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Disambig grey.svg Nota: Para outros significados, veja Gaspar (desambiguação).

Gaspar é um município brasileiro do estado de Santa Catarina, região Sul. Localiza-se na região do Vale do Itajaí, entre Blumenau e Itajaí. Sua população em 2019 é de 69.639 habitantes, segundo estimativas do IBGE.

Município de Gaspar
"Coração do Vale"
Bandeira de Gaspar
Brasão de Gaspar
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 18 de março de 1934 (85 anos)
Gentílico gasparense
Prefeito(a) Kleber Wan-dall (MDB)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Gaspar
Localização de Gaspar em Santa Catarina
Gaspar está localizado em: Brasil
Gaspar
Localização de Gaspar no Brasil
26° 55' 51" S 48° 57' 32" O26° 55' 51" S 48° 57' 32" O
Unidade federativa Santa Catarina
Mesorregião Vale do Itajaí IBGE/2008[1]
Microrregião Blumenau IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Blumenau, Brusque, Guabiruba, Ilhota, Itajaí, Luís Alves e Massaranduba
Distância até a capital 120 km
Características geográficas
Área 386,776 km² [2]
População 69 639 hab. estatísticas IBGE/2019[3]
Densidade 180,05 hab./km²
Altitude 18 m
Clima subtropical
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,765 alto PNUD/2010[4]
PIB R$ 1 668 182,000 mil IBGE/2011[5]
PIB per capita R$ 28 337,19 IBGE/2011[5]

A cidade ganha grande destaque com a rota das águas, devido ao grande número de parques aquáticos. O primeiro parque fundado na região foi o Parque Aquático Cascata Carolina. No verão, a cidade recebe mais de 300.000 turistas, inclusive estrangeiros.

As principais atividades econômicas do município são a indústria, o comércio e a agricultura, destacando-se a rizicultura e a indústria têxtil.

Índice

HistóriaEditar

A colonização da região onde hoje é o município iniciou-se com a chegada dos Xoclengues e Caingangues que buscavam um local seguro dos caçadores de índios, os chamados bugreiros. Esses índios foram exterminados durante os séculos XVII e XIX.

Durante esse período houve também a chegada dos novos colonizadores, que se instalaram na Região do Médio Vale do Itajaí, onde havia temor constante pelos ataques dos silvícolas. Existem registros de autores da época como Augusto Zitlow que confirmam as caçadas de indígenas pelos bugreiros, estes financiados pelos colonos, .

Os Vicentistas, homens oriundos da Capitania de São Vicente, que aportaram às margens do Rio Itajaí em busca de ouro, índios e riquezas foram sucedidos pelos açorianos, que segundo relatos, chegaram ao litoral catarinense com o intuito de efetivar a posse da Coroa Portuguesa dessas terras que eram cobiçadas pelos espanhóis.

Com os europeus começou a se formar a base econômica e populacional da cidade. A colonização italiana, muito forte na cultura da cidade, foi propiciada pelo fato de que a Itália estava saturada de mão de obra, assim como a Áustria, Suíça e Alemanha, que sempre acolheram a mão de obra ociosa daquele país. A solução passou a ser a migração para Santa Catarina, a qual já era o destino de milhares de italianos.

Os “negreiros” que eram os agentes de imigração, vendiam uma imagem falsa do que era a América na Europa, ao omitir e deturpar a verdade. A vida nas colônias no Sul do Brasil era árdua e sofrida. Os italianos acharam a terra muito estranha e diferente de sua pátria.

Com o passar dos anos os lotes se valorizaram, o que gerou grande disputa por terras nas proximidades do Rio Itajaí-Açu, tornando poderosos seus proprietários.

Após se estabelecerem, já no século XX, os imigrantes iniciaram o plantio do arroz irrigado, até hoje um dos produtos de maior destaque na economia do município.

Com a chegada dos imigrantes alemães, tiroleses, poloneses e russos, iniciou-se de maneira ampla o cultivo também do feijão, milho, aipim, taiá, batata, abóbora, verduras e amendoim.

