Estação Ferroviária de Nine

estação ferroviária em Portugal
Nine IPcomboio2.jpg
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Estação de Nine, em 2016
Coordenadas: 41° 27′ 17,85″ N, 8° 32′ 39,85″ O
Concelho: bandeiraVNF
Linha(s): Linha do Minho (PK 39,003)
Ramal de Braga (PK 39,003)
Serviços: Logo CP 2.svgBSicon LSTR orange.svgRBSicon LSTR purple.svgCeltaBSicon LSTR red.svgIRBSicon LSTR yellow.svgU
DB Arriva logo.svgBSicon LSTR black.svgPorto↔Corunha (2019)
Equipamentos: Ligação a autocarros Serviço de táxis Bilheteiras
Telefones públicos Sala de espera
Servicios adaptados.svg Aparcamiento.svg Aseos para personas con discapacidad.svg Aseos.svg Cafetería.svg
Inauguração: 21 de Maio de 1875
Website:


Logos IP.png
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BSicon HST grey.svgCarreira (Sentido Valença)
BSicon eABZg+l grey.svgBSicon exCONTfq grey.svgC. de Cambeses (Sentido Braga)
BSicon BHF grey.svgNine
BSicon HST grey.svgLouro (Sentido Porto)
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A Estação Ferroviária de Nine é uma infra-estrutura da Linha do Minho e do Ramal de Braga, que serve a localidade de Nine, no Concelho de Vila Nova de Famalicão, em Portugal.

Edifício da estação de Nine, em 2016.

CaracterizaçãoEditar

Localização e acessosEditar

Situa-se junto à localidade de Nine, no Lugar da Estação.[1]

Descrição físicaEditar

Em 2010, esta interface possuía cinco vias de circulação, que apresentavam entre 165 a 595 m de comprimento; as plataformas tinham 250, 240, 230 e 165 m de extensão, e uma altura de 90 cm.[2]

ServiçosEditar

Em 2016, esta estação era utilizada por serviços regionais, InterRegionais, internacionais, e urbanos.[3][4]

 
Fotografia antiga da Estação de Nine, com uma carruagem de dois pisos no centro.

HistóriaEditar

PlaneamentoEditar

Os primeiros planos para a construção de uma linha férrea ao longo do Minho surgiram na Década de 1840, tendo o empresário britânico Hardy Hislop proposto a construção de uma linha do Porto a Valença.[5] Porém, estes planos foram suspensos, e só em 1857, um ano após a inauguração do primeiro lanço ferroviário em Portugal, é que foi renovada a ideia de construir um caminho de ferro ao longo do Minho, quando o Conde de Réus sugeriu uma linha entre o Porto e a cidade espanhola de Vigo.[5] O governo foi autorizado a construir a Linha do Minho em 1867, tendo o Conde de Réus contratado um engenheiro português de fazer o traçado da linha, que percorria o interior desde o Porto até Travagem, seguindo depois pela orla costeira.[5] Porém, o governo encarregou um outro engenheiro para fazer um novo traçado, mas incluindo desde logo um ramal para Braga; este novo traçado também passava por Travagem, seguindo depois por Balazar e Necessidades até Esposende, onde continuaria ao longo do oceano, enquanto que o ramal de Braga acompanharia o Rio Este.[5] No entanto, este percurso passava demasiado longe de Famalicão e Barcelos, pelo que o governo ordenou a realização de um novo traçado, onde já se demarcava Nine como o princípio do ramal para Braga.[5]

 
Aviso da Companhia Real, informando que nas viagens entre Lisboa e Vigo o percurso da capital até Nine era feito de comboio, existindo depois um serviço de diligências até Vigo.

Entrada ao serviçoEditar

O troço entre Nine e Porto-Campanhã da Linha do Minho abriu à exploração em 21 de Maio de 1875, em conjunto com o ramal entre Nine e Braga.[6][7] A estação de Nine teria um duplo propósito, sendo não só o ponto de entroncamento com o Ramal de Braga, mas também um importante entreposto de mercadorias, para a redistribuição dos diversos produtos do Minho.[8]

Continuação até MidõesEditar

O segundo troço da Linha do Minho, até Midões, entrou ao serviço em 1 de Janeiro de 1877.[9]

Século XXEditar

Em 1936, a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses realizou grandes obras de reparação na gare de Nine.[10] Em 1968, aquela empresa estava a planear um programa nacional para a renovação da via férrea, incluindo a remodelação integral do eixo entre Braga e Faro, e renovação parcial no troço entre Nine e Valença, a ser executado por um consórcio das empresas SOMAFEL, Somapre, A. Borie e A. Dehé.[11]

Na Década de 1990, o Gabinete do Nó Ferroviário do Porto executou um plano para a instalação de sinalização electrónica em todas as estações e na plena via entre Porto - São Bento e Nine, e no Ramal de Braga.[12] Em 1996, previa-se que a sinalização também iria ser modernizada no troço seguinte da Linha do Minho, de Nine a Valença.[13] Em Janeiro desse ano, foi concluído o estudo prévio para a remodelação do troço entre Lousado e Nine.[14] Um dos principais fins deste programa de modernização era possibilitar a instalação de um serviço suburbano semi-rápido cadenciado entre São Bento e Braga, com paragem em várias estações pelo percurso, incluindo Nine.[14] O troço da Linha do Minho a Norte de Nine foi um dos alvos do Programa Operacional de Desenvolvimento das Acessibilidades (PRODAC), um fundo comunitário que esteve activo de 1989 a 1993, e que tinha como propósito melhorar as vias de comunicações no território português.[15]

Século XXIEditar

Em 2004, foi concluída a modernização e electrificação do troço entre Nine e Lousado, em conjunto com o Ramal de Braga, projecto que incluiu a ampliação e remodelação de todas as estações.[16]

