SMS Sankt Georg

O SMS Sankt Georg foi um navio cruzador blindado operado pela Marinha Austro-Húngara. Nomeado em homenagem a São Jorge, sua construção começou em março de 1901 no Arsenal Naval de Pola[1] e foi lançado ao mar em dezembro de 1903, sendo comissionado na frota austro-húngara em julho de 1905.[2] Era armado com uma bateria principal de dois canhões de 240 milímetros, cinco canhões de 190 milímetros e mais quatro canhões de 150 mm,[3] possuía um deslocamento de oito mil toneladas e conseguia alcançar uma velocidade máxima de 22 nós.[2]

SMS Sankt Georg
SMS St.GEORG.jpg
Carreira  Áustria-Hungria
Operador Marinha Austro-Húngara
Fabricante Arsenal Naval de Pola
Homônimo São Jorge
Batimento de quilha 11 de março de 1901
Lançamento 8 de dezembro de 1903
Comissionamento 21 de julho de 1905
Descomissionamento fevereiro de 1918
Estado Desmontado
Características gerais
Tipo de navio Cruzador blindado
Deslocamento 8 070 t (carregado)
Maquinário 2 motores de tripla-expansão
12 caldeiras
Comprimento 124,3 m
Boca 19 m
Calado 6,8 m
Propulsão 2 hélices
- 15 000 cv (11 000 kW)
Velocidade 22 nós (41 km/h)
Armamento 2 canhões de 240 mm
5 canhões de 190 mm
4 canhões de 150 mm
8 canhões de 6 mm
6 canhões de 47 mm
2 tubos de torpedo de 450 mm
Blindagem Cinturão: 210 mm
Torres de artilharia: 210 mm
Torre de comando: 200
Convés: 50 mm
Tripulação 630

O Sankt Georg serviu nas esquadras de reserva e treinamento em tempos de paz, geralmente alternando com o SMS Kaiser Karl VI.[4] Em 1907 viajou aos Estados Unidos para participar da Exposição de Jamestown.[5] Teve muito pouco o que fazer durante a Primeira Guerra Mundial, pois a frota austro-húngara permaneceu a maior parte de seu tempo ancorada em suas bases navais.[6] As exceções foram em maio de 1915, quando participou do Bombardeio de Ancona,[7] e em maio de 1917, quando proporcionou suporte durante a Batalha do Estreito de Otranto.[8]

A tripulação do Sankt Georg e de vários outros navios austro-húngaros ficaram cansadas da guerra e dos longos períodos de inatividade, o que levou ao Motim da Cátaro em fevereiro de 1918.[9] O motim foi rapidamente subjugado pela chegada de outras unidades[10] e o Sankt Georg e outras embarcações obsoletas foram descomissionadas, a fim de tentar reduzir o número de navios sem uso.[11] A Áustria-Hungria perdeu a guerra e, sob os termos do Tratado de Saint-Germain-en-Laye de 1919, o cruzador foi entregue para o Reino Unido. Ele foi desmontado na Itália em 1920.[2]

Referências

  1. Sondhaus 1994, pp. 152–153
  2. a b c Gardiner 1979, p. 273
  3. Friedman 2011, p. 285
  4. Sondhaus 1994, pp. 172–173
  5. Sondhaus 1994, p. 185
  6. Halpern 1994, p. 141
  7. Sondhaus 1994, pp. 274–275
  8. Sondhaus 1994, p. 306
  9. Halpern 2004, pp. 48–50
  10. Sondhaus 1994, pp. 318–324
  11. Halpern 1994, p. 171

BibliografiaEditar

  • Friedman, Norman (2011). Naval Weapons of World War One: Guns, Torpedoes, Mines and ASW Weapons of All Nations; An Illustrated Directory. Barnsley: Seaforth Publishing. ISBN 978-1-84832-100-7 
  • Gardiner, Robert (1979). Conway's All the World's Fighting Ships 1860–1905. Greenwich: Conway Maritime Press. ISBN 978-0-8317-0302-8 
  • Halpern, Paul (1994). A Naval History of World War I. Annapolis: Naval Institute Press. ISBN 0-87021-266-4 
  • Halpern, Paul (2004). «The Cattaro Mutiny, 1918». In: Bell, Christopher M.; Elleman, Bruce A. Naval Mutinies of the Twentieth Century: An International Perspective. Londres: Frank Cass. ISBN 0-7146-5460-4 
  • Sondhaus, Lawrence (1994). The Naval Policy of Austria-Hungary, 1867–1918: Navalism, Industrial Development, and the Politics of Dualism. West Lafayette: Purdue University Press. ISBN 978-1-55753-034-9 

Ligações externasEditar

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