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Programa de Desenvolvimento de Submarinos

(Redirecionado de PROSUB)

O Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB) é uma parceria firmada em 2008 entre Brasil e França, sendo um componente da Estratégia de Defesa do Estado, para o desenvolvimento do poder naval do Brasil com a produção de quatro submarinos convencionais (propulsão diesel-elétrica ) e do primeiro submarino de propulsão nuclear brasileiro além de um complexo militar treinado, o que fará do país um dos poucos a contar com este tipo de tecnologia ao lado de Estados Unidos, França, Reino Unido, China e Rússia.[1]Os equipamentos serão produzidos com tecnologia nacional, por técnicos treinados na França.[2]O Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo ficará responsável pela área nuclear, uma vez que não haverá troca de conhecimentos, sendo realizado exclusivamente pela Marinha do Brasil.

A justificativa para uma força deste nível está, e não só, na Amazônia Azul onde ficam localizadas riquezas minerais, alimentares e de energia. Cerca de 90% da produção petrolífera e 77% da produção do gás natural vem do mar,[3]além de ser rota de importante de exportações e importações.

As instalações do referido programa estão localizadas no município de Itaguaí, na baía de Sepetiba no Rio de Janeiro.

Índice

EstruturaEditar

  • Unidade de fabricação de estruturas metálicas (UFEM) – Foi inaugurada em 1 de março de 2013 e foi a primeira etapa para a construção de submarinos.[2]Possuí uma área de 96 mil m², sendo 57 mil m² de área construída.
  • Estaleiros e base naval - O prédio principal do estaleiro foi inaugurado em 12 de dezembro de 2014.[4]Neste local as seções de submarinos serão unidas e instalada a propulsão do submarino nuclear.[5]A base naval é composta por dois polos o norte e o sul. Já estão concluídos 61% das obras, desconsiderando o Complexo Radiológico.[6]
  • Complexo radiológico - Será construído nas bases de severas normas de projeto, onde por exemplo, deverá estar a 5, 65 m acima do nível do mar para evitar tsunamis, degelo das calotas polares, elevação do nível do mar, etc.[7]

SubmarinosEditar

Submarino convencionalEditar

Em diferentes fases de construção estão os 4 submarinos convencionais propostos pelo programa. Derivados dos franceses da Classe Scorpène seus nomes são Riachuelo (S-40); Humaitá (S-41), Tonelero (S-42) e o Angostura (S-43).

O grande trunfo do poder naval é a capacidade de ocultação gerando o efeito surpresa.[8] Este tipo de submarinos são detectáveis por ondas sonoras emitidas por sonares, mas como a propagação do som é interferida por diversos fatores é produzido zonas negras onde o submarino não pode ser detectado por confundir-se com o meio.

A ocultação de submarinos com propulsão diesel elétrica não pode ser executada de forma prolongada: periodicamente terá que voltar a superfície pois depende de ar atmosférico para o funcionamento do motor, recarregando as baterias e para refazer o ar de dentro da estação.[8] Deste modo, as partes ficam expostas e podem ser detectadas por radares, navios e aeronaves. Possuem um baixo poder de mobilidade. Atingem velocidade média de 11 km/h.

Submarino com propulsão nuclearEditar

O submarino que será construído chamará SN Álvaro Alberto (SN-10)

Um submarino com propulsão nuclear pode ficar meses sem retornar a superfície e possuem um grande poder de mobilidade atingindo velocidades de 65,5 km/h.[9] Sua limitação encontra-se no estoque de mantimentos e estabilidade física e psíquica da tripulação. São utilizados em águas profundas. Utilizam como fonte de energia um reator nuclear na produção de calor para vaporizar a água que pode ser usada em turbinas.

ReferênciasEditar

Ligações externasEditar