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Um grifo, ilustração para uma edição de Alice no país das maravilhas, de Lewis Carroll.

Grifo é uma criatura lendária alada com cabeça e asas de águia e corpo de leão.[1] Os grifos faziam seus ninhos como qualquer outro animal, contudo, a matéria prima dos ninhos era de ouro. Outro diferencial, seria o fato dos grifos não colocavam seus ovos em seus ninhos, mas sim, ágatas. A ágata é um tipo de quartzo normalmente utilizado para a confecção de joias e ornamentos.

O Grifo Heráldico de Perugia, no Oratório de San Bernardino, de Agostino di Duccio , construído entre 1457 e 1461.

Acreditava-se que os grifos eram inimigos dos basiliscos, uma serpente fantástica.

Índice

OrigemEditar

A figura do grifo surgiu no Oriente Médio, onde era representado por meio de esculturas, pinturas e relevos em paredes. Ele está diretamente relacionado à religião zoroastra. Eles estavam também relacionado aos símbolos usados pelos magos e sacerdotes dessa religião. Como eram seres que possuíam asas, acreditava-se que tinham ligação com o mundo celestial. Ele era considerado o símbolo das sabedorias celestes e terrenas, pelo fato de possuir asas e ao mesmo tempo possuir cabeça de leão, formando um sincretismo entre o mundo sobrenatural e o terreno.[2]

Ainda na Grécia, os grifos eram tratados como seres guardiões. No caso de Dionísio, os grifos protegiam sua cratera de vinho. Já por Apolo eles eram utilizados por Apolo para que guardassem os tesouros dele em Hiperbórea, uma terra mítica em um lugar ao norte. Outro deus que os utilizam como fiéis "cães de guarda" era Zeus, o deus dos trovões.[3]

Na realidade, as características dos grifos são comparadas aos dos grandes abutres, que são encontrados na Europa, no Sudoeste da Ásia e também na África.

CitaçõesEditar

O iluminista Voltaire incluiu na sua novela, A Princesa da Babilônia, dois enormes grifos amigos de uma Fênix, que transportaram a princesa na sua viagem.

John Milton, no Livro II do Paraíso Perdido escreveu sobre os Arimaspos que se tentavam apoderar do ouro dos grifos. Também foi referido na poesia persa de Rumi.

Na Idade Média John Mandeville escreveu sobre estes animais fabulosos no capítulo XXI do seu célebre livro de viagens no qual grande parte dele foi escrito pelo mesmo autor do Kama-Sutra. Em tempos mais recentes, sua imagem passou a figurar em brasões pois aparentemente possui muitas virtudes e nenhum vício.

Significado no ZodíacoEditar

Como diversos animais fantásticos, incluindo centauros, sereias, fênix, entre outros, o grifo simboliza um signo zodiacal, devido ao senso de justiça apurado, o fato de valorizar as artes e a inteligência, e o fato de dominar os céus e o ar, simboliza o signo de libra, a chamada balança.

Ver tambémEditar

Referências