Anos mais tarde, em 1880, as freguesias de São Paulo Apóstolo de Blumenau e São Pedro Apóstolo de Gaspar (pertencentes até então ao município de Itajaí) passaram a formar um município, chamado Blumenau. Nessa data, o número de habitantes do então município, com 11 mil quilômetros quadrados, era de 16.308 pessoas. Havia três mil residências, 255 engenhos de açúcar, 152 engenhos de farinha de mandioca, seis descascadores de arroz, 29 moinhos de fubá, fábricas de louças de barro, tecidos, serrarias, olarias, cervejarias, vinho e vinagre, padarias, açougues, entre outros.

Durante os 54 anos que seguiram, Gaspar foi distrito de Blumenau, para qual recolhia tributos, que eram devolvidos na forma de serviços para a comunidade, porém, segundo relatos da época, os mesmos eram de má qualidade e deveras precário.

Em 1870 já haviam sido estabelecidos alguns lotes urbanos na área que hoje é conhecida como o centro do município. O comércio começou a impulsionar o crescimento do distrito, porém apenas em 18 de março de 1934 houve a emancipação, com Leopoldo Schramm se tornando o primeiro prefeito.

GeografiaEditar

Gaspar possui uma área de 386,35 km², das quais 40 km² de área urbana e 346,35 km² de área rural. 

Localiza-se na latitude 26°55'53" sul, longitude 48°57'32" oeste. A altitude média do município é de 18 metros, seu território é composto por planícies situadas próximas ao rio Itajaí-Açu e serras localizadas nos extremos Norte e Sul.

O ponto mais alto do município é o Morro do Cachorro, situado na divisa com Blumenau e Luis Alves, com 857 metros acima do nível do mar.

ClimaEditar

Seu Clima é considerado Subtropical, com verões quentes. Os invernos são frios mas dificilmente chegam a 0 graus. Durante os períodos de outono e primavera os dias podem variar muito entre frios, amenos e quentes. Há poucas ocasiões de temperaturas negativas, mas apenas nos extremos da cidade, que são bairros mais altos.

Divisão territorialEditar

Existem vinte e um bairros em Gaspar:

  • Alto Gasparinho
  • Arraial Do Ouro
  • Barracão
  • Bateias
  • Bela Vista
  • Belchior
  • Belchior Baixo
  • Belchior Central
  • Centro
  • Coloninha
  • Figueira
  • Gaspar Grande
  • Gasparinho
  • Gaspar Alto
  • Gaspar Mirim
  • Lagoa
  • Margem Esquerda
  • Macucos
  • Poço Grande
  • Santa Terezinha
  • Sete de Setembro

InfraestruturaEditar

 
Paróquia São Pedro Apóstolo, em Gaspar.

Transporte públicoEditar

Até o início da década de 1970, Gaspar era cortada pelos trilhos da Estrada de Ferro de Santa Catarina (EFSC), por onde passavam trens de carga e de passageiros. Mesmo assim, a cidade contava com a Viação Gaertner, que fazia viagens e passeios.

Em 1973, a Viação Verde Vale recebeu autorização para explorar o transporte coletivo municipal, sem nenhuma licitação. Em 1999, a empresa ganhou a concessão por mais 20 anos, novamente sem licitação. Porém, por considerar ilegal a prorrogação em favor da Viação Verde Vale, o poder judiciário catarinense ordena a abertura de um processo licitatório para a operação do serviço público de transporte coletivo.

A concorrência é aberta, e a Viação Verde Vale não obtém êxito. Em outubro de 2002, após quase 30 anos de monopólio, a Auto Viação Do Vale é criada. O novo sistema de transporte coletivo é implantado, inclusive com a criação do primeiro terminal urbano do município. Este terminal era provisório, criado às pressas para o novo sistema de transporte.

Em 2005, é inaugurado o Terminal Urbano Vereador Norberto Willy Schossland (sistema integrado), para onde também é transferido o Terminal Rodoviário de Gaspar. Os terminais antigos, urbano e rodoviário, são desativados.

Hoje, a Viação Verde Vale continua operando as linhas intermunicipais, ligando Gaspar, Blumenau, Ilhota e a localidade do Baú, também em Ilhota.

Atualmente, a Auto Viação Caturani conta com uma frota de 24 ônibus, enquanto a Viação Verde Vale conta com 22 veículos urbanos.

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE. «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 12 de janeiro de 2014 
  3. «Estimativa Populacional 2019». Censo Populacional 2019. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Julho de 2019. Consultado em 28 de agosto de 2019 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 15 de fevereiro de 2014 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2011». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 12 de janeiro de 2014 

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar