. «Lembranças de Maura». Porta Curtas. Consultado em 24 de outubro de 2016 
  47. «Onde Você Vai? (2010)». Trapézio. Consultado em 24 de outubro de 2016 
  48. «Os curta dos Curtas». Brasileiros. Consultado em 4 de setembro de 2016 
  49. «Revertere Ad Locum Tuum». Porta Curtas. Consultado em 11 de fevereiro de 2019 
  50. «Berta Zemel - Filmografia». Mulheres do Cinema Brasileiro. Consultado em 4 de setembro de 2016 
  51. «Os Sapatos De Aristeu». Porta Curtas. 2008. Consultado em 5 de setembro de 2020 
  52. a b c d e f g h i j k l m n o p q Prêmios de Berta Zemel em Berta Zemel - A Alma das Pedras, de Rodrigo Antunes Corrêa, ed. Imprensa Oficial, São Paulo, 2009

BibliografiaEditar

  • Sociedade Brasileira de Autores Teatrais - Revista de teatro, Edições 379-380 - 1971
  • Corrêa, Rodrigo Antunes - Berta Zemel - A Alma das Pedras - Coleção Aplauso - Imprensa Oficial - São Paulo, 2009