Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos

organização internacional regional
CELAC
Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos
Bandera CELAC.png
CELAC.svg

Localização

  Países membros
  Ex-Membros
[1]
Capital Venezuela Caracas
Cidade mais populosa México Cidade do México
Língua oficial Espanhol, Francês,Inglês, Neerlandês.
Governo Presidência pro-tempore
 - Presidente  México Andrés Manuel López Obrador
Área  
 - Total 11 941 318 (Sem incluir os territórios requisitados e áreas marítimas adjacentes) (Não inclui territorio Brasileiro) km² 
População  
 - Estimativa para 2020 421 212 907 hab. 
PIB (base PPC) Estimativa de 2012
 - Total US$ 7.62 bilhões de dólares 
 - Per capita US$ 12 670 
IDH (2012) 0.741 Alto  
Cód. Internet .lat
Website governamental http://www.celac.gob.ve/

A Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) (em castelhano: Comunidad de Estados Latinoamericanos y Caribeños; em francês: Communauté des États latin-américains et caraïbéens), é um organismo internacional, herdeiro do Grupo do Rio e da Calc, a Cúpula da América Latina e Caribe[2] sobre Integração e Desenvolvimento.[3] Foi criado na terça-feira 23 de fevereiro de 2010 em seção da Cúpula da Unidade da América Latina e Caribe, na cidade de Playa del Carmen, Quintana Roo, México. Só Honduras ficou fora, já que diversos países presentes, incluindo o Brasil, não reconhecem o governo eleito após o golpe contra Manuel Zelaya, em junho de 2009.

Segundo o presidente do México, Felipe Calderón, o anfitrião do encontro em que foi criado a comunidade, o objetivo do novo organismo é projetar globalmente a região, em temas como o respeito ao direito internacional, a igualdade entre Estados, o respeito aos direitos humanos e a cooperação. Além disso, é consenso entre os líderes que a criaram que a comunidade deverá trabalhar sobre a base da solidariedade, da inclusão social e da complementaridade.[carece de fontes?]

A despeito das limitações da OEA, a Organização dos Estados Americanos, no que tange à resolução de disputas regionais, há divergências entre as lideranças presentes a respeito do potencial da nova comunidade em substituir a OEA.[carece de fontes?]

A sua primeira reunião de cúpula aconteceu em Caracas, capital da Venezuela, entre os dias 1 e 4 de dezembro de 2011.[4][5]

MembrosEditar

A CELAC tem presentemente 33 estados-membros, com cinco línguas oficiais:[carece de fontes?]

Dezoito hispanófonos (56% da área, 63% da população)

Doze anglófonos (1,3% da área, 1,1% da população):


Um francófono (0,1% da área, 1,6% da população):

Um neerlandófono (0,8% da área, 0,1% da população):

Os doze membros da América do Sul contam com 87% da área e 68% da população total da CELAC.

EconomiaEditar

 
Edifício da Bolsa Mexicana de Valores, a segunda maior da América Latina.

A economia da região atualmente está experimentando um grande crescimento devido ao grande mercado interno e a exportação de commodities. Esse crescimento resultará em um aumento do consumo por parte dos latino-americanos, elevando assim a qualidade de vida na maioria de seus países. Com um PIB de aproximadamente 7 bilhões de dólares, é a 3.ª potência econômica a nível mundial, sendo ainda o maior produtor de alimentos do mundo, e o 3º maior produtor de energia elétrica. Nos últimos anos houve grandes avanços a nível político, econômico e social, produzindo um desenvolvimento acelerado em praticamente todos seus países. A região tem pouco acesso a crédito, em comparação com outras regiões (30%), porém, conta com um sistema financeiro estável.[carece de fontes?]

A segunda maior economia da América Latina é o México com um PIB de 1.2 bilhões de dólares (em 2018), sendo a 15ª maior economia a nível mundial. Já a segunda maior economia da região, a Argentina, com um PIB de 0,5 bilhão de dólares (em 2018), é a 25ª maior economia a nível mundial é membro ativo do G20 (Grupo dos Vinte Países Industrializados) junto com México, que reúne os mais importantes países industrializados e os emergentes.[carece de fontes?]

Integração econômicaEditar

O México faz parte do NAFTA com os Estados Unidos e Canadá. Por sua vez, Costa Rica, Belize, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Panamá e a República Dominicana integram o Sistema Integração Centro-Americana (SICA). Também a Bolívia, Cuba, Equador, Nicarágua e Venezuela possuem seu próprio bloco, a Aliança Bolivariana para as Américas. Na América do Sul, o bloco predominante é o Mercosul, integrado por Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela, com Bolívia, Chile, Colômbia, Equador e Peru como membros associados. Já Bolívia, Colômbia, Equador e Peru formam a Comunidade Andina, enquanto Chile, Colômbia, México e Peru integram a Aliança do Pacífico [6][7]

Foro do âmbito continental, Brasil, Argentina e México são os únicos países da região que fazem parte do G20 (Grupo dos Vinte), enquanto Chile, México e Peru fazem parte da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC). Por fim, Chile e México são os únicos que integram a OCDE.

HistóriaEditar

Em 23 de fevereiro de 2010, líderes latino-americanos na 23ª Cimeira do Grupo do Rio em Playa del Carmen, Quintana Roo, México, formaram uma organização de países latino-americanos. Uma vez que sua carta foi desenvolvida, o grupo foi criado formalmente em julho de 2011, numa cimeira em Caracas. O bloco é o principal fórum para o diálogo político para a área, sem o Estados Unidos ou Canadá.[8][9]

Segundo Raúl Zibechi, do Jornal de ' La Jornada ' de centro-esquerda do México: "A criação da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos é parte de uma mudança global e continental, caracterizada pelo declínio da hegemonia Estados Unidos e o surgimento de um grupo de blocos regionais que fazem parte do novo saldo global".[10]

A atuação do bloco foi praticamente paralisada nos últimos anos diante da chegada de governos conservadores ao poder na região.

O governo do presidente Jair Bolsonaro suspendeu a participação brasileira na Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), rejeitando o convite feito pelo México, que assumiu este ano a presidência do grupo para voltar a participar do organismo internacional. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou que a CELAC "dá palco para regimes não-democráticos" e "A Celac não vinha tendo resultados na defesa da democracia ou em qualquer área. Ao contrário, dava palco para regimes não-democráticos como os da Venezuela, Cuba, Nicarágua".[11]

CúpulasEditar

 
Representantes das nações integrantes da Celac no Teatro Teresa Carreño, de Caracas, na abertura da I Cúpula dessa organização em 2011.
 
As presidentas Cristina Fernández de Kirchner (da Argentina) e Dilma Rousseff (do Brasil) ―representantes das duas maiores economias da América do Sul― em reunião do CELAC.

A cimeira inaugural do CELAC foi realizada em dezembro de 2011, na Venezuela. A cúpula foi realizada entre 2 e 3 de dezembro de 2011, em Caracas.[12]

Lista de Cúpulas da CELAC
Cúpula Ano Cidade País-sede
* 2010 Playa del Carmen   México
* 2011 Caracas   Venezuela
I 2013 Santiago   Chile
II 2014 Havana   Cuba
III 2015 San José   Costa Rica
IV 2016 Quito   Equador
V 2017 Punta Cana   República Dominicana
* 2018 não realizada   El Salvador
* 2019 não realizada   Bolívia
VI 2020 Cidade do México   México

Ver tambémEditar

Referências