Ver tambémEditar

CP Urbanos do Porto

(Serv. ferr. suburb. de passageiros no Grande Porto)
Serviços:   Aveiro  Braga
  Marco de Canaveses  Guimarães


(b) Ferreiros 
 
 
   
 Braga (b)
(b) Mazagão 
     
 Guimarães (g)
(b) Aveleda 
     
 Covas (g)
(b) Tadim 
     
 Nespereira (g)
(b) Ruilhe 
     
 Vizela
(b) Arentim 
     
 Pereirinhas (g)
(b) Cou.Cambeses 
     
 Cuca (g)
(m)(b) Nine 
     
 Lordelo (g)
(m) Louro 
     
 Giesteira (g)
(m) Mouquim 
     
 Vila das Aves (g)
(m) Famalicão 
     
 Caniços (g)
(m) Barrimau 
     
 Santo Tirso (g)
(m) Esmeriz 
 
 
 
   
 Cabeda (d)
(m)(g) Lousado 
           
 Suzão (d)
(m) Trofa 
           
 Valongo (d)
(m) Portela 
           
 S. Mart. Campo (d)
(m) São Romão 
           
 Terronhas (d)
(m) São Frutuoso 
           
 Trancoso (d)
(m) Leandro 
           
 Rec.-Sobreira (d)
(m) Travagem 
           
 Parada (d)
(m)(d) Ermesinde 
           
 Cête (d)
(m) Palmilheira 
 
 
 
     
 Irivo (d)
(m) Águas Santas 
 
 
 
     
 Oleiros (d)
(m) Rio Tinto 
           
 Paredes (d)
(m) Contumil 
       
 
 
 Penafiel (d)
(n)(m) P.-Campanhã 
               
 
(m) P.-São Bento 
     
 
       
 
(n) General Torres 
     
 
 
 Bustelo (d)
(n) Gaia 
 
 
     
 Meinedo (d)
(n) Coimbrões 
         
 Caíde (d)
(n) Madalena 
         
 Oliveira (d)
(n) Valadares 
         
 Vila Meã (d)
(n) Francelos 
         
 Livração (d)
(n) Miramar 
         
 Recesinhos (d)
(n) Aguda 
         
 M.Canaveses (d)
(n) Granja 
         
 Aveiro (n)
(n) Espinho 
         
 Cacia (n)
(n) Silvalde 
         
 Canelas (n)
(n) Paramos 
         
 Salreu (n)
(n) Esmoriz 
         
 Estarreja (n)
(n) Cortegaça 
         
 Avanca (n)
(n) Carv.-Maceda 
         
 Válega (n)
(n) Ovar 
         
 

2011-2019 []

Linhas: d L.ª Dourog L.ª Guimarães
b L.ª Bragam L.ª Minhon L.ª Norte
Fonte: Página oficial, 2020.06

Referências

  1. «Nine». Comboios de Portugal. Consultado em 23 de Novembro de 2014 
  2. «Linhas de Circulação e Plataformas de Embarque». Directório da Rede 2011. Rede Ferroviária Nacional. 25 de Março de 2010. p. 67-89 
  3. «Horário dos Comboios Porto < > Valença < > Vigo» (PDF). Comboios de Portugal. 28 de Junho de 2020. Consultado em 22 de Julho de 2020 
  4. «Horário dos Comboios Urbanos do Porto < > Braga» (PDF). Comboios de Portugal. 28 de Junho de 2020. Consultado em 22 de Julho de 2020 
  5. a b c d e FERNANDES, 1995:82-83
  6. TORRES, Carlos Manitto (16 de Fevereiro de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 70 (1684). p. 91-95. Consultado em 5 de Outubro de 2016 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  7. MARTINS et al, 1996:227
  8. VIEGAS, 1988:49
  9. «Troços de linhas férreas portuguesas abertas à exploração desde 1856, e a sua extensão» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 69 (1652). 16 de Outubro de 1956. p. 528-530. Consultado em 20 de Novembro de 2013 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  10. «O que se fez em Caminhos de Ferro durante o ano de 1936» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 49 (1179). 1 de Fevereiro de 1937. p. 86. Consultado em 12 de Novembro de 2013 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  11. «Vão melhorar os serviços da C. P.» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 81 (1928). 16 de Agosto de 1968. p. 96. Consultado em 12 de Novembro de 2013 
  12. MARTINS et al, 1996:159
  13. MARTINS et al, 1996:167
  14. a b MARTINS et al, 1996:227
  15. REIS e AMARAL, 1991:137
  16. REIS et al, 2006:237

Ligações externasEditar

 
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre a Estação de Nine

BibliografiaEditar

  • FERNANDES, Mário (1995). Viana do Castelo: A Consolidação de uma Cidade (1855-1926). Lisboa: Edições Colibri. 185 páginas. ISBN 972-8288-06-9 
  • MARTINS, João, BRION, Madalena, SOUSA, Miguel; et al. (1996). O Caminho de Ferro Revisitado: O Caminho de Ferro em Portugal de 1856 a 1996. Lisboa: Caminhos de Ferro Portugueses. 446 páginas 
  • REIS, Francisco; GOMES, Rosa; GOMES, Gilberto; et al. (2006). Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006. Lisboa: CP-Comboios de Portugal e Público-Comunicação Social S. A. 238 páginas. ISBN 989-619-078-X 
  • REIS, Sérgio; AMARAL, João (1991). Portugal Moderno: Economia. Col: Enciclopédia Temática Portugal Moderno 1.ª ed. Lisboa: Pomo - Edições Portugal Moderno, Lda. 211 páginas 
  • VIEGAS, Francisco (1988). Comboios Portugueses: Um Guia Sentimental. Lisboa: Círculo de Editores. 185 páginas 



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