Estação Ferroviária de Caminha

estação ferroviária em Portugal
(Redirecionado de Estação de Caminha)
Caminha IPcomboio2.jpg
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Estação de Caminha, em 2009.
Coordenadas: 41° 52′ 26,45″ N, 8° 50′ 04,31″ O
Concelho: bandeiraCMN
Linha(s): Linha do Minho (PK 104,676)
Serviços: Logo CP 2.svgBSicon LSTR red.svgIRBSicon LSTR orange.svgR
Equipamentos: Telefones públicos Sala de espera
Servicios adaptados.svg Aseos.svg
Inauguração: 1 de Julho de 1878
Website:


Logos IP.png
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BSicon HST grey.svgSeixas (Sentido Valença)
BSicon BHF grey.svgCaminha
BSicon HST grey.svgSenhora da Agonia (Sentido Porto)
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A Estação Ferroviária de Caminha é uma interface da Linha do Minho, que serve a localidade de Caminha, em Portugal. Foi inaugurada em 1 de Julho de 1878.[1]

Comboio a passar pela estação de Caminha, em 2016.

DescriçãoEditar

Localização e acessosEditar

A estação situa-se na periferia da localidade de Caminha, junto à Avenida Saraiva de Carvalho.[2]

Descrição físicaEditar

Em 2004, a estação de Caminha tinha a classificação E da Rede Ferroviária Nacional.[3] Em 2010, possuía duas vias de circulação, ambas com 300 m de comprimento, e duas plataformas, uma com 135 m de extensão e 30 cm de altura, e a outra com 159 m de comprimento e 40 cm de altura.[4]

O edifício está decorado com vários painéis de azulejos, produzidos pela Fábrica Sant'Anna.[5] O conjunto dos azulejos totaliza cerca de 4200 unidades, 2600 divididos por vinte painéis figurativos, e 1600 do tipo padrão. Os painéis figurativos foram produzidos em (Lisboa) na década de 1930, sendo a pintura da autoria de Gilberto Renda (Seixas, 1884 - 1971), retratando costumes, paisagens, monumentos, atividades típicas da região.[6]

ServiçosEditar

A estação é utilizada por serviços InterRegionais e Regionais da Linha do Minho.[2]

HistóriaEditar

 
Prémios recebidos pela Estação de Caminha, nos Concursos das Estações Floridas.

O troço da Linha do Minho entre Darque e Caminha foi inaugurado em 1 de Julho de 1878,[7] enquanto que o lanço seguinte, até São Pedro da Torre, entrou ao serviço em 15 de Janeiro de 1879.[8]

Em Julho de 1902, a divisão do Minho e Douro dos Caminhos de Ferro do Estado lançou bilhetes a preços especiais até ao Porto, para uma exposição no Palácio de Cristal, tendo a estação de Caminha sido uma das contempladas por esta promoção.[9]

Em 11 de Maio de 1927, a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses passou a explorar as antigas linhas do Estado, incluindo a do Minho.[10] Em 1939, a C. P. fez grandes obras de reparação no edifício para passageiros da estação de Caminha.[11]

Um despacho de 26 de Maio de 1951 da Direcção Geral de Caminhos de Ferro aprovou um projecto da Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses para aditamento à tarifa especial 1-C, relativa ao transporte de bilhetes para destinos de praia ou termas, de forma a incluir a estação de Caminha e excluir as de Alvega-Ortiga e Belver.[12] No XI Concurso das Estações Floridas, organizado em 1952 pelo Secretariado Nacional de Informação e pela Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses, a gare de Caminha foi premiada com uma menção honrosa especial, sendo nessa altura o chefe de estação Albino Fernandes Madeira.[13][14] No XIII Concurso, em 1954, a estação recebeu uma menção honrosa extra-concurso e um prémio de persistência excepcional,[15] e no XVII Concurso, em 1959, alcançou o primeiro lugar.[16]

Em 2013, o antigo comboio internacional entre o Porto e Vigo foi reestruturado, passando a denominar-se Celta, e deixando de servir as estações ao longo do percurso, incluindo a de Caminha.[17] O comboio continuou a parar nesta estação, mas apenas para fazer um cruzamento, não permitindo a entrada e saída de passageiros.[17]

Ver tambémEditar

Referências

  1. NONO, Carlos (1 de Julho de 1948). «Efemérides ferroviárias» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 60 (1453). p. 362-363. Consultado em 7 de Julho de 2017 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  2. a b «Caminha - Linha do Minho». Infraestruturas de Portugal. Consultado em 7 de Julho de 2017 
  3. «Directório da Rede Ferroviária Portuguesa 2005». Rede Ferroviária Nacional. 13 de Outubro de 2004 
  4. «Directório da Rede 2011». Rede Ferroviária Nacional. 25 de Março de 2010. p. 68 
  5. PEREIRA, 1995:419
  6. «Painéis de azulejos de estação ferroviária de Caminha recuperados». O Minho. 26 de Fevereiro de 2016. Consultado em 8 de Setembro de 2020 
  7. «Troços de linhas férreas portuguesas abertas à exploração desde 1856, e a sua extensão» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 69 (1652). 16 de Outubro de 1956. p. 528-530. Consultado em 6 de Dezembro de 2013 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  8. NONO, Carlos (1 de Janeiro de 1949). «Efemérides ferroviárias» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 60 (1465). p. 25-26. Consultado em 7 de Julho de 2017 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  9. «Avisos de serviço» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 15 (350). 16 de Julho de 1902. p. 220. Consultado em 14 de Julho de 2017 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  10. REIS et al 2006:63
  11. «O que se fez em Caminhos de Ferro em 1938-39» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 52 (1266). 16 de Setembro de 1940. p. 638-639. Consultado em 21 de Agosto de 2018 
  12. «Parte Oficial» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 64 (1522). 16 de Maio de 1951. p. 114. Consultado em 7 de Julho de 2017 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  13. «Ao XI Concurso das Estações Floridas apresentaram-se 78 estações» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 65 (1558). 16 de Novembro de 1952. p. 338. Consultado em 14 de Julho de 2017 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  14. «XI Concurso das Estações Floridas» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 66 (1570). 16 de Maio de 1953. p. 112. Consultado em 14 de Julho de 2017 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  15. «XIII Concurso das Estações Floridas» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 67 (1608). 16 de Dezembro de 1954. p. 365. Consultado em 14 de Julho de 2017 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  16. «XVII Concurso das Estações Floridas» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 72 (1727). 1 de Dezembro de 1959. p. 462. Consultado em 6 de Dezembro de 2013 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  17. a b CIPRIANO, Carlos (22 de Julho de 2013). «Autocarro é mais rápido e mais barato do que o novo comboio Porto-Vigo». Público. Consultado em 9 de Setembro de 2020 
 
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BibliografiaEditar

  • PEREIRA, Paulo (1995). História da Arte Portuguesa. Volume III. Barcelona: Círculo de Leitores. 695 páginas. ISBN 972-42-1225-4 
  • REIS, Francisco; GOMES, Rosa; GOMES, Gilberto; et al. (2006). Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006. Lisboa: CP-Comboios de Portugal e Público-Comunicação Social S. A. 238 páginas. ISBN 989-619-078-X 

Ligações externasEditar



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